NFC East: Season Preview

Paulo Pereira 26 de Agosto de 2013 NFC East, NFL Comments
NFC East Destaque

NFC East: Season Preview

Ah, a NFC East. Que divisão! Todos nós, que fomos apanhados pelo bichinho do futebol americano, ganhamos afectos a jogadores, franquias e divisões. Eu, entre muitas outras coisas, fui conquistado por esta divisão. Por uma série de factores, alguns totalmente subjectivos. Mas empolga-me a rivalidade tremenda, entre os 4 clubes, o equilíbrio constante, os duelos decisivos (os dois últimos títulos de campeão da divisão foram apenas ganhos na última jornada) e, claro, os jogadores emblemáticos. É, por isso, um teste ao poder de adivinhação de qualquer um tentar perceber quem vencerá, em 2013. Os Washington Redskins, liderados por esse prodígio chamado Robert Griffin III, conquistaram o título em 2012, colocando um ponto final numa travessia de deserto que tinha mais de uma década. Com a sua principal estrela a recuperar (aparentemente bem) duma grave lesão, poderá a equipa de Washington repetir a façanha? E os Philadelphia Eagles, que colocaram ponto final na era Andy Reid, substituído por um feiticeiro do College, como reagirão a um novo esquema táctico? O que dizer dos outros dois contendores, duas das franquias com maior número de adeptos? New York Giants e Dallas Cowboys são resilientes, vivendo sempre no fio da navalha, com as altas expectativas a colidirem, muitas vezes, com críticas cerradas por parte da imprensa, que esmiúça todos os pormenores do quotidiano. Navegam sempre em águas tumultuosas. Os Giants, nos últimos 4 anos, perderam os playoffs em 3 ocasiões. No ano em que foram apurados, venceram o Super Bowl. Nunca, em nenhuma destas temporadas, a franquia de NY baixou das 8 vitórias, mostrando uma regularidade notável. Os Cowboys também se podem gabar dessa mesma capacidade, conseguindo ser competitivos nos dois últimos anos, lutando até à week 17 pelo título. Em 2011, perderam com os Giants. 2012 viu repetir-se o drama, desta feita com os Redskins como carrascos na última semana da época regular. Vamos lá então dar uma olhadela aos pontos fortes e fracos de cada equipa…

Dallas Cowboys

A principal alteração registou-se no corpo técnico, com a saída do exuberante Rob Ryan de coordenador defensivo, substituído pelo veterano Monte Kiffin, um expert na defesa 4-3. De resto, a equipa não produziu quase nenhum movimento no mercado de free agents, devido a limitações no salary cap. Os Cowboys, juntamente com os Redskins, vivem ainda sob o espectro das penalizações impostas pela liga. Limitados nesse campo, apenas conseguiram a contratação do OLB Justin Durant e do safety Will Allen, assistindo às saídas de Felix Jones (RB), Kevin Ogletree (WR), Kenyon Coleman e Marcus Spears (ambos DTs), do excelente Victor Butler, LB que assinou pelos Saints e se lesionou de seguida, de Mike Jenkins (CB que foi para os Raiders) e de Gerald Sensabaugh (S). Felizmente, existe o draft, terão suspirado os responsáveis dos Cowboys. A escolha de jovens com potencial recaiu em posições-chave, tendentes a suprir algumas das lacunas existentes. Com a pick de 1º round, a franquia surpreendeu toda a gente, optando por Travis Frederick, um center que terá a missão de solidificar a OL. Depois dele, apostas claras para contentar Tony Romo: o TE Gavin Escobar e o WR Terrance Williams. A secundária, um dos eternos cancros na equipa, deu as boas-vindas a JJ Wilcox (S) e BW Webb (CB).

Onde Estão Melhores

Tight end. Excitado com a escolha de Gavin Escobar, Jerry Jones não se coibiu, no pós-draft, de afirmar que os Cowboys iriam usar dois tight ends no ataque, aproveitando as capacidades do rookie e do consagrado Jason Witten. A utilização do duo permitirá uma variedade de jogadas, mantendo ao mesmo tempo Dez Bryant e Miles Austin no terreno e evitando o recurso a um terceiro receiver. A manutenção no roster do eficiente John Phillips, conferirá mais soluções, dada a mais-valia do jogador nos bloqueios.

Onde Pioraram

Safety. A baixa casuística de Gerald Sensabaugh pode assombrar a franquia. O jogador, pese não ser um daqueles atletas de top, era um titular indiscutível, desde a sua chegada à cidade (2009). O que resta tem pouca experiência. Barry Church tem 4 jogos como titular no currículo. Will Allen jogou 7 partidas, em 2012. Antes disso, no arco entre 2007-11, iniciou apenas dois jogos. E estes são os dois jogadores mais tarimbados. A profundidade na unidade é dada pelas incógnitas Danny McCray, Matt Johnson e o rookie JJ Wilcox.

