College Football 2016: Week 1

Paulo Pereira 7 de Setembro de 2016 Análise Jogos College, College Comentários Desligados
Lamar Jackson

College Football 2016: Week 1

Ninguém se pode queixar de falta de emoção, no arranque da temporada do college. Foi um fim-de-semana intenso, repleto de excelentes jogos e, claro, de alguns upsets. Foi também um fim-de-semana que ajudou a desconstruir o mito da SEC como conferência de elite. Se Alabama venceu, dando uma evidente prova do seu poderio, LSU sofreu um desaire inesperado, Mississipi State foi derrotada por uma equipa inferior, Tennessee sobreviveu à custa de muito sofrimento e Kentucky desperdiçou 25 pontos de avanço, para sofrer uma derrota humilhante. Mas houve tanto que ver, que comentar, que analisar. Ohio State e Michigan, arqui-rivais ao nível das histórias em quadradinhos, demoliram a fraca oposição que lhes apareceu pela frente, Florida State sobreviveu a um duro teste, contra um adversário da SEC com pedigree, vencendo um jogo de capital importância. E o que dizer dos Longhorns, programa futebolístico de renome, caído em desgraça ainda no reinado de Mack Brown, que nos proporcionou um épico encontro contra Notre Dame? Vai ser difícil bater o entusiasmo, o ambiente febril, a paixão e intensidade que as 102 mil pessoas que presenciaram ao vivo o jogo conseguiram. Num breve resumo, eis quem se destacou, pela positiva, na week 1:

1. Lamar Jackson, QB | Louisville

O trabalho efectuado na offseason notou-se, logo na jornada inaugural, com Lamar Jackson a mostrar toda a vasta gama de recursos que possui. O dual-threat quarterback, agora com um novo mentor na equipa (Bobby Petrino), destroçou sem piedade Charlotte, conseguindo 8 touchdowns…até ao intervalo. Se é um facto que a oposição não era muito forte, Jackson evidenciou uma evolução no passe, onde conseguiu 6 TDs, usando a corrida como complemento, sempre com critério e maturidade. A acompanhar, nas próximas exibições.

2. James Conner, RB | Pittsburgh

Não foi um retorno triunfal, mas a sua presença em campo representa a vitória, pelo menos para já, na mais importante batalha que Conner teve até à data. Diagnosticado com um cancro, Conner passou a temporada toda de 2015 a ser submetido a tratamentos médicos, deixando de lado a sua carreira, até então de vento em popa e prenunciadora de um futuro brilhante. A offseason, no entanto, ajudou a debelar as mazelas físicas e a notícia de que estava livre do linfoma veio apenas cimentar a ideia de que o veríamos, este ano, a perseguir o sonho de entrada na NFL. Contra Villanova, os dois touchdowns marcados foram, espera-se, apenas o início do sonho.

3. Ohio State Buckeyes

Ok. O adversário era Bowling Green e não nenhum potentado duma conferência respeitável, mas os Buckeyes entraram na nova temporada com sangue nos olhos. E massacraram literalmente o opositor, sem qualquer resquício de piedade. Foram 776 jardas coleccionadas, pelo ar e pelo solo, num conjunto que tinha apenas 6 titulares do ano passado de regresso. Os novos rostos mostraram, para já, estar à altura da tradição e Urban Meyer é um homem feliz, com a nova classe de recrutamento. Á cabeça de todos, JT Barrett, o quarterback dual-threat, que promete uma temporada ao nível de 2014, onde deslumbrou a nação, antes de se lesionar. Foram 7 TDs da sua responsabilidade, 6 de passe e 1 de corrida.

4. Alabama Crimson Tide

Tem o seu quê de enfadonho falar, ano após ano, do mesmo, mas essa é a realidade dada por Alabama. Nick Saban transformou a universidade numa máquina coleccionadora de títulos, cuja capacidade de recrutamento permite o rejuvenescimento das aspirações, classe após classe. Mesmo com evidentes dificuldades em encontrar um quarterback inquestionável, após a saída de AJ McCarron, Crimson Tide vai levando de vencida os adversários, geralmente por margens obscenas. Esperava-se, no confronto contra USC, que ocupada o lugar 20 do ranking, um maior equilíbrio, mas Alabama não teve qualquer dificuldade para vencer por impressionantes 52-6, colocando 465 jardas contra meras 194. Com Jalen Hurts aos comandos do ataque, um true freshman que soube adaptar-se às circunstâncias do jogo, ‘Bama enviou um aviso para o resto da SEC e da competição. Vai ser difícil retirar-lhes a coroa!

5. Nick Chubb, RB | Georgia Bulldogs

Se James Conner merece o foco da atenção, há no entanto outros regressos à competição que podem ser saudados. Chubb é um desses casos. Um monstro no jogo corrido, capaz de pedir meças aos melhores nomes na posição, nos dois últimos anos, teve um 2015 interrompido, devido a grave lesão no joelho. No dia de abertura da nova temporada, contra um adversário do calibre de North Carolina, Chubb mostrou ao novo treinador, Kibby Smart, que pode contar com ele para lutar pela divisão, onde Tennessee aparece como o favorito de toda a gente. Foram impressionantes 222 jardas em 32 corridas, coroadas com 2 touchdowns, provando que Chubb já está em elevado momento de forma.

