No Huddle: NFL 2015 Divisional Weekend

João Malha 19 de Janeiro de 2016 Análise Jogos NFL, NFL Comentários Desligados
NFL Divisional Round

No Huddle: NFL 2015 Divisional Weekend

Se há uma semana os favoritos (olhando para as classificações de conferência) perderam todos, agora foi precisamente ao contrário. As finais de conferência serão disputadas pelos dois melhores na Fase Regular da AFC e NFC. Serão dois jogos imperdíveis, mas isso é só para a semana.

Em relação aos jogos do Divisional Weekend, a emoção foi a palavra de ordem, com equipas a lutar até ao final pela vitória, mesmo algumas que vieram bem detrás para voltar a lutar pelo apuramento que já parecia improvável.

Kansas City Chiefs – 20 @ New England Patriots – 27

Depois de 11 vitórias consecutivas, os Chiefs caíram aos pés dos campeões. Caem de cabeça levantada e depois de conseguirem algo que só uma vez tinha acontecido na história da NFL, chegar ao Playoff depois de um início de 1v-6d. O calendário ajudou, diga-se, mas isso é injusto para uma equipa que foi tão consistente.

Na hora de defrontar os campeões, viu-se que os Chiefs ainda não têm aquele factor X que pode garantir títulos e finais. O ataque e a defesa são muito coesos mas os Patriots são de outro campeonato. Com Tom Brady, Rob Gronkowski e Julian Edelman todos aptos, o ataque esteve fortíssimo. A defesa dos Chiefs é muito forte e ainda os conseguiu suster algumas vezes, tento ficado perto de uma jogada que mudasse o jogo por mais do que uma vez, mas acabou por nunca a concretizar.

Os Patriots abusaram do jogo de passe (apenas 10 jogadas de corrida em todo o jogo!) mas demonstraram o quão fortes são nesse capítulo, ao ponto de nem precisarem de quase correr com a bola. É certo que a maioria das estrelas (as referidas em cima e outras) parece presa por arames, mas também já “só” tem que aguentar mais dois jogos. Se o conseguirem, parecem ser fortíssimos candidatos a vencer novamente o Super Bowl.

Green Bay Packers – 20 @ Arizona Cardinals –  26

De cortar a respiração. Esta é a melhor forma de descrever o insano final da partida. Pela segunda vez esta época, Aaron Rodgers conseguiu um hail mary impensável. Foi assim com os Detroit Lions, mas agora teve outro peso pois estamos a falar de um playoff. Foi tremendo e garantiu o Overtime aos Packers, porém, um polémico atirar de moeda ao ar acabou por dar início ao fim dos Packers.

Mas já lá vamos, antes houve muitos motivos de interesse. Ao contrário do que se passou na fase regular, os Packers não foram dizimados pelos Cardinals. O jogo foi bastante equilibrado e Rodgers conseguiu manter a sua equipa sempre no jogo, graças também a uma clara melhoria defensiva da equipa do norte dos EUA.

Os dois grandes nomes da partida foram mesmo Aaron Rodgers e Larry Fitzgerald. Primeiro o QB dos Packers, que fugiu a pressões constantes e ainda conseguiu a drive de outra galáxia que valeu o empate, com passes extraordinários que mostram porque é considerado por muitos como o melhor QB da NFL da atualidade.

Depois, Larry Fitzgerald, com oito receções, para 176 jardas e o TD da vitória no Overtime. Num dia em que Carson Palmer esteve longe do seu melhor, o veterano receiver foi o herói dos Cardinals, com grande justiça pois a sua carreira merece mais momentos de glória, como o deste sábado.

Uma palavra para o técnico Bruce Arians, que apesar de poder gerir o relógio no final, manteve o seu estilo agressivo e optou pelo passe numa jogada que em corrida poderia ter roubado segundos preciosos que, certamente, teria inviabilizado o hail mary final.

A fechar, o episódio de atirar a moeda ao ar. À primeira tentativa a moeda na girou e os Packers (que perderam a moeda ao ar) reclamaram. O árbitro reconheceu o erro e repetiu o ato mas a moeda foi ao ar novamente, mas agora com a face escolhida por Rodgers para cima, em vez de para baixo (disse A-Rod que escolhe sempre a face para baixo quando está na mão do árbitro). O QB dos Packers queixou-se na conferência de imprensa de não ter tido a oportunidade de escolher novamente mas reduzir um jogão que vai ser recordado por décadas a um momento como este seria injusto para os amantes do jogo.

Seattle Seahawks – 24 @ Carolina Panthers –  31

Ao intervalo estava 31-0!! Quem diria que ainda seria possível ter momentos de emoção neste jogo? Os Panthers entraram a matar, marcaram na primeira drive, intercetaram Russell Wilson na primeira posse dos Seahawks, com Luke Kuechly a fazer uma pick six e a colocar o marcador em 14-0 logo a abrir. No primeiro tempo houve ainda lugar a mais uma interceção do Panthers a Wilson, num massacre que roubou toda a emoção… pensava-se…

Com tamanha vantagem, os Panthers deixaram andar o relógio, com pouca agressividade ofensiva e isso permitiu aos Seahawks ir reentrando no jogo, graças também a uma fantástica prestação da dupla Russell Wilson e Jermaine Kearse. Um TD na primeira drive da segunda parte foi o ponto de partida para uma recuperação que ficou perto da história. Mas o onside kick que poderia valer uma última posse de bola aos Seahawks não foi recuperada pela equipa vice-campeã que, assim, ficará de fora do Super Bowl pela primeira vez nos últimos 3 anos.

