Preseason Games Recap – Week 1 [Domingo]

Paulo Pereira 17 de Agosto de 2015 Análise Jogos NFL, NFL Comments
Indianapolis Colts vs Philadelphia Eagles

Preseason Games Recap – Week 1 [Domingo]

E pronto. Emoções encerradas. Pelo menos, para a semana 1 da preseason. Os Colts e os Eagles encerraram a jornada, num jogo com cheirinho a tardes de Domingo na NFL, com o encontro a começar à 1 da tarde (horário americano). Em mais um teste, ambos os treinadores terão tirado as suas ilações. Há muito a dissecar, vários pontos importantes a referir…já a seguir.

Indianapolis at Philadelphia

Vou começar pelo final, que nesta depth chart mando eu. Tim Tebow. Sim, sou um daqueles fiéis seguidores da antiga estrela do college. Sim, sou um daqueles chatos que, constantemente, gosta de recordar aos amigos que ele merecia uma oportunidade na NFL. Outra vez. Não é o mais preciso quarterback da competição? Não. Tem claras deficiências no footwork? Tem. Apresenta uma leitura de jogo questionável? Sim. Mas tem ética de trabalho, capacidade de absorver as críticas construtivas, procurando sempre uma regeneração do seu jogo. A nova aventura nos Eagles, pela mão de Chip Kelly, ainda está no começo. Com o técnico da equipa, que pensa fora da box e de forma pouco convencional, nunca se sabe o que realmente vai acontecer. Mas Tebow aparece no último depth chart listado como o 4º quarterback. Rude golpe, certo? Parece que a janela de oportunidade de permanecer activo começa a fechar-se. Mas, se o jogo de hoje deu uma indicação, é que ele não desistiu. Sem Sam Bradford, poupado para a regular season, Chip Kelly seguiu escrupulosamente a lista acima referida. Primeiro jogou Mark Sanchez. Mal, como habitualmente, fazendo um 2 em 7 e não mostrando nada de relevante que o torne mais do que aquilo que ele é: um backup. Depois, jogou Matt Barkley, antigo astro dos Trojans de USC, mas sem conseguir encontrar o seu espaço na NFL. 12 em 20, 192 jardas e uma intercepção, numa longa audiência, com resultados mistos, alternando o aceitável com o mau. Depois, finalmente, chegou a vez de Tebow. A ovação, vinda das bancadas, deixou perceber que a empatia existente com os adeptos é uma presença constante, em qualquer situação. A primeira drive foi excelente, com um 4 em 5, vários lançamentos de médio grau de dificuldade bem executados. Nas seguintes viu-se que Tebow ainda carece de trabalho, de polimento, com alguns sacks sofridos por conta de hesitações no lançamento da bola. Mas a marca ficou na partida. Da forma do costume, com um TD corrido, numa play action perfeita.

Como isto não é só sobre Tim Tebow, importa referir que os Eagles vencerem por 36-10, com algumas exibições a merecerem destaque. Pela positiva, Nelson Agholor destacou-se, sendo o mais efectivo elemento do ataque. O rookie vindo de USC foi felino, terminando com 3 recepções, 57 jardas e um TD. E, no TD, evidenciou a capacidade de playmaker, transformando um mau passe de Sanchez (demasiado elevado, obrigando o receiver a saltar, perdendo a velocidade da rota), numa bela fuga para a end zone. O único senão, que ele terá aprendido, foi o fumble perdido. Na jogada, que representava um ganho aproximado de 15 jardas, sofreu um tackle de Eric Rowe, perdendo a bola. Quem brilhou igualmente foi a run defense, impedindo o adversário de correr mais do que pífias 38 jardas. Liderando a DL, Bennie Logan foi um monstro, tapando todos os caminhos. Por falar em jogo corrido, os Eagles tiveram um forte contributo de um jogador sobejamente conhecido por Kelly. Kenjon Barber aproveitou o tempo de antena, marcando presença no solo, com 29 jardas em apenas 6 snaps, marcando um TD, bem como os retornos, onde conseguiu o highlight da partida, ao retornar um punt 92 jardas para touchdown. Mas nem tudo foi um mar de rosas para a franquia de Philadelphia. Cody Parker foi ao Pro Bowl, no ano passado, mas inicia de forma terrível a temporada de 2015, parecendo ter perdido o seu “mojo”. Um field goal falhado e um PAT (que, segundo a nova regra, é chutado da linha das 15 jardas, correspondendo a um total de 33), que levantam algumas questões para os próximos jogos. Finalmente, a mediática contratação de Byron Maxwell, na free agency, para se tornar um shutdown corner, ainda não revelou qualquer impacto. Em tempo limitado, Maxwell evidenciou enormes dificuldades para acompanhar a velocidade do rookie Phillip Dorsett, que lhe ganhou os duelos quase todos.

Quanto aos Colts, Chuck Pagano não pode ser um treinador feliz. A imagem deixada em campo foi de desleixo, com inúmeros tackles falhados, permitindo a continuação de jogadas e estendendo drives. A defesa mostrou-se sempre confundida com o rápido ataque dos Eagles, a imagem de marca vincada por Kelly, desde a sua chegada ao comando técnico. O up-tempo vive de lançamentos rápidos, procurando desestabilizar as leituras defensivas. Quem ficou bastante mal na fotografia foi o veterano Greg Toler. O cornerback inicou bem o jogo, com dois passes defendidos, mas depois falhou rotundamente no tackle a Nelson Agholor, deixando o receiver correr isolado para o TD. Com Luck a jogar de forma esparsa, ficou a sensação que, se os Colts necessitarem de usar um backup, na ausência da estrela, as coisas correrão mal. Matt Hasselback, carreira meritória feita, evidencia os anos que tem, já perto dos 40. O third stringer Bryan Bennett realizou uma exibição horrível, com um fumble perdido e duas INTs. No meio do cinzentismo exibicional, destaque para o rookie Josh Robinson, running back. Chuch Pagano diz que ele pode ser um every-down back, e o miúdo mostrou pelo menos que podem contar com ele para ser o backup de Frank Gore. O seu TD, de 11 jardas, é impressionante, conseguindo quebrar 3 tackles adversários para finalizar.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.