College Football 2015: Week 9

Paulo Pereira 3 de Novembro de 2015 Análise Jogos College, College Comentários Desligados
LSU Football

College Football 2015: Week 9

Semana 9 encerrada. Mais uma. A seguir estamos em Novembro e vai ser um tirinho até às bowls. E playoffs. Faltam as grandes decisões, cujas definições ficaram claras nas próximas 4 semanas. Apertem os cintos, senhoras e senhores. O que aí vem vai ser intenso. Mas esta semana 9 foi um intermeio, uma espécie de pausa antes da dose cavalar de emoções. Se isto fosse uma série, este seria um episódio para mastigar a acção, criando ansiedade, deixando tudo na mesma. Um filler. Pode um sábado de college ser sensaborão? Claro que não. Mesmo quando não temos embates entre equipas ranqueadas, há sempre motivos de interesse. E vamos lá desvendá-los.

  • TCU jogou mais cedo, na noite de quinta-feira, frente a uma sempre imprevisível West Virginia. O resultado foi o de sempre. Faz recordar aquela célebre frase de Gary Lineker. “São 11 contra 11 e no final vence a Alemanha”. Aqui só se muda o nome da equipa. TCU vence. Convence. E marca pontos sem série. Ainda invicta, TCU prepara-se para o derradeiro teste, quando jogar contra Baylor. Será um thriller, similar ao do ano passado, curiosamente com as mesmas referências. Ambas à procura dos playoffs, ambas com enorme talento, mas onde apenas uma pode vencer. E a que sair desse combate na Big 12 já sabe o destino. Ficar fora dos 4 finalistas. Parece injusto, mas é a lei da vida. Até lá, Trevone Boykin vai criando mais pormenores para a sua crescente lenda. Jogador fenomenal, fere com o braço (388 jardas e um TD) e no solo (mais 89 e um score), mantendo uma profícua parceria com Josh Doctson (11 recepções, 189 jardas e 2 scores). É um êxtase vê-los a jogar e imaginar o passo seguinte nas carreiras. A NFL. Doctson será um daqueles receivers plug & play, seguindo a tradição recente de jogadores vindos do college e a tomarem o palco profissional de assalto. Boykin logo se verá. Não é um jogador totalmente refinado na posição de quarterback, mas as suas skills despertarão interesse. Neste encontro, deixou os scouts a salivar. Deep balls precisas, passes intermédios com a necessária dose de força, permanência no pocket e saída de lá apenas em último recurso. Genial o seu lance num 3-and-5, fintando vários adversários com o corpo, para conseguir o 1st down, num lance aplaudido…pelo treinador adversário. O college também é isto. Desportivismo!
  • Quinta à noite revelou-se proveitosa para assistir a jogos interessantes, mesmo que nada estivesse em disputa. Na Pac 12 tivemos direito a um tiroteio, entre duas das desilusões da temporada. Arizona State e Oregon, com as expectativas estilhaçadas, jogaram apenas para cumprir calendário e, logicamente, tentarem vencer, para a regular ida à bowl de encerramento da época. Os dois quarterbacks – Vernon Adams, nos Ducks, e Mike Bercovici -  lançaram um total de 9 touchdowns e 713 jardas, o jogo corrido foi explosivo – Royce Freeman e Denario Richard – e as big plays pontuaram o ecrãn da televisão. No final, Oregon venceu por 61-55, no final do 3º prolongamento. Mas, para chegar a esse prolongamento, tivemos direito a algo que se está a tornar usual nesta época. Um 4º down, a 20 segundos do fim, e o passe desesperado para a end zone, bem ao estilo dum mini-Hail Mary, a permitir o TD. Que belo jogo! Nota final para a emocional homenagem que Arizona State fez a um dos seus grandes nomes na história, o falecido Pat Tillman, jogador que, quando na NFL, deixou o futebol e se alistou no exército, logo após o 11 de Setembro. Os novos equipamentos, todos com o nome de Tillman nas costas, simbolizaram o respeito enorme que o atleta granjeou.
