49ers @ Jaguars: A Crónica de uma Peregrinação

João Morão 4 de Novembro de 2013 Análise Jogos NFL, NFL Comments
A Crónica de um Peregrinação

A Crónica de uma Peregrinação

A etimologia da palavra peregrino deriva do latim “per agros”, isto é, pelos campos. Define ainda o termo que é uma jornada realizada por um devoto de uma dada religião a um lugar considerado sagrado por essa mesma religião. Foi uma palavra que apareceu no século XIII para denominar os cristãos que viajam a Roma ou a Terra Santa. Este termo é também sem dúvida o termo que melhor descreve esta minha viagem a Londres. Foi a viagem de um devoto da NFL a um lugar sagrado dessa religião. I.e. – o Jogo de Wembley. De resto não foi bem pelos campos, mas de avião e metro. Mas dificilmente se consegue sempre tudo.

Este ano com dois jogos em Londres a decisão foi fácil de tomar. Não podia perder a oportunidade de ver pela primeira vez na minha vida um jogo da NFL ao vivo. Para quem acompanha o jogo há muitos anos era uma falha enorme no meu currículo nunca ter estado presente numa partida. Verdade que já tinha jogado com amigos Norte-Americanos quando, como eles, fui colocado na Alemanha. Mas sendo um devotos seguidor, nunca me tinha sentado num campo a abarrotar para viver as emoções de uma partida.

Era altura de resolver isso.

Apesar do jogo entre os Vikings e os Steleers parecer mais interessante e equilibrado. Acabei por escolher ir ao jogo dos 49ers com os Jaguars por duas razões: Primeiro porquê como adepto indefectível dos Seahawks tinha que ir torcer contra a nossa Némesis: Os 49ers. Isto apesar de se anunciar quase impossível os Jaguars ganharem, dentro de um contexto de peregrinação até podia ser que se desse um milagre. Depois porque sendo o jogo ao domingo e sabendo que os Seahawks jogavam o Monday Night Football vs os Rams, estaria de volta e em casa a tempo de ver e não perder o meu jogo da week 8.

Apenas um preâmbulo de aviso ao leitor antes de entrarmos na jornada em si. Nesta crónica não me quero demorar no jogo nem fazer um roteiro de adepto em Londres, pois esse artigo foi já brilhantemente elaborado pelo meu colega Paulo Pereira a quando do jogo entre os seus Vikings e os Steleers de Setembro. Quero antes partilhar convosco contexto e sensações. Quero antes focar-me nas emoções e nas percepções de um adepto que pela primeira vez se senta num campo para ver um jogo. Era isso que eu não sabia como era e é isso que vou tentar partilhar convosco.

Comecemos então a descrição da jornada que à boa maneira da tragédia grega se inicia carregada de avisos, ameaças e premonições. Primeiro a ameaça de tempestade que se anunciava abater sobre Londres no fim-de-semana exactamente à hora do jogo e em segundo o aviso de um amigo que antes de viajar me disse: “Vens de lá desiludido. É um desporto de televisão e no estádio não vai ter piada nenhuma”. Eu, como Ulisses e Hércules antes de mim, estoicamente ignorei os riscos e a incerteza. Não queria acreditar que os estádios cheios que eu via na Televisão estavam recheados de gente entediada e muito menos seriam umas nuvenzitas de chuva e ventos fortes que me iam afastar de cumprir a minha epifania. Mas infelizmente os perigos não acabaram aqui; A minha mulher apesar de não perceber nada do jogo quis vir comigo, essencialmente porque uma boa oportunidade de fazer compras em Londres para ela nunca se despreza e o jogo seria apenas um mal necessário para me fazer companhia.

Com ameaça de tempestades, de desilusões desportivas e com a certeza matemática de um rombo no orçamento familiar por causa das compras… Iniciei a minha peregrinação.

