Take Your Eye Off the Ball: How to Watch Football by Knowing Where to Look

Matthieu Rego 17 de Setembro de 2014 Comentários Desligados
Take Your Eye Off The Ball
Overall Score
4.5

Informação Histórica

Qualidade Escrita

Interesse

Aprendizagem

Preço

Take Your Eye Off the Ball: How to Watch Football by Knowing Where to Look

“Tira os olhos da bola” é o título e lema deste livro instrutivo mas sobretudo reflectivo de Pat Kirwan. Este bigode famoso dos programas da NFL teve o luxo de passar por vários cargos nos bastidores de equipas como os New York Jets e Tampa Bay Buccanneers tanto na qualidade de treinador como administrador ou “scout”, algo que solidifica a sua posição de mestre sapiente do futebol americano. Junta-se a este nome o jornalista desportivo David Seigerman que terá certamente colocado no papel o raciocínio oral de Pat num formato literário mas sem nunca corromper a expressividade e irreverência do “coach”.

Take Your Eye of The Ball

Take Your Eye of The Ball

O Sucesso desta obra apadrinhada pela NFL.com faz justiça às críticas que já a ergueram ao nível de clássico da modalidade pelo que o meu encontro pessoal com a mesma advém precisamente destas inúmeras recomendações. Sendo assim dificilmente poderei abordar esta review na perspectiva de um escolar crítico da modalidade mas antes do ponto de vista do admirador estrangeiro mediano à procura de mais conhecimentos sobre esta modalidade exótica.

“Tirar os olhos da bola” tem nesse sentido a vantagem de ser um denominador comum a qualquer amador. Recordo com facilidade as palavras de um amigo que no seu primeiro visionamento de um jogo da NFL não hesitou em afirmar que não percebia o porquê de haver tantos jogadores quando só o quarterback, os wide receivers e linha secundária faziam “algo de jeito”. O Raciocínio é simples, a bola como ponto de referência, passa sucessivamente do QB para o WR e resume a visão do espectador sendo o resto um caos de corpos montanhosos irrelevantes perdidos num canto da nossa visão periférica. Enquanto noutras modalidades o portador da bola permite ver grande parte do atletismo, o futebol americano é uma batalha de várias posições, todas elas relevantes para o desfecho da guerra, todas elas merecedoras de atenção. Esta instrução do mister é portanto particularmente reveladora do que o problema não se limita apenas aos novatos do mundo exterior mas também aos nascidos no berço do futebol americano.

Após um prefácio luxuoso de Pete Carroll e Bill Cowher seguem-se 15 capítulos dedicados tanto às posições em campo como ao universo estrutural de uma equipa, do seu calendário e do seu recrutamento.

Pat Kirwan

Pat Kirwan

Nos capítulos dedicados ao mundo fora do campo tais como “The 168-Hour work week”, “FBI: Football intelligence” ou “Getting organized”, Pat oferece-nos o seu olhar incisivo e experiente dos bastidores do futebol americano e a sua visão particularmente interessante dos elementos essenciais ao sucesso de cada equipa. Esses capítulos partilham a simplicidade textual geral da obra e são facilmente digeridos pelo leitor menos experiente. São no fundo o que não vemos longe da bola não por inatenção mas por impossibilidade.

A arte de descobrir talentos

A arte de descobrir talentos

Quando a obra aborda aquilo que a nossa mente primata ignora por preguiça os conceitos ganham em complexidade. Nos capítulos dedicados às posições metade é dedicada aos aspectos fundamentais da mesma enquanto a outra aborda teorias pessoais menos legíveis para leitores menos experientes. Nada de excessivamente complexo mas o suficiente para não recomendar a leitura como primeira obra mas antes sim como opção para iniciados. O pensamento de Pat Kirwan faz-se de divagações ricas em gíria e que fornecem até aos leitores experientes elementos chaves de leitura sobre as diversas dificuldades posicionais. Um exemplo deste aspecto está na conclusão do capítulo sobre os wide-receivers que termina dando como garantida após leitura do mesmo a capacidade do leitor em discernir a culpabilidade do jogador em relação ao seu quarterback e ao jogador defensivo que o acompanhava: Falhou o WR? O QB? Ou o jogador da defesa? Uma pergunta muitas vezes difícil de responder. Não garanto ter ganho essa capacidade no visionamento imediato mas o meu olhar sobre o “replay” ficou de facto mais atento. Atenção é aliás a palavra-chave. Segundo Pat para apreciar realmente futebol americano é necessário visionar o jogo como um coach de forma a poder sentir a riqueza total do que nos é apresentado. É dar ao termo “treinador de bancada” um significado positivo.

Todos ao molho? Nem por isso diz Pat Kirwan

Todos ao molho? Nem por isso diz Pat Kirwan

Os Capítulos são acompanhados de diversos espaços de “pergunta-resposta” sobre questões recorrentes que surgem espontaneamente durante a leitura. Uma lufada de ar fresca particularmente agradável nos capítulos de maior densidade.

Nas questões tácticas o texto faz-se acompanhar de exemplos ao estilo playbook das jogadas. Nesse aspecto prevalece a confusão habitual do explicar textual de tácticas, uma dificuldade só ultrapassável pela experiencia, e que nenhuma obra até agora me convenceu totalmente na sua legibilidade. Nessa matéria o livro existe em vários formatos dos quais uma acompanhada de um DVD que mostra em vídeo as jogadas do texto. Essa ferramenta poderá certamente ajudar embora tendo apenas a versão a papel não poderei opinar sobra e mesma. Para quem quiser optar pela versão digital alerto para as numerosas queixas que dão conta que os esquemas estão ausentes dessas versões, subsistindo apenas o texto.

Um desporto intelectual

Um desporto intelectual

Para concluir “Take your eye of the ball” é uma experiência compacta e completa para qualquer fã iniciado. Não só responde a padrões de qualidade elevados pela inteligência e experiência dos seus autores como conjuga em harmonia uma multiplicidade de temas deste vasto mundo chamado futebol americano.

About The Author

Matthieu Rego

Apaixonado pelo Extremo Oriente e a Cultura Americana, o Futebol Americano estendeu-me muitas vezes a mão sem eu nunca agarrá-la. Desde um misterioso boné dos Panthers aos 6 anos passando pelos jogos Madden dos 90 apanhados em feiras da ladra ou o anime Japonês Eyeshield 21, decidi um dia renovar a minha cultura desportiva enfrentando esta modalidade muitas vezes presente na cultura americana mas raramente explicada. O vício não tardou em nascer e é com o mago Brady que o meu coração de adepto dos Patriots formalizou a minha união com esta fantástica modalidade.

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