Drive Me Crazy!: Flying (Edel)man

Marco Castro 28 de Novembro de 2013 Drive me Crazy Comments
Drive Me Crazy

Flying (Edel)man

Julian Edelman

Julian Edelman a meio do voo
Foto de Greg M. Cooper/USA Today Sports

O homem voador não se fez anunciar. Esperou aquilo que conseguiu e enquanto conseguiu, doeu-lhe ver o descalabro dos inocentes patriotas, frágeis perante a imparável manada de cavalos selvagens, que insistiam em coices violentos sem resposta, coices que prometiam um massacre sem igual. Foi então que aconteceu. Num instante em que todos se distraíram, ele apareceu implacável, vindo dos céus como um foguete intergalático. Os cavalos assustaram-se, desorientaram-se e só não fugiram porque não conseguiram. Os inocentes patriotas voltaram a acreditar e escreveram naquela noite, uma página dourada da sua história. O homem voador, esse, seguiu o seu caminho sem que ninguém o voltasse a avistar. Afinal de contas, os heróis são assim mesmo, famintos pelas causas em que acreditam e despojados da glória a que tantos aspiram sem o merecer. Naquela noite, ninguém o viu. Hoje, fica aqui a prova de que ele existe mesmo.

About The Author

Marco Castro

Cheguei ao Futebol Americano em 2006. Estava de férias em New Bedford, estado de Massachusetts, quando perguntei a um amigo meu aqui emigrado que me explicasse as regras deste jogo. Perguntei-lhe também qual a equipa dele e como nesta matéria estava a zeros, optei por seguir o seu conselho e dar mais atenção a uns tais de Patriots. No regresso a Portugal, consumei este namoro muito graças ao NASN (mais tarde ESPN America), o canal de desporto americano que existia na TV por cabo. Lembro-me de achar "cool" esses tais de Patriots, com os seus capacetes e calças prateadas e lembro-me igualmente de começar a investigar um pouco mais sobre um certo Tom Brady. Hoje em dia sou um Patriota fanático, (aliás, criei e faço a gestão da página de Facebook Patriots Portugal www.facebook.com/patriotsportugal), coleccionador de todo o tipo de merchandising desta equipa e acima de tudo, sofredor Domingo após Domingo, em frente à televisão, colado ao Gamepass (melhor invenção do homem, depois da roda). No trabalho e entre amigos, sou um pouco visto como "lá vem este com o futebol americano só porque foi aos Estados Unidos". Vivo bem com isso. Aliás, tento explicar-lhes "há mais táctica e estratégia neste jogo, do que nas outras modalidades todas juntas" e acrescento "é um jogo espectacularmente justo". Nada os demove a eles, mas também nada me demove a mim! Razão pela qual continuarei a alimentar esta minha paixão Patriota e o sonho de um dia, assistir a um jogo em pleno Gillette Stadium (já lá estive, mas o preço dos bilhetes adiou-me a sua concretização). Se num destes dias os Patriots vencerem o 5º SuperBowl, já sabem, podem encontrar-me a festejar (provavelmente sozinho, ou talvez não) em pleno Marquês de Pombal!