Minnesota Vikings Report: No Topo, Novamente!

Paulo Pereira 3 de Dezembro de 2015 Análise Jogos NFL, Equipas NFL, NFC North, NFL Comentários Desligados
Adrian Peterson

Minnesota Vikings Report: No Topo, Novamente!

Pontos de estilo: Nope. Um não categórico. Isso não é para nós. Os Vikings vencem, mas triunfos suados, com planos de jogo conservadores, procurando extrair e espremer o que de bom a equipa tem, enquanto limita os pontos fracos.É futebol old school, com ênfase no ground game, na defesa cheia de testosterona, na ausência de big plays no jogo de passe.

Até ver, dá resultado. E deixem-me fazer uma pausa, pequenina, para saborear. Não é todos os anos que, a 5 jornadas do final da regular season, os purple & gold comandam a NFC North. Uau. Uma devida vénia a Zimmer, que colocou a casa em ordem, e a Rick Spielman, por ter encontrado as peças necessárias nos drafts. Minnesota não tem ainda uma equipa perfeita (há disso?), que se possa assumir como contendor, mas possui algo de que se pode orgulhar. Depois da derrota caseira contra os Packers, a besta negra na divisão, este era um confronto que não se podia perder. O problema é que era fora de portas, contra uns Falcons também à procura dos playoffs e com um ataque dinâmico, se bem que a ausência de Devonta Freeman me tenha feito respirar de alívio. O triunfo, merecido, foi uma cópia de outros, obtidos em circunstâncias similares. Uma performance acima da média da defesa, alguns erros patetas (o habitual field goal desperdiçado e uma intercepção de Teddy), o massacrante jogo corrido e pronto. Está feito. É mais fácil escrevê-lo do que fazê-lo, por isso cá vai tudo devidamente dissecado:

Os Melhores Purple & Gold

Adrian Peterson: Jogando contra a melhor defesa da competição contra o jogo corrido, All Day foi a peça instrumental do ataque, amealhando 187 jardas, em 31 toques. Os seus 2 touchdowns, o 98º e 99º da carreira, marcaram a diferença, numa partida diametralmente diferente da dos Packers. Aí, a equipa foi obrigada a abandonar a corrida, devido ao atraso no marcador. Em Atlanta, desde início que os Vikings se impuseram, gerando drives cirúrgicas, com avanços ponderados no terreno, gastando cronómetro e marcando pontos. Qualquer uma das drives da 1ª parte consumiu, em média, cerca de 6 minutos ao relógio. E existe melhor antídoto ao jogo de passe dos Falcons do que mantê-los frustrados na sideline? Peterson caminha a passos largos para o seu 3º título de mais jardas corridas, feito pessoal de enaltecer, depois das vicissitudes sofridas em 2014. Na casa dos 30, pretensamente a idade em que se começa a notar o declínio acentuado nas faculdades dos running backs, ele parece dotado de um amuleto que o torna imune à passagem biológica da idade. É o melhor jogador da equipa, a arma de destruição maciça.

Rhett Ellison: É um híbrido entre tight end, fullback e o mais que for preciso, mas a sua característica principal, aquela que o mantém no lote eleito dos 53 do roster, é a capacidade de bloqueador. Aí, Ellison foi um monstro, dando o corpo às balas, abrindo rotas. O exemplo mais mediático foi o 2º TD de Adrian Peterson, que sentenciou o jogo. Ellison e Matt Kalil foram instrumentais, abrindo uma cratera junto à linha lateral, por onde o running back passou intocado. O ataque não tem números de vídeo game, mas a união e colagem destes pequenos pormenores ajudam a fazer a diferença. Ellison foi o melhor ajudante da OL, quer na ajuda ao jogo corrido, quer como protector adicional ao passe. Um portento de força e um tipo com quem não se devem meter, se o encontrarem num bar. A lei das probabilidades dirá que, numa situação dessas, é melhor fingirem-se de mortos. Pode ser que escapem!

