NFL Preseason 2016: Week 3

Paulo Pereira 29 de Agosto de 2016 Jogadores, NFL Comentários Desligados
Jameis Winston

NFL Preseason 2016: Week 3

Jameis Winston, QB | Tampa Bay Bucanneers

Que noite! O quarterback dos Bucs entrou decidido, num jogo em que teve direito a maior protagonismo, jogando até ao intervalo, a mostrar que o seu ano sophomore será diferente do de rookie. Sereno no pocket, protegido por uma OL que lhe concedeu tempo, Winston explorou convenientemente os seus alvos, fosse nas rotas intermédias, onde Vincent Jackson desempenhou um papel importante, ou nos deep throws, com lançamentos bem calibrados. Acima de tudo, o decision making do jogador parece ter melhorado, nesta pequena amostra. Concentrado, evitando lançamento precipitados, terminou a sua participação com 259 jardas e 2 passes para touchdown. Se o primeiro, para Mike Evans, se limitou a explorar o mismatch entre receiver e cornerback, o segundo, para Charles Sims, é revelador do crescimento de Winston. Na red zone adversário, depois de receber o snap, Winston faz a leitura da end zone, vendo que todos os seus potenciais recebedores estão marcados. Com o pocket a dilacerar-se, faz o rollout para a direita, parecendo que procura a extensão da jogada com o running game. Sempre com os olhos no fundo do campo, não perdendo a compostura, Winston furta-se aos adversários que o tentam parar e, num movimento súbito, consegue criar uma linha de passe para o sucesso da jogada. Brilhante!

Josh Gordon, WR | Cleveland Browns

Chega a ser excruciante ver o talento a ser desperdiçado, de forma tão patética, em alguns casos na NFL. Manziel é um desses, mais recente, mas o actual receiver dos Browns também entra neste lote. Felino, com todas as skills requeridas para a função, Gordon já nos deu uma temporada de alto nível, fazendo-nos salivar de expectativa, apenas para nos defraudar, logo depois. Vivendo preso num mundo feito de abismos, as decisões do atleta não têm sido as melhores e enfrenta agora, provavelmente, a sua derradeira oportunidade de ser relevante, numa competição de elite que não volta a parar na mesma estação. Gordon, há que dizê-lo, não foi brilhante neste seu regresso, após um ano de paragem, parecendo algo enferrujado, mas foi o suficiente para deixar os fãs da franquia de Cleveland a rejubilarem. Duas recepções, 87 jardas e a deep threat que a equipa tão precisava. O seu TD, correspondendo a uma bomba de Robert Griffin III, é elucidativo do que ele pode trazer para o campo. Rota simples, velocidade quanto baste, criando uma ligeira separação do cornerback (o desastrado Justin Gilbert), para depois, num exemplo perfeito de domínio corporal, ajustar a sua posição perto da end zone, para receber a bola. Os Browns recebem uma prenda de Natal, bem antes da quadra!

Jared Cook, TE | Green Bay Packers

A importância de Cook não é demonstrada, à primeira vista, pelas estatísticas habituais dos jogos. O tight end, aquisição da offseason, pode ser crucial no jogo de ataque de Green Bay, orfão nas duas últimas temporadas de um jogador de características similares, que os auxilie no jogo do passe. Desde a saída/lesão de Jermichael Finley, os Packers andavam à procura de quem lhes trouxesse consistência na importante zona central do campo e fosse um alvo cirúrgico na end zone. O TE, com os seus 6'5” e a sua mobilidade, pode tornar ainda mais letal o jogo de passe e ser a nova coqueluche de Aaron Rodgers. Contra os 49ers, a ligação entre TE e QB apenas aconteceu uma vez, numa slant que o jogador transformou num ganho de 19 jardas. Mas as suas 4 recepções e as 54 jardas ganhas tiveram sempre algo em comum. E importante. Foram recepções para primeiros downs. Sempre. Fosse em 3º down, ou mesmo em 4º, como aconteceu num 4-and-4, Cook aparecia como bóia de salvação, abusando do linebacker que lhe aparecia pela frente, como defensor.

Robert Aguayo, K | Tampa Bay Bucanneers

Achei, e não tive qualquer pejo em dizê-lo, que a escolha de Aguayo pelos Bucs, no 2º round do recente draft, tinha sido precipitada. Escolher um kicker, num round tão alto, seria sempre uma decisão questionável, independentemente da qualidade do jogador. Fazê-lo após um trade up, com a equipa a ceder escolhas de 3º e 4º round, pareceu-me um péssimo acto de gestão dos activos. Aguayo, muito provavelmente, estaria à disposição dos Bucs no round 3 ou 4, mas a franquia enamorou-se pela evidente capacidade do kicker que, ao serviço de Florida State, parecia um robot a chutar, imune a erros e pressões. A transição de Aguayo, no entanto, tem sido complicada. O kicker, que nunca falhou um ponto extra na sua carreira universitária de 4 anos, desperdiçou o primeiro ensejo como profissional. A essa falha seguiram-se outras, com 3 field goals desperdiçados, nos dois primeiros jogos de preseason, adensando dúvidas e levando, inclusivé, à impaciência dos fãs, que o assobiaram no training camp. Era pois com elevada expectativa que se aguardava nova aparição do rookie, tentando perceber se o trabalho mental, tão precioso num atleta de alta competição, já tinha começado a surtir efeito. O teste de fogo ocorreu logo na primeira drive da equipa, parada perto da linha de 30 jardas do adversário, levando-o a entrar em campo para um field goal de 48 jardas. Aguayo converteu a tentativa, libertando-se da intensa pressão que vinha acumulando, e realizou um jogo sem erros, convertendo os 3 pontos extra a que foi chamado, adicionando mais dois field goals, de 21 e 27 jardas. A exibição não terá ainda sossegado os adeptos da equipa, mas foi dado o primeiro e importante passo para cimentar uma relação de confiança.