Apanhamos um avisão uns dias antes e na quinta-feira 24 de Outubro já estávamos em Londres. No centro, em Regent Street já se respirava o evento que se multiplicava por muitos cantos da cidade. Encontrávamos bandeiras pelas ruas, grupos a promover o evento e ao contrário do habitual em cada loja de desporto facilmente se comprava material, equipamentos e merchandising da NFL. Eu aproveitei a Nike Town em Oxford Circus para umas compras para os filhos e amigos. Pouca coisa e essencialmente dos Jaguars pois os preços eram muito pouco convidativos.

Facilmente se notou que existe uma máquina imensa a puxar pela expansão da NFL na Europa. Os eventos multiplicavam-se a cada esquina e os contactos com o mundo do Futebol Americano respiravam-se na cidade. A situação mais engraçada que vivemos foi o contacto com um grupo dos Jaguars com quem nos cruzamos em Camden. A foto de grupo no meio de muitas gargalhadas e boa disposição foi inevitável. O ambiente na cidade em tons gerais era óptimo e festivo apenas ensombrado pelos constantes avisos de tempestade que teimavam em calhar no domingo à noite à hora do jogo.

Outro factor assombroso e assustador era a quantidade de 49ers que literalmente invadiram a cidade. Numa máquina promocional montada por Shad Khan o dono dos Jaguars a piscar o olho à população como que a preparar uma potencial mudança da equipa para a cidade. Quem coloria as ruas eram as camisolas vermelhas da equipa de São Francisco. Era enorme o número de fãs dos niners e não apenas europeus. Vindos de todos os cantos da Europa e mesmo muitos deles da Califórnia eram maioritariamente norte americanos os adeptos dos 49ers que invadiam as ruas e que esmagavam em número e militância os adeptos de todas as outras equipas. Confesso que fiquei impressionado com a dimensão da franquia. Certamente uma grandeza apenas ao alcance das grandes equipas recheadas de trofeus, vitórias e história.

Com os Jaguars

Com os Jaguars em Camden
Foto de João Morão

Mas eu não podia fraquejar e apesar da contida e escondida admiração pelo adversário, não me podia desviar do meu objectivo. Tinha que apoiar os Jaguars a vencer o jogo para os meus Seahawks darem mais um importante passo na vitória da NFC West e da divisão. Com o inimigo à porta chegou domingo, o dia do jogo. Com método e confiança vesti a minha T-shirt dos Seattle e uma confortável e quente sweater sempre a ostentar o icónico símbolo de falcão baseado nos totens nativo-americano do noroeste dos Estados Unidos. Como um soldado, equipado à Seahawk. Dirigi-me para Wembley, para a nova experiência e para as novas emoções. Estava pronto para a batalha!

Game Day!!!!!

Levei uma mochila com impermeáveis adicionais caso a torrente se abatesse sobre nós durante a jornada. Fui cerca de duas horas em meia mais cedo com o objectivo de ver o ambiente e a festa ao antes do jogo. Apanhamos a Jubillee Line e saímos na estação de Wembley Park. A vista sobre a multidão com o estádio ao fundo era esmagadora. Milhares de adeptos, policias, stewards, vendedores ambulantes, enchiam por completo o acesso ao estádio. Curioso para quem como eu lutou tanto para arranjar bilhetes para o jogo foi ver que inúmeros candongueiros vendiam ali mesmo nas escadas do metro bilhetes para a partida. Apesar de os notar não falei com eles. Estava focado na massa humana à minha frente e de mão dada à minha mulher para não nos separarmos, avançamos na multidão.

A festa antes do jogo foi uma desilusão. Contava comprar uma camisola de jogo branca do Russel Wilson, mas cedo percebi que não valia a pena aventurar-me nas imensas filas de acesso às lojas que vendiam material das equipas. Numa rápida análise da situação percebi que a massa humana que estava a minha frente me ia fazer perder umas horas à espera e ao mesmo tempo verifiquei que a oferta de produtos não era tão grande que valesse o sacrifico. Saímos da área das lojas e voltamos ao caminho principal na rota de acesso ao Estádio. Umas centenas de metros à frente, à nossa esquerda encontrava-se a entrada do evento / festa que se realiza antes do jogo. Demos por ali uma volta e o ambiente era bom apesar de pesado. Eram mais as filas para a cerveja e consumo de álcool que as actividades lúdicas e familiares ligadas ao jogo. Em momento algum nos sentimos ameaçados ou em risco. O ambiente apesar de carregado, continuava a ser festivo e aberto. Mas a nossa ideia não era beber uma boa dose de álcool antes do jogo como a maioria das pessoas que por ali se encontrava. Assim, pegamos em nós e subimos a escada de acesso ao campo.

