E a Bola de Jogo Vai Para…: NFL 2015 Week 7

Paulo Pereira 28 de Outubro de 2015 Jogadores, NFL Comentários Desligados
Jameis Winston

E a Bola de Jogo Vai Para…

Bills, 31 @ Jaguars, 34

Robert Woods. Numa equipa que no papel parece explosiva, a realidade dá-nos outra leitura, com as lesões a acumularem-se. Sem Sammy Watkins, lesionado, e com Percy Harvin a merecer o rótulo de injury prone, o ataque dos Bills teve que se voltar para LeSean McCoy e Woods, como armas mais fiáveis para EJ Manuel. O quarterback teve um jogo horrível, metendo a equipa num buraco, com os seus erros primários no primeiro período. Mas, depois, na tentativa quase bem sucedida de comeback, foi no wide receiver que Manuel suportou o seu jogo. Woods liderou a equipa, com 9 recepções, 84 jardas e um TD.

Telvin Smith. Vários jogadores dos Jaguars podiam figurar aqui, na primeira vitória da franquia em Londres. A capital inglesa assistiu a um dos mais empolgantes jogos das international series, com a defesa dos Jaguars a ser a primeira protagonista do jogo, infernizando a vida a EJ Manuel. Telvin Smith, habitualmente usado como linebacker no weakside, pareceu por momentos o alvo predilecto do seu adversário, atraindo as bolas na sua direcção. A sua intercepção, retornada para touchdown, deu o mote para a vantagem no marcador, com Smith a defender ainda dois passes e a coleccionar uma série de tackles, como feroz defensor contra a corrida. Destaque para o melhor jogo como profissional de TJ Yeldon, com 115 jardas e um TD, e para Allen Robinson, que continua a mostrar enorme qualidade no jogo de passe.

Buccaneers, 30 @ Redskins, 31

Jameis Winston. Finalmente, Jameis Winston mostrou aquilo que, no college, era algo regular, exibindo-se a um nível elevado. Foi por exibições assim que ele foi eleito nº 1 no draft. Paciente, soube permanecer no pocket e evitar os lançamentos forçados, imagem de marca recente no seu jogo. Preciso nos lançamentos longos, teve uma primeira parte quase brilhante, acertando 10 em 14, 156 jardas e um rating de 147,6. Manteve uma conexão perfeita com Mike Evans, a quem recorreu amiúde nos lançamentos longos, e terminou o encontro com 297 jardas e 2 passes para TD.

Kirk Cousins. Envolvido na polémica situação de quem é realmente o franchise quarterback em Washington, e fortemente causticado pela imprensa, após os dois últimos jogos, Cousins liderou um furioso comeback, num jogo que pareceu perdido quando os Bucs chegaram a ter uma vantagem de 24-0. Procurando afastar o rótulo de game manager, Cousins tentou os passes downfield, sem grande sucesso, mas suportou o jogo em lançamentos curtos e rápidos, lançando para 317 jardas e 3 touchdowns. O ponto alto da sua exibição foi a drive final, nos últimos 2 minutos, que galgou 80 jardas e culminou a maior recuperação na história da franquia. Durante alguns dias, Cousins não será importunado pela dura imprensa da capital americana.

Falcons, 10 @ Titans, 7

Devonta Freeman. Num jogo de baixo score, as jardas conquistadas pelo running back foram instrumentais para a posição de campo. Para além disso, Freeman obteve o 3º jogo consecutivo acima das 100 jardas (116 neste jogo), algo que os Falcons não viam desde os tempos áureos de Michael Turner, em 2009. Freeman tem sido um dos destaques da equipa, conseguindo calibrar o sistema de ataque, agora não tão dependente de Matt Ryan e do seu jogo de passe.

Jurrell Casey. O defensive end continua a ser uma força reconhecível na linha da frente da defesa, estabelecendo o tom agressivo da unidade. Perseverante, é um monstro na forma árdua como trabalha, não se intimidando com o opositor que lhe cabe em sorte. Foi o grande responsável pela pouca articulação no jogo de passe dos Falcons, com os seus movimentos disruptivos a não permitirem uma posição confortável a Matt Ryan. Não tendo conseguido nenhum sack, nem por isso o seu trabalho deixa de ser meritório, com várias acções conseguidas para lá da linha de scrimmage.

Saints, 27  @ Colts, 21

Cameron Jordan. Que monstro! Jordan emulou JJ Watt e conseguiu um jogo semelhante ao intratável defensive end dos Texans. Poderoso, tornou a vida de Anthony Castonzo miserável, pressionando-o em todos os lances. A sua acção não se limitou ao lado defendido por Castonzo, pois alinhou em diferentes posições na DL dos Saints, sem nunca perder efectividade. Conseguiu dois passes defendidos, 2 sacks, 2 hits e mais 3 hurries, numa exibição feroz e memorável.

