Super Bowl: Position Battles

Paulo Pereira 26 de Janeiro de 2015 Análises, NFL Comments
Super Bowl XLIX

Super Bowl: Position Battles

Falta pouco. Tão pouco que chega a ser dolorosa a espera e a ansiedade. Mas, ao mesmo tempo, queremos que dure. Esta espera. É contraditório o sentimento? Claro que é. Queremos saber quem vence a competição, depois de 5 meses intensos e frenéticos, em que depositamos tanto tempo e devoção. Mas, sabemos que depois do Super Bowl, vem o deserto. O longo hiato. E é por isso que o jogo final deve ser aproveitado, celebrado e comemorado. Felizes são os adeptos dos Patriots e dos Seahawks, por estarem nesta situação. Nervosismo, anseio, desejo, tudo misturado formando aquele nó no estômago que acelera a respiração, dificulta o sono e coloca o indivíduo no mais próximo de um ser hiperactivo. Mas todos os outros, os que amam a competição, são parte integrante da mítica partida. É lá, em Arizona, que os nossos caminhos se encontrarão. Ninguém tem dúvidas nesta altura que o Super Bowl premiará uma das duas melhores equipas da competição. Um embate mediático entre duas franquias tão distintas entre si, mas merecedoras de crédito pela permanência ao mais alto nível, sobretudo os Patriots, perenes junto da grandeza. Não sei quem vencerá, nem farei prognósticos depois de um passado repleto de palpites errados. Limitar-me-ei a, na data, absorver cada jogada, cada lance, sabendo que a NFL é o melhor desporto do Mundo.
Dissequemos, nas linhas seguintes, as batalhas posicionais, comparando posição a posição, tentando perceber em que sector as equipas levam vantagem.

Quarterback

3-1, no que respeita a anéis, mas é um frente-a-frente onde a qualidade impera. Tom Brady tem um percurso imaculado em Boston, tornando-se o rosto mais reconhecível do sucesso preconizado por Robert Kraft, quando comprou o clube. Um veterano, já a entrar na fase final da sua carreira, terá aqui uma oportunidade de ouro para cimentar, ainda mais, a sua presença no Olimpo dos melhores jogadores de sempre. Já não é o quarterback de outrora, mas é ainda letal e capaz de gerir um ataque como ninguém. Pocket-passer puro, defrontará Russell Wilson, a mais surpreendente história de sucesso recente no futebol americano. Undersized, venceu mesmo perante muito cepticismo, tornando-se um fiável maestro no ataque de Seattle. Dual threat, clínico no passe e perigoso nos scrambles, defronta Brady, numa espécie de passagem de testemunho. Duas verdadeiras super-estrelas, com temporadas regulares assinaláveis (mais a de Brady, com 33 TDs e apenas 9 INTs) aparecem motivados no derradeiro duelo.

Vantagem: Brady, apenas e só pela experiência. Mais de uma década de confrontos deste calibre tornaram-no imune à pressão. Não é, nesta fase, um quarterback melhor do que Wilson, mas o capital de veterania e o facto de ir disputar o seu 6º Super Bowl, conferem-lhe ligeira superioridade

Running Back

Não parece difícil, pois não? Beast mode. Basta o apelido, alcunha ou forma de nominar o running back dos Seahawks, e sabemos o que nos aguarda. Uma forma punitiva de correr, imparável em open field, agressiva na abordagem ao contacto físico. Marshawn Lynch é um fenómeno, um dínamo no ataque, um atleta prodigioso. E não se esgotam aqui os adjectivos. Tem sido a alma do ataque, a ênfase do sistema ofensivo. Os Patriots usaram uma abordagem menos convencional, uma espécie de three-headed monster, com apostas em Shane Vereen, o mais versátil do trio, Jonas Gray e o prolífico LaGarrette Blount, verdadeiro pesadelo dos Colts. Blount, num excelente momento de forma, parece ser o titular, mas ninguém sabe o que vai na cabeça de Bill Bellichick. Gray, por exemplo, passou de um notável jogo de 200 jardas e 4 TDs para…o banco, na jornada seguinte.

