No Huddle: NFL 2015 Championship Weekend

João Malha 26 de Janeiro de 2016 Análise Jogos NFL, NFL Comentários Desligados
Carolina Panthers

No Huddle: NFL 2015 Championship Weekend

Estão encontrados os dois campeões de Conferência da época 2015 na NFL, e consequentemente os finalistas do Super Bowl 50. Foram dois jogos muito distintos, um mais espetacular, mas onde houve um sentido quase único, e outro mais equilibrado e com incerteza no resultado até final.

New England Patriots – 18 @ Denver Broncos – 20

Quando a decisão de um jogo fica explicada por um ponto extra falhada por um kicker, é fácil perceber o quão equilibrado foi este jogo, que a 12 segundos do fim podia ter ficado empatado, caso os campeões Patriots tivessem conseguido concretizar o 2-point conversion.

Mas a grande justificação da vitória dos Broncos foi a fantástica exibição da sua defesa. Na primeira parte Tom Brady foi massacrado com uma pressão constante que levou a vários sacks, interceções e muitos passes falhados. Ao intervalo Brady apresentava o pior passer rating de sempre de um QB nos playoffs (18.1). Von Miller e Derek Wolfe foram os principais responsáveis por esse dia negro de Brady, com sacks, passes desviados, etc. Um pesadelo que não vai deixar o QB da formação de New England dormir nos próximos tempos.

A inexistência de jogo de corrida, depois das lesões de Dion Lewis e LeGarrette Blount na fase regular, tornam a equipa demasiadamente dependente do passe, ao ponto de ter sido Brady a protagonizar a maior corrida da tarde, do lado dos ainda campeões em título, com 13 jardas.

Do lado ofensivo dos Broncos, Peyton Manning não comprometeu, pareceu ligeiramente melhor, mas continua a ser uma sombra do que foi no passado. Começou bem e fez dois passes para TD, ambos para Owen Daniels, mas depois foi desaparecendo com o passar do tempo, não tendo conseguido mover a equipa no campo no último período, o que permitiu várias posses de bola aos Patriots para tentarem a reviravolta.

Reviravolta que não chegou, mas esteve muito perto. Um quarto down que podia acabar com o jogo deu origem a um passe fantástico de Brady e uma receção ainda melhor de Rob Gronkowski (who else?) para um ganho de 40 jardas, a deixar os Pats nas 10 jardas. Seria Gronk novamente a receber o passe de Brady pouco depois para colocar o jogo em 18-20 a 12 segundos do fim.

Porém, na jogada que podia dar o empate, Brady não conseguiu ligar com Julian Edelman, precisamente graças a um ex-Patriot, o CB Aqib Talib, que garantiu assim a quarta final do Super Bowl a Manning, que se torna no primeiro jogador a conseguir múltiplas presenças em duas equipas distintas.

Um 2-point conversion que só foi necessário porque Stephen Gotskowski, o kicker dos Pats, falhou o ponto extra após o primeiro TD da sua equipa, quando os Broncos venciam por 7-0 no início do encontro. Uma falha rara no kicker veterano, que era um dos cinco kickers que não tinham um único erro em pontos extra. Mas que os adeptos não perdoam, como se pode ver nas redes sociais, onde os excessos já ultrapassaram os limites do razoável no insulto a um dos melhores kickers da NFL. Provavelmente a posição mais ingrata do jogo, pois dificilmente serão levados em ombros, mas todos lhes caem em cima em momentos como este.

Arizona Cardinals – 15 @ Carolina Panthers – 49

No lançamento do jogo referíamos que tudo estava reunido para um jogo fantástico, com muitos pontos. E assim aconteceu, mas praticamente só para um lado. Os Panthers conseguiram o maior score de sempre de uma final da NFC, graças a uma equipa que foi, sem sombra de dúvidas, a melhor desta época, a considerável distância de todas as outras. Acabou por falhar a época perfeita, ao perder um só jogo, à beira do final da fase regular, contra os Atlanta Falcons, mas que mais uma vez demonstrou todo o seu poderio ontem.

E para quem era acusado de não conseguir fechar os jogos, nem isso foi problema neste domingo à noite. Os Panthers entraram a matar, como de costume, mas saíram no mesmo registo, simplesmente demolidores.

A OL dos Panthers dominou todo o jogo e permitiu a Cam Newton registar um feito único na história da NFL, uma final de conferência em que um QB somou mais de 300 jardas em passe e dois TD em corrida. Melhor que isto era quase impossível. Super Cam teve a noite toda para dançar no pocket, fazer passes mortíferos, ou correr quando não havia outra hipótese.

E se o ataque não deu hipótese, o que dizer da defesa, que obrigou o QB dos Cardinals, Carson Palmer, a seis turnovers! Palmer voltou a ter um dia não, como há uma semana, mas desta feita a defesa não o salvou. Adivinha-se uma offseason no Arizona onde a posição de QB será alvo de discussão.

A qualidade dos Panthers é tal que conseguiu vulgarizar a equipa que foi claramente a segunda melhor da regular season de toda a NFL. Decisivo foi também o erro de Patrick Peterson, num momento em que os Cardinals pareciam reentrar no jogo no final da primeira parte, ao deixar escapar um punt perto do final da primeira parte, que resultou num fumble recuperado pelos Panthers, quando o momentum do jogo parecia poder mudar. É ingrato culpabilizar um dos melhores defesas da Liga pelo erro nessa jogada das special teams, mas a verdade é que foi determinante em termos anímicos para o que se seguiria.

Agora resta saber se a melhor defesa da NFL consegue travar Super Cam. Se não forem em eles, definitivamente ninguém conseguiria. Até porque esta é a última oportunidade para tal. Os Panthers vão entrar como favoritos mas tudo é possível num Super Bowl!

About The Author

João Malha

Profissional da área de comunicação e marketing, e sempre ligado ao desporto, sempre me fascinou o conceito de showbiz dos norte-americanos no que toca à promoção de qualquer espectáculo desportivo. Quando em 2003, a SportTv transmitiu pela primeira vez o Super Bowl, com estrondosa vitória dos Buccaneers de John Gruden sobre os Raiders, a curiosidade cresceu e ano após anos comecei a seguir as transmissões do maior evento desportivo mundial. Mas como em tudo na vida (pelo menos na minha forma de estar), é preciso um motivo mais forte para nos agarrarmos às coisas. Uma paixão que nos alimenta. E foi isso que aconteceu em 2010, aquando da final de Miami, ganha pelos Saints frente aos Colts do lendário Peyton Manning. Nesse dia senti finalmente que aquela era a minha equipa! E o aparecimento da ESPN America ajudou a não mais largar este desporto espectacular, que sigo semanalmente. Na Week 1 da temporada 2012/2013, cumpri o sonho de ir ver um jogo dos Saints ao vivo, ao Mercedes-Benz Superdome. Não vi os Saints vencerem, mas quem sabe se não terei a oportunidade de dizer que assisti ao primeiro jogo na NFL de um dos maiores QB’s da sua história, Robert Griffin III. Ver os Saints ao vivo foi uma experiência única que me faz olhar para o desporto com outros olhos. Quero saber mais e mais sobre o jogo, a sua história, lendas, regras, tácticas, etc. Let’s play ball!!!!

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