Anthony Barr: Que jogão! Foi um monstro no centro do terreno, parecendo omnipresente em todos os aspectos da partida. Brilhou inicialmente ao impedir um touchdown de Tevin Coleman, numa jogada que merece ser apreciada, vezes sem conta. Na linha de scrimmage, Barr foi abrandado por um bloqueio perfeito de Patrick DiMarco. Coleman, saindo do backfield, encontrou terreno livre do seu lado direito, apanhando-se em open field apenas com um defensor à sua frente. Barr recuperou da jogada inicial e iniciou a perseguição. Felino, teve uma abordagem inteligente, não procurando o tackle, que apenas pararia a jogada, mas deixaria o adversário em óptima posição de campo. O linebacker, num gesto cirúrgico, deu um murro na bola, provocando um fumble, recuperado pelos Vikings. 7 pontos evitados, numa tarde em que ele fez de tudo: 8 tackles, 1 sack, 2 forces fumbles. Um monstro!

Xavier Rhodes: Julio who? É o que apetece perguntar. Rhodes, vindo de um 2014 excelente, tem sido uma das desilusões da equipa. Quando se esperava que o cornerback se assumisse como a referência na secundária, um shutdown corner temível, ele tem fraquejado e dado indícios de que ainda não estará pronto para tanta responsabilidade. Zimmer manteve sempre a confiança no jogador, agora recompensado por uma excelente prestação. Sim, Jones conseguiu 5 recepções e 56 jardas, mas foi contido. E, quando se fala isso de um dos melhores wide receivers da competição (claramente no top 5), está tudo dito. A cobertura de Rhodes foi perfeita, impedindo que o alvo predilecto de Matt Ryan provocasse qualquer mossa. Jogou com um estilo físico agressivo, intimidante, cobrindo na perfeição as rotas do WR. Espero que este Rhodes, desaparecido em combate até Atlanta, tenha vindo para ficar. Pode dar jeito, agora que o calendário vai apertar.

Everson Griffen: A sua produção até poderá ter sido banal, mas quem me arranca do sofá, a soltar um grito de guerra, rosto tresloucado de alegria, merece figurar aqui, entre os destaques. Os Vikings venciam por 10-3 e o 3º período estava quase no fim. Os Falcons, na sua linha de 30 jardas, enfrentavam um 3-e-7. Um lance bem concretizado e a equipa ganharia momentum para o derradeiro quarto. Mas o nosso 97 foi disruptivo, passando pelo left tackle e punindo o quarterback, num gesto agressivo, mas legal. Ryan, agarrado pela jersey, teve direito a andar à roda, como se estivesse numa centrifugadora, até o lance ser finalizado pela arbitragem. Yippee ki-yay, motherfucker, como diria o bad ass Bruce Willis, se jogasse futebol americano e metesse o totó do Ryan a andar à roda, estilo rodeo.

Terence Newman: Não lhe peçam o bilhete de identidade. Lá, pode parecer um “velho”, cujas energias foram gastas em batalhas contínuas. Mas dentro de campo o veterano parece um adolescente, prenhe de alegria e entusiasmo. Foi excelente na coverage, conseguindo mais uma intercepção para o seu histórico, colocando cobro a uma tentativa de Ryan na end zone. Fez mais do que isso, nunca dando espaços na cobertura, parecendo adivinhar o local para onde a bola iria. Grande temporada de quem, quando foi contratado, teria como papel o de mentor, destinado a uns quantos snaps por jogo. Mentor uma ova, terá pensado. A titularidade, ao lado de Rhodes, é dele. Merecidamente!

Mike Wallace: Esta foi a pedido. Uns amigos estavam fartos de me chatear. “É pá”, diziam eles, ao bom estilo alarve, “”tás sempre a falar mal do Wallace. Ele é bom jogador”. Não vou produzir aqui, neste espaço frequentado por famílias de bem, o teor das minhas respostas. Se fossem gravadas, envolveria muitos “piiiiiisssssss” e a malta não iria perceber nada. Pois bem, desta feita despi-me de preconceitos e tentei analisar racionalmente a exibição do receiver. O melhor que consegui foi isto. Deve dar para não os ouvir nos próximos dias, não deve?