Duas palavras para o Running Game. Jonathan Stewart conseguiu o feito de ser o primeiro RB com mais de 100 jardas de corrida contra os Hawks nos últimos 27 jogos da franquia de Seattle. Um feito para o RB dos Panthers. Já do lado contrário, poderá ter sido o dia da despedida do Beast Mode. Marshawn Lynch voltou de lesão e esteve completamente fora do jogo. Apenas 20 jardas em 6 tentativas, muito longe do seu melhor. Fala-se agora que poderá ter sido a sua despedida pois o peso do seu contrato poderá ditar um adeus uma vez que o seu substituto, Thomas Rawls esteve muito melhor que Lynch ao longo da época.

Uma nota final sobre Cam Newton. Chega à sua primeira final de Conferência e apesar de nem ter sido brilhante, foi pelo menos consistente e se olharmos para os seus números, foi de longe o QB que mais progrediu em 2015. Desde a semana 9, tem 27 TD contra apenas 9 interceções! Vai ser o mais novo QB dos quatro finalistas (todos os outros estão acima dos 35) mas parece ser o melhor deles todos na atualidade.

Pittsburgh Steelers – 17 @ Denver Broncos –  23

Dizem que a defesa ganha campeonatos. Não sei se ganhará, mas valeu o jogo de ontem aos Broncos, isso é certo. Ontem e na maioria dos jogos ao longo da época. Com um ataque que não atemoriza ninguém, os Broncos têm uma defesa monstruosa que lhes assegurou um lugar na final da AFC. Os Steelers não estiveram brilhantes, culpa certamente da baixa de Antonio Brown e limitações de Ben Rothlisberger, mas dominaram o marcador e justificaram a vitória. Porém, um fumble perto do fim da 3º opção de RB dos Steelers, a juntar-se a dois sacks consecutivos a Big Ben, acabaram por permitir que os Broncos recuperassem e passassem para a frente do marcador perto do fim.

O jogo dos Broncos incidiu essencialmente na corrida, algo pouco habitual nos anos anteriores, mas este Peyton Manning já não dá para muito mais. Mesmo a milhares de milhas de distância do Manning de outrora, o veterano QB conseguiu não cometer erros e sobreviver a muitas falhas dos seus receivers na hora de receber os passes do Manning. Como aconteceu em vários jogos ao longo da época, os Broncos tiveram uma ponta final fortíssima, garantindo a vitória.

Do lado dos Steelers, apesar das ausências e limitações, o ataque voltou a ser imperial, com quase 400 jardas ganhas contra a melhor defesa da NFL. Faltou finalizar jogadas, algumas delas críticas. Não houve Brown mas houve um fantástico Martavius Bryant que liderou em corrida e em receção num total combinado de 194 jardas!! Com Brown a história se calhar seria outra, mas isso nunca saberemos.

Estes Broncos parece super limitados em termos ofensivos, mas com uma defesa deste calibre tudo é possível. Veremos se conseguirão parar Brady, Gronk e Edelman. Aí estará a chave da final da AFC.

About The Author

João Malha

Profissional da área de comunicação e marketing, e sempre ligado ao desporto, sempre me fascinou o conceito de showbiz dos norte-americanos no que toca à promoção de qualquer espectáculo desportivo. Quando em 2003, a SportTv transmitiu pela primeira vez o Super Bowl, com estrondosa vitória dos Buccaneers de John Gruden sobre os Raiders, a curiosidade cresceu e ano após anos comecei a seguir as transmissões do maior evento desportivo mundial. Mas como em tudo na vida (pelo menos na minha forma de estar), é preciso um motivo mais forte para nos agarrarmos às coisas. Uma paixão que nos alimenta. E foi isso que aconteceu em 2010, aquando da final de Miami, ganha pelos Saints frente aos Colts do lendário Peyton Manning. Nesse dia senti finalmente que aquela era a minha equipa! E o aparecimento da ESPN America ajudou a não mais largar este desporto espectacular, que sigo semanalmente. Na Week 1 da temporada 2012/2013, cumpri o sonho de ir ver um jogo dos Saints ao vivo, ao Mercedes-Benz Superdome. Não vi os Saints vencerem, mas quem sabe se não terei a oportunidade de dizer que assisti ao primeiro jogo na NFL de um dos maiores QB’s da sua história, Robert Griffin III. Ver os Saints ao vivo foi uma experiência única que me faz olhar para o desporto com outros olhos. Quero saber mais e mais sobre o jogo, a sua história, lendas, regras, tácticas, etc. Let’s play ball!!!!

barbour pas cher barbour pas cher barbour pas cher barbour pas cher barbour pas cher golden goose saldi golden goose saldi golden goose saldi golden goose saldi golden goose saldi doudoune moncler pas cher doudoune moncler pas cher doudoune moncler pas cher doudoune moncler pas cher doudoune moncler pas cher moncler outlet online moncler outlet online moncler outlet online moncler outlet online moncler outlet online