A NFC North Depois da Free Agency

Paulo Pereira 30 de Março de 2016 NFC North, NFL Comentários Desligados
NFC North

A NFC North Depois da Free Agency

A free agency entrou num período morto ou, se quisermos usar uma terminologia de menor impacto, morno. Passado o frenesim dos primeiros dias, é agora tempo de dissecar as contratações e qual o impacto das mesmas nos rosters das equipas. Quem se reforçou, quem ficou mais fragilizado e quem optou por se resguardar para o draft, é o que se pretende especular. A divisão abordada é a NFC North, com um campeão novo, os Vikings, que conseguiram colocar um ponto final na hegemonia recente esmagadora dos Packers. É também uma divisão que vê partir, para a reforma, um dos seus jogadores mais emblemáticos. Calvin Johnson, um wide receiver de elite, disse adeus à competição, deixando os Lions órfãos da sua principal referência atacante. O que mudou na divisão? Existem motivos de esperança para os fãs dos Bears? Podem os Vikings manter o ceptro?

Chicago Bears

Nota Free Agency: 8

Contratações: ILB Jerrell Freeman, ILB Danny Trevathan, DE Akiem Hicks, RT Bobby Massie

Renovações: WR Alshon Jeffery, TE Zach Miller, WR Marc Mariani, CB Tracy Porter

Saídas: HB Matt Forte, TE Martellus Bennett, DE Jarvis Jenkins, ILB Shea McClellin

O staff técnico perdeu Adam Gase, o excelente coordenador ofensivo, agora tornado o novo czar em Miami, mas John Fox sabia qual o calcanhar de Aquiles no roster e tratou, mal começou o novo período de contratações, de o resolver. 2015 assistiu a um quase constante corrupio de jogadores na posição de inside linebacker, sempre com um denominador comum: a mediocridade no desempenho. Não foi por isso surpresa para ninguém que os alvos imediatos tenham sido os nomes mais apetecíveis na posição. Duma assentada os Bears conseguiram trazer para a cidade ventosa o underrated Danny Trevathan, ainda com o anel de campeão fresco no dedo, juntando-lhe Jerrell Freeman. A nova dupla parece ser o suficiente para estancar a porosidade na run defense e bastaria isso para dar uma nota positiva aos esforços cirúrgicos da franquia. Mas os Bears não ficaram apenas por isto. Deixaram sair Jarvis Jenkins na free agency, trocando-o por Akiem Hicks. Hicks pode nem ser um portento, mas é um jogador incansável, precioso no esquema rotacional do front seven e, baseado apenas dados estatísticos, superior em termos de produção a Jenkins.

As principais perdas aconteceram no ataque, que vê partir Matt Forte, um nome mítico junto dos adeptos, mas já algo desgastado pela quantidade de snaps recebidos, nos últimos anos. Forte é uma baixa de algum significado, mas no sempre difícil equilíbrio entre a emoção e a razão, os Bears optaram por seguir um caminho diferente, que passa pela maior inclusão de Jeremy Langford e de um novo running back, provavelmente via draft. Martellus Bennett, por sua vez, vem de um ano com uma produção inconsistente que, no entanto, não lhe deverá ser totalmente imputada, no quesito da culpa. O TE, agora nos Patriots, é uma arma excelente na red zone, mas a sua produção pode ser substituída pelo veterano Zach Miller, saído de excelente temporada.

Detroit Lions

Nota Free Agency: 6

Contratações: WR Marvin Jones, S Tavon Wilson, S Rafael Bush, DT Stefan Charles, CB Johnson Bademosi

Renovações: LB Tahir Whitehead, DI Haloti Ngata

Saídas: WR Calvin Johnson, CB Rashean Mathis, S Isa Abdul-Quddus

No jogo de equilibrismo na corda bamba que é, no fundo, a NFL, é comum ver franquias a perderem um jogador emblemático, seja por estarem inibidas pelo cap space, seja pela lei da oferta/procura que quase auto-regula a competitividade na prova. O problema, para os Lions, é que perderam, em apenas 2 anos, 4 jogadores de topo. Às saídas de Ndamukong Suh e Nick Fairley, em 2015, juntaram-se as de Calvin Johnson e Rashean Mathis, em 2016. O wide receiver optou por pendurar as chuteiras e viver dos rendimentos, enquanto o cornerback optou por outras paragens, deixando a secundária mais pobre. Mathis é um dos melhores defensive backs da NFC North, o complemento perfeito a Darius Slay, o incontestado CB 1 da equipa.

