Bowl Season: O Que Ver!

Paulo Pereira 14 de Dezembro de 2015 Calendário College, College Comentários Desligados
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Bowl Season: O Que Ver!

Ladies and Gentlemen,

Vai abrir a temporada de bowls. E escusam de torcer o nariz. Não há demasiadas. Há sim é pouco tempo para as ver. A todas. Por isso, naquele espírito nobre de missão, aqui vai uma lista, reduzida ao máximo possível, de jogos a acompanhar, daqueles imperdíveis, por um motivo ou outro. Esta época do ano não é apelativa pela pretensa magia natalícia, pelas luzes que abrilhantam as cidades, pelas montras repletas de produtos de fácil consumismo. Nem sequer importa realmente pelo espírito de comunhão, egoisticamente esquecido o resto do ano. Nos últimos dias de Dezembro e nos primeiros do novo ano, há futebol americano. Intenso, vibrante, relembrando-nos que, num curto abrir e fechar de olhos, teremos depois o imenso nada pela frente. Sete meses de exaustiva ociosidade. Consumam. Consumam o máximo de jogos que puderem, guardando na memória os pormenores todos. É a única forma de suportar o day after. Das 41 bowls que estão programadas, eis as que interessam. Realmente. São 10. Marquem-nas no calendário.

1. Orange Bowl | Clemson vs Oklahoma | 31 de Dezembro

Dependendo do horário, é provável que a maioria dos europeus que gostam de college estejam totalmente embriagados, embalados por música estridente, soltando uivos às miúdas decotadas, com a libido à solta. O que é que se pode aconselhar, num caso destes, se não querem perder a festa? Um tablet, com ligação à internet, algum comedimento na absorção de bebidas alcoólicas, para não confundirem as equipas e os touchdowns. Este é de visionamento obrigatório. É uma meia-final, entre Clemson, invicta, e os Sooners, que tentam regressar aos tempos áureos do programa. É um duelo entre os dois mais empolgantes quarterbacks do momento: Deshaun Watson e Baker Mayfield.

2. Cotton Bowl | Alabama vs Michigan State| 31 de Dezembro

Podia repetir o que escrevi acima. O que é que é mais importante? Irem para a porra duma festa com a namorada e amigos, ou verem isto? É uma pergunta retórica, claro. Tudo é substituível. Menos isto. O futebol americano. Se for preciso, acabem o relacionamento, chateiem-se com os amigos, mas não saiam de casa. Esqueçam o tablet. Ecrãs pequenos tiram a diversão. Nick Saban, à procura do seu quarto título, contra Mark Dantonio, um dos mais respeitados treinadores do college. Um embate clássico, onde as defesas desempenharão um papel de relevo e uma oportunidade soberana para ver em acção Derrick Henry, o recente vencedor do Heisman Trophy.

3. Rose Bowl | Iowa vs Stanford| 1 de Janeiro

Aqui estaremos em casa. A curar a ressaca, deitados num sofá, com a luz no limite mínimo de decência, para aliviar as dores de cabeça. Depois de preparada a mezinha para curar as convulsões internas do corpo, nada como passar o resto do dia a ver college. Até à náusea. Iowa perdeu apenas um jogo, e logo aquele que importava, na final de conferência contra os Spartans. Conseguiram, no entanto, granjear respeito pela sua época inolvidável e têm aqui a oportunidade de se despedirem dos fãs com um triunfo categórico. Mas, do outro lado, está uma das mais sólidas equipas da competição, com um dos mais empolgantes jogadores, finalista do Heisman: Christian McCaffrey, running back, é elusivo, excitante, multidimensional. Só por ele, vale a pena perderem 3 horas da vossa vida.

4. Fiesta Bowl | Ohio State vs Notre Dame| 1 de Janeiro

É o jogo do se. E se. Tinha tudo para ser um embate épico nos playoffs. Tinha, mas não aconteceu. Dois dos melhores rosters da prova (para mim, os dois melhores), claudicaram em momentos cruciais. Os Buckeyes, perdendo de forma quase inacreditável, no final do jogo com Michigan State. Bastou isso, apenas isso, para os afastar do lote de 4 finalistas. Os Fighting Irish acumularam dois desaires, justificados por uma onda quase surreal de lesões, que os privou de jogadores importantes, e por um calendário de enorme grau de dificuldade. É a derradeira oportunidade para ver uma mão cheia de jogadores que partirão para a NFL (Ezekiel Elliott, Josey Bosa, Jaylon Smith, Ronnie Stanley), num encontro que promete emoção a rodos.

