Nickelback: Ódios de Estimação – Head Coaches

João Morão 2 de Fevereiro de 2016 NFL Comentários Desligados
Jeff Fisher

Nickelback: Ódios de Estimação – Head Coaches

Jeff Fisher

Segundo notícias recentes na miserável temporada dos Rams todos são culpados menos o Jeff Fisher. Recentemente despediram quase todo o corpo técnico e safou-se do grupo o Head Coach. A grande conclusão que podemos retirar deste movimento é sem dúvida que os actuais Rams são um exemplo de liderança onde a culpa é da orquestra e não do maestro.

Esta é uma de manobra típica à Jeff Fisher e este são o tipo de situações que recorrentemente despontam nas suas imediações. Esta consistência histórica de impunidade e de falta de responsabilidade formam a base que me levaram ao longo dos anos a transformar Fisher num dos meus ódios de estimação na NFL.

Mas há mais… Há muito mais.

Quando estou a falar de Jeff Fisher como ódio de estimação, estou a falar de um treinador que em cerca de 20 épocas na NFL tem cerca de meia dúzia acima dos 0.5.

Estou a falar do lobista/sindicalista que entra em todos os comités que pode desde a arbitragem às regras para controlar o sistema por dentro e manobrar a seu favor como ele bem sabe fazer.

Estou a falar do amigo dos jornalistas que consegue sempre boa imprensa para desviar atenções e do lambe-cús dos donos que qual yes man está lá sempre para agradar (Baalke e York ainda não perceberam que têm o vosso homem aqui na divisão? Para quê a Hurry-up Offense de Chip Kelly quando este brown nose se encaixa mais facilmente no vosso perfil?).

Estou a falar do tipo que está historicamente, desde o tempo dos Titans, associado a um tipo de jogo baixo e que não tem pejo em mandar os jogadores aleijar adversários, nem princípios quando não defende a integridade dos seus próprios atletas (Veja-se esta época ter deixado o Case Keenum em campo a jogar contra os Ravens depois de uma evidente concussão).

Regamos agora esta mistura com a dose certa de arrogância, polémica e falta de vergonha e temos o tipo mais abjecto da NFL. Eu não suporto as idiossincrasias que ele espelha. É o homem das comissões de arbitragem e das regras mas é quem mais procura contornar e puxar limites. Tem um papel representativo além da própria função no clube mas não se coíbe de esfregar as excelentes draft picks que conseguiu à conta do trade com o RGIII na cara dos Redskins, numa total quebra de respeito e de princípio de representatividade.

Para quem nunca ganhou nada de jeito como Head Coach o homem está sempre em bicos dos pés. Detesto tipos do sistema e para mim a figura de Fisher personifica-o na NFL. Os Rams merecem mais que esta barata que parece sobreviver a todos os holocaustos.

Rex Ryan

O meu outro ódio de estimação a Head Coach é Rex Ryan, que curiosamente tem um estilo nos antípodas do matreiro Fisher. Em Ryan bem ao estilo brutamontes e in your face tudo é barulho, piadola e ameaça. Parece que tenta com a gritaria esconder resultados penosos em franchises que ele empurra para a disfuncionalidade.

Com o passar dos anos é cada vez mais visível a táctica de ladrar muito para desviar atenções época atrás de época falhada. Quando as coisas começam a correr muito matematicamente vem a conveniente e humilde queixa que é imediatamente entrecortada pela fanfarronada e alarvidade quando lá aparece qualquer vitória entremeada que vale a pena publicitar.

Foi penosa a sua presença nos Jets e uma total desilusão a sua primeira época nos Bills. Não entendo como um front office dos Bills não percebeu no que se estava a meter quando contratou o homem! É que os adeptos dos Bills ainda não terem percebido esta táctica de cortinas de fumo até aceito, pois estão focados nas melhores e mais hilariantes cenas de tailgating que qualquer mortal como nós pode receber e aqui a entrega é semanal. Agora os Pegula e Whaley devem estar a dormir. Só pode.

Nickelback – is a cornerback or safety who serves as the fifth (in addition to the typical four) defensive back on the defense

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João Morão

As causas são múltiplas: Primeiro em 1998 colocado pela minha empresa na Alemanha, passei alguns fins-de-semana a jogar flag futebol numa base militar americana maioritariamente com a boa gente de Seattle. Desta altura vem o gosto. Depois em 2005 em Jackson Hole (Wyoming) assisti em directo à transmissão do Super Bowl XL dos meus Seahawks contra os Steelers. Foi um jogo de má memória e de pior arbitragem que me deixou um amargo permitido apenas pela perda de algo de que gostamos muito. Desta altura vem a militância. Finalmente: A desilusão e desgaste causado pelas assimetrias, manobras, golpadas e falta de fair-play do soccer, viraram-me definitivamente para um desporto mais justo, mais sério, mais competitivo, mais brutal (é certo), mas de maior entrega e de incomparavelmente maior emoção: O Futebol Americano. Nas horas “vagas” sou pai de 4 filhos (Um deles é dos Giants vai-se lá saber porquê!?).