Os Lions não ficaram parados, carpindo mágoas, mas os substitutos arranjados terão que viver sob o espectro dos desaparecidos. Marvin Jones é um receiver dinâmico, ainda longe do reconhecimento público, preso na depth chart dos Bengals atrás de AJ Green e Mohamed Sanu, mas será capaz de contribuir de forma assinalável e formar uma boa dupla com Golden Tate. No entanto, as características físicas de Jones são totalmente distintas das de Megatron, o que poderá ter um peso acrescido no jogo aéreo. Tavon Wilson, por sua vez, terá agora a oportunidade de mostrar verdadeiramente o seu talento. Tal como Jones no seu tempo em Cincinnati, Wilson estava “enterrado” em Boston, na profusão de talento que Bellichick coleccionava na secundária. Agora, com um provável incremento no número de snaps, Wilson poderá ser também um forte contribuidor.

Green Bay Packers

Nota Free Agency: 6

Contratações: TE Jared Cook

Renovações: OLB Nick Perry, DE Letroy Guion, K Mason Crosby, RB James Starks

Saídas: CB Casey Hayward, DT B.J. Raji, QB Scott Tolzien

O modus operandi habitual dos Packers manteve-se inalterado, nesta offseason. Seguindo a religião vigente no clube, o general manager Ted Thompson preferiu renovar com os seus próprios jogadores, do que gastar dinheiro na busca de veteranos vindos de outros locais. Habitual fundamentalista do draft, onde escolhem e desenvolvem os seus prospects, é habitual ver o desdém que a franquia devota à free agency, com raras incursões. Enquanto escrevia estas linhas os Packers, até então inactivos no quesito contratações, avançaram para uma escolha cirúrgica, na demanda por um tight end que, finalmente, lhes forneça um alvo mortífero no centro do campo e na red zone. Cook, libertado pelos Rams, é um jogador com potencial para criar laços empáticos com Aaron Rodgers e tornar-se um dos favoritos do QB, para receber passes. No resto, o trabalho de casa foi feito, a tempo e horas. Os Packers deram novo contrato a Mike Daniels, ainda em Dezembro, impedindo-o de atingir a free agency, e trouxeram de volta os elementos considerados mais importantes, como Nick Perry, Starks, Guion e Crosby. Alguns poderão achar que a equipa poderia ter feito um esforço suplementar para manter Casey Hayward, mas a manifestação de algum desinteresse na renovação do vínculo contratual aconteceu por terem opções válidas no roster, como Damarious Randall (escolha no draft de 2015) e Quinten Rollins, que serão chamados a uma acção mais intensa, ao jogar ao lado de Sam Shields

Minnesota Vikings

Nota Free Agency: 6

Contratações: G Alex Boone, OT Andre Smith, S Michael Griffin, LB Emmanuel Lamur

Renovações: G Michael Harris, CB Terence Newman, TE/FB Rhett Ellison, S Andrew Sendejo

Saídas: WR Mike Wallace, S Robert Blanton, CB Josh Robinson

O background defensivo de Mike Zimmer e o seu conhecimento profundo do mercado tornaram os Vikings uma espécie de caçadores low profile, fugindo dos alvos mais mediáticos e investindo em jogadores com qualidade, mas de um tier inferior, daqueles que não atraem muitas atenções. A equipa tinha duas premências para resolver, nesta offseason, conseguindo reforços para ambas. A linha ofensiva viu chegar um dos nomes mais sonantes, o guard Alex Boone, seguido de um velho conhecido de Zimmer, dos tempos dos Bengals, o OT Andre Smith. Com Phil Loadholt e John Sullivan a regressarem de lesão, e apostando na continuidade do bom momento evidenciado em 2015 por Mike Harris e Joe Berger, a OL tem finalmente profundidade suficiente para elevar o seu jogo e dar tranquilidade a Teddy Bridgewater. Para a secundária chegou Michael Griffin, safety em evidente declínio exibicional, o que provocou algum desconforto e frustração aos fãs que sonhavam com um jogador de melhor qualidade para jogar ao lado de Harrison Smith. As renovações foram cirúrgicas, mantendo a aposta em atletas vindos de boas prestações, mas não deixa de espantar a renovação, por números consideráveis, com Sendejo, uma constante nulidade em 2015 no pass coverage. As saídas não provocam mossa e mostram apenas que a perseguição, na free agency, de alvos conceituados para o jogo aéreo necessita de alguma calibragem. Sempre que os Vikings apostam nos big names disponíveis – Greg Jennings e Mike Wallace – a retribuição, em termos de produção, é inconsistente e decepcionante. O esperado reforço para a unidade de wide receivers virá do draft, no que aparenta ser uma boa aposta.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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