Ben Roethlisberger, QB | Pittsburgh Steelers

Another day at the office. Depois de 2 jogos da preseason em que os titulares dos Steelers não foram vistos em campo, o jogo 3 trouxe novidades. E, para aqueles que já não se recordavam, o ataque dos Steelers é assim: afiado, cirúrgico, uma máquina bem oleada que rasga as entranhas dos opositores. O maestro desta orquestra é um gigante bonacheirão, com um obus no lugar do braço e uma empatia tremenda com o seu séquito. 12 em 17, 148 jardas e dois passes de touchdown, em duas drives. Nos seus primeiros 8 passes, Big Ben conectou-se com 6 diferentes receivers, como se tivesse, como preocupação maior, deixar os seus alvos saciados. A primeira drive, feita toda em no-huddle, foi criteriosa e parecia uma faca a entrar em manteiga quente. Se existe claro demérito da defesa dos Saints – Landry Jones, que vinha de um jogo com 4 intercepções, continuou a explorar as debilidades, em substituição de Roethlisberger – há que realçar já o momento de forma da unidade atacante da franquia de Pittsburgh, mesmo que não possa contar nos 3 primeiros jogos da regular season com La'Veon Bell (explosivo no jogo e fora do backfield) e com Martavis Bryant.

Trevor Siemian, QB | Denver Broncos

É, provavelmente, a grande revelação desta preseason. Siemian era um segredo bem guardado, até agora, um mero backup, anónimo, do grande Peyton Manning. Aliás, dizer que ele era backup não corresponde à realidade. Era um thrid stringer, alguém que partilhava a depth chart com Manning e Osweiler. Quando o primeiro se reformou e o segundo aceitou a choruda oferta dos Texans, John Elway nunca parece um homem desesperado. Avaliador exímio de talento, trouxe como segurança Mark Sanchez, o tóxico quarterback que passou pelos Jets, e draftou para o futuro, elegendo Paxton Lynch. Habituados ao conforto de ter um grande nome no comando do ataque, os fãs dos Broncos ficaram apreensivos e temiam o momento da revelação. Tudo apontava para que Sanchez, medíocre no talento, fosse o homem a quem era dada a chave do reino. Not so fast. Desde o início do training camp, Siemian, um QB vindo de Northwestern, mostrou personalidade e qualidades insuspeitas. A sua ascensão foi sendo feita de forma paulatina e, mesmo que não exista uma confirmação oficial, pressente-se que será ele o titular, na week 1. Gary Kubiak, aliás, tem demonstrado isso mesmo, nos jogos de preparação, libertando o jogador de espartilhos conservadores e deixando-o testar os lançamentos intermédios e longos. Siemian não se tem contido, nesse campo e, pese a intercepção ontem averbada (num lance em que a bola, para o que conta, foi colocada de forma quase perfeita na red zone), tem mostrado uma notável precisão, um braço potente e capaz de fazer todos os lançamentos, mesmo aqueles em janelas de oportunidade apertadas.

Terry Robiskie, OC | Tennessee Titans

Os Titans estão dispostos a serem diferentes das restantes 31 equipas. É já um dado adquirido que, contra a corrente, a equipa de Mike Mularkey irá ter um forte compromisso com o run game. No dias de hoje, com o jogo aéreo/passe a ser o dogma seguido por todas as equipas, que se comprometem com esse desígnio, criando planos de jogo consistentes para expor as defesas contrárias, soa estranho ver os Titans assumirem o oposto, quase como se fosse uma regressão. Mas, em defesa da franquia, depois de terem vegetado na mediocridade nos últimos anos, a procura de nova competitividade passa por explorar o que de bom o roster tem. Com dois backs poderosos, nas figuras do rookie Derrick Henry e do veterano DeMarco Murray, uma OL que procura ser mais consistente e que recebeu Jack Conklin do draft, e um quarterback que se sente confortável no pocket ou fora dele, era a altura de espremer estas qualidades e colocá-las ao serviço do colectivo. Na vitória contra os Raiders, o ataque foi mais do que funcional. Foi quase perfeito, com uma mão cheia de big plays, permitindo ver que não será apenas o ground game a ser o protagonista. Nos 27-14 com que presentearam os Raiders, existiu de tudo. Deep throws de Mariota, como no lance de 60 jardas para Tajae Sharpe ou no de 38 jardas para Andre Johnson, corridas acima das 10 jardas, com Murray, Henry e mesmo Mariota a moverem o ataque. E, quando o adversários se preocupa, quase em exclusivo, em parar a corrida, enchendo a box de corpos, está criado o cenário para que Mariota aproveite e use o braço (continua notável no pocket, com uma maturidade bem acima do seu 2º ano de profissional), onde tem alvos como Justin Hunter, Kendall Wright, o veterano Andre Johnson ou o underrated TE Delanie Walker, ou explore a sua capacidade no solo. E aquela corrida dele, com um pump faking que lhe permitiu ganhar mais umas jardas, é suficientemente revelador. Os Titans vão ser um osso duro de roer.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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