AFC East – Previsões ou (Des)ilusões?

João Azevedo 26 de Agosto de 2016 AFC East, NFL Comentários Desligados
AFC East

AFC East – Previsões ou (Des)ilusões?

O ano passado, a AFC East foi a única divisão da NFL onde três equipas conseguiram obter uma percentagem de vitórias de 50% ou mais. É a divisão que sigo a toda a hora, devido ao facto de nela participarem os Jets. Para além deles, esta divisão conta com os Bills, Dolphins e Patriots. Comecemos por Buffalo.

Buffalo Bills

Vamos começar pelas notícias mais recentes em Buffalo: a saída de Karlos Williams e a entrada de Marcell Dareus num centro de reabilitação. Os Bills deixaram o sophmore Williams sair e compreende-se porque o seu RB1 é “Shady” McCoy. Este é seguido de Reggie Bush, Gillislee e Jonathan Williams (que provavelmente só sofrerá suspensão na próxima época – foi preso enquanto conduzia alcoolizado). Mas sinceramente nenhum destes backups parece ser excelente (ainda que Bush já o tenha sido, a idade já pesa) todos eles são bons, mas não excelentes.

Já a suspensão de Dareus vem prejudicar uma defesa que parecia estar encaminhada para melhorar e que agora parece dirigir-se na direção oposta. Para mim a draft class dos Bills foi sem dúvida uma das melhores: Shaq Lawson (DE, aparentemente a ser adaptado a LB), Reggie Ragland (LB), Adolphus Washington (DE), Cardale Jones (QB), Jonathan Williams (RB), Kolby Listenbee (WR) e Kevon Seymour (CB). No entanto, apenas Washington parece ser um starter (obviamente é um ex-Buckeye), Lawson está na PUP list, Ragland vem bem lá no fundo do depth chart e a juntar a isto Enemkpali (DE) está na injury reserve e Mario Williams (DL) está agora em Miami. Jerry Hughes (LB), Darby (CB) e Graham (FS) parecem ser os nomes que ainda dão alguma segurança à defesa de Buffalo.

Já falámos do backfield dos Bills, mas deixem-me só acrescentar uma curiosidade, temos mais um dos irmãos Gronkowski na liga – Glenn (FB) é o backup de Jerome Felton. Agora sim, passemos para a passing offense. Gosto do Tyrod (QB) este ano, vejo-o a ter um ano mesmo bom e os Bills ainda têm EJ Manuel e Cardale Jones como backups, que são opções boas caso algo corra mal. Também gosto da OL e Taylor ainda conta com Sammy Watkins (WR), Marquise Goodwin (WR), Robert Woods (WR) e Charles Clay (TE). Gostava de ver também Listenbee entrar nestas contas, é um receiver muito rápido e acho que o facto de ter sido companheiro de Josh Doctson em TCU ofuscou o seu talento.

A agenda dos Bills é interessante, defrontam 5 defesas do top 10, mas também jogam contra 5 das 10 piores defesas da NFL. O ano pode correr muito bem ou muito mal para equipa de Rex Ryan.

Miami Dolphins

Tannehill sente a pressão de Dareus (suspenso)

Tannehill sente a pressão de Dareus (suspenso)
Foto de: Steve Mitchell – USA Today Sports

Outra defesa que devia ter sido bem melhor do que realmente foi em 2015. A nível individual tem imenso talento: Cameron Wake (DE), Suh (DT), Mario Williams (DE), Kiko Alonso (LB), Jelani Jenkins (LB) e Reshad Jones (SS). Ou seja, contam com um dos 3 melhores DL da liga (Wake) e aquele que pode ser vir a ser o melhor defensive back (Jones). Mas o coletivo parece falhar em Miami, algo que tem de ser melhorado este ano.

Gosto do wide receiver core de Miami: Jarvis Landry é um excelente slot receiver; fala-se de um breakout year para DeVante Parker; Kenny Stills é um bom receiver, mas…o meu destaque vai mesmo para Leonte Carroo, acho que foi a melhor escolha que os Dolphins fizeram nesta draft (falando da relação talento/nº da escolha) e acho que valeu a pena ceder uma escolha na sexta ronda e a terceira e quarta escolha do draft do próximo ano. Este miúdo tem imenso upside, o único problema é mesmo o quarterback com quem vai trabalhar: Ryan Tannehill…O Ryan é outro QB que eu não percebo, não percebo o porquê de os Dolphins apostarem tanto nele, eu sei que ele foi o nono QB com mais passing yards em 2015, mas mesmo assim…não gosto dele, o que faz com que eu seja fã do facto de os Dolphins terem escolhido Brandon Doughty nesta draft, não para agora, mas para o futuro, o miúdo foi bastante sólido na universidade de Western Kentucky.

Outra boa adição ao plantel foi o RB Arian Foster depois da saída de Lamar Miller para a ex-equipa deste, os Texans. Se conseguir manter-se saudável é uma boa aposta como RB1, seguido de Jay Ajayi e o rookie Kenyan Drake, que vem lá no fundo do depth chart. No entanto, os Dolphins são capazes de ter saídos desfavorecidos com esta “troca”.

Mesmo assim, e olhando para a agenda, penso mesmo que em Miami há ainda muito trabalho pela frente se não quiserem repetir o último lugar.