O Mike Wallace não apanha bolas? Que se lixe. Nem me importo, se em vez disso continuar a atrair flags. Foram 2, dois pass interference, em alturas importantes, que deram jardas adicionais aos Vikings. Iupi. Olha para mim todo contente por termos gasto 9 milhões num wide receiver, na free agency. Contas feitas, dá 4,5 milhões por pass interference. Podemos ir ao Super Bowl, mas vai ficar-nos caro.

Antone Exum: Os foruns afectos aos purple & gold já exigiam a presença na defesa titular do 2º anista. Compreensivelmente. Andrew Sendejo é uma nódoa. Até acredito que pode ser bom rapaz, respeitador das leis e tudo o mais, mas não nasceu para jogar na NFL. A única pessoa capaz de o defender deve ser a mãe, e só porque ele, bom filho, lhe paga o condomínio privado e demais mordomias. Exum, colocado na depth chart como backup de Harrison Smith, apareceu na equipa…mas em substituição do nosso hitman, lesionado. Ou seja, calhou-lhe a fava. Foi titular com o Sendejo ao lado. Mas alguém, lá em cima, deve gostar do moço, porque o Sendejo lesionou-se. E juro que não fui eu que comecei a praticar magia negra. Até parece que estou a ver Deus (sim, caso não saibam, ele vê os jogos dos Vikings), a levar a mão à cara, em sinal de desespero, cofiando a barba branca, depois de ver Sendejo a ser “queimado” pelo enésimo receiver. Até que gritou: TIREM AQUELE GAJO DO CAMPO. Algum ajudante, para fazer a vontade, exagerou no remédio e o pobre do Sendejo saiu, mas lesionado. O que conta é a intenção. Entrou o Robert Blanton. Óptimo. O miúdo não joga mal. Os dois – Exum + Blanton – safaram-se admiravelmente bem. Os mais cépticos dirão que os Falcons não são um adversário. São uma equipa de brincar. Mas isso são os haters. Dan Quinn transfigurou aquela amálgama de mediocridade, e confesso que tinha medo daquele jogo aéreo.

Os Piores Purple & Gold

Penalidades: Eramos uma equipa disciplinada. Tão disciplinada que até estava disposto a escrever um poema, se a malta continuasse assim. Por este ritmo, nem duas estrofes escrevo. Os Vikings tornaram-se uma equipa penalty-happy. Em Atlanta coleccionaram 9 flags, aumentando o pecúlio dos dois últimos jogos para 17. E 163 jardas. É doentio. 163 jardas dadas de mão beijada ao adversário. Algo terá que mudar, nos próximos jogos, senão seremos fortemente penalizados. Acredito que o Mike Zimmer vai estar atento e resolver o problema. Mas isto tudo é o resultado de termos ido jogar contra os Raiders. Algum vírus se apanha por lá, que a malta fica toda a pensar que isto é uma competição de MMA.

Conservadorismo ad nauseum:  Red zone dos Falcons. 3º down. 5 jardas. E CHAMA-SE UMA JOGADA DE CORRIDA, COM O ADRIAN PETERSON NA SIDELINE? Mas está tudo louco? Quem é que achou que o Matt Asiata, o mister uma-jarda-de-cada-vez conseguiria alcançar a terra prometida? Ninguém, certo? Ou seja, chama-se uma jogada COBARDOLAS para ganhar uma ou duas jardas e meter depois um field goal. [espaço para dizer as asneiras que me apetecer, mas fora do horário nobre]. Contra os Falcons, marcar 3 em vez de 7 serve. Mas não vamos aos playoffs, nem teremos aspirações, com esta mentalidade.