Vantagem: Seattle Seahawks. Lynch é a estrela do grupo e, na ausência de Adrian Peterson, provavelmente o melhor RB da competição. Os Patriots não ficam muito atrás, com Blount a ter características de “bruise” back, não se intimidando com a oposição, e Vereen a dar mais opções, por render fora do backfield

Wide Receiver

Há um denominador comum. A ausência de um grande nome na posição. Ambas as franquias são, inclusive, quase pedestres no jogo aéreo, pelo menos na forma como são vistas de fora para dentro. Nenhum dos nomes, de parte a parte, cativa ou intimida. Mas produzem. Os Patriots vivem muito da produção de Julian Edelman, irrequieto, repentino, um demónio à solta no slot. Dinâmico, tem sido o destaque na unidade, nos dois últimos anos, com Brandon LaFell a surgir como o equivalente à deep threat na equipa. Danny Amendola completa o trio, mostrando a sua utilidade no jogo contra os Ravens. No lado oposto, a aparente mediania contrasta com o que é feito dentro de campo. Os Seahaws não têm estatísticas cintilantes no jogo de passe, mas isso acontece devido à filosofia mais assente no jogo corrido, do que por falta de talento. A perda de Golden Tate e, depois, de Percy Harvin, abanou a estrutura momentaneamente. Mas Doug Baldwin e Jermaine Kearse souberam elevar o seu jogo e trouxeram consistência. Kearse é o homem das big plays, das deep balls, enquanto Baldwin manobra mais pelo interior do campo. O 3º homem é agora Ricardo Lockette, depois da lesão no rookie Paul Richardson o ter afastado do protagonismo que vinha assumindo.

Vantagem: Dois corpos de receivers underrated, que têm sido importantes, nos momentos mais marcantes das suas equipas, como o citado exemplo de Amendola contra os Ravens, ou as catches de Baldwin e Kearse no prolongamento contra os Packers. Aqui a vantagem é nula. Empate

Tight End

Não vamos ter esta discussão, ok? Ninguém, para além de Jeremy Lane (cornerback dos Seahawks), acha que Rob Gronkowski não é o melhor TE da competição. Com enorme avanço. Gronk é uma arma de destruição maciça, um portento físico quase imparável e que pode ser o grande mismatch da final. É, aliás, uma das curiosidades do Super Bowl: ver como os Seahawks conseguem parar – ou abrandar – o tight end dos Patriots. 82 recepções, 12 TDs e um blocker efectivo. Gronk é um freak, no sentido correcto do termo. É uma aberração, uma anormalidade, pela evidente supremacia que trás para o jogo.

Os Seahawks têm assistido, com agrado, à evolução de Luke Wilson na posição, que tem melhorado as suas características de receiver e tem conseguido ser decente na posição. Mas está longe – quem não está? – dos padrões de Gronk.

Vantagem: New England Patriots, of course

Linha Ofensiva

Os Seahawks têm feito uma aposta consistente e regular no reforço da posição, via draft, com as escolhas de John Carpenter e Justin Britt nos últimos anos. A saída de Breno Giacomini, um dos elos mais fracos na OL, aumentou a solidez no conjunto que, mesmo assim, permanece um trabalho em construção. É excelente na abertura de rotas para o jogo corrido, mas claudica demasiadas vezes na pass coverage, como atestam os 42 sacks na regular season e os 7 já sofridos nos playoffs. Os pontos fortes estão no lado esquerdo, com a presença do left tackle Russell Okung, e no centro, com Max Unger. O elo mais fraco será o right guard JR Sweezy.

Os Patriots evoluíram. Felizmente, dirão os seus fãs, depois das desastrosas exibições no início da temporada, sobretudo no pesadelo vivido em Kansas. Depois de encontrada a fórmula ideal, a protecção a Brady foi uma constante, com apenas 26 sacks permitidos e uma crescente melhoria no apoio ao jogo corrido, que permitiu jogos monstruosos de Gray e Blount. O aparecimento de Bryan Stork, no posto de center, no seu ano rookie, validou a aposta na sua escolha, enquanto os OTs – Vollmer e Nate Solder – são o epicentro da guarda pretoriana. O left tackle – Nate Solder – teve uma temporada com alguns momentos baixos, mas tem melhorado nas performances e aparece no Super Bowl a carregar algum momentum, depois do touchdown marcado, noutra das jogadas criativas que Josh McDaniels gosta de inventar.

Vantagem: New England Patriots. A OL aparece bem mais coesa, tendo cedido apenas 3 sacks na postseason (tendo já defrontado Terrell Suggs, Elvis Dumervil e Robert Mathis)

Defensive End

Jogando ambas as equipas num 4-3 (que não é híbrido), a produção em termos de pass rush puro tem sido agradável, nos dois casos. A agressividade é uma imagem de marca do front 4 dos Seahawks, e uma das razões para a tareia dada a Peyton Manning e Cª no ano passado, no Super Bowl. Michael Bennett e Cliff Avril são dois monstros, cujo trabalho não se mede exclusivamente pelas stats finais. Serão eles que colocarão à prova a OL contrária, trazendo disruptividade a um nível máximo. Do lado oposto, Chandler Jones e Rob Ninkovich foram tremendos, com Chandler a emergir como um dos novos nomes na posição, aproximando-se da elite.