6. Houston Cougars

Numa altura em que a universidade discute a sua entrada na Big 12, que melhor forma do que provar a quem vai avaliar os méritos dos Cougars, que vencer Oklahoma, um dos potentados da conferência, por 33-23? Os Sooners, para além disso, foram finalistas dos playoffs, no ano passado e mantinham quase incólume o ataque, onde pontifica, como quarterback, Baker Mayfield, um dos mais reputados na posição, actualmente. Relembrar isto serve apenas para evidenciar o fantástico trabalho que Tom Herman tem feito à frente duma universidade competente, mas a anos-luz, até agora, das outras que dominam os cabeçalhos. Com um quarterback electrizante na figura de Greg Ward Jr., uma defesa sólida e onde sobressaiu um freshman nose tackle chamado Ed Oliver, o primeiro recruta de 5 estrelas que a universidade conseguiu recrutar, é possível a estes Cougars sonhar com outros feitos. Playoffs? Not so fast, mas com playmakers do calibre de Brandon Wilson (cornerback que obteve a jogada instrumental do jogo, ao retornar um field goal falhado para touchdown)

7. Texas Longhorns

A vitória, perante um público ávido de 100.000 pessoas, frente a Notre Dame pode representar o 1º dia do resto da vida de Charlie Strong. O técnico reputado era um dos que entrava nesta temporada no hot seat, incapaz de colocar o programa futebolístico dos Longhorns, um dos mais importantes e emblemáticos do college, no trilho certo. Frente a Notre Dame, outro programa de “sangue azul” e assumido candidato aos playoffs, o triunfo por 50-47 mostrou uma equipa de face lavada. Com um novo coordenador ofensivo (Sterlin Gilbert), o plano de jogo foi brilhante na sua simplicidade, aproveitando as skills dos jogadores da equipa. Não é comum, mas os Longhorns usaram um sistema de dois quarterbacks, entregando as rédeas ofensivas ao freshman Shane Buechele (belíssima exibição), mas usando o senior Tyrone Swoopes, poderoso no jogo corrido, em packages especialmente desenhadas para as suas habilidades. E assim, enquanto Buechele, no seu primeiro jogo de sempre no college, foi a estrela da noite, Swoopes marcou 3 touchdowns corridos, incluindo o obtido no segundo prolongamento, numa corrida de 6 jardas. What.a.game!

8. DeShone Kizer, QB | Notre Dame

Há dores de cabeça e dores de cabeça. No ano passado, Urban Meyer, técnico de Ohio State, teve as suas noites de insónia, face à quantidade e qualidade dos seus quarterbacks. Quem seria o titular, foi a pergunta que dominou a preseason dos Buckeyes, com o foco de atenção nas figuras de JT Barrett, Cardale Jones e Braxton Miller. Brian Kelly, técnico de Notre Dame, passou pelo mesmo este ano, indeciso entre quem colocar a titular. Por um lado tinha Malik Zaire, o mais experiente e cuja lesão levou à ascensão de Kizer. Por outro, tinha o referido Kizer, que conseguiu suportar a pressão quando Zaire se lesionou e levou os Fighting Irish a uma temporada positiva e culminada, ironicamente, numa bowl onde destroçaram…os Longhorns. Depois deste novo embate contra a universidade do Texas, já não deverão residir quaisquer dúvidas na mente de Kelly. Zaire foi pedestre, nos snaps que jogou. Kizer foi empolgante, fenomenal a espaços, electrizante quando levou a equipa às costas, num comeback que merecia melhor sorte. Foram 215 jardas de passe, para 5 TDs, a que acrescentou outro no solo.

9. Mike Williams, WR | Clemson

A vitória dos laranjas foi sofrida, contra Auburn, e a equipa pareceu sempre longe daquela que, no ano passado, encantou todos os que a viam jogar. Mas a realidade é que Clemson adicionou mais uma arma ao seu arsenal. Já lá estava, no roster, mas uma lesão no pescoço afastou Williams de toda a temporada. Recuperado, o wide receiver mostrou logo no 1º jogo da nova época que quer recuperar o tempo perdido. 9 recepções, 174 jardas, numa média de 19,3 jardas por catch.

10. Deondre François, QB | Florida State

Depois de Texas vs Notre Dame, faltava um jogo. E que jogo, meus senhores. Florida State sobreviveu a um duro teste, comandados superiormente por um freshman desconhecido. Deondre François parece uma rising star, depois da forma madura como lidou com a pressão, levando os Seminoles ao maior comeback da sua história. Quem viu o 1º período, com Ole Miss a marcar 3 TDs e a abrir um fosso pontual de 21-3, mais tarde transformado em 28-6, nunca imaginou o que se seguiria. Jimbo Fischer apostou todas as fichas no seu novato e deu-lhe as rédeas do ataque. Deondre não se inibou. Lançou 52 vezes. 52!! Foram 419 jardas, sem nenhum erro importante, passando para 2 touchdowns e marcando também a diferença no solo, com corridas cirúrgicas. O 3º período foi de notório domínio dos Seminoles, que anularam a larga desvantagem e passaram para a frente, mercê das suas 214 jardas de ataque, contra -7 do adversário.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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