Os Maiores Esquecimentos do Pro Bowl de 2015

Paulo Pereira 30 de Dezembro de 2015 Jogadores, NFL Comentários Desligados
Allen Robinson

Os Maiores Esquecimentos do Pro Bowl de 2015

É, todos os anos, a mesma coisa. Num jogo que procura premiar os jogadores que mais se destacaram, dentro de campo, as votações massivas, deixadas nas mãos do público, produzem sempre resultados surpreendentes e, por vezes, injustos. É normal que um fã, por mais casual que seja do jogo, vote nos jogadores da sua(s) equipa(s) predilecta(s), criando nesse cenário uma realidade alternativa, não baseada nas performances dentro de campo. E isso, no fundo, é uma pena. O Pro Bowl serve, quando muito, para parabenizar o jogador pelo seu esforço, em prol do colectivo, mas dando-lhe um prémio pessoal, na figura da sua presença, que constitui um tónico, um incentivo, uma motivação para o futuro. Este ano, como sempre, há algumas injustiças gritantes. Quais?

Allen Robinson, WR, Jacksonville Jaguars

Robinson, produto made in Penn State, teve o seu breakout year, tornando-se uma ameaça letal aos adversários dos Jaguars, um receiver capaz de dar uma outra dimensão ao ataque dos até então pálidos Jaguars. Na entrada para as duas últimas jornadas, Robinson tinha para mostrar 13 touchdowns e mais de 1200 jardas recebidas. Tornado, no explosivo mas errático ataque de Jacksonville, uma deep threat, Robinson tornou-se o receiver da liga com mais recepções de 20 ou mais jardas no ar. Foi preterido, nos votos dos fãs, pelos mais mediáticos e reconhecíveis Brandon Marshall e Calvin Johnson. A sua produção, no entanto, foi bem superior a qualquer um dos dois.

Delanie Walker, TE, Tennessee Titans

Num jogo que colocou o ênfase, no ataque, no jogo aéreo, Walker não tem os números redondos e as stats habituais dos seus pares, mas compensa isso com uma solidez exibicional, a um ritmo semanal. É um dos tight ends mais underrated da prova, produtivo como blocker e eficaz como alvo no jogo de passe. A sua exibição, contra os Patriots, foi apenas a cereja no topo do bolo, mostrando uma disponibilidade física tremenda, um tractor a quebrar tackles e a resistência contrária. Será importante na maturação de Mariota como quarterback, dando-lhe um alvo confiável no centro do terreno e na red zone adversária.

Weston Richburg, C, New York Giants

Tornou-se, paulatinamente, um dos melhores offensive linemen da competição, não se mostrando inibido pelo salto enorme, quando saiu do college e aterrou no coração de uma das maiores metrópoles do Mundo. Poderoso fisicamente, não fica nada a dever a nomes mais consensuais, como Alex Mack ou Mike Pouncey. Tem qualidade como run blocker e é um feroz pass protector, guarda pretoriano perfeito para Eli Manning. Uma das mais agradáveis surpresas dos últimos anos, na posição, jogando como titular desde o 1º dia em NY.

Richie Incognito, G, Buffalo Bills

A NFL é um universo de segundas oportunidades, de redenções e de histórias que merecem figurar no anuário da temporada. Incognito parecia apenas uma memória distante, após o escândalo de bullying nos balneários dos Dolphins, um produto tóxico a que ninguém queria ficar associado. Numa roleta-russa como o mundo da alta competição, bastou a conjugação de alguns factores para merecer nova chance. Rex Ryan viu nele o complemento perfeito para a linha ofensiva dos Bills, tornando-a mais sólida e hermética. Incognito jogou como se tivesse algo a provar, protegendo eficazmente Tyrod Taylor e ajudando a incrementar o ground game. Não vai ao Pro Bowl mais pela excelência de jogadores na posição do que por esquecimento dos adeptos, mas merece reconhecimento pela forma elevada como jogou.

Joe Berger, C, Minnesota Vikings

Eu votei nele, mas não pelas razões que me apontariam, de imediato. Sim, sou fã da franquia de Minneapolis, mas também cultivo uma forma menos fundamentalista de ver a competição, não deixando que as paixões clubistas me toldem o raciocínio. Joe Berger começou a preseason como um (esperado) backup, um jogador serviçal, daqueles importantes de manter num roster, pela polivalência, mas pouco lembrados, na hora de recolherem os elogios. Com as lesões em Phil Loadholt e John Sullivan, a OL dos Vikings tinha tudo para ter um ano horribilis. Não que a unidade tenha jogado a um nível excepcional, mas conseguiu, a espaços, dar conta do recado. Berger foi o comandante supremo do quinteto, a voz calma da experiência, um veterano calejado. O journeyman foi precioso para estabelecer o fundamento do jogo dos purple & gold: o jogo corrido, tendo-se tornado um dos melhores run blockers da liga. Grande temporada, que merecia o prémio de vê-lo no Pro Bowl.

Cameron Jordan, DE, New Orleans Saints

Numa má defesa dos Saints, malignada por Rob Ryan, existiu sempre um oásis no meio da mediocridade. Cameron Jordan é um exemplo de regularidade, incapaz de jogar mal, mesmo que as estatísticas não demonstrem a sua qualidade. Numa DL que misturou o produto existente com sangue novo, sofrendo das dores de crescimento, Jordan levou sempre a unidade às costas, um monstro disruptivo e ameaçador. É um dano colateral no Pro Bowl, punido não pelo que fez individualmente, mas pelo falhanço colectivo num roster com pouco motivos de sorrir.

Artigo baseado no original de Ben Stockwell, Pro Football Focus

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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