Vantagem: Seattle Seahawks, pese a boa réplica dos Patriots

Defensive Tackle

Se há nomes incontornáveis na posição, o de Wilfork é um deles. Vince, um dos mais apreciados jogadores da franquia de Boston, verdadeiro caso de popularidade, é um monstro contra a corrida, permanecendo regular ano após ano nesse quesito. Alma da DL, Wilfork vai para o seu 4º Super Bowl, acumulando experiência e traquejo. Os Seahawks tinham o seu Wilfork particular, na figura de Brandon Mebane, imponente no centro da linha e com papel crucial na run defense. A sua lesão e o espaço deixado vago, permitiu a ascensão de Kevin Williams, claramente a gastar os últimos recursos das suas skills. O veterano, um dos mais emblemáticos jogadores a vestir a camisola dos Vikings, tem aqui uma oportunidade única de jogar o grande jogo, forma inesquecível de terminar a carreira. Williams teve uma temporada decente, mas não deslumbrante, tal como o seu parceiro do lado, Tony McDaniel.

Vantagem: New England Patriots

Linebacker

Como se compara a excelência…contra a excelência? É um penoso – e fútil – exercício. Não falamos de duas equipas separadas por vários degraus na escala de qualidade. Não. Falamos das duas melhores franquias, onde os pontos fracos são menos visíveis do que em outros lugares e as posições estão quase sempre repletas de talento. É o que acontece aqui, na unidade de linebackers, onde ambas possuem alguns dos seus melhores jogadores. Os Seahawks tiveram um forte contributo, no ano passado, dos elementos integrantes da unidade, como Bobby Wagner, KJ Wright e Malcolm Smith, o MVP do Super Bowl. Wagner teve um período ausente, na regular season, com a sua entrada a coincidir com o início da série vitoriosa. É um elemento imprescindível na defesa, imperial contra a corrida.
Os Patriots têm uma rising star, na figura de Jamie Collins, par perfeito para Dont’a Hightower. A aquisição de Akeem Ayers, vindo dos Titans, revelou-se importante, não só pela profundidade que trouxe ao grupo, com mais uma opção sólida, mas pela capacidade de efectuar jogadas que Ayers demonstrou.

Vantagem: É mais uma questão de gosto pessoal, do que evidente supremacia. Seattle Seahawks

Cornerback

Ui, ui. Começa aqui, do lado dos Seahawks, a Legion of Boom. A figura maior do corpo de cornerbacks é indubitavelmente Richard Sherman, um dos melhores na posição. Julgo que o reconhecimento a Sherman esmorece devido à sua postura mais excêntrica, que o torna algo próximo de um trash talker detestável. Mas, dentro de campo, Sherman é magnífico, um verdadeiro shutdown corner. A saída na free agency de Brandon Browner (curiosamente, estará do outro lado, com as cores dos Pats) deu a titularidade no lado direito a Byron Maxwell, com Jeremy Lane a surgir, maioritariamente, como o nickel corner. Maxwell é um corner com qualidade, competente, enquanto Lane tem efectuado um bom trabalho na coverage aos slots receivers, como no último jogo a Randall Cobb. O problema aqui reside na profundidade, quando um dos pilares perde tempo de jogo. Tharold Simon, backup, não consegue manter o mesmo nível de eficiência. E, para o derradeiro jogo, falta saber em que estado aparecerá Sherman, que saiu visivelmente debilitado do embate contra os Packers.

Os Patriots tiveram aqui na posição, durante largos anos, o seu calcanhar de Aquiles. Mas, finalmente, com uma forte aposta na free agency e paga a peso de ouro, conseguiram solidificar a unidade, trazendo Darrelle Revis. Tal como Sherman, Revis dispensa apresentações. Dentro de campo é igualmente eficiente, secando por completo o alvo que tem que cobrir. Fora das quatro linhas é um jogador low profile, diferenciando-se de Sherman e da sua pose provocadora. É quase impossível escolher entre um dos dois e, quando essa opção é exercida, deve-se apenas a uma preferência pessoal. O que pode fazer a diferença, aqui, é a qualidade do grupo que rodeia as super-estrelas. E, nesse caso, os Patriots parecem bem mais sólidos, com Browner, o ex-Seahawk, Kyle Arrington (grande jogo contra os Colts, perseguindo TY Hilton o jogo todo) e Logan Ryan.

Vantagem: New England Patriots

Safety

Não interessa quem está do outro lado. E, do outro lado, até está Devin McCourty, um jogador que efectuou de forma soberba a transição de cornerback para free safety, tornando-se uma referência na posição. Mas os Seahawks têm uma dupla demolidora, uma das melhores que já jogou naquela zona do terreno. Kam Chancellor e Earl Thomas tornaram-se, pelo seu papel preponderante na defesa, dois ícones da franquia, dois jogadores extraordinários, dínamos naquele pedaço de relva, causando estragos por onde passam. Os Patriots até têm qualidade na posição, conforme foi escrito, mas alguém rejeitaria, se pudesse escolher, a dupla dos Seahawks?

