NFL Preseason 2016: Week 2

Paulo Pereira 23 de Agosto de 2016 Jogadores, NFL Comentários Desligados
Robby Anderson a caminho de um touchdown

NFL Preseason 2016: Week 2

Nick Fairley, DT | New Orleans Saints

O defensive tackle, adquirido pelos Saints na free agency, foi um dos únicos a brilhar na derrota frente aos Texans. Fê-lo, dando uma luz de esperança numa semana horrenda para a franquia de New Orleans. Depois da grave lesão de Sheldon Rankins (perna partida), a pick de 1º round em quem os Saints depositavam enormes esperanças para ser a âncora da linha defensiva, seguiu-se a dispensa de Keenan Lewis, o excelente, mas injury prone, cornerback e, finalmente, a desastrada exibição em Houston. No meio disto, conforme referido, o veterano Fairley, antigo compincha de Ndamukong Suh nos Lions, foi disruptivo, conseguindo um sack, um tackle for loss e mais quatro tackles, um deles numa brilhante penetração, perseguindo um running back que tinha recebido um screen pass. É pena que a dupla pensada, com Rankins, tenha que aguardar a recuperação do rookie, mas Fairley aparenta estar já em mid-season form.

Robby Anderson, WR | New York Jets

Já se sabe que todos os anos os training camps são tomados de assalto por jovens sedentos de glória e com uma necessidade enorme de se evidenciarem. É nesta altura do ano que os undrafted free agents costumam ter o seu quinhão de oportunidades, quiçá as derradeiras, na procura do sonho de atingirem o mundo profissional. Alguns sucumbem à forte concorrência que se faz sentir, em qualquer roster. Outros, aproveitam sofregamente os snaps que lhes são dados, começando a criar um nome por si só. A batalha de Anderson não se avizinha fácil, numa depth chart dos Jets que deve apenas comportar 5 wide receivers (excluindo Devin Smith, na PUP list), mas o miúdo vindo de Temple marcou pontos no embate contra os Redskins. Um speedster, Anderson apanhou 6 bolas para 131 jardas, num notável esforço de reanimação da equipa, que parecia moribunda em campo. Aproveitando a presença de Bryce Petty em campo, o único QB com aparente vontade de jogar, Anderson foi o rosto do ataque dos verdes de Nova Iorque, com alguns highlights que apenas valorizam a sua determinação, como na recepção de 50 jardas (com a drive culminada depois num field goal), ou na outra, de 42 jardas, que lhe valeu o touchdown. A acompanhar, nos próximos jogos.

Aaron Ripkowski, FB | Green Bay Packers

Se há franquia que gere o roster de forma quase exemplar, sem se deixar toldar por emoções, são os Packers. A saída de John Kuhn, um dos preferidos da afición de Green Bay (Kuuuuuuuuuuuuhn) foi devidamente colmatada com prata da casa. Ripkowski, escolha de 2015 do draft, mostrou-se pela primeira vez e começou a afastar o fantasma de Kuhn. A herança está bem entregue. Contra os Raiders, o produto made in Oklahoma foi uma besta, punindo os defensores que o tentavam bloquear (o excelente LB Bem Heeney que o diga) e abrindo rotas para o jogo corrido dos companheiros. Que demonstração de força!

Alfred Morris, RB | Dallas Cowboys

Morris corre actualmente como se quisesse provar algo, a alguém. E, na realidade, o ex-Redskin tem umas contas para acertar com a sua antiga equipa. Depois de 4 anos de correrias loucas e muito esforço, os Redskins acharam Morris dispensável, deixando-o sair na free agency e dando o seu lugar de running back principal a Matt Jones. Os Cowboys deitaram-lhe a mão, satisfeitos por resgatarem um antigo adversário. Morris, no entanto, não passou a ter vida fácil, numa unidade com excesso de lotação. A escolha de Ezekiel Elliott no draft mostrou, de imediato, para quem irá o grosso dos snaps, mas o posto de backup está ainda em aberto. E Morris tem ainda muito gasolina no tanque, como provam as suas 85 jardas em 13 corridas, obtidas atrás duma linha ofensiva imperial. Não se pense, no entanto, que o mérito dessas jardas tem que ser repartido com a OL. O running back transformou lances de curtos ganhos em jardas adicionais, ao encontrar rotas alternativas no momento de entrar no scrimmage, como é visível no touchdown conseguido, em que parecia uma bola de pinball, batendo e batendo, sem nunca cair, até cruzar a end zone. Morris tem ainda outro ponto a seu favor, quando o treinador tiver que decidir entre ele ou Darren McFadden: é um excelente blocker, destemido e capaz de aguentar uma blitz.