T.Y.Hilton. Um dos mais velozes e dinâmicos wide receivers da liga vivia um período prolongado sem atingir aquela marca mítica das 100 jardas num jogo. A seca terminou, mesmo que a equipa tenha perdido. No entanto, nenhuma percentagem do desaire poderá ser atribuída ao jovem receiver. Foi através dele que os Colts conseguiram tornar-se competitivos, quando pareciam afundados numa derrota dolorosa. Hilton teve 4 recepções, para 150 jardas, marcando por duas vezes, uma delas num impressionante lance de 89 jardas, que serviu para exaltar todas as suas qualidades. Deixado, nesses dois lances de score, em man coverage, usou a sua velocidade para se distanciar de Delvin Breaux e conseguir uma separação quase obscena. Nas deep balls é um dos jogadores mais empolgantes da competição.

Vikings, 28 @ Lions, 19

Stefon Diggs.  Another day at the office. Mais um jogo acima das 100 jardas e o seu primeiro touchdown. O miúdo, vindo de Maryland, tem sido o melhor receiver nos jogos recentes. Possui aquela capacidade de playmaker, uma mistura de explosividade e velocidade, que o tornam um caso único no roster. E, se era para marcar um TD, pela primeira vez na sua carreira profissional, nada como o fazer em grande estilo, tipo memorando que fica impresso a relevo na mente de quem o viu. Uma bomba de Teddy Bridgewater para o fundo do campo, com Diggs, em esforço, a lançar-se no ar para receber o esférico, caindo depois na end zone. As palavras banalizam o acto, não lhe conseguindo dar a devida espectacularidade, reivindicada pelas imagens. A sua acção não se limitou a isso, obviamente. Diggs esteve sempre presente no sistema ofensivo, constituindo um quebra-cabeças para a defesa contrária. Poderá ser algo precoce afirmar isso, mas calhou a lotaria aos Vikings, no último draft.

Calvin Johnson. Também Megatron teve um daqueles seus dias, tornados normais pela regularidade. Levou a melhor sobre Xavier Rhodes, no touchdown que marcou, logo na 1ª drive, iniciada com uma bela escapada, após recepção, que colocou de imediato os Lions em óptima posição, no território dos Vikings. Acabou com 5 recepções para 86 jardas, mas nunca evitou o trabalho duro, mesmo quando o snap não lhe era dirigido. Tem uma catch tremenda, já no 4º período, salvando uma intercepção a Stafford, elevando-se no meio de 3 defensores dos Vikings para apanhar a bola.

Steelers, 13 @ Chiefs, 23

Antonio Brown.  Brown deve ser um dos jogadores mais frustrados da actualidade, sentindo na pele a ausência de Ben Roethlisberger. As suas prestações recentes ressentiram-se da lesão de Big Ben, com Michael Vick incapaz de estabelecer um ataque ritmado. Com Landry Jones aos comandos, o jogo de ataque não foi isento de erros, mas teve finalmente presença no passe, com Martavis Bryant e Antonio Brown a mostrarem, por várias vezes, que são um duo fantástico. Brown, naquele seu estilo único de catch & run, conseguiu 124 jardas, mantendo a equipa na luta pelo resultado até ao limite do possível.

Charcandrick West. Num jogo crucial para a definição do que resta da temporada, os Chiefs venceram, de forma algo surpreendente, uns Steelers que muitos vêem como potenciais finalistas do Super Bowl. Jogando sem Jamaal Charles, claramente o melhor jogador da equipa, os Chiefs viveram de contributos inesperados para triunfar. Um deles foi do rookie Chris Conley, wide receiver de Georgia, que jogou no lugar do lesionado (concussão) Jeremy Maclin, para anotar o seu 1º TD como profissional. O outro foi West, no seu 2º encontro com tempo de jogo alargado. Se as coisas não lhe correram de feição contra os Vikings, na semana passada, West foi instrumental desta feita, conseguindo sempre corresponder aos snaps que lhe foram dados. 22 corridas, 110 jardas e um TD, mostrando que existe vida para além de Charles, no jogo corrido. Destaque final para a intercepção, profusamente festejada nas bancadas, de Eric Berry, a sua 1ª depois de ter vencido a batalha contra um cancro.

