College: Análise Week 10

Paulo Pereira 7 de Novembro de 2012 Análise Jogos College Comments

E pronto. O caminho trouxe-nos até aqui. A este exacto instante que parece parado no tempo, como se de um déja-vu se tratasse. Alabama e LSU têm protagonizado duelos recentes, emblemáticos no College, contribuindo para uma crescente rivalidade entre as duas universidades. Com dois técnicos sagazes – Nick Saban e Les Miles – um punhado de atletas NFL ready, os dois contendores são, para além de eternos candidatos na SEC, putativos pretendentes ao título nacional. Num fim-de-semana repleto de jogos interessantes, todos foram eclipsados pelo brilho maior duma partida desejada, desde a final nacional de 2011. Oportunidade para os Tigers se vingarem da dolorosa derrota, ou a afirmação plena de Alabama?

Jogos da Week 10

Alabama, 21 @ LSU, 17

Terceiro encontro entre ambos, nos últimos 12 meses, com Alabama a desempatar a contabilidade, vencendo pela 2ª vez. Este terá sido, provavelmente, o melhor jogo desse trio, com as defesas a equivalerem-se e os ataques a conseguirem produzir de forma consistente. LSU, jogando em casa perante uma multidão superior a 90.000 espectadores, sai da contenda com um travo amargo de frustração. Esteve perto, muito perto, de derrotar o arqui-rival e manter a esperança de presença na final nacional. Faltaram apenas 51 segundos para conseguir esse feito. Já depois de ter falhado um FG, que colocaria o resultado em 20-14, LSU foi impotente para travar a marcha de Crimson Tide, de 72 jardas, na drive final. Destaque merecido para AJ McCarron, o QB de Alabama que, pese um jogo pouco conseguido, acertou quando era necessário. Foram 4 passes certeiros, em 5 tentados, nessa derradeira tentativa de ultrapassar o oponente, finalizando com um passe para o RB TJ Yeldon marcar o touchdown decisivo. LSU, mesmo lamentando-se por falhar o triunfo, encontrará motivos de satisfação. Conseguiu mais jardas do que o adversário (435 contra 331) e obteve 10 em 20 third downs, perante a sólida e intratável defesa de Alabama. Mais importante, deverá ter conseguido um QB para o futuro, com Zach Mettenberger a realizar o melhor jogo da sua carreira, não permitindo erros, passando para 1 TD, em 24/35 passes e 298 jardas. Num jogo competitivo, o head coach de LSU será assombrado por algumas controversas decisões tomadas. Estranhamente, optou por um fake FG, de 47 jardas, e mandou executar outro, na linha de 54. Momentos incompreensíveis, que penalizaram fortemente a equipa, podendo ter contribuido para o desfecho final.
E agora? Alabama está quase na final da SEC e na final nacional. Vencendo na próxima semana a excelente equipa de Texas A&M, um passo de gigante será dado. Por sua vez, LSU apenas pode acalentar uma presença numa Bowl importante, apontando para uma ida a New Orleans, na Sugar Bowl. Nesta fase já não são permitidos mais desfechos negativos.

Texas A&M, 38 @ Mississipi State, 13

Jogo interessante, entre os números 15 (Mississipi) e 16 (Texas) do ranking, inesperadamente desequilibrado, graças à talentosa equipa que cresce no Texas. Suportados pelos freshman maravilha, o quarterback Johnny Manziel, Texas A&M foi impiedosa, acumulando um total de 693 jardas. Parecia ser o jogo indicado para Mississipi State recuperar da derrota da semana passada, contra Alabama. Mas, desde cedo, o jogo tornou-se um pesadelo, com a defesa a ser incapaz de contrariar o jogo aéreo e corrido. Manziel, à sua conta, lançou para 311 jardas e correu para 129, com dois touchdowns. O grupo explosivo de running backs não deixou o trabalho todo ser realizado por Manziel. Ben Malena e Christine Michael combinaram 162 jardas e 3 TDs. E, para finalizar o ramalhete, também no grupo de receivers a contribuição foi imensa. Mike Evans e Ryan Swope adicionaram 18 recepções e 218 jardas. Impressionante? Claro que sim, sobretudo se nos recordarmos que Texas A&M está no seu 1º ano na SEC. Os Bulldogs, por sua vez, estão em queda, sendo evidente a frustração que grassa na equipa. O calendário acessível de início deu um falso ar de maturidade e competitividade à equipa, camuflando os vários problemas, visíveis agora que os contendores são de outra dimensão. A defesa foi dilacerada, nas duas últimas semanas, enquanto o ataque se revelou inócuo. Parece que vai ser um final de temporada penoso em Mississipi.

