E a Pior Divisão da NFL é…

Paulo Pereira 24 de Outubro de 2015 Diversos, NFL Comentários Desligados
AFC South

E a Pior Divisão da NFL é…

Julgo que já por aqui terei deixado algumas interessantes sugestões de leitura, daquelas que considero obrigatórias, face não só à excelência da escrita, mas também pelos factos abordados, sempre pertinentes e interessantes. Estão nesse lote o Mike Tanier, do Bleacher Report, o Bill Barnwell, do Grantland, o Andy Benoit, do MMQB e, claro, o veterano desta lista, o Peter King. Imperdível, à 2ª feira, a sua dissecação da actualidade da NFL, que se devora em 3 tempos. Num dos seus últimos artigos, um dos pontos focados dizia respeito à mediocridade divisional que grassa na AFC South. E, com isso, dei por mim a pensar. Qual é a pior divisão da NFL?

Por muito tempo achei que era a AFC East, que se tornou um feudo, gerido com punho de ferro, pelos New England Patriots. Estes são o exemplo de como uma franquia deve ser gerida, perpetuando-se na elite, independentemente da constituição do seu roster. Mas os seus adversários roçam, muitas vezes, a patetice, incapazes de serem consistentes, de criarem um plano de futuro, com regras definidas, que lhes permita rivalizar com o potentado de Boston. New York Jets, Miami Dolphins e Buffalo Bills partilham, no mesmo grau, da culpa de más escolhas na free agency, de desastradas picks nos drafts e da falta de regularidade. Mas a AFC South, este ano, desnudou-se. Senão vejamos:

Desde 25 de Dezembro de 2012, os Colts estão 16-0 contra os seus rivais na divisão. 6-0 contra os Texans, 5-0 frente aos Jaguars e 5-0 contra os Titans. São quase 3 anos sem conhecer a derrota, numa competição que, da forma que se auto-regula, tem um estandarte próprio e orgulhoso na concorrência feroz. Por outras palavras, isto não deveria acontecer. Mas acontece. A divisão tornou-se um playground particular de Indianapolis, que venceu os ditos 16 jogos por uma margem média de 13,4 pontos. E isto ainda fica pior. Nos altos e baixos das franquias, é frequente o início de uma nova era apresentar dificuldades no crescimento. Os Jaguars, com Gus Bradley, são um exemplo disso e até poderemos simpatizar – ou tentar, pelo menos, desculpar – as 5 derrotas sofridas às mãos de Luck e Cª. Mas, depois, lembramo-nos que também estes Colts foram obrigados a passar por uma remodelação, com o fim da era Peyton Manning, substituído por um Luck que, mesmo sendo um prospect altamente elogiado, era também um rookie. E, mesmo assim, venceram. E venceram. E venceram. Nos 5 embates contra os Jaguars, o total de pontos é elucidativo, e quase insultuoso para quem está do outro lado. Do dos Jaguars. 150 contra 46. Não são apenas vitórias. São massacres. São declarações de facto. São um atestado de incompetência. De mediocridade. Mas continuemos.

Desde esse dia de Natal, em 2012, o recorde de vitórias e derrotas dos 4 contendores da divisão é o seguinte:
Colts: 27-12
Texans: 12-27
Titans: 11-26
Jaguars: 8-30

Não é preciso dizer mais nada. Esta é uma divisão patética, que contraria a norma vigente na NFL. Os Colts vencem, com uma perna às costas, e comemoram o título de divisão atempadamente, bem antes do fim da regular season. E se alguém, remotamente, pensaria que 2015 seria diferente, as duas últimas jornadas mostraram o contrário. Os Colts continuam a vencer os seus rivais geográficos e fazem-no com um quarterback de 40 anos (Matt Hasselback), ainda por cima debilitado fisicamente, como contra os Texans, em que o jogador não se treinou nos 3 dias antes do jogo, devido a uma virose. Jogassem sempre contra estes adversários, e os Colts seriam perenes vencedores do Super Bowl.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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