NFL 2016: 6 Contratações Necessárias Ainda Não Feitas

Paulo Pereira 30 de Março de 2016 Equipas NFL, NFL Comentários Desligados
NFL Free Agency 2016

NFL 2016: 6 Contratações Necessárias Ainda Não Feitas

Estamos, mais coisa menos coisa, a um mês do draft. É sempre aquele período de tempo que custa a passar. Daqui até lá são 30 dias preenchidos com intermináveis dissecações sobre jogadores, especulações sobre quem escolherá o quê e, claro, repetições ad nauseum sobre os méritos do rookie A, B ou C. Teremos a história de vida de uns quantos, a forma meritória como sobreviveram a uma infância infeliz ou família disfuncional, até chegarem a este patamar. Mudam-se os nomes mas, no fundo, sabe tudo a déjà-vu, a comida requentada. O que nos importa é aquele fim-de-semana, com o suspense habitual, as picks sendo desvendadas, uma a uma. A free agency, não tendo ainda acabado oficialmente, está terminada no que diz respeito ao seu frenesim, à loucura dos primeiros dias, aos milhões desbaratados. Pouco a pouco, as diferentes franquias foram resolvendo as suas necessidades, elegendo veteranos e fazendo planos para o resto da preseason. Um após outro, nomes conhecidos mudaram de camisolas, mudando a face das equipas para onde foram. Mas, pese a acalmia, há ainda muito que fazer. Umas equipas, mais do que outras, têm verdadeiros buracos nos seus rosters, faltando ainda esse missing link para tornar o plantel competitivo. Seja via free agency ou draft, eis quem tem que trabalhar arduamente, para encontrar o the chosen one.

1. San Diego Chargers | Defensive End

No dias actuais, onde o jogo de passe dita regras, ninguém sobrevive a um ataque adversário se não tiver um front seven agressivo e com skills de pass rush. Os Chargers têm em Corey Liuget um sólido contribuidor, e reforçaram-se na free agency com Brandon Mebane, vindo dos Seahawks. Este dará pretensamente a agressividade necessária pela zona interior, onde cada vez é mais importante criar disrupção. Mas, mesmo assim, a franquia de San Diego necessita de um titular indiscutível, um five-technique defensive end, que lhes consiga trazer esse impulso extra. No momento, para além dos dois nomes referidos, a profundidade do roster é quase anedótica, com Ricardo Matthews e Darius Philon a serem as únicas opções. É ainda possível que, do mercado de jogadores livres, chegue algum veterano, mas o mais provável é mesmo a escolha de algum stud, via draft, logo no round 1. Alguns mocks drafts colocam o produto de Oregon, DeForest Buckner, na órbita dos Chargers. Se isso acontecer, é um casamento que parece talhado para o sucesso. Buckner é tudo aquilo que os Chargers necessitam: um intratável pass rusher que, via edge, será um upgrade face ao que agora existe.

2. New York Giants | Offensive Tackle

Os Giants, jogando na difícil NFC East, foram quase obrigados a seguir o trilho dos arqui-rivais Cowboys, gastando picks nos últimos drafts na linha ofensiva. Foi assim que a cidade que nunca dorme acolheu Justin Pugh, Weston Richburg e, no ano passado, Ereck Flowers, o putativo substituto de Will Beatty, o anterior left tackle. As contínuas lesões de Beatty, com claro reflexo na sua produção em campo, ditaram leis, e Flowers foi lançado às feras, mais cedo do que o expectável, obrigado a crescer como left tackle, já com a temporada em andamento. As coisas não lhe correram totalmente de feição, sobretudo no quesito pass protection, onde terminou num medíocre 74º lugar, em 77 OTs ranqueados pelo Pro Football Focus. O produto made in Miami Hurricanes tem, no entanto, muito para evoluir, tendo um potencial que dá alguma segurança para o seu futuro a médio/longo prazo na NFL. Mas, olhando para a depth chart, a qualidade não abunda e Marshall Newhouse, usado primariamente como right tackle, não impressionou ninguém. Ainda se pensou que os Giants fizessem algum investimento na free agency, mas as atenções da equipa concentraram-se na defesa, reforçando o front seven e a secundária. Será do draft que, provavelmente, virá carne fresca para a unidade e os Giants não deixarão passar a oportunidade de adicionar talento, mesmo que em estado bruto. Uma boa OL é meio caminho andado para a implementação de um ataque equilibrado e de sucesso.