Oklahoma State, 30 @ Kansas State, 44

Collin Klein, pressionado, procura um alvo a quem endossar a bola
Fonte da Imagem: Orlin Wagner/AP Photo

Ponto mais importante da noite: Kansas continua invicta e a sonhar com a final nacional. Segundo ponto mais importante da noite: nem tudo na equipa é sobre Collin Klein. O quarterback da equipa passou a maior parte do 2º tempo na linha lateral, capacete debaixo do braço, vendo os colegas jogarem…e vencerem. Foi um dia difícil para os quarterbacks, dado que Wes Lunt, o QB de Oklahoma, saiu de jogo com suspeita de concussão. A boa notícia é que Kansas consegue vencer sem a sua principal estrela. A má notícia terá relação directa com a duração da lesão. A época perfeita de Kansas pode estar em perigo, caso Klein não recupere. Antes de sair, Klein cimentou as suas aspirações ao Heisman, com mais 245 jardas passadas, 64 corridas e o touchdown da praxe. Com forte contributo da defesa, Kansas venceu mais uma batalha. Allen Chapman, cornerback no seu ano senior, conseguiu três intercepções, retornando uma delas para touchdown. No ataque, John Hubert foi comedido nas jardas corridas (apenas 38), mas incisivo na finalização, com 2 TDs. Nos Cowboys, a época é de renovação, após as saídas de Justin Blackmon e Brandon Weeden. Wes Lunt nunca se mostrou confortável no pocket, cometendo erros primários, capitalizados pelo adversário. O ataque, mesmo assim, manteve Kansas sob tensão, com Charlie Moore, wide receiver, a ter 135 jardas e 1 TD.

Oregon, 62 @ USC, 51

Tiroteio? Sim. Jogo de qualidade? Igualmente um sim. Até agora, os Ducks de Oregon, pese estarem invictos, não eram levados a sério. É certo que estavam no topo do ranking, mas o calendário soft levou muitos a desprezá-los como candidatos a baterem-se com Alabama, numa final nacional. Depois deste teste, contra uma das mais conceituadas universidades, Oregon deve ter enterrado a maioria dos preconceitos. Com as defesas apenas a cumprirem um papel meramente académico, dado que raramente paravam o adversário, o jogo foi um regalo para quem adora futebol de ataque. Marcus Mariota, QB de Oregon, falhou apenas 3 passes no jogo todo, lançando para 4 TDs. O seu colega de equipa, o running back Kenjon Barner, conseguiu a noite mais memorável da sua carreira, obtendo mais de 300 jardas no solo (321) e marcando 5 TDs. O wide receiver Josh Huff atingiu as 125 jardas recebidas. Do lado oposto, também os grandes numerous a decorarem as exibições. Matt Barkley teve duas intercepções, mas conseguiu lancer para 5 TDs e chegar às 484 jardas lançadas. Exibição excelente do mediático atleta, obrigado a lancer o dobro das vezes do que Mariota, dado que não foi sustentado por um jogo corridor tão sólido. No grupo de wide receivers, duas exibições que merecem encómios. O habitual Marqise Lee, com 157 jardas e 2 TDs, e Nelson Agholor, um dos freshman que mais se tem notabilizado a nível nacional, a conseguir 162 jardas e uma finalização com sucesso.

Notre Dame, independente, não entra na categoria abaixo descriminada, das conferências. Mas o papel que a universidade tem tido este ano, ainda invicta, merece um local próprio para destaques. Na épica vitória contra Pittsburgh, a equipa mostrou uma resiliência que já tinha sido notada, em confrontos anteriores. Quase a sofrerem um upset que terminaria a sua invencibilidade, conseguiram algo que parecia impossível. A recuperação, iniciada já no 4º periodo de jogo, a pouco mais de 10 minutos do apito final, começou num desmotivante 20-6 no marcador. O ataque, parado com facilidade pela defesa de Pittsburgh, ao longo do jogo, tornou-se temível na altura das decisões.