Faltava cerca de uma hora e meia a duas horas para o jogo começar e depois de tiradas todas as fotos do ambiente à volta do Estádio, dirigimo-nos para a nossa porta de entrada na zona N. A entrada foi fácil e organizada. Um pouco como passar na segurança do aeroporto. Os metais e telemóveis num saco de plástico, a obrigatória passagem pelo detector de metais e finalmente uma revista à mochila. Em menos de 5 minutos estávamos dentro do Estádio nessa altura já bastante composto de adeptos. Wembley numa primeira visão desiludiu-me um pouco, muito parecido com o novo Estádio da luz, para um adepto do Belenenses como eu, não o achei particularmente bonito. Mas é um espaço bastante funcional, com boas plataformas de conveniência interiores e acima de tudo com centenas de bares e empregados à espera de nos servir os típicos cachorros, hamburguesas e bebidas. Uma cerveja custa 5£, mas leva meio-litro, é Carlsberg e com álcool o que ajuda a minimizar a dor de puxar a carteira. Pegámos em duas cervejas e fomos para o nosso lugar. Ainda faltava mais de uma hora para o jogo começar, a minha mulher calada tirava o telemóvel para navegar na internet sobre o tempo a matar. Eu na altura tinha a sensação que ela teria muito tempo para matar, não apenas o de espera para o jogo mais o do próprio jogo em si com as suas constantes paragens. Não estava preocupado porque a opção de ir tinha sido dela. Preparámo-nos conformados para uma longa espera. Mas estávamos enganados, se pensamos que íamos pacientemente e calmamente ficar à espera que começasse o jogo, não foi nada disto que aconteceu.

Tive o rasgo de investir em muito bons lugares numa zona muito central, qb acima do nível da relva mas longe dos anéis superiores. Isso ajudou muito a desfrutar a experiência do nosso primeiro jogo. As bancadas em si estavam compostas já com muitos adeptos maioritariamente da equipa de S. Francisco. Além da clara maioria que dava ao Estádio tons de vermelho existiam camisolas de todas as outras 31 equipas da NFL. Nós ficamos no centro de um reduto de 49ers e ao nosso lado direito um casal de americanos vestidos a rigor com o equipamento do Steleers. Apenas atrás de nós um pequeno grupo de Jaguars com os quais nos identificámos imediatamente trocando algumas palavras sobre o potencial desenrolar do jogo. Não estávamos há mais de cinco minutos nos nossos lugares e começou o espectáculo. O pre-game de um jogo de Futebol Americano nada tem a ver com os jogos de futebol a que estamos habituados. Em campo estão permanentemente centenas de elementos quer sejam do corpo técnico, quer sejam jogadores a aquecer, quer sejam elementos de animação que em permanência aquecem também o publico para o jogo.

Comecemos pelo aquecimento dos jogadores. Primeiro aparecem os Kickers a treinar snaps e pontapés aos postes. Depois e com um espaço temporal bastante curto começam a aparecer os restante jogadores da equipas. Os Quarter Backs e Wide Outs. A Offensive Line. A Defensive Line e os Linebackers. Finalmente as secundarias. São centenas de elementos em campo a fazerem exercícios de repetição e aquecimento, tornando o campo mínimo e criando um espectáculo fantástico de onde não conseguimos tirar os olhos. Nesta altura o ambiente no Estádio está já muito animado, efusivo mesmo. Gritam-se Cheers aos jogadores das equipas e Buus aos jogadores adversários enquanto se convive com os nossos colegas de bancada sem olhar a camisolas e sempre em muito bom ambiente.

