Up & Down NFL: Week 10

Pedro Nuno Silva 13 de Novembro de 2014 NFL, Up & Down Comments
Up & Down - Week 10

Up & Down NFL: Week 10

Up & Down - Week 10

Up & Down – Week 10

Up

Cleveland Browns (6-3)

2014 pode ser o ano da alegria em Cleveland!

E não falamos do regresso de LeBron James aos Cavaliers, trazendo a equipa da NBA para o topo das favoritas a vencer a liga profissional de basquetebol.

A maior alegria para as gentes de Cleveland pode vir mesmo dos seus adorados Browns que, ao fim de 10 semanas, vêem a sua equipa chegar ao topo da AFC North e logo com uma vitória categórica sobre aquela que era, para muitos, a equipa a abater na divisão.

E o maior mérito deste feito tem de ser dado, antes de mais, a Mike Pettine, o novo treinador dos Browns, chegado esta época depois de um longo tirocínio como coordenador ou assistente defensivo de várias equipas da NFL.
E a primeira mostra da sua têmpera foi não ceder ao populismo fácil e decidir-se, em boa hora, por designar o experiente Bryan Hoyer como seu QB titular, deixando no banco Johnny Manziel, a estrela maior do draft de 2014, situação, aliás, vivida por muitos outros QB's no passado, sem que isso fosse impedimento para se tornarem, mais tarde, em grandes nomes da liga (Aaron Rodgers ou Drew Brees, por exemplo).

Numa semana positiva para o Dawg Pound, a mítica claque dos Browns, a vitória em Cincinnati foi a confirmação que, por este dias, a AFC North é a mais disputada das 8 divisões da NFL e onde o sonho dos playoffs é possível para todos. Mesmo para os sempre underdogs Browns…

Detroit Lions (7-2)

O registo dos Lions é 7-2, mas os sustos porque têm passado os adeptos da equipa de Detroit, ao longo da época, parecem não se reflectirem naqueles números.

Levam uma sequência de 4 vitórias seguidas, é certo, mas as últimas três foram arrancadas de forma épica: 24-23 frente aos Saints, em casa, com 2 passes para TD nos últimos 3 minutos e meio de jogo, 22-21, frente aos Falcons, em Londres, depois de um 0-21, na primeira parte do jogo e este fim-de-semana mais um jogo impróprio para cardíacos frente aos Dolphins, com mais uma vitória apertadinha por 20-16, com Matthew Stafford a descobrir o caminho para a vitória numa drive concluída com um TD a 29 segundos do fim do jogo.

Os novos “Cardiac Cats”, como já são chamados, recuperando a alcunha dada, em 2003, aos Panthers de John Fox, conseguem, assim, com Jim Caldwell ao leme, uma época bem mais condizente com o tremendo potencial que todos lhes reconhecíamos no seu roster, com grande destaque a ser dado à sua defesa, que é “só”, por estas alturas, a melhor da NFL.
Seguem-se dois jogos bem difíceis fora do Ford Field, e logo frente aos dois líderes de conferência: os Cardinals, em Glendale, no próximo domingo e, na semana seguinte, em Foxborough, frente aos Patriots. Que tremenda prova de fogo para os rapazes de Caldwell, mas são nestes embates que melhor se percebe o valor das equipas.

Com os Packers em claro ascendente de forma, as duas semanas que se avizinham podem ser decisivas para a confirmação do estatuto dos Lions como playoff contenders.

Philadelphia Eagles (7-2)

Quando, na semana passada, Nick Foles abandonou o jogo em Houston, com uma lesão que o afastará dos relvados por umas boas 6 a 8 semanas, os adeptos dos Eagles tiveram de suster a respiração… Com Foles fora de jogo, era chegada a hora de Mark Sanchez! E na memória de todos estavam ainda os últimos anos de horror de Sanchez em NY, com os Jets.
Mas a verdade é que, talvez por aquelas questões de química imponderáveis numa análise racional do jogo, Sanchez pegou na equipa e levou-a a uma vitória clara sobre os Texans por 31-21, com uns muito apreciáveis registos de 202 jardas e 2 TD's, nos minutos em que esteve em campo.

Esta semana o jogo era frente a uns inoperantes Panthers e a dose foi a mesma, com Mark Sanchez, ao seu melhor nível, (mesmo… sem ironias, a sério!) a registar mais 322 jardas e mais 2 TD's, levando a equipa a mais uma vitória sem espinhas por 45-21.
Numa altura em que o duelo na NFC East se resume a uma questão a dois, entre Eagles e Cowboys e quando estes recuperaram rapidamente Tony Romo, o bom jogo de Sanchez parece ser a melhor garantia que, por estes dias, os sempre exigentes adeptos de Philadelphia podem respirar de alívio.

E daí, talvez não! É que domingo vão a Lambeau Field defrontarem os Packers de Aaron Rodgers que estão com a corda toda depois de cilindrarem, mais uma vez, os Bears.
Uma coisa é certa: esse será, seguramente, um dos jogos de maior cartaz da semana 11!