Everett Golson

Everet Golson, impulsionando a equipa para o triunfo
Fonte da Imagem: Michael Conroy/AP Photo

Everet Golson, o seu quarterback, foi equilibrado e decisivo, contribuindo para a improvável recuperação. Não tendo tido uma noite perfeita, o QB conseguiu 274 jardas no passe e 75 na corrida, com 2 TDs Na defesa Louis Nix, pese ter passado duas noites hospitalizado, mostrou o espírito guerreiro que funde esta equipa, amealhando vários tackles e um sack. Também Stephon Tuitt, defensive end, sobressaiu da unidade defensiva. 2 sacks (elevando o seu total na temporada para 10) e 6 tackles, dando solidez ao sector que, desta feita, não foi tão determinante como de costume. A temporada, que já é histórica, pode ser inesquecível. Notre Dame já angariou o respeito de todos.

Conferências

ACC

Favorito: Florida State Seminoles
Outsider: North Carolina, Miami e Clemson

  1. Os Hurricanes de Miami despacharam com facilidade Virginia Tech, sendo agora os mais sérios candidatos, na Coastal Division, à presença na final de conferência. Tem sido uma temporada de altos e baixos para a equipa, mas a qualidade que apresenta, mesmo que irregular, poderá levar a universidade a uma inédita presença na referida final, desde que se juntaram à ACC.
  2. Duke, durante grande parte da temporada, atraiu elogios. Mas ainda falta algo para que se tornem uma força dominante na conferência. A derrota, por números expressivos (56-20) contra Clemson mostrou isso mesmo, com os Blue Devils a serem uma presa fácil e uma equipa sem argumentos para suster um adversário mais qualificado. Já tinha acontecido, com números praticamente idênticos, contra Stanford e Florida State. No 5º ano sob o jugo de David Cutcliffe, o maior mérito foi mesmo tornar a universidade elegível para uma Bowl. Para lutar de igual para igual com adversários renomados, será preciso mais.
  3. Pena que Clemson e Florida State estejam na mesma divisão da conferência, privando a final da presença de uma delas. Claramente as melhores equipas na ACC, disputam essa presença de forma tremenda, com a vantagem a pertencer aos Seminoles, que venceram Clemson, num dos melhores jogos do ano. Clemson é uma das equipas que merece ser visionada, com um futebol explosivo no ataque, com vários playmakers a marcarem a diferença.

Jogadores da semana

Michael Campanaro, wide receiver de Wake Forest, com 16 recepções (igualando o máximo na história da conferência), 123 jardas e 3 TDs, na vitória contra Boston College. Duke Johnson, running back e kick returner de Miami, com um total de 217 jardas. 100 delas foram obtidas no jogo corrido (com 1 TD), enquanto as restantes vieram dos explosivos retornos, onde obteve outro touchdown. Jeremiah Attaochu, linebacker de Georgia Tech, terminando o jogo contra Maryland com 6 tackles, 3 sacks e um forced fumble.

Big 12

Favorito: Kansas State
Outsider: TCU, Oklahoma e Texas Longhorns

  1. Gary Paterson, head coach de TCU, foi corajoso em várias jogadas, no embate e vitória contra West Virginia. No duplo prolongamento, prescindiu do extra ponto e optou pela conversão dos dois pontos. Jogada de elevado risco dado que, se não fosse concretizada, levaria à derrota. É assim que se criam as lendas.
  2. Kansas State manteve a invencibilidade. Isso nem é novidade, mas conseguiram vencer, desta feita, com Collin Klein lesionado na linha lateral, durante a 2ª parte do encontro. E é aqui que reside a expectativa dos adversários. A equipa, mesmo sobrevivendo, mostrou debilidades no jogo aéreo, sem ele. Se a lesão for de recuperação fácil, o espectro de eventuais derrotas é afastado. Mas se a gravidade foi maior do que o suspeitado, teremos um final de temporada electrizante. Os Sooners de Oklahoma apenas têm uma derrota e ameaçam poder vencer a disputa.
  3. Geno Smith e os seus Mountainners não conseguiram viver para as altas expectativas iniciais. Nova derrota, num duplo prolongamento, frente a TCU, mostra a evidência do que se comentava anteriormente. A defesa de West Virginia é francamente má, tendo hipotecado qualquer hipótese de sucesso nesta temporada.
  4. Aguardava-se, com alguma ansiedade, o que Texas Tech faria contra Texas (Longhorns). Depois de terem batido West Virginia por 35 pontos (numa memorável noite de Seth Doege) e vencido TCU, pretendia-se saber qual o poder de reacção da equipa, depois de averbarem uma esperada derrota contra Kansas State. Pois bem, pese os heróicos esforços no 4º período, a equipa não conseguiu suplantar os Longhorns, estilhaçando qualquer real possibilidade de disputarem o título de conferência. São elegíveis para uma Bowl, mas isso parece um feito de pouca monta, nas actuais circunstânciasa.