Vantagem: Seattle Seahawks

Kicker

Não será novidade que também aqui as forças se equivalham, com o Super Bowl a colocar frente-a-frente dois dos mais precisos kickers da actualidade. Stephen Gostkowski e Steven Hauschka têm, para além dos apelidos de difícil pronunciação, capital acumulado de experiência, não tremendo nas alturas cruciais. São ambos cirúrgicos e frios, trazendo aquela confiança que apenas os melhores exalam, quando têm que chutar para os postes, independentemente da distância.

Vantagem: Patriots, pese gostar bastante de Hauschka, mas o kicker dos Pats parece uma máquina a chutar, quase robótico. Meteu, na temporada, 35 em 37 possíveis. Hauschka ficou ligeiramente atrás, com 31 em 37.

Punter

Há dúvidas, aqui? Se responderem um “sim”, muno-me de paciência e peço-vos encarecidamente que vão ver o jogo contra os Packers. Ok, pode não ser justo, porque contra os cabeças de queijo Jon Ryan teve uma jogda estupenda, uma daquelas que não se vê todos os dias, quanto mais numa final de conferência. Ryan participou num logro, realizando o seu papel num fake field goal que ajudou os Seahawks a reduzirem o avanço do adversário no marcador. Teve, aliás, o papel mais difícil. Foi ele, enquanto holder, que apanhou a bola, fugiu para a esquerda e lançou um passe perfeito, armado em quarterback, para o offensive tackle Gilliam. Mas, pronto, isso foi extraordinário. No seu papel regular de punter, Jon Ryan é bom. Muito bom. E não é negligenciável, hoje em dia, o trabalho de um punter. Colocar a bola bem junto da goal line do opositor, forçando-o a iniciar drives enterrados no seu próprio terreno, é muitas vezes a diferença entre a vitória ea derrota. Ryan terminou no top 10 dos melhores punter da prova. Ryan Allen, pelo contrário, terminou no fundo da tabela. É uma diferença abissal, não é?

Vantagem: Seattle Seahawks

Head Coach

Se isto fosse um combate de boxe, era um entre um peso-pesado e um pluma. Talvez a comparação nem faça muito sentido, mas Bill Bellichick ganhou, faz tempo, o seu espaço na história, que o vitoriará para a eternidade como um dos melhores. O homem que transformou radicalmente a franquia de Boston, levando-a a três títulos, permanece ainda, para desespero dos seus adversários, na posse de todas as suas faculdades. Bellichick tem aquele jargão do “ame-se ou odeie-se”. Compreensivelmente. Adorado, como um Deus, no território em que a religião patriota é profunda, é desprezado e odiado de igual forma no resto da nação, que não esquece a forma como tenta ganhar vantagem, em qualquer situação, mesmo que isso implique torcer deliberadamente as regras. O escândalo Spygate e, mais recentemente, o caso das bolas sem a pressão adequada mostram que no seu ADN mora um gene vencedor…mas amoral. Do outro lado Pete Carroll vai encontrar um clube que lhe deu uma oportunidade de ouro, na NFL. O agora técnico dos Seahawks teve nos comandos dos Patriots, durante 3 temporadas (nenhuma delas com recorde negativo), tendo posteriormente cumprido um percurso imaculado, que o levou ao College e à famosa USC, que ele transformou numa máquina vencedora. Totalmente diferente de Bellichick, no capítulo personalidade, sendo mais expansivo e extrovertido do que o esfíngico técnico dos Patriots, Carroll também tem a compulsão de vencer, a qualquer custo. Afastou-se de USC na altura cirúrgica, quando rebentou o escândalo que penalizou fortemente a universidade californiana durante alguns anos, encontrando em Seattle e na figura de John Schneider, o general manager da franquia, o local ideal para criar, quase desde início, a fundação de uma dinastia.

Vantagem: Carroll pode, se vencer o Super Bowl este ano, trilhar um caminho que o levará, no futuro próximo, a ser um guru invejado pelos outros, mas a vantagem aqui é dos New England Patriots. Bellichick é uma caixinha de surpresas, dominando qualquer faceta do jogo e usando o mais ínfimo pormenor para ganhar uma vantagem.

Resumo

Posição Vantagem
Quarterback New England Patriots
Running Back Seattle Seahawks
Wide Receiver Empate
Tight End New England Patriots
Linha Ofensiva New England Patriots
Defensive End Seattle Seahawks
Defensive Tackle New England Patriots
Linebacker Seattle Seahawks
Cornerback New England Patriots
Safety Seattle Seahawks
Kicker New England Patriots
Punter Seattle Seahawks
Head Coach New England Patriots

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.