Drive me Crazy!: Tempo que Voa

Marco Castro 3 de Setembro de 2015 Drive me Crazy Comments
Sam Bradford

Tempo que Voa

É este o instante mágico em que tudo acontece. Um fragmento parado de tempo que nunca existiu, uma obra de arte perfeita mas jamais terminada ou repetida, um suspiro, uma visão, um sopro. Aqui a bola não anda, não voa, não rola, não tem destino nem destinatário. Apenas existe na sua dimensão de poesia imediata, elevada a uma condição suprema, muito para lá do nosso entendimento. Depois, claro, acontece o inevitável. O tempo retoma o seu pulsar e com ele, a trajectória escolhida, o voo liso sob os olhares devotos e a luta tremenda de quem, em pleno relvado, lhe reconhece toda a sua importância. Empurram-se os corpos, correm-se trajectórias, ocupam-se posições. Vivem-se as emoções que nem estas, nem nenhumas outras palavras conseguem descrever, acontece o jogo dos jogos, aquele que a todos nos junta, muito para lá das rivalidades e das paixões, muito para de todas as outras modalidades.

Legenda da Foto

Sam Bradford faz um passe durante o 3º jogo de pré-temporada dos Philadelphia Eagles

About The Author

Marco Castro

Cheguei ao Futebol Americano em 2006. Estava de férias em New Bedford, estado de Massachusetts, quando perguntei a um amigo meu aqui emigrado que me explicasse as regras deste jogo. Perguntei-lhe também qual a equipa dele e como nesta matéria estava a zeros, optei por seguir o seu conselho e dar mais atenção a uns tais de Patriots. No regresso a Portugal, consumei este namoro muito graças ao NASN (mais tarde ESPN America), o canal de desporto americano que existia na TV por cabo. Lembro-me de achar "cool" esses tais de Patriots, com os seus capacetes e calças prateadas e lembro-me igualmente de começar a investigar um pouco mais sobre um certo Tom Brady. Hoje em dia sou um Patriota fanático, (aliás, criei e faço a gestão da página de Facebook Patriots Portugal www.facebook.com/patriotsportugal), coleccionador de todo o tipo de merchandising desta equipa e acima de tudo, sofredor Domingo após Domingo, em frente à televisão, colado ao Gamepass (melhor invenção do homem, depois da roda). No trabalho e entre amigos, sou um pouco visto como "lá vem este com o futebol americano só porque foi aos Estados Unidos". Vivo bem com isso. Aliás, tento explicar-lhes "há mais táctica e estratégia neste jogo, do que nas outras modalidades todas juntas" e acrescento "é um jogo espectacularmente justo". Nada os demove a eles, mas também nada me demove a mim! Razão pela qual continuarei a alimentar esta minha paixão Patriota e o sonho de um dia, assistir a um jogo em pleno Gillette Stadium (já lá estive, mas o preço dos bilhetes adiou-me a sua concretização). Se num destes dias os Patriots vencerem o 5º SuperBowl, já sabem, podem encontrar-me a festejar (provavelmente sozinho, ou talvez não) em pleno Marquês de Pombal!