Jogadores da semana

Justin Brown, wide receiver dos Sooners de Oklahoma, com 7 recepções, 107 jardas e 1 TD. Allen Chapman, cornerback de Kansas State, numa noite memorável. Retornou uma intercepção para TD e amealhou ainda mais duas, no decorrer do embate contra Oklahoma State. Breenan Clay, running back de Oklahoma, com o jogo da sua ainda curta carreira. 24 corridas, 157 jardas e 1 TD. Mike Davis, alcunhado na universidade de Texas de “Magic Mike”, conseguiu fantásticos números na vitória dos Longhorns contra Texas Tech. Foram apenas 4 recepções, mas para 165 jardas e 2 TDs.

Big East

Favorito: Louisville e Rutgers
Outsider: Cinccinati

  1. Na semana passada a divisão tinha passado a ter apenas uma equipa invicta, após a derrota surpreendente Rutgers perante Kent State. Louisville passou a ser o alvo a abater, nas próximas semanas. Mas ainda não foi esta semana que foram parados. Temple nunca foi o adversário coriáceo exigido, com Louisville a vencer de forma confortável e a conseguir o melhor início de sempre na história da universidade. 9-0…and counting.
  2. Pittsburgh esteve perto de cometer um upset que seria comentado durante semanas. Jogando contra a invicta Notre Dame, o colapso no 4º período e prolongamento não foi bonito de se ver. Liderando por confortável 20-6 a pouco mais de 10 minutos do final da contenda, a equipa entrou num inexplicável caminho de erros sucessivos, desperdiçando oportunidades de finalizar a vitória. Culpas para o play calling conservador, nunca encontrando o antídoto para parar a reacção dos Irish. Se o jogo tivesse apenas 3 períodos, Pittsburgh teria sido brilhante. Assim, passaram ao lado da história.
  3. O descalabro de Rutgers, na semana 9, não foi bonito de ver. E entrou para as estatísticas. O seu quarterback, Gary Nova, com notável prestação até agora, teve 6 intercepções, novo máximo na história da universidade. O jogador conseguiu recuperar, esta semana, contribuindo para mais uma vitória de Rutgers. Bom esforço mental do QB, revelando poder de encaixa e a necessária capacidade de suplantar jogos menos conseguidos.
  4. George Winn, running back de Cincinnati, foi o elemento desiquilibrador na vitória sobre Syracuse, importante pela manutenção da esperança na corrida ao título da conferência. O jogador senior conseguiu uma exibição portentosa, colmatando o défice no jogo aéreo, com Munchie Legaux, o quarterback, a ser trocado no 3º período. Legaux, com alguns jogos soberbos este ano, padece duma irregularidade que lhe pode ter custado a posição de titular. A acompanhar, na próxima semana. O seu backup, Brendon Kay, entrou e cumpriu, com duas drives finalizadas em touchdowns.

Jogadores da semana

George Winn, claro, pela sua exibição. Notável, o running back conseguiu 30 corridas, para um máximo de carreira de 169 jardas e 3 TDs. Teddy Bridgwater, quarterback de Louisville, com 5 passes para TD, numa exibição sem mácula. Ray Graham, running back de Pittsburgh, com 172 jardas e 1 TD conseguidos contra a tremenda defesa de Notre Dame.

