Black Monday: Quem São os GM na Corda Bamba?

Paulo Pereira 30 de Dezembro de 2015 Análises, NFL Comentários Desligados
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Black Monday: Quem São os GM na Corda Bamba?

Rufam os tambores. A temporada regular da NFL caminha a passos largos para o seu final, mergulhada na habitual dose de drama e tensão. A premonição de tragédia não se esgota ao desespero dos fãs, que vêem a equipa do coração afastada dos playoffs, ou dos treinadores, vivendo permanentemente num equilíbrio precário entre o bestial/besta. A segunda-feira seguinte à jornada 17 é conhecida, na gíria, por Black Monday. É um dia em que vão rolar cabeças, encontrando-se bodes expiatórios perfeitos para culpar pelo descalabro exibicional, pelo fracasso desportivo e pelo adiamento da glória. No rol de personagens com o destino em aberto estarão alguns general managers. Quem são?

Detroit Lions

A franquia de Detroit nem esperou pelo final do ano e começou a limpar a casa, poupando o head coach, mas punindo o general manager pela incapacidade de manter o roster competitivo e contendor na NFC North. Jim Caldwell sobreviveu ao corte inicial, mantendo-se à frente dos destinos da equipa, mas poderá soçobrar brevemente. Quem é o general manager que, chegando a um novo local, quererá manter o status quo vigente?

Buffalo Bills

Os Bills falharam, pelo 14º ano consecutivo, o acesso aos playoffs, defraudando as expectativas de início de temporada, quando Rex Ryan foi recebido com fanfarra e herdou uma equipa coesa, com epicentro na fantástica defesa. Mas, por razões várias, os Bills cometeram erros em alturas cruciais, a defesa fez marcha atrás na sua qualidade exibicional e a relação entre Ryan e Doug Whaley, o GM, começou a abrir brechas. Nesta altura, se os Bills pretendem efectivamente ameaçar a hegemonia esmagadora dos Patriots na divisão, terão que criar um sistema que não vacile, nem permita, quezílias internas. É previsível que Ryan ou Whaley sejam despedidos, abrindo-se novo capítulo em Buffalo. O ideal, neste cenário, seria um novo GM que casasse com a personalidade explosiva de Ryan, e que fosse capaz de identificar os jogadores necessários para o esquema táctico que Ryan usa.

Miami Dolphins

Dennis Hickey é um dead man walking, aguardando apenas que a sentença transite em julgado. Numa temporada em que a franquia fez um esforço gigantesco na free agency (nomeadamente ao contratar Ndamukong Suh), foi visível um retrocesso em quase todos os sectores, em especial no ataque, com Ryan Tannehill a continuar a ser inconsistente no seu jogo. Hickey perdeu, internamente, o jogo de poder para o “conselheiro” Mike Tannenbaum, personagem com vasto currículo na área (ainda recentemente GM dos Jets), e foi afastado das decisões.
Agora, com nova reestruturação em vista, parece crível que Tannenbaum herde o cargo e escolha um head coach de confiança, pondo fim à experiência que foi Dan Campbell.

Cleveland Browns

Reconhecida como a franquia mais caótica da NFL, vivendo mergulhada em constantes alterações, reestruturações, mudanças de regime e o mais que se queira lembrar, parece apostada em novo início. O roster apresenta qualidade, em várias unidades, mas falta regularidade e estabilidade para que possa singrar. Os Browns delapidaram, nos anos recentes, várias picks de 1º round em nomes como Trent Richardson, Barkevious Mingo ou Phil Taylor, busts que já não moram na cidade. O ideal, agora, seria um general manager personalizado, com amplos poderes para modificar tudo o que de mau existe. Ou seja, alguém totalmente diferente de Ray Farmer, que vive preso numa torre de marfim, transformado em marioneta de Jimmy Haslam, o dono que tudo (tenta) gerir.

Indianapolis Colts

São, provavelmente, a maior desilusão da competição. A equipa parecia destinada, finalmente, a desafiar a hegemonia dos Patriots na AFC, reivindicando para si o posto nº 1. O que se assistiu foi o inverso. Um retrocesso claro em termos de qualidade, com uma ruptura também evidente entre Chuck Pagano e Ryan Grigson, com o descontentamento a aflorar em diversas ocasiões. A família Irsay, que gere o clube, tem a batata quente na mão. O destino de Pagano parece inevitável e, mal termine a participação dos Colts na temporada, receberá guia de marcha. Mas, e quanto a Grigson? Alguns relembram o trabalho de sapa feito na procura de jogadores, logo após a saída de Peyton Manning, dotando os Colts de qualidade suficiente para vencerem a divisão e ameaçarem os Patriots, em duas finais da AFC. Se os Irsay resolverem manter Grigson, o novo head coach será uma escolha sua. Se isso não acontecer, poderemos ter um grande nome a treinar a equipa, com um controlo quase total sobre os seus destinos, à imagem e semelhança do que Chip Kelly conseguiu nos Eagles.