5. Alamo Bowl | TCU vs Oregon| 2 de Janeiro

Já estamos com os dois pés em 2016, tentando encontrar um motivo importante para continuarmos a aparecer no emprego de sempre, nos próximos 363 dias. Este é um dos jogos que serve de paliativo, um anestésico à realidade. Duas equipas empolgantes, com ataques trepidantes, num último show antes de descerem as cortinas. Temos espectáculo garantido, por conta de Trevone Boykin e Josh Doctson, um duo prolífico e talentoso, contra Vernon Adams, o substituto de Mariota nos Ducks, coadjuvado por Royce Freeman, um dos melhores running backs da nação.

6. Russell Athletic Bowl | North Carolina vs Baylor| 26 de Dezembro

Não se percam no calendário. As bowls estão por ordem de interesse, sempre subjectivo, e não cronológica.Daí que, agora, estamos no dia seguinte ao Natal. Fim-de-semana, óptimo para desgastar os excessos gastronómicos do dia anterior. Mas não se metam nisso. Esqueçam os maníacos pelo desporto e vida ao ar livre. Está sol? Um dia bonito para passear com a família? Que se lixe. Temos os Tar Heels na televisão, vindos da melhor época nas duas últimas décadas, com um Marqise Williams interessante a comandar o ataque, contra Baylor, que já vai no seu 3º quarterback da época, mas é sinónimo de pontos e mais pontos.

7. Peach Bowl | Houston vs Florida State| 31 de Dezembro

Sim, o último dia do ano vai ser agitado, mas não pelos motivos habituais. Há demasiados bowls games para ver. Como se explica isso a alguém que, nesse dia, só quer agitação? Nem sei que conselho vos dê, mas este é um embate interessante, premiando a época de Houston, um daqueles programas futebolísticos bem geridos, provando que fora das universidades de sangue azul também existe talento. E muito. Tom Herman criou, com as habituais dificuldades no recrutamento para uma pequena universidade, uma equipa que apenas coleccionou um desaire, suportada no electrizante quarterback, Greg Ward Jr, um nome ainda desconhecido do grande público. Quem não é desconhecido para as massas é Dalvin Cook, o running back dos Seminoles que já tem um anel de campeão no dedo. Jogo interessante e com uma torcida particular cá em casa pelos Cougars.

8. Citrus Bowl | Florida vs Michigan| 1 de Janeiro

Embate entre dois dos meus técnicos predilectos, no mundo universitário. Jim McElwain, que conseguiu, no seu primeiro ano na Florida, reerguer os Gators à categoria de contendores na SEC, e Jim Harbaugh, que fez o mesmo, no moribundo programa dos Wolverines. Os Gators dominaram a fraca zona este da SEC, dirimindo forças na final da conferência com Alabama. Já Michigan apenas tem como nódoa a derrota pesada frente ao eterno – e odiado – rival de Ohio State. Esta bowl será a oportunidade perfeita para um ou outro fecharem com chave de ouro o primeiro ano no novo desafio.

9. Outback Bowl | Northwestern vs Tennessee| 1 de Janeiro

A última vez que estas escolas se encontraram, numa bowl Peyton Manning era o quarterback dos Vols e estraçalhou por completo a defesa de Pat Fitzgerald, o ainda técnico de Northwestern. Os Wildcats souberam tornar-se resilientes, um programa com qualidade insuspeita, que procura aqui a sua primeira temporada, na história da universidade, com 11 triunfos. Para isso, terão que vencer uns Vols que muitos imaginaram, precocemente, que poderiam lutar por algo mais, na temporada. Tennessee tem um roster pejado de qualidade, mas falta-lhe o traquejo necessário. As 4 derrotas na época são um lembrete disso mesmo, mas parece que a equipa está no bom caminho, para os anos vindouros.

10. Texas Bowl | LSU vs Texas Tech| 29 de Dezembro

Podem dois programas ser tão diferentes, na abordagem do jogo? LSU tem Leonard Fournette, um dos finalistas do Heisman Trophy. Continua a ter Les Miles, pese a pressão que o técnico sofreu, depois de mais um ano de expectativas estilhaçadas. LSU tem no ground game a alma do seu jogo. No inverso, Texas Tech é uma equipa de ataque pass happy, com a Air Raid offense a provocar jardas aéreas sem fim. Kliff Kingsbury, antigo astro na universidade, é agora o head coach, com trabalho sólido e crescimento sustentado. Com o quarterback Patrick Mahomes a incorporar na perfeição o papel que lhe é dado, o ataque teve uma média obscena de 600 jardas por jogo. Mas Fournette faz miséria no solo e joga contra a defesa que, contra o jogo corrido, terminou em 126º, a nível nacional. Um jogo que promete números de video game.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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