Big 10

Favorito: Ohio State (mas, pelas sanções sofridas, não é elegível para vencer a conferência)
Outsider: Nebraska, Michigan, Penn State (não elegível), Wisconsin e Northwestern

  1. Nebraska quase que pode encomendar o bilhete para a final de conferência, ao ultrapassar o seu mais duro teste até à data, vencendo Michigan State. Foi à tangente, mas constituiu um triunfo arrancado a ferros, com 80 jardas feitas nos últimos 80 segundos do jogo. A equipa de Bo Pellini mostrou este ano que pode ser um sério contendor, fora de portas, recuperando desvantagens enormes no 4º período. Aconteceu antes, contra Northwestern e agora, em Michigan. Falta agora o principal. Resgatar o título da Big 10. Será desta?
  2. Pode parecer algo estranho afirmar isto, mas Indiana controla o seu próprio destino. Quem perder tempo e for consultar a tabela classificativa ficará confuso. A equipa apresenta um recorde global negativo (4-5) e, dentro da conferência, conta com 2 vitórias e 3 derrotas. Mas na Leaders Division recebe na próxima semana Wisconsin, que está um lugar acima. E descontando o líder Ohio State e o 2º classificado Penn State, ambos fora de cogitações para o que quer que seja pelas sanções sofridas, é legítimo sonhar para os lados de Indiana. Para uma equipa que apenas há duas semanas atrás venceu o seu primeiro jogo de conferência, desde 2010, a palavra surreal é a que melhor define esta situação. Por isso, já sabem. Sábado atenções concentradas no Indiana x Wisconsin.
  3. Os Wolverines de Michigan podem sobreviver sem a sua principal estrela no ataque. Contra Minnesota, a ausência de Denard Robinson não constituiu entrave ao triunfo, com Devin Gardner a substitui-lo com qualidade. O quarterback, que se tornou receiver, voltou às origens, revitalizando o ataque. Michigan venceu. Pode não ter aquele futebol electrizante, como o que apresenta com Denard Robinson, mas foi igualmente eficiente na obtenção do triunfo.

Jogadores da semana

Devin Gardner, claro, pelo papel de relevo na substituição de Denard Robinson. Depois de jogar a temporada toda, até agora, como wide receiver, recuperou do 1º período menos conseguido (com uma intercepção), terminando com 12/18, 234 jardas e 2 touchdowns, adicionando mais um à conta, obtido na corrida. Cody Latimer, wide receiver de Indiana, com 7 recepções, 113 jardas e 3 TDs. Carlos Hyde, algo menosprezado no apreço público em Ohio, com o hype todo em redor de Braxton Miller, obeteve mais 3 TDs para a sua conta, em 137 jardas corridas.

Pac 12

Favorito: Oregon
Outsider: USC, UCLA, Stanford e Oregon State

  1. Olhados de soslaio? Não mais. Se alguns argumentavam que Oregon tinha um calendário fácil, justificando a sua invencibilidade com isso, terão que arranjar novo argumento depreciativo. Oregon venceu USC. Num terreno hostil, perante 93.000 espectadores, o ataque dos Ducks conseguiu 730 jardas, pulverizando qualquer tentativa de ser sustido. Exibição magnífica do ataque, com vários destaques, eclipsando os mais mediáticos atletas de USC.
  2. UCLA, por seu turno, fez também uma declaração, vencendo de forma concludente e mantendo legítimas aspirações à final de conferência, liderando agora a zona sul. Com Jonathan Franklin a deslumbrar, convém que a equipa não adormeça à sombra do conquistado até agora. Os jogos que faltam decidirão muita coisa. São jogos contra rivais da conferência, com nomes que impõem respeito: Stanford e USC.
  3. Jogo interessantíssimo para a semana, com dois rivais de conferência, dentro do top-15, a encontrarem-se. Oregon State de visita a Stanford, onde parece que Josh Nunes perdeu o estado de graça. O quarterback foi substituído contra Colorado por Kevin Hogan, com este a liderar 5 drives terminadas em touchdown. Mesmo que Colorado seja um dos mais fracos adversários que se pode encontrar actualmente, a inconsistência de Nunes nos últimos tempos pode relegá-lo para o banco de suplentes. A confirmar, já Sábado.
  4. Ponto final nas aspirações à presença numa Bowl por parte de Cal e Washington State. Se na preseason ambas eram tidas como elegíveis, nos habituais prognósticos, a 7ª derrota averbada, este fim-de-semana, impede os seus fãs de celebrarem o que quer que seja. Um prematuro encerramento de temporada e ambos os treinadores debaixo de fogo.