Tennessee Titans

Já sem Ken Wisehunt, substituído interinamente, os Titans podem aproveitar e limpar totalmente a casa, despachando o low profile GM Ruston Webster. Os Titans aparentam ter encontrado o seu franchise quarterback na figura de Marcus Mariota, o que pode constituir o chamariz perfeito para um nome consagrado para treinador. Mas falta tudo o resto, num roster pobre, que parece não pertencer à mesma competição das outras 31 equipas. Mas, sem a necessidade de encontrarem um quarterback para o futuro e com uma das mais altas picks no próximo draft, os Titans podem conseguir negociar essa mesma pick com outra franquia, desesperada por encontrar o seu QB. E, com mestria e conhecimento e avaliação dos jogadores, quem sabe não estará aí a chave para o futuro sucesso. Terá a palavra o provável novo general manager.

Philadelphia Eagles

Será curioso ver o que o dono Jeffrey Lurie fará, na offseason. Os Eagles baquearam em toda a linha, num fracasso imputado, em doses generosas, a Chip Kelly. Este conseguiu, no final da temporada passada, substituir o general manager, passando a ser uma espécie de senhor feudal no clube, com total controlo sobre os movimentos a efectuar. Kelly não se limitou a retocar um roster que tinha obtido, nos dois anos com ele ao leme, 10 vitórias em cada uma das temporadas. Provocou uma revolução tremenda e caótica, despachando LeSean McCoy e Jeremy Maclin, indo buscar DeMarco Murray e apostando todas as fichas na ressurreição do quarterback Sam Bradford. Os Eagles pareceram sempre uma equipa quebrada, desconexa, ironicamente privada do jogo corrido, um dos mandamentos ofensivos de Kelly. A libertação de Evan Mathis e Todd Herremans criaram as condições propícias para que a OL deixasse de funcionar como run blocker, prejudicando tudo o resto. Agora, Lurie tem várias situações para resolver. Manter Kelly? Se sim, a lógica manda que o esvazie de poderes extra, colocando Kelly focado apenas no treino. Mas, se isso acontecer, concordará Kelly com essa “despromoção”? Ou Lurie limitar-se-á a colocar um ponto final na experiência, e reformular tudo, elegendo novo GM e treinador?

New York Giants

Novo ano, e novo fracasso dos Giants em atingirem a postseason. O roster parece um queijo suíço, repleto de buracos, e isso só pode ser imputado ao general manager, mais do que a Tom Coughlin. Mas mesmo o veterano treinador, com dois anéis de campeão, não escapa incólume às críticas, quer seja pelo péssimo manuseamento do cronómetro, nos jogos com os Patriots e Cowboys, que custaram dois triunfos que pareciam certos, quer por decisões nem sempre entendíveis, como a dispensa de James Jones, tornado depois em coqueluche preferida de Aaron Rodgers nos Packers. Comenta-se, na sempre agressiva e especulativa imprensa novaiorquina, que Coughlin terá o destino traçado, substituído por Ben McAdoo, o actual coordenador ofensivo. É uma novela a seguir, atentamente, mas uma ida aos playoffs, nos últimos 7 anos, comportará custos no final de 2015. Alguém vai ser despedido…

San Francisco 49ers

Há a sensação de que o terramoto que assolou S.Francisco, no início de 2015, ainda terá réplicas. A saída em massa de alguns veteranos, a partida de Jim Harbaugh, o descontentamento crescente com a qualidade do roster e o último lugar na NFC West, tornam o ambiente explosivo e onde tudo pode acontecer. Jim Tomsula parece um treinador assoberbado, com um futebol previsível, pouco criativo e onde escasseiam os playmakers. Trent Baalke sai chamuscado, depois do braço-de-ferro mantido com Harbaugh, com a sua reputação a ficar ferida pelo estado actual da equipa. Salva-se, no meio do caos, o regresso de NaVorro Bowman, o aparecimento surpreendente de Blaine Gabbert (curiosamente, num belo negócio de Baalke), numa equipa que parecia fadada para ser entregue às mãos experientes de Vic Fangio, no ano passado. What if?

Artigo baseado no original de Mike Floriol, Pro Football Talk

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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