Depois começa o espectáculo dentro do espectáculo. Primeiro as coreografias de danças das omnipresentes Cheerleadrs que são dignas de um espectáculo só por si. Também grupos de repercussão e tambores do Jaguars e 49ers que ensaiam entre si uma espécie de desafio e luta de músicas, para ver quem mais puxa pelo público e quem ganha. Uma nota para a esmagadora vitória do grupo de músicos dos Jaguars que infelizmente a equipa de principal não sobe nem capitalizar, nem seguir. Depois a entrada de surpresa da mascote do Jaguars em rappel deste o telhado de Wembley. E finalmente já com os jogadores recolhidos nas cabines, em segundos montou-se um palco no centro do campo para uma actuação do Ne Yo de cerca de 15 minutos que deu direito à pirotecnia e tudo. Sem nos apercebermos mais de uma hora tinha passado e a nós pareceu-nos que tinham passado apenas breves minutos. O espectáculo é envolvente, completo e para todos os presentes. Não apenas para consumidores de desporto e cerveja, mas para famílias inteiras desde miúdos, a mães e senhoras que nada percebem de Futebol Americano.

Depois as formalidades que também são um espectáculo fantástico. Enquanto se cantava o hino Inglês e Americano centenas de soldados ordenadamente desenrolaram as bandeiras dos dois países. Foi um momento solene e bonito. Nota adicional para a ligação do exército com este desporto. São muitas as histórias de veteranos e de soldados que ocupam os espaços de entretinimento antes do jogo e nos intervalos. Muitas as histórias contadas e muitas a aparições nos ecrãs gigantes do Estádio. Para nós que vivemos num país onde o exército quase não tem peso, sente-se muitíssimo a presença militar nos jogos. A seguir o último momento de espectáculo com a entrada das equipas em campo, espectáculo capitalizado pala equipa da casa a sair da cabeça de um Jaguar gigante ao som do “Enter Sandman” dos Metallica.

Para terem uma ideia desde o primeiro minuto que nos sentamos esteve sempre a tocar Hard Rock na instalação sonora do Estádio e os ecrãs gigantes sempre a funcionar. Ora em apoio às actividades que se viviam no relvado ora a passar vídeo, jogadas e estatísticas da NFL. É de facto uma realidade que nem uma final da Champions consegue recriar em termos de espectáculo. A minha mulher há muito que tinha largado o telemóvel e a internet e mesmo sem perceber nada do jogo com alegria e entusiasmo vivia cada momento daquele magnifico espectáculo.

Depois veio a pior parte para mim. O jogo em si. No primeiro quarter já os Jaguars estavam a levar uma cabazada e os 49ers faziam o que queriam. Apenas antes do intervalo Jacksonville conseguiu um pontapé aos postes e três pontos. Foi um jogo sem história dominado por uma das equipas mais fortes da NFL contra a equipa mais fraca da liga. Mas mais que o jogo em si, quero partilhar convosco a nossa experiência. Tirando os adeptos que estavam ali para ver o jogo, pouca gente tinha o ritmo certo para ver e acompanhar o jogo em si. Ou seja o público de Futebol Americano quando tem a sua equipa a atacar está calado para não criar problemas no eixo de comunicação da sua equipa na linha ofensiva. Ao contrário quando a sua equipa está a defender deve fazer imenso barulho não só para a linha ofensiva adversária não ouvir o seu QB, mas também para motivar a sua equipa defensiva. Na minha zona, tirando um grupo de ¼ dos presentes que efectivamente apoiavam as suas equipas a maioria das pessoas ficava calada. Não por falta de entusiasmo mas por falta de compreensão da mecânica do jogo. Eu pessoalmente fiz o meu papel, gritei que me fartei no apoio aos Jaguars mas serviu de pouco. Serviu apenas para o meus vizinhos americanos, entendidos no jogo e equipados à Steleers virem dizer-me que era expectável que um Seahawks puxasse pelos Jaguars e que se portasse daquela maneira. Entre sorrisos e boa disposição eu disse-lhes que a vingança do Super Bowl XL só não é este ano, porque eles de certeza não chegam lá. A partir dessa altura começaram a apoiar os 49ers de modo entusiástico vai-se lá perceber porquê!