  • Quem teve uma noite de carreira foi Deshaun Watson, quarterback de Clemson, com números de vídeo game. No embate contra NC State, o triunfo sorriu à belíssima equipa de Clemson, por 56-41. Não foi fácil e nem isso era expectável. NC State tem um QB igualmente merecedor de encómios. Jacoby Brissett será um nome intrigante, no futuro draft, pertencendo aquele lote que, não estando nos padrões mínimos de qualidade para singrar ainda na NFL, tem qualidades que podem ser exponenciadas. Mas deixemos agora Brissett e vamos ao que interessa. Este era um daqueles jogos que, no passado, faria descarrilar a temporada de Clemson. Estará finalmente a equipa mais madura? Poderá reivindicar um lugar nos playoffs? Não são dúvidas fáceis de responder, mas tudo indica que sim. Watson foi instrumental para manter a invencibilidade. 23 em 30, 383 jardas e 5 passes para TD, com mais 54 jardas no solo e o score da praxe. Dabo Swinney sabe bem que tem ali um diamante por lapidar. Watson tem tido uma carreira – ainda curta – de altos e baixos, provocados essencialmente por contínuas lesões, que têm abrandado a sua explosão definitiva. Mas pressente-se que o talento, em doses industriais, está lá. De vez em quando, Watson mostra-o, para nosso deleite. A acompanhar, de forma viciante.
  • Stanford não ganhou para o susto. A equipa, em clama forma ascendente e ameaçando a ida aos playoffs, não se podia dar ao luxo de perder novo jogo, depois da derrota na ronda inaugural. Contra Washington State, o jogo foi de loucos, com vários lances a alterar o momentum do encontro, mantendo aquela dose de imprevisibilidade que nos faz roer as unhas. Kevin Hogan, o quarterback de Stanford, foi o motor que levou a equipa ao difícil triunfo, num comeback que retirou qualquer dúvida quanto ao estado do seu joelho. Os seus dois scores, um deles numa corrida e 50 jardas, substituíram o anémico jogo corrido, onde Christian McCafrrey foi uma sombra do exuberante running back de jogos passados. O triunfo, por 30-28, só foi possível com um field goal falhado, na linha de 43 jardas, a 10 segundos do final. Esse pode bem ser o lance que definirá a temporada para Stanford que, no entanto, sai com legítimas preocupações do encontro. A sua defesa, habitualmente sólida, cedeu 446 jardas e o jogo corrido apenas somou 86. O homem do jogo acabou por ser o cornerback freshman Quenton Meeks, cujas duas oportunas intercepções foram cruciais.
  • As barreiras entre as diferentes conferências têm sido esbatidas. Já por aqui tinha comentado que existem, fora das melhores, bons programas futebolísticos. Como Houston, Memphins e Temple. Esta última esteve a meros 5 minutos de continuar invicta e provocar um upset de fortes repercussões, na recepção a Notre Dame. O resultado final, favorável aos Fighting Irish, de 24-20, ilustra bem o jogo intenso que foi disputado. Notre Dame é um contendor, mas numa situação desconfortável, por conta da derrota que já averbou, o que torna impossível a cedência de novo desaire. As constantes lesões na equipa apenas vieram desnudar a qualidade do roster, a que nem a perda de Malik Zaire serviu para abrandar o ataque. DeShone Kizer, o quarterback lançado às feras, é ainda um produto imaturo, cheio de falhas, mas com um potencial assustador, sobretudo no solo. Foi aí que o jogo também se decidiu, face à timidez do jogo de CJ Prosise. O QB correu 143 jardas, marcando por duas vezes, nunca deixando que o fosso no marcador fosse demasiado grande para ser recuperado. Depois, já com os minutos a escoarem-se e Notre Dame a perder por 20-17, coube  Kizer engendrar uma drive de sucesso. Aí emergiu Will Fuller, outro dos big names que entrará no draft de 2016, na posição de wide receiver. Fuller conquistou um precioso 1º down, num lance acrobático e depois finalizou a drive com um TD de 17 jardas.
