Wild Card Weekend: Baltimore Ravens

Paulo Pereira 5 de Janeiro de 2015 Análise Jogos NFL, NFL Comments
Pittsburgh Steelers vs Baltimore Ravens

Wild Card Weekend: Baltimore Ravens

Joe Flacco esteve muito seguro toda a partida

Joe Flacco esteve muito seguro toda a partida
Foto de Charles LeClaire/USA Today

Pittsburgh Steelers, 17 vs Baltimore Ravens, 30

Sexta seed? E? Os Ravens parecem talhados para isto. Para batalhas. Todos se recordarão da caminhada rumo ao Super Bowl, com um Joe Flacco galáctico e cirúrgico. Agora, serão capazes de repetir a história? Provavelmente só eles e um punhado de fãs fiéis acreditarão nisso, mas a franquia de Baltimore já conseguiu algo inédito. Vencer os rivais Steelers nos playoffs. No 3º encontro da história entre as duas equipas, Joe Flacco não se inibiu de lançar downfield, explorando as fragilidades alheias na secundária. O quarterback esteve isento de erros, gerindo o ataque com mestria. Flacco terminou com 18/29, 259 jardas e 2 passes para touchdown. No 3º e crítico período, Flacco completou 8 em 9 passes tentados, conseguindo 107 jardas e 1TD. O seu momento mais significativo aconteceu quando, perseguido por James Harrison, fugiu do pocket (contando com um crucial bloco de Kelechi Osemele) pra encontrar Torrey Smith na end zone. Se Flacco esteve excelente, o que dizer da sua defesa? Auxiliada pela ausência relevante de La’Veon Bell, foi capaz de suster o campeão da AFC North e segundo ataque mais produtivo da competição a apenas 1 TD e 2 field goals. Para além disso, o pass rush foi agressivo, importunando Ben Roethlisberger, que sofreu 5 sacks e 2 intercepções. Numa equipa que foi sólida e eficiente, há que colocar na ribalta alguns momentos brilhantes. Um deles foi protagonizado por um dos esteios do roster, o linebacker Terrell Suggs, que interceptou um passe de Big Ben de forma acrobática, impedindo que a bola tocasse no solo, prendendo-a com…as pernas. John Harbaugh, head coach, já afirmou que foi a melhor recepção de sempre na NFL. Salvo o exagero, o lance liquidou a tentativa desesperada de recuperação. Justin Tucker também merece uma referência. O kicker é frio e pouco afectado pelo ambiente, naquele estilo robótico que o torna uma máquina de chutar. 3 em 3, com um deles de 52 jardas, ao ar livre e perante um público hostil, demonstram a personalidade “gelada” e imune a pressão de Tucker. O regresso de Haloti Ngata solidificou a DL. Se o pass rush é da responsabilidade primária de Dumervil, Suggs e McPhee, a presença do defensive end trouxe pressão e físico ao inside rush, punindo o já de si pobre jogo corrido do opositor, com a forte contribuição de Brandon Williams. Nota final para o desempenho do veterano Steve Smith, que obteve o seu primeiro jogo com 100 jardas recebidas, desde Outubro, contra os Bucs. Extremamente motivado, Smith é um monstro de determinação a atacar a bola, conseguindo algumas catches contestadas aos corners dos Steelers. Agora, os Ravens irão novamente de viagem, até Boston, num embate que já é um clássico dos playoffs. Nas duas últimas incursões ao terreno dos Patriots, os Ravens perderam, com um FG de Cundiff desperdiçado mesmo no final e, um ano depois, venceram, carimbando o passaporte para o Super Bowl. E agora, como será?

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Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.