Browns, 6 @ Rams, 24

Todd Gurley.  É difícil não eleger o jovem prodígio como o homem do jogo, do lado dos Rams mas, ao mesmo tempo, isso prenuncia uma certa dose de injustiça pelo papel de relevo que a defesa tem tido, ao manter a equipa na senda dos playoffs. Gurley voltou a ser monstruoso no ground game, coleccionando o seu 3º jogo consecutivo acima das 125 jardas. Desta feita, contra uma das piores defesas contra a corrida, Gurley obteve 128 jardas em apenas 19 corridas, marcando por duas vezes. É, cada vez mais, um valor seguro na equipa, um dos garantes no ataque que ajuda a suplantar a tibieza de Nick Foles e do jogo de passe. Merecendo igual relevo, Aaron Donald tem sido imperial na DL. O defensive tackle voltou a brilhar, travando um duelo interessante contra Joel Bitonio, um dos melhores guards da prova. O seu poder é impressionante, como atestam os 3 tackles, o tackle for loss, o sacks e os dois hits conquistados.

Travis Coons. Numa temporada em que a norma tem sido a falta de precisão de vários kickers, sendo constante o fluxo e refluxo de substituições, por parte de franquias como os Steelers, Buccanneers e Texans, merece destaque o papel do rookie Coons, um dos únicos motivos de satisfação nos Browns. Contra os Rams, os únicos pontos foram obtidos em 2 field goals, mantendo a perfeição da prova. São já 14 os pontapés certeiros, sem nenhuma mácula.

Texans, 26 @ Dolphins, 44

Brian Hoyer.  O resultado foi camuflado, quando o head coach de Miami começou a poupar alguns titulares para o embate de 5ª feira, frente aos Patriots, o que permitiu uma reacção por parte dos Texans. Até então, a turma de Bill O’Brien realizou uma exibição do pior que se viu, esta temporada, perdendo de forma concludente por 41-0. No meio do caos, salvou-se Hoyer, se bem que este prémio tenha que ser devidamente temperado pelo ritmo de treino com que os Dolphins encararam a 2ª metade. O quarterback terminou a contenda com um 23 em 49, 276 jardas e 3 passes para TD (com uma INT pelo meio). Se a época está em modo de descarrilamento, a lesão de Arian Foster (suspeita-se de um torn ACL) apenas vem acentuar o espírito depressivo numa franquia que tarda em se encontrar.

Ryan Tannehill. Nuns Dolphins que parecem renascidos das cinzas, Tannehill esteve on fire, fortemente ajudado pelo elenco em seu redor. O quarterback iniciou o jogo com enorme precisão, acertando os primeiros 18 passes. Terminou a primeira parte com 4 passes para touchdown, 3 deles em jogadas com mais de 50 jardas, graças ao dinamismo do seu corpo de receivers e da “pequena” ajuda dada por Lamar Miller. No total, Tannehill somou 282 jardas, 4 TDs e um rating de 158,3. O jogo corrido merece igualmente uma vénia, com Lamar Miller a ter uma portentosa exibição, com 175 jardas corridas e 65 recebidas…na 1ª parte. Se isso se deve, em parte, ao grau de mediocridade em que a defesa dos Texans está metida, não retira o mérito a um jogador que teve o jogo da sua carreira.

Jets, 23 @ Patriots, 30

Tom Brady.  Atravessa um grande momento de forma e carrega, quase literalmente, a equipa às costas. Sem jogo corrido, pela ausência de Dion Lewis, coube a Brady empunhar a batuta de maestro, algo que ele faz magistralmente. Com uma OL deficitária, onde as lesões se vão acumulando, e com vários drops por parte dos seus receivers (sobretudo de Brandon LaFell, desastrado), foi obrigado a um trabalho suplementar, lançando 54 vezes, para 34 passes completos. As suas 335 jardas e os 2 touchdowns não contam a história toda. Encontrou sempre, pese a excelente performance dos Jets, uma linha de passe, tornando Amendola um dos destaques, quando Revis perseguia Edelman, ou o mesmo Edelman, numa post route, num 3-and-17. Curiosamente, liderou a equipa em corridas, com 15 jardas em 4 tentativas, uma delas a levantar o estádio, quando conquistou um first down numa corrida de 11 jardas.

Eric Decker. Liderou o passing attack dos Jets com 6 recepções e 94 jardas, incluindo 4 conversões em third-downs. Com Brandon Marshall neutralizado na marcação que lhe foi movida, Decker tornou-se a opção primária de Fitzpatrick e foi instrumental ao manter a equipa na corrida. Expos o herói do último Super Bowl, Malcolm Butler, que foi o seu marcador directo. Decker conquistou 5 recepções, quando marcado por Butler, para 82 jardas, levando o cornerback a provocar uma série de penalidades.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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