Dez Bryant, WR | Dallas Cowboys

Há receivers que fazem parecer fácil tudo que fazem. Bryant, um enfant terrible difícil de domar e com um ego sobredimensionado, é um dos meus atletas predilectos e, regressado de lesão (pé partido), parece não ter perdido nenhuma das suas qualidades. Felino, intratável no um para um, leva já dois touchdowns marcados, em dois jogos da preseason, facto de pouca monta para a altura da temporada, mas revelador da sua imensa qualidade. O último, obtido nesta jornada 2 da pré-temporada, é extraordinário na sua simplicidade. Dak Prescott lançou a bola, para bem junto do pylon, procurando evitar qualquer contingência de último recurso por parte da secundária contrária. Se o lançamento foi quase perfeito, o movimento corporal de Bryant, torcendo o corpo na direcção da bola e, sem perder a compostura física, mantendo os dois pés bem junto da linha, tornando legal a jogada, deviam ser passados vezes sem conta aos miúdos que querem seguir esta posição. Foi um clinic gratuito, dado naquele momento.

Dak Prescott, QB | Dallas Cowboys

A sensação do momento na NFL, Prescott continua paulatinamente a provar, quando lhe é dada a oportunidade, que é a opção mais lógica para backup de Tony Romo. A baixa por lesão de Kellen Moore lançou uma onda de alarme no front office de Dallas, que olhou de soslaio para a inexperiência de Prescott, um rookie com todo um mundo para provar. Ele tem-se batido galhardamente contra esse preconceito. Se na week 1 roubou todos os elogios, na week 2 continuou a apoderar-se dos mesmos. Substituindo Romo, e estreando-se no anfiteatro de sonho construído por Jerry Jones, completou os primeiros 8 passes, para 132 jardas, culminando a drive num passe de 28 jardas para Dez Bryant. No segundo quarto mostrou uma faceta ainda desconhecida na NFL, mas evidenciada nos anos de college: a produtividade na corrida. O seu primeiro touchdown corrido, no mundo profissional, é sublime, não só pela corrida de 20 jardas, mas pela maturidade evidenciada. Prescott esgotou todas as leituras na jogada, analisando a end zone, na procura dum receiver livre. Mantendo sempre a compostura, mesmo com o pockett pressionado pelos rushers adversários, só depois de analisar os alvos é que o quarterback se lançou para a decisão de finalizar a jogada por ele mesmo. Os Cowboys acabaram sempre por pontuar, nas quatro drives por ele conduzidas (2 touchdowns de passe e mais dois de corrida), numa estatística de 12 em 15, 199 jardas e os mencionados 4 TDs. Estão convencidos, ou ainda não?

Marcus Mariota, QB | Tennessee Titans

O quarterback, que vai entrar no seu segundo ano de competição, não realizou uma exibição memorável frente aos Panthers, mas mostrou qualidade e consistência no comando do ataque, mostrando estar refeito da lesão que o colocou na enfermaria, a meio da temporada de estreia. Exibindo alguns predicados empolgantes, Mariota mostra que é capaz de orquestrar drives em no-huddle, como no 1º touchdown conseguido pelos Titans, numa longa jogada de 87 jardas. O que o faz merecer aqui o highlight foi o lançamento final, duma beleza estética perfeita. Primeiro, num movimento fluído, um fake handoff na linha de scrimmage, criando o isco perfeito para ganhar uns segundos adicionais. Depois, o rollout para a direita, seguido do lançamento na passada, com o braço bem puxado para trás do ombro, dando uma espiral ideal à bola. E esta, depois de voar 25 jardas, a aterrar no local exacto, junto ao pylon na end zone, onde Harry Douglas a aguardava. Se há lances que me fazem apaixonar cada vez mais por esta competição, este foi um deles.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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