Tampa Bay Buccaneers: A Temporada à Lupa
Maior Surpresa
É uma história à americana. Aproveitando a conexão existente entre Schiano, o head coach, e Rutgers, a universidade onde ele esteve, antes do convite para os É uma história à americana. Aproveitando a conexão existente entre Schiano, o head coach, e Rutgers, a universidade onde ele esteve, antes do convite para os Tampa Bay Buccaneers, os atletas de Rutgers quase que tiveram um salvo conduto para aparecer nas instalações desportivas da franquia da NFL. Tim Wright foi um desses. Não escolhido no draft de 2013, o jogador esteve no training camp…como wide receiver. Acabou por resistir aos cortes e fazer parte do roster…como tight endBuccaneers, os atletas de Rutgers quase que tiveram um salvo conduto para aparecer nas instalações desportivas da franquia da NFL. Tim Wright foi um desses. Não escolhido no draft de 2013, o jogador esteve no training camp…como wide receiver. Acabou por resistir aos cortes e fazer parte do roster…como tight end. Tudo se deveu ao infortúnio de alguns, com lesões a enfraquecerem a posição e Wright a ser lançado em modo de desespero. Ele aproveitou e passou a ser uma surpreendente ameaça no jogo de passe, capitalizando todos os minutos disponíveis. Tem ainda um longo caminho a percorrer, sobretudo como blocker, mas parece que os Bucs encontraram um jogador especial. Resta saber se a saída de Schiano e a entrada de Lovie Smith não altera este estado idílico.
Maior Desapontamento
Esta era a temporada em que se aguardava a ressurreição de Josh Freeman. Aquele quarterback que, em 2010, realizou uma temporada a todos os titulos notável. Desde cedo se percebeu que isso dificilmente aconteceria, com o jogador a entrar em rota de colisão com a disciplina implementada por Greg Schiano. Alguns atrasos em meetings e reuniões colocaram o jogador à beira do abismo. As performances dentro de campo fizeram o resto. Após maus jogos nas primeiras jornadas, a equipa optou por seguir outra via, entregando o comando do ataque ao rookie Mike Glennon e dispensando Freeman, que acabou por ir parar à gélida Minnesota, igualmente sem sucesso.
Maior Necessidade
Pass rushers. Pass rushers. E mais pass rushers. Nunca são demais. Basta colocar os olhos nos Seahawks, que passaram a offseason de 2013 a criar profundidade no seu grupo de defensive ends. Os Buccaneers optaram por deixar sair Michael Bennett, o líder da equipa em sacks em 2012. A decisão não tem muito de questionável, sinceramente. É um daqueles actos de gestão, que opta por poupar algum cap space, não entrando em loucuras financeiras com um atleta que iria sempre merecer atenção na free agency, esperando que o resto do grupo consiga desenvolver. A intenção era óbvia, com os Bucs a esperarem que Da’Quan Bowers emergisse como uma força no pass rush. De boas intenções está o inferno cheio e Bowers foi insignificante na função. O rookie William Gholston mostrou alguns sinais encorajadores, no final da temporada, mas parece óbvio que a unidade terá que receber reforços.
MVP
Numa franquia que foi uma decepção, em 2013, não deixa de ser curioso ver a qualidade que o roster tem, em várias posições. Dois jogadores mereciam ser considerados os MVP da equipa. Gerald McCoy, defensive tackle, realizou uma época notável, enquanto o linebacker Lavonte David foi um monstro competitivo, realizando big plays atrás de big plays. No seu 2º ano, Lavonte mostrou um potencial enorme, que levou muita gente a compará-lo com um dos nomes míticos na história da franquia. Derrick Brooks. Será ainda algo prematuro achar que ele atingirá o nível de Brooks, mas 2013 deixou no ar a sensação de que ainda não vimos todo o reportório do linebacker.
Posição a Posição
Quarterbacks
A temporada ficou marcada pelo desaparecimento de Josh Freeman, dispensado, e pela ascensão de Mike Glennon. O rookie, mesmo com evidentes dores de crescimento, mostrou alguns flashes de talento e pareceu ter o necessário equilíbrio no pocket para ser o rosto futuro da franquia. A temporada foi árdua, com várias lesões no cast de suporte, dificultando ainda mais a tarefa de Glennon. Da frre agency chegou Josh McCown, após temporada brilhante em substituição de Cutler, nos Bears. E Lovie Smith foi pereptório: ele é o QB que chegou para ser titular. Veremos como corre a competição entre o novato e o veterano, no training camp. Mas os Bucs conseguem, no papel, ter elementos para não soçobrar na posição.