New England Patriots

Estou muito confuso com os Patriots…Gostava de dizer que este ano não repetem o título, mas vendo bem…São os Patriots…A nível defensivo, por exemplo, parecem não ter assim grandes talentos individuais – têm Brown (DT), Hightower (LB), Butler (CB) como exemplos de bons jogadores dos seus 3 setores defensivos – mas funcionam bastante bem enquanto coletivo. Nesta defesa a nova notícia é a chegada de Mingo (LB), ex-primeira escolha do draft dos Browns em 2013.

No ataque, também não parece haver boas notícias, o rookie Malcom Mitchell (WR), à volta de quem havia tanto hype, está no fundo do depth chart após lesão; Amendola (WR), Tre Jackson (RG), Vollmer (RT) e Dion Lewis (RB) estão na PUP list. Assim Edelman e Hogan são os únicos wide-receivers saudáveis (a nível daqueles que se espera que sejam starters) e LeGarrette Blount volta a ocupar o posto de RB1. A melhor notícia para este ataque é mesmo a chegada de Martellus Bennett (TE, vindo dos Bears), que juntamente com Gronkowski, prometem formar uma dupla de tight ends imbatível. Com a suspensão de Brady durante 4 jogos, cabe a Jimmy Garoppolo assumir a tarefa de assegurar um bom início de época para os Patriots.

Eu gostava mesmo de dizer que este ano vai ser pior para os Patriots, mas mesmo que os jogos sem Brady corressem mal, continuavam a ser só quatro jogos e mesmo nessas semanas o adversário mais complicado são os Cardinals. Além disso, Brady vai regressar contra os Browns e os únicos desafios a partir daí serão receber os Bengals e os Seahawks e ir ao Colorado jogar com os Broncos. Assim sendo, os Patriots vão provavelmente conseguir chegar aos playoffs mais uma vez, mas a partir daí não digo nada…

New York Jets

Decker recebe o TD da vitória frente aos Patriots

Decker recebe o TD da vitória frente aos Patriots
Foto de: Matthew J. Lee – Boston Globe

Por último, mas claramente não menos importante (sobretudo para mim), os New York Jets! Deixem-me começar por dizer que adoro aquilo que o Todd Bowles fez com os Jets nesta última época, levando o Gang Green de apenas 4 vitórias e último lugar na divisão para 10 vitórias e quase entrada nos playoffs.

Analisemos primeiro a defesa. Leonard Williams (DE), Jarvis Jenkins (DL), Sheldon Richardson (DE) e Mo Wilkerson (DL) podem fazer desta defensive line um terror e é preciso ver que os Jets foram a segunda melhor running defense da liga e quarta overall. No núcleo de linebackers gosto da chegada de Darron Lee (por enquanto backup de Henderson) que veio trazer velocidade ao inside desta posição e insere-se bem neste sistema defensivo. Lorenzo Mauldin e Jordan Jenkins fazem uma boa dupla no outside e o rookie da Georgia parece ter ganho o lugar de titular nesta defesa. Na secondary a dupla de cornerbacks pertence a Darrelle Revis e Buster Skrine e Revis’ Island parece ainda aguentar mais uma época como starter apesar da idade. Os safeties Gilchrist (FS) e Pryor (SS) demonstram talento, sobretudo este último, cada vez melhor. No entanto, a defesa tem de melhorar um pouco no que toca a impedir o passe.

Já no ataque, depois de uma luta algo cansativa na offseason, Ryan Fitzpatrick e os Jets chegaram a acordo e “Fitz” fica como QB1. E ainda bem porque Geno Smith não era um starter e até parece vir a perder o lugar de backup para Bryce Petty. A segunda escolha dos Jets nesta draft – Christian Hackenberg – não parece estar ainda totalmente integrado no sistema.

O wide receiver core promete imenso pois para além de uma das melhores duplas da atualidade (Marshall e Decker – este último o meu jogador favorito) os rookies Jalin Marshall, Robby Anderson, Charone Peak e Jeremy Ross parecem estar a fazer uma boa pré-época. Devin Smith ainda se encontra na PUP list.

A OL tem agora o blind side tackle Ryan Clady que veio dos Broncos (e tem o rookie Brandon Shell como backup) e o LG James Carpenter que veio de Seattle para se juntarem a Nick Mangold (C) e a um ainda lesionado Giacomini (RT). O backfield também foi “renovado” e Matt Forte chegou dos Bears para ocupar o lugar de RB1, seguido por Powell, Romar Morris (o rookie dos Tar Heels) e Khiry Robinson, que de alguma maneira é o RB4 depois de chegar dos Saints.

Adorava poder dizer que este é o nosso ano, mas a agenda dos Jets é muito complicada. Nos primeiros 6 jogos, 5 dos adversários estiveram nos playoffs o ano passado, mas a partir daí, o céu parece aclarar e só ele é o limite para um “jato”.

Conclusão

Será que é este ano que termina a hegemonia dos Patriots? Poderão os Jets melhorar o lugar do ano passado? Serão os Bills a assumirem-se como a maior ameaça de New England? Sairá Miami do último lugar que obteve? Vamos ver o que acontece!

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João Azevedo

Estou atualmente a licenciar-me em Ciência Política e Relações Internacionais, mas a minha paixão pelo futebol americano existe há imenso tempo. Este desporto aprisionou-me desde o primeiro segundo em que o vi e percebi que é sem dúvida o melhor desporto à face da terra! Gosto da vertente profissional e do college e sou um fã devoto dos New York Jets e dos Ohio State Buckeyes. Aquilo que mais quero, para além de ver os Jets ganharem um Super Bowl, é ajudar este desporto a crescer em Portugal e um dia, quem sabe, vir a ser treinador nesta modalidade. J-E- T-S! JETS! JETS! JETS!

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