Drive Me Crazzy!: Assim Também Vale

Marco Castro 16 de Outubro de 2015 Drive me Crazy Comentários Desligados
Gary Barnidge

Assim Também Vale

Não há muito mistério. A um bom tight end pede-se que seja grande, que saiba bloquear, que tenha rapidez e boas mãos. Pede-se que crie espaços para quem transporta a bola ou que a receba em zonas mais avançadas. No entanto, Gary Barnidge dos Cleveland Browns, decidiu levar a coisa para outro nível, incluindo o rabo (sim, esse mesmo, vulgo traseiro, bunda, entre outros nomes menos dignos para o nível deste espaço) no lote de armas letais capazes de decidir um jogo. Ora, é certo que dentro das regras do jogo, tudo vale para vencer, mas é bom que a coisa fique por aqui, porque senão, qualquer dia os jogos da NFL passam a ter bolinha vermelha no canto do ecrã, já para não falar no estranho que passariam a ser as avaliações no Combine. Bom, o melhor é ficarmos mesmo por aqui e acreditarmos que a esta hora, Barnidge ainda não percebeu como é que apanhou aquela bola.

Legenda da Foto

O tight end Gary Barnidge consegue uma incrível recepção com a ajuda do seu rabo.
Foto de AP Photo / Gail Burton

About The Author

Marco Castro

Cheguei ao Futebol Americano em 2006. Estava de férias em New Bedford, estado de Massachusetts, quando perguntei a um amigo meu aqui emigrado que me explicasse as regras deste jogo. Perguntei-lhe também qual a equipa dele e como nesta matéria estava a zeros, optei por seguir o seu conselho e dar mais atenção a uns tais de Patriots. No regresso a Portugal, consumei este namoro muito graças ao NASN (mais tarde ESPN America), o canal de desporto americano que existia na TV por cabo. Lembro-me de achar "cool" esses tais de Patriots, com os seus capacetes e calças prateadas e lembro-me igualmente de começar a investigar um pouco mais sobre um certo Tom Brady. Hoje em dia sou um Patriota fanático, (aliás, criei e faço a gestão da página de Facebook Patriots Portugal www.facebook.com/patriotsportugal), coleccionador de todo o tipo de merchandising desta equipa e acima de tudo, sofredor Domingo após Domingo, em frente à televisão, colado ao Gamepass (melhor invenção do homem, depois da roda). No trabalho e entre amigos, sou um pouco visto como "lá vem este com o futebol americano só porque foi aos Estados Unidos". Vivo bem com isso. Aliás, tento explicar-lhes "há mais táctica e estratégia neste jogo, do que nas outras modalidades todas juntas" e acrescento "é um jogo espectacularmente justo". Nada os demove a eles, mas também nada me demove a mim! Razão pela qual continuarei a alimentar esta minha paixão Patriota e o sonho de um dia, assistir a um jogo em pleno Gillette Stadium (já lá estive, mas o preço dos bilhetes adiou-me a sua concretização). Se num destes dias os Patriots vencerem o 5º SuperBowl, já sabem, podem encontrar-me a festejar (provavelmente sozinho, ou talvez não) em pleno Marquês de Pombal!