Running Backs
Se algo se pode dizer do corpo de running backs, é que este tem profundidade. A equipa perdeu, logo no início da época, a sua principal estrela. Doug Martin sofreu uma lesão grave, obrigando a uma solução de recurso no jogo corrido. Mike James, um perfeito desconhecido, ficou com a tarefa de manter consistente o jogo no solo. Conseguiu-o, mas teve o mesmo final de Martin, lesionando-se e cedendo o lugar a Bobby Rainey. Este mostrou ter qualidade e, num mar adverso, manteve a unidade à tona. Com o regresso de Martin, em 2014, o grupo terá várias soluções para ser mais eficaz.
Wide Receivers
Foi quase uma aventura a solo, com Vincent Jackson a ser a principal ameaça no jogo aéreo e a conseguir uma temporada sólida, e nível exibicional. Depois dele, um imenso vazio. Mike Williams lesionou-se e os Bucs ficaram sem alternativas válidas para emparelhar com Jackson.
Tight Ends
A unidade acabou por ser salva da catástrofe pelo aparecimento inesperado de Tim Wright, lançado às feras em total desespero, depois das lesões de Luke Stocker, Nate Byham e Tom Crabtree. Wiright acabou por ser uma boa arma na red zone, contribuindo com perícia para o jogo aéreo, mas a equipa sentiu sempre falta do tradicional TE, com skills de bloqueador. Nesse item, a OL saiu bastante prejudicada. Brandon Meyers, com temporada decepcionante nos Giants, foi adquirido em Março deste ano. O jogador, com excelente 2012 nos Raiders, é mais um alvo confiável para o jogo de passe, mas tem o mesmo problema que Tim Wright: deficiências visíveis como blocker.
Linha Ofensiva
Por falar em OL, ela foi “apenas” a pior unidade no ataque, nunca encontrando o ritmo para proteger convenientemente o seu quarterback e contribuindo de forma pouco produtiva para o jogo corrido.Não admira, por isso, que tenha sido o sector mais reforçado (juntamente com a linha defensiva) na free agency deste ano. Chegou Anthony Collin, pretensamente o novo left tackle, o center Evan Dietrich-Smith (ex-Packers), um dos melhores da NFL na posição e o guard Oniel Cousins.
Linha Defensiva
Gerald McCoy, já se disse, esteve em grande, rivalizando em termos de performance com os melhores defensive tackles da liga. O pior foi o elenco em seu redor. Faltou sempre agressividade e consistência ao pass rush. Também aqui os reparos já começaram. Na free agency os Bucs conseguiram o sempre excelente DE Michael Johnson, conseguindo ainda o DT Clinton McDonald, que chega dos Seahawks e é exímio contra o jogo corrido.
Linebackers
Dois jogadores que foram verdadeiras âncoras na unidade: Lavonte David, de quem se falou mais acima (ver o MVP da equipa) e Mason Foster, sólido no meio da unidade e estanque contra o jogo corrido.
Secundária
A radical transformação que a secundária sofreu deu resultados. Os Bucs eram os piores contra o passe, em 2012. Isso ficou no passado. A inclusão dos peso-pesados Darrelle Revis (corner do lado esquerdo) e Dashon Goldson (free safety) conferiu solidez e consistência à cobertura, permitindo o crescimento sustentado de Johnthan Banks, corner escolhido no draft de 2013. Provavelmente o melhor sector da defesa. A free agency trouxe novidades. Revis saiu. Alterraun Verner, brilhante nos Titans, chegou.
Special Team
Quando se fala do special team de alguma equipa, recordamo-nos dos feitos do seu kicker, ou da habilidade do punter em colocar a bola em situação difícil para os adversários ou, ainda, pela explosividade dos seus retornos. Nos Bucs não existe nada de relevante a apontar. Isso não é necessariamente mau. Mas também não é influenciador nos resultados dos jogos.
Coaching
Mais um daqueles casos em que o despedimento de Greg Schiano fala por si mesmo. A disciplina quase militar estabelecida por Schiano, aliada a algumas decisões questionáveis e ao facto da soma do talento do roster não ter tido expressão nas vitórias, levou a um desfecho inevitável. Uma nova era se abriu em Tampa, com a chegada de Lovie Smith, técnico conceituado, com background na defesa, de quem se espera possa fazer aquilo que Schiano sempre se revelou incapaz: desafiar os rivais de divisão, na luta pela supremacia.
Inspirado no original de Pat Yasinskas | ESPN.com




