Backbreaker 2: Vengeance

Matthieu Rego 17 de Fevereiro de 2014 Comentários Desligados
Backbreaker 2
Overall Score
3.5

Jogabilidade

Gráficos

Áudio

Durabilidade

Realismo

Backbreaker 2: Vengeance

Um Pequeno Rebelde Num Grande Império

Em 2010 os ingleses da 505 Games faziam a aposta louca de criar uma nova franquia de futebol americano para as consolas de salão. Após um primeiro episódio apreciado pela crítica mas fraco nas vendas e uma versão desmaterializada (Xbox live e PSN), a aposta falhada nas plataformas mais ambiciosas encontrou a sua salvação no faroeste dos jogos smartphones. Sem o peso da simulação rainha da série Madden e uma audiência disposta a abdicar das licenças NFL em troca de um breve momento de diversão por uns acessíveis 3 euros, a equipa da NaturalMotion consegue triunfo ao alcance das suas ambições.

A mecânica deste episódio assenta num gameplay “arcade” que coloca o jogador perante situações descontextualizadas da modalidade tradicional, com um “portador da bola” numa corrida desenfreada entre obstáculos e defesas para conseguir o touchdown. Não se trata portanto de “partidas” mas sim de níveis construídos de raiz para apresentar um desafio ao jogador. A força principal do título assenta numa física particularmente conseguida colocada ao serviço de um gameplay que tira o melhor proveito dos controlos do smartphone através das funções giroscópicas (inclinações do telemóvel) e do touchscreen. A combinação resulta numa espécie de versão Futebol Americano do Temple Run.

Que Tal Esta Nova Edição?

É forte desse primeiro sucesso que é apresentado no final de 2010 este segundo episódio: Backbreaker 2 Vengeance. A promessa é simples, e sem querer manter qualquer suspense, cumprida. Desta vez para além do “portador da bola” temos a possibilidade de controlar um jogador da equipa defensiva na sua corrida para conseguir o tackle. Mais veloz por não ter qualquer bola e com os braços preparados para aplastar o jogador ofensivo, a sensação provocada pelo impacto é particularmente divertida (no sentido mais sádico do termo). A necessidade de evitar os jogadores adversários não desaparece pois o “portador da bola” vem acompanhado com camaradas para o proteger e os obstáculos pelo caminho não faltam. Este mode batizado “Vengeance” surge portanto como mais completo do que a opção única apresentada pelo predecessor.

Backbreaker 2

Para além do novo mode, Backbreaker 2 introduz novos movimentos como um salto convencional e o “truck”, um “agachar” que permite resistir a certos tackles ou evitar obstáculos colocados a nível da cabeça. Com quatro opções no total (com o a rotação sobre si próprio e o deslocar lateral já existentes no anterior) e a possibilidade de aumentar a sua pontuação com um “showboat” arriscado (dança para provocar o adversário) Backbreaker ganha em complexidade e solicita ainda mais os nossos reflexos.

Os problemas desta nova edição são inerentes ao estilo de jogo: Ao colocar-nos numa corrida perpétua perdemos o realismo do controlo total e falhamos por vezes injustamente ao efetuar manobras delicadas. O Smartphone que controla a nossa velocidade e direccionalidade através do sensor de movimento transforma-se num volante ao serviço do nosso jogador, tornado comboio sem paragem pela mecânica do jogo. Esse defeito acaba por conferir uma certa personalidade e intensifica o nível do desafio.

Backbreaker 2

Desafio é aliás a palavra de ordem. Dividido entre um mode de jogo que acumula os níveis sem interrupção e o mode challenge que propõe 10 desafios cada um composto por 5 níveis de dificuldade crescente, o conteúdo é não só muito satisfatório como adaptado a pequenas sessões para afugentar o tédio.

De forma a satisfazer os mais competitivos Backbreaker permite efetuar os challenges “online” (espaço mais despovoado tendo em conta a idade do título) assim como premeia com “achievements” partilháveis nas redes sociais as nossas proezas no jogo.

Veredicto Final

Backbreaker 2

Concluindo, Backbreaker 2: Vengeance é um indispensável para qualquer amante do primeiro título e uma excelente oportunidade para quem procura pequenas sessões de diversão num contexto de Futebol Americano. Quem procura uma simulação pura ou um retrato fiel da modalidade encontrará alternativas mais satisfatórias para o seu telemóvel. Para os outros a relação qualidade preço é suficientemente satisfatória para merecer um espaço na memória do seu aparelho.

About The Author

Matthieu Rego

Apaixonado pelo Extremo Oriente e a Cultura Americana, o Futebol Americano estendeu-me muitas vezes a mão sem eu nunca agarrá-la. Desde um misterioso boné dos Panthers aos 6 anos passando pelos jogos Madden dos 90 apanhados em feiras da ladra ou o anime Japonês Eyeshield 21, decidi um dia renovar a minha cultura desportiva enfrentando esta modalidade muitas vezes presente na cultura americana mas raramente explicada. O vício não tardou em nascer e é com o mago Brady que o meu coração de adepto dos Patriots formalizou a minha união com esta fantástica modalidade.

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