  • Lembram-se da semana passada? Da pior derrota de sempre de Miami, em casa? Pois bem, encostados à parede, os Hurricanes mostraram esta semana alguma resiliência. E a capacidade de gerarem um milagre. Jogando fora de portas contra Duke, uma potencia emergente na ACC, os Hurricanes venceram por 30-27. Mas tudo o que se passou nesse jogo ficará esquecido, totalmente obliterado pelo final. Duke vencia por 3. Foi obrigada a um kick, mas com o tempo praticamente esgotado no cronómetro. Nada poderia acontecer, certo? O resto só visto. Com o modo desespero em on, Miami recebeu a bola e começou uma actividade circense, com os seus jogadores a passarem uns para os outros, procurando subir no terreno. Já vimos isto inúmeras vezes, noutros jogos. Acaba sempre com um tackle e pronto. The end. Aqui, faltou o tackle. Um lateral para aqui, outro para ali, a bola a saltitar de um lado para o outro, até se encontrar a nesga de espaço para se correr para a end zone. Foi um final surreal, um daqueles que perdurará na história e sobre quem escreverão textos sem fim.
  • Falemos agora de protagonistas. Houve muitos. Christian Hackenberg, por exemplo, foi um deles. O QB de Penn State, sobre quem é depositada inúmera esperança, deu uma mostra de eficiência e solidez contra Illinois, com 266 jardas e 2 passes para TD. Curiosamente, obteve um, quando foi colocado, numa trick play, como receiver, mostrando mobilidade e boas mãos. Wisconsin sempre foi uma universidade que dá à NFL offensive linemen e running backs de forma regular. Produzindo espécimes, uns atrás dos outros, como se fossem detentores de moldes únicos, têm novo produto para exportar. Chama-se Corey Clement e reapareceu, após ter perdido os jogos todos, até ao momento, devido a uma hérnia. Sem um trabalho em doses cavalares, como forma de o proteger fisicamente, Clement mesmo assim deixou a sua marca, com 11 corridas, 115 jardas e 3 touchdowns, contra Rutgers. Nem só no ataque estão os playmakers. Os Sooners possuem um, na defesa. É o defensive end Charles Tapper, uma força da natureza, agressivo e imparável. Contra Kansas, valeu-se da frágil oposição para se deleitar, coleccionando feitos. Foram 3 tackles for loss, 3 sacks e uma mão cheia de tackles. De Texas Tech espera-se sempre grandes números. A air raid offense costuma produzir big plays de forma contínua. Contra Oklahoma State o jogo teve mais de 120 pontos. Sim, não é gralha. 70-23 favorável aos Cowboys. Mas do lado dos da casa brilhou um receiver. Jakeem Grant terminou com 13 recepções, 178 jardas e um TD, este obtido num lance mágico, em que apanhou a bola e correu 90 jardas até à end zone.
  • Para a semana, marquem na agenda. Imperdível. LSU, sem derrotas, vai de viagem a casa de um inimigo figadal na SEC, Alabama, igualmente invicta. Não é um mero jogo pela supremacia na conferência. É uma partida com clara influência no destino final destas duas equipas e com ramificações um pouco por todo o lado. Se ‘Bama perder, pode dizer adeus aos playoffs. O comité que nomeará os 4 finalistas não terá piedade por quem apresentar no seu recorde duas derrotas. E se LSU perder? Junta-se a um lote crescente de equipas com um desaire, e que reclamam os mesmos direitos. As emoções não terminam aqui, neste jogo. É um fim-de-semana de grandes partidas, um daqueles sábados para ficar à lareira, sem perder pitada. Florida State vai a Clemson. Para além da óbvia rivalidade divisional, está muito em jogo. Os Seminoles querem vencer a ACC e têm legítimas aspirações a mais. Clemson também quer a ACC…e os playoffs. Invicta, vai defrontar a sua besta negra, a equipa que geralmente lhe estilhaça os sonhos, de forma cruel. Quem mais? Há mais. Para todos os gostos. Oklahoma State versus TCU. Mais dois contendores com aspirações e invictos. Duas verdadeiras máquinas de pontuar, com ataques afinados e que gerarão pontos e mais pontos. Mantenham as contas em dia. É jogo para mais de 100 pontos. Sem exagero.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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