Jogadores da semana

Austin Seferian-Jenkins, tight end de Washington, com impressionante demonstração de qualidade. 8 recepções, 152 jardas e 1 TD. O seu colega de equipa, o running back Bishop Sankey, conseguiu igualmente figurar no topo dos melhores atletas semanais, com as suas 189 jardas e 2 TDs a merecerem rasgados elogios. Kenjon Barber merece destaque nos atletas em evidência a nível nacional, depois do que fez no seu jogo. Uma das melhores exibições do ano. Marcus Mariota, o quarterback de Oregon, começa a cimentar uma imagem de qualidade, com exibições seguras. Contra USC eclipsou o comparsa de posição do outro lado, Matt Barkley, com apenas 3 passes errados no jogo todo (20 em 23), 304 jardas, 4 touchdowns e mais 96 jardas conquistadas na corrida.

SEC

Favorito: Alabama
Outsider: Geórgia, South Carolina, Florida, Mississipi State, Texas A&M e LSU

  1. A divisão tem várias equipas extremamente competitivas e depois outra, num patamar superior. Alabama não tem rival. É certo que LSU fez um jogo competente, quase conseguindo vencer o rival. Faltou o quase, que muitas vezes é a diferença entre a glória e o fracasso.
  2. Mississipi State ainda acalenta a possibilidade de vencer a zona oeste da conferência, mas isso é meramente académico. Alabama lidera com a vantagem de duas vitórias a mais, enquanto os Bulldogs parecem em queda livre, ao averbarem a 2ª derrota consecutiva. Depois de derrotados na semana passada por Alabama, agora foi a vez de Texas A&M mostrar que eles não são tão bons quanto as 7 vitórias iniciais faziam pensar.
  3. A SEC é uma conferência non-stop. Para a semana Alabama terá novo osso duro de roer, contra Texas A&M e a sua coqueluche, o freshman QB Johnny Manziel. Se Zach Mettenberger, QB de LSU, conseguiu colocar dificuldades à defesa de Alabama, a expectativa geral é que Manziel faça o mesmo, de forma mais consistente. A dupla ameaça que o jovem apresenta para os adversários é um factor a ter em conta por Nick Saban, no estudo do adversário.
  4. Georgia voltou aos trilhos e comanda o seu destino. Na zona este da conferência, apresenta o mesmo registo do comantante Florida Gators, com 8-1 no total e menos uma vitória na conferência. Os Bulldogs são uma das mais empolgantes equipas do College e quando conseguem conciliar as prestações de ataque e defesa, praticamente imbatível. Contra Ole Miss foi o que aconteceu.

Jogadores da semana

Coby Hamilton, wide receiver de Arkansas, com 11 recepções, 177 jardas, chegando à marca das 69 recepções na temporada, ultrapassando o recorde da equipa, que era de 66. É o 4º jogo na época com mais de 10 recepções. Johnny Manziel, quarterback de Texas A&M, ferindo de morte Mississipi State com o passe e corrida. 30/36 no passe, com 311 jardas e mais 129 na corrida. Aaron Murray, quarterback de Georgia, com 4 passes para TD, em 384 jardas conseguidas.

Jogadores da Semana [nível nacional]

DeAndre Hopkins

Wide receiver de Clemson, brilhando no correctivo dado a Duke (56-20). Numa equipa repleta de potencial, Hopkins eclipsou as outras estrelas com um jogo explosivo. Foram apenas 4 recepções, mas conseguindo com elas 128 jardas e 3 touchdowns, ajudando a cimentar a candidatura à final da ACC por parte de Clemson.

Kenjon Barner

Kenjon Barner em acção

Kenjon Barner em acção
Fonte da Imagem: Scott Olmos/US PRESSWIRE

Running back de Oregon. Basta ler a estatística do jogo contra USC, com implicações nas candidaturas ao título nacional. Barner, no seu ano senior, foi o elemento mais produtivo duma partida que finalizadou com um resultado de 62-51. O RB, cuja corrida mais longa no jogo foi de 42 jardas, impressionou pelo número de snaps que recebeu (38) e pelas jardas recolhidas, dilacerando a defesa contrária. Foram 321 jardas e 5 touchdowns, naquela que deverá ter sido A exibição do ano, comparável aos magníficos jogos de Geno Smith.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.