Quanto ao jogo em si na óptica do espectador é muito mais fácil, dinâmico e fluido que eu pensava. Na televisão, aquelas jogadas de running game, fumbles, saks, etc… muitas vezes são confusas e temos que esperar pela repetição para as ver. Depois temos aquelas jogadas maiores de grandes passes e grandes corridas são tão perceptíveis em campo como na TV. O melhor é que as repetições são também dadas nos ecrãs gigantes. Logo como adepto foi uma muito boa experiência o seguimento do jogo, pois temos o mesmo conforto do detalhe das jogadas aliado ao viver intensamente o jogo que se está a desenrolar à nossa frente. Neste campo claramente uma experiência a repetir. Depois também do ponto de vista do espectador interessante nas paragens são as repetições quase em directo que eles dão dos outros jogos que estão acontecer ao mesmo tempo. Muito bom pois temos o beneficio de ver e perceber o que se está a passar noutros campos.

Também nos inúmeros tempos mortos entre quarters e time-outs se repetem os protagonistas que já tinham ocupado o nosso tempo antes do jogo começar. Cada paragem dá lugar a mais um mini-espectáculo das cheerleaders, das drum-lines ou da mascote. Promove-se muito o contacto com o público com ofertas de camisolas e prémios. O facto é que as quase 5 horas que estamos dentro do Estádio, parece que passam em menos de 30 minutos. A minha mulher rendida no fim do jogo fez-me prometer que a próxima vez que lá voltasse que a levava também.

Conclusão da Nossa Experiência em Londres

A prova foi superada com distinção e a peregrinação ao mundo da NFL serviu não apenas reforçar a fé de um crente, mas também para converter uma ateia para a causa. Apesar do Cap do Jaguars que comprou e de a minha mulher me ter apoiado no indefectível suporte aos Jaguars. Só saí do Estádio com um receio que espero não que não tenha fundamento: Em dois ou três comentários casuais ela disse-me que o equipamento dos 49ers que era giro. Obviamente não se atreveu a comprar uma camisola do inimigo. Mas com a sorte que eu tenho ela ainda fica adepta do 49ers. Ou seja neste momento corro o risco de literalmente ficar a dormir com o inimigo.

Jaguar ou 49er?

Jaguar ou 49er? A dúvida perciste…
Foto de João Morão

A nossa experiência em Londres faz-me lembrar uma frase de Rudyard Kipling. Escreveu ele que a moral de um livro ou um espectáculo não está no escritor / produtor. Mas sim no leitor / espectador. A mim e para descrever esta experiência esta frase assenta-me. E as recordações que trago são inesquecíveis!

É verdade. Já que esquecia de fechar uma ponta desta jornada. Houve de facto nessa noite uma tempestade enorme em Londres. Dizem eles a maior que há memória. Eu passei a tempestade a dormir em casa. Nem dei por ela. Cansado e feliz por um momento único que tinha vivido.

About The Author

João Morão

As causas são múltiplas: Primeiro em 1998 colocado pela minha empresa na Alemanha, passei alguns fins-de-semana a jogar flag futebol numa base militar americana maioritariamente com a boa gente de Seattle. Desta altura vem o gosto. Depois em 2005 em Jackson Hole (Wyoming) assisti em directo à transmissão do Super Bowl XL dos meus Seahawks contra os Steelers. Foi um jogo de má memória e de pior arbitragem que me deixou um amargo permitido apenas pela perda de algo de que gostamos muito. Desta altura vem a militância. Finalmente: A desilusão e desgaste causado pelas assimetrias, manobras, golpadas e falta de fair-play do soccer, viraram-me definitivamente para um desporto mais justo, mais sério, mais competitivo, mais brutal (é certo), mas de maior entrega e de incomparavelmente maior emoção: O Futebol Americano. Nas horas “vagas” sou pai de 4 filhos (Um deles é dos Giants vai-se lá saber porquê!?).