3. New York Jets | Offensive Tackle

Os vizinhos citadinos dos Giants não se ficam a rir. A offseason tem sido trabalhosa, com inúmeros jogadores a atingirem free agent e a franquia a não poder, pelo cap space, renovar com todos. D'Brickshaw Ferguson, outrora uma dos nomes mais consensuais na posição de left tackle, está em queda livre exibicional, regredindo a cada ano que passa. Do outro lado, o direito, Breno Giacomini limitou-se a jogar ao nível que nos tinha habituado, em Seattle. Ou seja, de forma medíocre. E assim, ainda sem terem fechado o dossier quarterback – Fiztpatrick continua sem contrato – os Jets debatem-se com a necessidade de um upgrade na guarda pretoriana que protege o seu activo mais valioso. Ainda se especulou que a franquia iria fazer uma abordagem a um dos offensive tackles disponíveis no mercado – Russell Okung ou Kelvin Beachum – mas, também neste departamento, ter um cap space limitado inibiu qualquer possibilidade de êxito. O reforço deverá chegar via draft, mas numa classe em que os principais nomes têm todos um asterisco de dúvida, será difícil imaginar uma melhoria substancial na produção da OL, nos tempos mais próximos.

4. San Francisco 49ers | Wide Receiver

Temporada de início par Chip Kelly, renegado em Philadelphia, mas acolhido de braços abertos em S.Francisco, com os 49ers saídos de uma temporada de quase pesadelo. Vivendo ainda períodos de incerteza, e não sendo possível adivinhar qual o próximo passo do pouco ortodoxo treinador, há algo que, no entanto, parece evidente: a falta de um wide receiver. Anquan Boldin é um free agent e a equipa não parece muito preocupada em oferecer-lhe novo contrato, seja por reivindicações salariais desusadas ou por manifesto desinteresse de Kelly nas qualidades do veterano. Tirando Torrey Smith, pretensamente a deep threat da equipa, tudo o resto existente é pouco experiente. Estão lá, na depth chart, nomes como Bruce Ellington e Quinton Patton, com alguns flashes de talento mostrado, mas a quem falta dar a continuidade, e um produto vindo da CFL, a competição canadiana, Eric Rodgers. Parece pouco, sobretudo se nos lembrarmos que, nos dois anos de algum sucesso nos Eagles, o jogo aéreo da equipa era suportado na qualidade de jogadores como DeSean Jackson ou Jeremy Maclin. Não havendo opções viáveis na free agency, a área será oportunamente abordada no draft, preferencialmente nos rounds superiores. É evidente que, jogue quem jogar under center, Torrey Smith (vindo de temporada com mínimos de carreira) precisa de companhia ao seu lado.

5. Washington Redskins | Running Back

Alguns podem achar que a partida de Alfred Morris, na free agency, para os vizinhos Dallas Cowboys não tem qualquer impacto no ataque da equipa da capital. Fair enough. Mas, se parece evidente que Morris, outrora exuberante na produção de jardas, perdeu tempo e espaço na depth chart, em detrimento de Matt Jones, as estatísticas também mostram que as jardas obtidas, por snap, são diminutas para uma equipa que quer manter o ceptro de campeã de divisão. Jones terminou a época de 2015 com apenas 3,4 jardas por corrida, um número francamente mediano (e inferior ao que Alfred Morris conseguiu) e não se mostrou muito fiável a carregar a bola, tendo averbado 4 fumbles. Na NFL moderna, a posição de running back pode ter perdido a importância de outrora, mas continua a ser importante na definição de um equilibrado jogo de ataque. Os Redskins, sob a égide de Mike Shanahan, conseguiam encontrar jogadores para a função com relativa facilidade, vindos dos rounds inferiores do draft. Independentemente do round, parece evidente que os 'Skins terão que trazer alguém para competir, internamente, com Jones e Chris Thompson.

6. Denver Broncos | Quarterback

Numa temporada de 2015 em que raramente a equipa conseguiu obter, dos seus dois quarterbacks, jogo de qualidade, venceram o Super Bowl. A forma como isso foi conquistado já foi esmiuçada e dissecada até à exaustão mas, independentemente dos méritos da defesa, ver Peyton Manning reformar-se e perderem Brock Osweiler para os Texans foi um rude golpe. De forma inesperada, John Elway vê-se na contingência de enfrentar novo campeonato sem uma peça sólida e comprovada na mais difícil e importante posição. A escolha de Mark Sanchez tem que ser analisada na premência pós-Osweiler. Apenas com Trevor Siemian no roster, um third stringer que nunca lançou uma bola na NFL, Elway teve que pensar, de forma rápida, elegendo um jogador mediano, mas com alguma consistência under center, desde que coadjuvado por elenco com qualidade, para uma transição mais soft. Sanchez não é, pelo seu passado na competição, a resposta para quarterback, mas dará algum tempo ao staff técnico para preparar a sucessão. No curto prazo, parece evidente que o jogador que granjeou alguns ódios de estimação em Nova Iorque, poderá liderar a equipa na divisão, levando-a a nova corrida nos playoffs. Mas os Broncos terão que adereçar a posição. para o futuro. O draft parece ser o palco ideal para encontrarem o novo franchise quarterback, mas escolher no fim do round 1 não lhes garante um dos nomes sonantes, como Carson Wentz ou Jared Goff. Mas Connor Cook, Dak Prescott e outros QBs, de tier 2, podem estar na órbita de Denver. Uma coisa parece certa. Mark Sanchez não é a solução, a não ser no curto prazo.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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