NFL Draft 2016: Dia 2 – Winners & Losers

Paulo Pereira 30 de Abril de 2016 Draft, NFL Comentários Desligados
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NFL Draft 2016: Dia 2 – Winners & Losers

Dia 2. Rounds 2 e 3. Continuou a caça ao talento, ao franchise player para qualquer posição. Com muita gente ainda para sair, era com ansiedade que se aguardavam os desenvolvimentos. E estes não defraudaram, num corrupio incessante de jogadores a subirem ao palco para os seus parcos minutos de glória. Houve de tudo. Verdadeiros achados, alguma precipitação e a entrada dos Patriots em cena, eles que assistiram, na posição privilegiada de espectadores, à acção do dia 1. Vamos lá fazer uma resenha dos melhores e piores escolhas de 6ª feira.

Myles Jack | Jacksonville Jaguars

Pouco haverá a dizer sobre os Jaguars, depois de dois meros rounds. A equipa, fragilizada competitivamente nos últimos anos, tenta um regresso à ribalta. Como se faz isso? Com confiança em Gus Bradley, apesar dos resultados negativos. Com determinação na free agency, procurando alvos com talento que possam ser um upgrade gigantesco. E, finalmente, escolhendo com critério no draft, o real alimentador de um roster que se pretende possa evoluir. Os Jaguars fizeram isso tudo. Do ataque, que se relevou explosivo, mas errático, aguarda-se continuidade, com o trio composto por Bortles/Hurns/Robinson a continuarem a ser playmakers. Para a defesa, ao trabalho de sapa da free agency, juntou-se a excelência das escolhas. No round 1, Jalen Ramsey, que dará uma nova dimensão à secundária, cujo esquema tem fortes semelhanças com o elaborado por Bradley na sua passagem por Seattle. No round 2, mesmo cientes do eventual risco físico que pende sobre o jogador, os Jags não hesitaram em escolher Myles Jack, um enérgico linebacker, daqueles que percorre incansavelmente o campo de sideline a sideline e que pode jogar os 3 downs, por ser igualmente competente contra a defesa e o passe.

Jaylon Smith | Dallas Cowboys

Continua o draft intrigante da franquia de Dallas. As escolhas, pouco consensuais, são determinadas apenas pelo potencial do jogador. De Elliott já se falou e a sua produção, atrás duma OL feroz, pode atingir números obscenos. No round 2, Jerry Jones e Cª inovaram e pensaram fora da box. Smith é um dos mais talentosos jogadores que estava no draft, um linebacker tremendo, que muitos dizem poder ser o novo Luke Kuechly. Não ligando, em fase tão precoce, a comparações destas, a realidade é que o miúdo mostrou em Notre Dame um talento enorme. O estranho na escolha é o facto dos Cowboys necessitarem de ajuda imediata para a defesa e Smith não vai poder dá-la em 2016, depois da brutal lesão sofrida na bowl jogada pelos Fighting Irish. Uma pick claramente a pensar no futuro e baseada no tremendo potencial que o atleta tem.

Sterling Shepard | New York Giants

Jogador explosivo, era o meu receiver predilecto, nesta nova classe de rookies repleta de qualidade. Made in Oklahoma, o jogador de 5'10” é um refinado corredor de rotas e um alvo predilecto para aquelas bombas downfield, com utilidade no slot, mas sendo válido quando colocado no outside, onde produz sem reservas. A sua chegada colocará mais problemas aos coordenadores defensivos dos adversários dos Giants, já de si preocupados com Odell Beckham. A franquia de Nova Iorque encontra o provável substituto de Victor Cruz, incapaz de se manter saudável, acautelando o futuro a curto prazo.

Reggie Ragland | Buffalo Bills

Os irmãos Ryan continuam a amealhar peças para a defesa, onde exibem os seus dotes de estrategas, gizando jogadas complexas, baseadas em logros e blitzes. A defesa dos Bills, curiosamente, rondou a mediocridade em 2015, o que fez disparar os sinais de alarme. Depois de escolherem Shaq Lawson no round 1, um edge rusher que trará pressão adicional sobre as OLs contrárias, foi a vez de escolherem o produto feito em Alabama, cujo stock no draft resvalou perigosamente, depois de se saber que tem alguns problemas na aorta. Ragland é incansável e igualmente produtivo na defesa da corrida e no passe, quando cai em coverage. Será uma peça importante no xadrez dos Bills, podendo ser usado em todos os downs, sem perder efectividade. Excelente uso da pick 41.

