Vai Abrir a Temporada de Caça ao Quarterback!

Paulo Pereira 31 de Dezembro de 2015 Jogadores, NFL Comentários Desligados
Drew Brees

Vai Abrir a Temporada de Caça ao Quarterback!

Passada já a época natalícia, eis o que poderia ter sido dado a algumas equipas, como presente: um quarterback! A posição mais importante no futebol americano valida candidaturas ou destrói ambições, dependendo sempre de quem está ao leme do ataque. É difícil, sabemos isso, encontrar o jogador perfeito para tão específica missão. É uma tarefa árdua, qual mineiro dos tempos do velho oeste, garimpando à procura da pepita de ouro perfeita. Quem, finalmente, a encontra, sabe que pode construir, em seu redor, uma equipa com ambições. Por outro lado, quem não tem essa sorte, fica sempre carente, mesmo que o roster tenha qualidade nos outros sectores. A offseason será, como sempre, de trabalho para as 32 franquias. Algumas delas centrarão os seus esforços na procura do quarterback para 2016, seja via free agency ou pelo draft. Haverá mais, mas estas são as equipas que tentarão, de uma das duas formas, reforçar a posição: Jets, Browns, Texans, Cowboys, Eagles, Redskins, 49ers e Rams.

E estes serão alguns dos nomes que poderão, ainda de forma especulativa, estar livres de compromissos:

Sam Bradford

Se a temporada terminasse agora e não existissem negociações, Bradford seria um free agent, o que o tornaria caso único na história da NFL, ao ser o primeiro nº 1 do draft a jogar por 3 equipas diferentes. Os Eagles são uma decepção, independentemente de conseguirem (escrevo isto sem saber o resultado do embate contra os Redskins, líder de divisão) o passaporte para os playoffs. Nem tudo pode ser apontado a Bradford, escolhido a dedo por Chip Kelly para liderar o seu ataque speedado. Bradford mostrou alguns dos seus atributos, mas também revelou algum desconforto e cometeu erros. Num ataque desinspirado, sem o apoio do jogo corrido, após a limpeza de balneário que Kelly fez (a saída de LeSean McCoy e dos dois guards – Herremans e Mathis – titulares na OL, contribuíram para um decréscimo acentuado nas jardas ganhas no solo), Bradford nunca foi o franchise esperado. Numa offseason que poderá ser tumultuosa, os Eagles poderão avançar para vários cenários, mas em nenhum deles o reforço da posição será negligenciado.

Drew Brees

Não, não é especulativo ver um futuro em New Orleans sem Brees, presença icónico e que se confunde, nos últimos anos, com a própria franquia. Mas Brees tem um valor absurdo – 30 milhões – no próximo salary cap. E isso é incomportável em qualquer lado, sobretudo numa franquia que procura ainda livrar-se de alguns negócios ruinosos, que lhe afectam o cap space e, com isso, a possibilidade de serem competitivos. Segundo o site Spotrac, os 30 milhões destinados a Brees, em 2016, representam 20% do salary cap. Há a possibilidade de reestruturar o número, desde que ambas as partes encontrem um ponto de equilíbrio nas reivindicações. Brees merece terminar a sua carreira no clube que o acolheu e lhe deu o único anel de campeão. Mas também pode existir o reverso: falta de entendimento. E Brees, nesse caso, seria uma espécie de Peyton Manning 2, tornando-se o alvo mais cobiçado no defeso. Brees ser cortado é uma possibilidade real em cima da mesa, custando aos Saints 10 milhões em dead money. Um valor elevado mas, mesmo assim, bem menor do que os 19,75 milhões de contrato e os 7,4 milhões em bónus.

