AFC West – Previsões ou (Des)ilusões?

João Azevedo 29 de Agosto de 2016 AFC West, NFL Comentários Desligados
AFC West

AFC West – Previsões ou (Des)ilusões?

A AFC West viu uma das suas equipas vencer o Super Bowl 50, mas esta divisão estende-se para além dos Broncos, e os Chargers, os Chiefs e os Raiders vão procurar atacar o spotlight que os campeões da NFL obtiveram nesta última temporada. Será isso possível?

Denver Broncos

Peyton Manning vai fazer falta a Denver

Peyton Manning vai fazer falta a Denver
Foto de: Evan Sémon – CBS

A melhor defesa da NFL em 2015 prepara-se para uma época que promete ser mais atarefada. A sua sorte é continuarem a contar com a melhor dupla de outside linebackers formada por Von Miller e DeMarcus Ware, juntamente com o cornerback Aqib Talib e o inside LB Brandon Marshall. No entanto, todo este talento individual e coletivo podem não ser o suficiente para ajudar um ataque que perdeu o futuro “hall of famer” Peyton Manning (não que ele tenha sido excelente o ano passado, mas é Manning).

Substituir Manning não é uma tarefa fácil e o pior é que nenhum dos atuais quarterbacks dos Broncos parece estar minimamente perto de lá chegar. Mark Sanchez parece já ter tido os seus anos, quando levou os Jets às últimas aparições da equipa nos playoffs em 2009 e 2010. A partir da lesão no ombro em 2013 nunca mais foi o mesmo e desenvolveu um grave problema de turnovers. Paxton Lynch foi a escolha número um dos Broncos nesta draft, mas ainda precisa de um tempo para se integrar no sistema e por isso, a meu ver, Trevor Siemian parece ser o mais indicado para o trabalho. Ainda que Sanchez se encontre como QB1, o sophomore teve um ano para aprender com Manning e se adaptar ao sistema, para além de que tem feito uma pré-época interessante.

Até este problema estar resolvido os wide receivers Demaryius Thomas, Emmanuel Sanders e Cody Latimer vão ser usados mais reduzidamente porque Denver é capaz de se inclinar para o running game este ano. CJ Anderson vai ter muito trabalho enquanto RB1 e para além de Ronnie Hillman, Denver draftou Devontae Booker, o running back de Utah que esmagou defesas em 2015. Outro sinal de que os Broncos se vão virar para o “ataque pelo chão” é a escolha do rookie FB Andy Janovich dos Cornhuskers que parece ter conquistado o lugar de titular nessa posição.

A tarefa de repetir um Super Bowl nunca é fácil, mas ficou mais difícil com a saída de Manning, porque este ataque vai ter de lidar com 6 jogos contra defesas do top 10 e o primeiro desafio é logo em casa, onde recebem os Panthers na primeira semana. Foquem a vossa atenção nesta repetição da final do ano passado.

Kansas City Chiefs

Arrowhead parece estar numa onda de boas notícias esta offseason. Os rankings começaram a profetizar uma entrada no top 5 para esta defesa, algo que não era de estranhar pois contam com Derrick Johnson (LB), Justin Houston (LB, ainda na PUP list), Tamba Hali (LB), Ron Parker (FS) e o Defensive Rookie of the Year de 2015, o cornerback Marcus Peters. Outra boa notícia é o regresso de Eric Berry (SS) que parece finalmente ter chegado a acordo no seu contrato com os Chiefs.

Mas não é só na defesa onde as notícias são positivas, o ataque também volta a contar com o running back Jamaal Charles depois de ter estado fora quase toda a época passada por ter rasgado um ligamento cruzado no joelho. Além disso, Charles também tem os running backs West e Ware como bons backups que conseguiram segurar o backfield em Kansas depois da sua saída o ano passado.

A coisa só se complica quando começamos a ver o ataque pela perspetiva do “passe”. O que dizer de um wide receiver core onde Jeremy Maclin parece ser a única escolha segura? É certo que Albert Wilson e Chris Conley também lá estão, mas no meio deles o tight end Travis Kelce parece ser o segundo na linha para receber passes de um “não tão seguro” QB1 Alex Smith. Apesar da chegada aos playoffs por parte dos Chiefs, Smith é inconstante e Kansas City conta com mais 4 quarterbacks no roster para além dele, sendo que o seu backup é Nick Foles. No entanto, nenhum deles parece realmente vir a roubar o lugar de titular de Smith.

No entanto, há uma última notícia a ser referida aqui. A agenda dos Chiefs apenas apresenta dois jogos fora do seu alcance – com os Broncos e com os Panthers. Assim sendo, a proeza de conseguir um lugar nos playoffs parece acessível.