Derick Henry | Tennessee Titans

O trabalho do Jon Robinson, general manager dos Titans, não é fácil. Dotar um roster exangue de talento com qualidade era sempre uma tarefa árdua. A prioridade era dotar o ataque de peças nucleares, dando não só alvos a Marcus Mariota, o franchise quarterback, mas sobretudo arranjando elementos que se tornassem fiéis protectores do seu activo mais importante. A troca feita com os Rams deu picks adicionais aos Titans, que servirão para ir tapando carências. No round 1 escolheu-se Jack Conklin, um poderoso offensive tackle, que poderá ser uma âncora na OL, na próxima década. Depois de, na free agency, terem aproveitado a presença de DeMarco Murray como jogador livre para o trazerem, os Titans pescam no round 2 o vencedor do Heisman Trophy. Derick Henry teve um ano de 2015 fulgurante, massacrando os opositores e sendo carregando com a equipa de Alabama às costas. A sua presença, adicionada à de Murray, retirará pressão de Mariota, focando o ataque no ground game que, com este duo, tem tudo para sustentar grande parte do jogo. Henry é um running back longe do protótipo recente de jogadores para a posição. É alto, com 6'3”, uma máquina musculosa capaz de provocar nódoas negras aos que o tentam parar.

Robert Aguayo | Tampa Bay Buccaneers

Juro que não consigo perceber a obsessão de algumas equipas, tradicionalmente más, em escolher kickers e punters com picks de elevado valor. Os Bucs têm, como todas as outras 31 equipas, carências. Kicker não era uma delas. Não porque a posição não precise de um upgrade, dada a irregularidade de Patrick Murray e Connor Barth, mas porque essa mesma necessidade poderia ser suprida hoje, no dia 3, nos 4 rounds que ainda faltam. Alguns dirão que se os Bucs aguardassem para hoje não conseguiriam escolher Aguayo, indiscutivelmente o melhor kicker no college. E? Qual o problema? O que não falta são kickers free agents, para poderem mostrar o que valem no training camp. A posição, logicamente, não pode ser menosprezada e muitos jogos são decididos dessa forma. Aguayo tornou-se uma feel good story, um miúdo mexicano que, à boa maneira americana, chegou ao topo, depois de uma vida de provações dos seus progenitores, imigrantes ilegais. Não me entendam mal. Aguayo é fenomenal, uma máquina robótica a chutar field goals…dentro das 40 jardas. Mas, depois dessa marca, os números também são elucidativos: 20 em 29 field goals. E é depois das 40 jardas que, aí sim, muitos jogos se decidem. Gastar a pick 59 num kicker? Não, obrigado!

Shilique Calhoun | Oakland Raiders

Depois de terem contratado na free agency Bruce Irvin, continua a avidez dos Raiders em adicionar qualidade, nos dois lados da bola. Calhoun, um dos mais reputados edge defenders do college, resvalou surpreendentemente no draft até ao round 3. É difícil perceber o porquê, mas a realidade é que Calhoun é consistente a trazer pressão, como comprovam os seus números em 2014 e 2015, quando terminou no top-3 da maioria dos analistas. E pensem só neste front seven dos Raiders: Mario Edwards Jr, draft de 2015. Khalil Mack, draft de 2014. Dan Williams, perece esteio dos Cardinals. Ben Heeney, middle linebacker, draft de 2015. Bruce Irvin, força explosiva vinda da free agency. E, agora, mais um. Calhoun poderá ser usado como peça de rotação, dado que lhe apontam falta de robustez contra a corrida, mas no deve e haver os Raiders obtiveram um steal.

Connor Cook | Ainda sem equipa

Algo de muito errado se deve passar com Cook, tido como o terceiro melhor quarterback do draft, aquele que estaria mais preparado, devido à pro style offense dos Spartans, em assumir as rédeas de uma equipa na NFL. Mas a realidade é que todas as franquias, desde as mais necessitadas por um jogador para a posição, até às que procuram um substituto para o quarterback veterano que possuem, têm tratado Cook como se este fosse feito de material radioactivo. Os primeiros rumores surgiram bem antes do draft, quando os scouts começaram a limar o filtro que todos vemos, à procura de imperfeições. E a Cook começou a ser apontada a falta de empatia com os colegas de Michigan State que, em 3 anos de convívio, nunca o elegeram como capitão de equipa. Ele, um quarterback, pretensamente o elemento naturalmente tido como líder, foi sempre relegado por companheiros. À falta de carisma aflorada começaram a juntar-se outras qualidades menos agradáveis que, se em nada relacionadas com as suas skills dentro de campo, denotavam uma personalidade pedante, arrogante e pouco agradável. A NFL não é um concurso de simpatia, mas as entrevistas pós-combine e os problemas extra-campo servem para criar um dossier sobre o jogador e, sinceramente, ninguém quer ter hoje em dia, com a obsessão pelo politicamente correcto, um parvalhão na posição mais importante. E assim se explica que os Jets, sem acordo por Fitzpatrick, com uma unidade que conta apenas com Geno Smith e Bryce Petty, tenham optado por Christian Hackenberg, um prospect em estado cru, com mais dúvidas do que certezas sobre a sua real-valia. Ou os Browns, para darem competição a Robert Griffin, tenham preferido trazer Cody Kessler, estrela de USC, mas claramente inferior a Cook, em termos de produção de jogo.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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