O Freguês que se Segue

Ó pá, agora é que é. Seattle Seahawks. O que é que posso escrever aqui, sobre o adversário que nos vai visitar, sem ferir susceptibilidades. É que eu vou ver o jogo…a casa dum adepto [fundamentalista] dos passarinhos de Seattle. Estão a ver o dilema, não estão? Escrevo qualquer coisa negativa contra os meninos que abusaram do Adderall, em tempos recentes, e sujeito-me a não ver pinga daquela garrafa de uísque de 30 anos, que lá está. Ainda me calha um ice tea (e de sabor a limão) e vou cheio de sorte. Por isso, toca lá a encher isto de elogios sobre os Seahawks, a melhor equipa do mundo e arredores. Vamos lá começar:

Têm um quarterback atarracado, uma aberração da natureza, minúsculo que dá dó, mas que passa umas bolas. É uma improbabilidade da natureza como é que ele, a jogar numa liga de gente grande, ainda está vivo. Mas está. Vi-o, com os meus próprios olhos, a passar para 5 touchdowns contra os Steelers. Tenho esperança que o Russell Wilson tenha um encontro imediato com o Linval Joseph, logo de início. É capaz de ficar a respirar com dificuldades.

Têm também um jogo corrido consistente. Estranhamente, sem o Marshawn Lynch, que é um copycat do GRANDE Adrian Peterson, mas desencantaram um undrafted rookie que corre que se farta e não tem que fazer análises anti-doping, porque ninguém o conhece nem consegue pronunciar o seu nome. O rapaz, de apelido Rawls, pode criar problemas. Ou não. Tudo depende da vontade da nossa DL. Tem jogado a um nível elevado, mas permitiram que o Eddie Lacy passasse das 100. Por isso, nunca fiando…

Ia dizer que têm o Jimmy Graham, mas isso poderia custar-me o tal uísque que falei acima. É que eu sei – e o meu amigo sabe que eu sei- que ele está lesionado. Ironicamente, o tight end lesionou-se na melhor fase da sua carreira em Seattle, se bem que isso diga mais das suas más exibições do que da pretensa qualidade. O Graham é um soft do caraças, um tipo que parece que vai começar a chorar a qualquer momento, quando lhe tocam. Traumas de Nova Orleães. O problema é que sem ele, é bem capaz de jogar alguém decente e vamos ter problemas. Até nas lesões dos jogadores adversários temos azar.

Passo à frente a OL, que não existe – consta que ainda têm 4 funcionários do staff do clube à procura dos offensive linemen que eram para aparecer no início da época – e vamos já para a defesa. Mas fica só uma adenda. Se não conseguirmos uns 8 sacks, NO MÍNIMO, é uma derrota. A defesa dos Seahawks é famosa. Vá-se lá saber porquê. O Ben Roethlisberger, sem um joelho e gordo que nem um texugo, meteu-lhes mais de 450 jardas no passe. Até nisto, repito, temos azar. Tinham lá um rapazinho, o Cary Williams, que era porreiro e dava-se bem com os receivers todos. Tão bem, que era tipo para ceder 100 jardas por jogo. E logo agora é que o tiram da titularidade? É uma conspiração, o mundo a unir-se para travar a marcha imparável do exército Viking. Assim sendo, vamos ter que meter o Mike Wallace no lado do Richard Sherman e esperar que a arbitragem seja imparcial. Se assim for, sacamos umas 3 ou 4 pass interference. Só na 1ª parte. E pronto. É isto. Recuso-me a falar do duo de safeties – o Earl Thomas e o Kam Chancellor – que, para além de serem completamente sobrevalorizados, já deviam estar presos faz imenso tempo, face à violência empregue dentro do campo. Mas os Seahawks são a melhor equipa do mundo e arredores. Venha de lá esse uísque. Acho que o mereci.

Artigo publicado originalmente na página de Facebook Minnesota Vikings Portugal

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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