Oakland Raiders

Amari Cooper pode vir a ter um grande ano

Amari Cooper pode vir a ter um grande ano
Foto de: Ryan Kang – Associated Press

Os Raiders são outra equipa que foi às compras nesta offseason e no que toca à defesa parecem ter ido à loja certa. Depois de terem ido buscar o OLB Malcolm Smith a Seattle o ano passado, Oakland decidiu trazer também este ano o seu colega Bruce Irvin (OLB) para o ajudar neste core. Reggie Nelson (FS) também veio dos Bengals para ajudar o rookie Karl Joseph (SS) a melhorar esta secundária. Mas não foi só Joseph que esta draft trouxe aos Raiders, para além dele ainda chegaram Shilique Calhoun (LB), Darius Latham (DT) e Jihad Ward (DT), sendo que este último ganhou já o lugar de titular numa defensive line que tem talvez o melhor DE da liga para além de J.J. Watt – Khalil Mack. No entanto, a saída de Charles Woodson, futuro “hall of famer”, agora reformado, vai-se fazer notar.

Também no ataque a draft trouxe talento aos Raiders (ainda que apenas a longo prazo) com a chegada de Connor Cook (QB), DeAndre Washington (RB), Jalen Richard (RB), Jake McGee (TE) e Ryan O’Malley (TE). Deixem-me fazer um reparo à cerca de McGee, este miúdo foi TE dos Gators e tem muito potencial, é bastante completo, um blocker muito bom e um receiver bastante dotado.

Derek Carr é o QB1 dos Raiders – vai estar bem protegido por Donald Penn (LT) – e conta com um núcleo de wide receivers agora liderado pelo sophomore Amari Cooper, ao lado de Michael Crabtree. O backfield é dominado por Latavius Murray (RB) que para além dos rookies já mencionados tem também como backup Taiwan Jones.

Contudo e apesar de todas estas compras, os Raiders têm os Chiefs e os Broncos e talvez só às custas de Kansas City podem melhorar o seu resultado do ano passado.

San Diego Chargers

Ao contrário dos Raiders, os Chargers parecem não ter melhorado nada a sua defesa. Denzel Perryman (LB) é o único que nome que se destaca e é ligeiramente; Joshua Perry (LB, rookie) parece ainda não se ter adaptado ao sistema em San Diego e o pior de todo este cenário é aquilo que toda a gente tem falado nestas últimas semanas: Joey Bosa (DE), primeira escolha dos Chargers nesta draft e terceira no geral, ainda não assinou contrato com San Diego. Este assunto é complexo para ser explicado neste artigo, mas o problema não é o dinheiro que os Chargers oferecem a Bosa mas sim como está esse dinheiro distribuído ao longo do contrato. Isto só prejudica ambas as partes, se Bosa não assinar antes da décima semana, não poderá jogar na NFL e terá de voltar a entrar na draft em 2017. Este cenário parece semelhante ao de Eli Manning em 2004, mas para isso acontecer agora, os Chargers teriam de assinar com Bosa e depois trocá-lo, o que provocaria um grande rombo no seu salary cap. Assim, San Diego parece vir a perder um rookie que traria talento imediato a esta defensive line.

O ataque também perdeu Stevie Johnson (WR) para a injury reserve, pelo que agora Keenan Allen conta com o recém-chegado Travis Benjamim – dos Browns – para tomarem conta do núcleo de wide receivers. A vantagem é que Philip Rivers (QB) ainda tem o veterano Antonio Gates (TE) e o rookie TE Hunter Henry como alvos extra para o passe. Também o RB Danny Woodhead é uma excelente opção nesta situação, aliás os Chargers parecem decididos em levar Melvin Gordon a partilhar este backfield com Woodhead depois de uma desapontante rookie season – 641 jardas (3,5 YPC) e zero touchdowns.

Mais uma vez a agenda também não é complicada, o problema é que para além do confronto com os Panthers, os Chargers fazem parte de uma divisão com Chiefs e Broncos e por isso esta época é capaz de virar uma tempestade de relâmpagos.

Conclusão

O mais engraçado é que antes de começar a analisar esta divisão parecia-me que ninguém poderia desafiar os Broncos como líderes. Mas depois de ver como deve de ser, fiquei com uma pequena ideia de que o título da AFC West poderá estar ainda ao alcance das outras equipas. Termino com a pergunta com que comecei: “Será possível?” Veremos…

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João Azevedo

Estou atualmente a licenciar-me em Ciência Política e Relações Internacionais, mas a minha paixão pelo futebol americano existe há imenso tempo. Este desporto aprisionou-me desde o primeiro segundo em que o vi e percebi que é sem dúvida o melhor desporto à face da terra! Gosto da vertente profissional e do college e sou um fã devoto dos New York Jets e dos Ohio State Buckeyes. Aquilo que mais quero, para além de ver os Jets ganharem um Super Bowl, é ajudar este desporto a crescer em Portugal e um dia, quem sabe, vir a ser treinador nesta modalidade. J-E- T-S! JETS! JETS! JETS!

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