Kirk Cousins

As voltas que o Mundo dá. Cousins parecia destinado à irrelevância, quando RG3 singrava na equipa da capital. Mas, com os problemas físicos de Griffin e a crescente ascensão de Cousins, os Redskins parecem ter um substituto à altura. Cousins termina o seu vínculo contratual no final da presente temporada, obrigando a equipa comandada por Jay Gruden a tomar uma decisão. Esta andará sempre à volta da renovação, faltando apenas saber em que termos. Cousins quererá um contrato avultado, de acordo com o seu novo estatuto de titular. Nessa dança entre clube e jogador, existe uma figura que ajudará, em caso de impasse negocial, a manter o jogador “preso” ao clube: a franchise tag. É uma espécie de arma a usar apenas em último recurso. O valor a pagar, por um ano, nestes casos, corresponde à média salarial dos 5 maiores contratos na posição. Ou seja, Cousins não teria, com a franchise tag, o conforto de um vínculo que lhe desse estabilidade a longo prazo, mas ganharia uma quantia acima dos 20 milhões. Não sendo uma win-win situation, dificilmente os 'Skins deixarão o jogador livre, sobretudo numa divisão onde os seus rivais (excepção, talvez, aos Eagles) têm todos quarterbacks competentes.

Colin Kaepernick

Um dos casos mais interessantes para acompanhar na offseason. De titular indiscutível, com 3 presenças consecutivas na final da NFC e uma ida ao Super Bowl, Kaepernick tornou-se um proscrito em San Francisco, após a saída de Jim Harbaugh. O novo regime, numa fase de mudanças aceleradas pelas deserções sofridas na offseason de 2015, nunca se comprometeu seriamente com um jogador com evidentes skills, mas com limitaçõesem situações de jogo básicas. Pese isso, Kaepernick atrairá um lote de cortejadores, que verão neste jovem com um braço forte e capacidade de finalizar jogadas em corrida, um intrincado jogador a desenvolver. Os 49ers terão que se desenvencilhar de Kaep, antes de Abril, evitando o pagamento de 10 milhões. Nessa altura, começará a cobiça. Kaep parece um jogador talhado para os Eagles, de Chip Kelly, se este permanecer no seu púlpito em Philadelphia.

Johnny Manziel

Playmaker puro, fazendo do instinto selvagem uma imagem de marca, Manziel tem tido um percurso acidentado, nestes dois anos como profissional. Com pose de superstar, tornou-se mais conhecidos pelas diatribes fora de campo do que pelas jogadas dentro dele. Os Browns, uma imensa máquina trituradora de treinadores e jogadores, colocou-o na montra principal, dando-lhe as rédeas do ataque, neste final de temporada, com dois óbvios intuitos. O primeiro é ver, efectivamente, do que Manziel é capaz. O segundo é tentar despertar o apetite alheio, numa das franquias necessitadas de quarterback. É que os Browns terão uma das primeiras picks no próximo draft, e o novo regime (dificilmente Mike Pettine será mantido no cargo) optará por começar tudo de novo, significando que pode chegar um rookie quarterback à equipa. O que fazer com Manziel? Com 5 titularidades, é difícil dizer o que se pode esperar do talentoso atleta. Mas, para os mais impacientes, recordo a similaridade entre este caso e o de um jogador chamado…Brett Favre. A 1ª temporada de Favre na NFL, nos Falcons, foi polémica, com as noitadas e o vício do álcool a tornarem-no um aparente caso perdido. Bastou a visão de Ron Wolff, futuro general manager dos Packers, e a crença de Mike Holmgren, o head coach dos cheese heads, para que Favre se tornasse um Hall of Famer.

Brock Osweiler

Sim, apesar da sua recente aparição como quarterback dos Broncos, Osweiler está na recta final do seu contrato e pode ser um free agent no final da temporada. É o tempo para John Elway meditar num caminho que torne a franquia num contendor regular na AFC, nos próximos anos. Peyton Manning está à beira do fim, com a sua carreira gloriosa a conhecer, provavelmente, um termo no final de 2015. Os Broncos apenas terão que pesar as possibilidades e analisar a performance de Osweiler na corrente época. É uma tarefa difícil. Bem integrado no ataque, com equilíbrio no pocket e um braço que aparenta poder fazer todos os lançamentos, Osweiler tem sido limitado por um playcalling conservador, que não lhe dá as rédeas do jogo, num guião previamente escrito. Mas, numa liga onde não abundam as soluções para a posição, os Broncos dificilmente deixarão escapar o jogador, sob pena de verem a hegemonia divisional a fugir-lhes das mãos.

Artigo baseado no original de Adam Schefter, para a ESPN

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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