Down

Chicago Bears (3-6)

Foi a pior derrota dos Bears frente aos Packers, desde os 49-0 de 1962!
Igualaram o recorde de maior número de pontos sofridos num jogo desde o jogo com os Lions em 1997!

Por último, os 42 pontos sofridos na primeira parte do jogo é um novo recorde na longa história da franquia de Chicago!

Mas ainda há mais: por cada ponto que os Bears marcaram aos Packers este ano, estes devolveram-no em triplicado! E assim o duelo mais aguardado da NFC North, ficou-se, este ano, por uns indiscutíveis 2-0 a favor da equipa de Green Bay, com um registo impensável de 93-31!
Por último, nas duas últimas semanas, os Bears consentiram a enormidade de 106 pontos (tinham sofrido 51 pontos, a semana passada em Foxborough, frente aos Patriots).
Os Bears são desta forma, para muitos, uma das maiores decepções da NFL 2014!
Confessamos que para nós não são!

Jay Cuttler está longe do estatuto de estrela que ansiosamente procura ser e, quando olha para a outra sideline e, sobretudo, confere os registos de Aaron Rodgers, deve entrar numa depressão sem fim.

Como sem fim parece ser o calvário desta época para os adeptos de Chicago, arriscando mesmo a verem a sua equipa ficar no último lugar da divisão.

Seguem-se Vikings em casa e Buccaneers em Tampa Bay! Dois jogos para ganhar.
Menos que duas vitórias e quer-nos parecer que os dias de Marc Trestman e, quem sabe, de Jay Cuttler em Chicago podem estar contados.

Cincinnati Bengals (5-3-1)

Os Bengals obrigaram-nos a quebrar uma regra de ouro no UP&DOWN: falar do mesmo jogo nos dois lados do nosso artigo!

Mas, para além do relevante número de equipas em bye na semana 10 nos limitar enormemente a escolha, a verdade é que a performance da equipa de Cincinnati não merecia outra sorte do que a de ser posta, em devido destaque, no lado negro da nossa crónica.
Foi uma exibição miserável da equipa de Marvin Lewis, possivelmente a pior desde que Andy Dalton assumiu o comando do ataque da equipa.
3 pontos feitos no 1º período e mais nada… Mais nada? Não! Juntemos-lhe 10 passes conseguidos em 33 tentados, 86 jardas em passe, 3 intercepções, 2 sacks e 1 forced fumble e temos o cenário completo do que (não) foi o jogo dos Bengals.
Numa divisão, como dissemos atrás, totalmente em aberto, nada está perdido para os Bengals, mas com exibições destas muito receamos que este ano os playoffs serão uma miragem em Cincinnati.

New Orleans Saints (4-5)

Era um jogo importante para percebermos se os sinais de melhoras dados pela equipa nos dois últimos jogos (vitórias frente aos Packers e frente aos rivais de divisão Panthers, em Charlotte) eram mesmo para serem levados a sério.

Afinal caíram frente aos também inconstantes 49ers, embora, em abono da verdade apenas no prolongamento.

E a vitória até esteve para acontecer num passe milagroso de Brees para Jimmy Graham, o tight end talismã do QB de New Orleans, na última jogada do tempo regulamentar, mas um ofensive pass interference acabou por calar os gritos de alegria no Meredes-Benz Superdome!
Não se pode dizer que perder por 3, no prolongamento, mesmo num jogo em casa, frente a uns sempre temíveis 49ers seja uma desgraça. Mas a época dos Saints de 2014 tem sido uma desilusão para quem sempre espera magia e espectáculo da equipa de Drew Brees.
Por agora a liderança na NFC South, mesmo com um registo negativo, está segura. Seguem-se 3 embates com equipas da AFC North (Bengals e Ravens em casa e Steelers fora), onde o favoritismo, pelo menos nos jogos em casa, é todo dos Saints.

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Pedro Nuno Silva

Português. Duriense de nascimento. Tripeiro de coração. Minhoto por adopção. Numa palavra: nortenho. Ou seja, tinha tudo para ser um ignorante sobre futebol americano. Mas a 2 de Fevereiro de 2009 tudo mudou graças a cerca de 2 minutos de um jogo que era até aí um mistério insondável! Os culpados? Todos os jogadores dos Steelers e dos Cardinals. Mas, em particular, Ben Roethlisberger e Santonio Holmes e aquele touchdown a 30 segundos do final do jogo num equilíbrio improvável e que desafiou as leis da física e se pode colocar ao lado de um qualquer volteio do mais virtuoso bailarino do Bolshoi. A paixão pelo jogo cresceu de tal forma que hoje olho à minha volta e acho estranha tanta algazarra por causa das vitórias do F.C.Porto, da nossa seleccção ou das birras do CR7. Definitivamente tornei-me num alien em pleno coração do Alto Minho!