Jogador a Acompanhar

Dwayne Harris, WR. Parece ser a sina dos Cowboys, a de perderem o WR3 logo após um ano excelente. Foi assim com Laurent Robinson, que capitalizou em 2011 as lesões de Bryant e Austin para se tornar uma peça nuclear no jogo de passe. No ano passado foi a vez de Kevin Ogletree assumir esse papel, saindo do anonimato para se tornar um alvo viável. Ambos saíram sempre, na free agency, deixando a equipa com a necessidade de arranjar um novo substituto. Dwayne Harris parece talhado para cumprir esse destino. Depois das 354 jardas do ano passado, é previsível que a sua velocidade tenha um impacto acrescido no jogo de ataque. Mantenham um olho também em Cole Beasley, pequeno e repentino receiver que, já no ano passado, tinha deixado uma excelente impressão na preseason. Uma mão partida atrasou o seu crescimento. 2013 poderá ser o ano em que Beasley se apresentará aos adeptos.

Veredicto

Será mais uma temporada de altos e baixos, vivendo ao ritmo da inspiração – ou falta dela – de Tony Romo. No entanto, se podemos contar com algo, é com a capacidade de superação dos Cowboys, que conseguirão manter-se novamente na corrida aos playoffs até final da temporada. A equipa, que parece ter um ataque explosivo, contando com Dez Bryant que ameaça ter novo ano sensacional, pode infligir mossa a qualquer um dos seus rivais. Resta saber como funcionará a defesa, nesta transição do 3-4 para um 4-3, o que obrigará DeMarcus Ware a assumir o papel de defensive end. Para além disso, as dúvidas quanto à real valia da secundária, colocam um enorme ponto de interrogação quanto à capacidade da equipa poder, como um todo, superar Eagles, Giants e Redskins. Acredito que Jerry Jones não ficará satisfeito, no final da regular season, com mais um ano longe dos playoffs.

New York Giants

Os Giants trabalham sem grandes holofotes mediáticos virados para eles. É o oposto da outra franquia da Big Apple, que atrai um circo mediático em qualquer circunstância. De forma habitualmente serena, os blues novaiorquinos vão mantendo a competitividade, mesmo que isso nem sempre se reflicta em idas aos playoffs. 2012 foi mais um ano desses. Detentores do título, ficaram arredados dos jogos a eliminar, penalizados por um jogo corrido anémico e por uma secundária permeável. A offseason viu partir algumas caras conhecidas. Saíram o RB Ahmad Bradshaw, o TE Martellus Bennett, o DE Osi Umenyiora, o DT Chris Canty, os LBs Michael Boley e Chase Blackburn e o S Kenny Phillips. As partidas foram colmatadas pelas entradas do TE Brandon Meyer (excelente nos Raiders, em 2012), do DT Cullen Jenkins (vindo dos rivais Eagles), do LB Dan Connor (pode ser uma pela importante, como MLB), DE Aaron Curry (OLB), Ryan Mundy (S) e dos draftados Justin Pugh (OT), Johnathan Hankins (DT), Damontre Moore (DE vindo de Texas AM) e de Ryan Nassin, QB para ser formatado, a longo prazo.

Key Moves

Additions

WR Louis Murphy, TE Brandon Myers, DT Cullen Jenkins, LB Dan Connor, OLB Aaron Curry, S Ryan Mundy; drafted G/T Justin Pugh, DT Johnathan Hankins, DE Damontre Moore, QB Ryan Nassib.

Subtractions

RB Ahmad Bradshaw, WR Domenik Hixon, TE Martellus Bennett, OT Sean Locklear, DE Osi Umenyiora, DT Rocky Bernard, DT Chris Canty, LB Chase Blackburn, OLB Michael Boley, S Kenny Phillips

Onde Estão Melhores

Linha ofensiva. Eli Manning sofreu apenas 19 sacks, em 2012, mas a OL foi inconsistente, reforçada agora com a escolha de 1º round Justin Pugh. A escolha mostra o quão sério os Giants levam o tema protecção, escolhendo mais um atleta, com enorme potencial, para solidificar o sector. Pugh pode jogar como tackle ou guard, tendo sido usado nos primeiros treinos da temporada como right tackle. O problema, na NFL, é que existe uma enorme diferença entre o que é idealizado, e a realidade. Os Giants estão a ser testados, quanto à profundidade da unidade, já na preaseason, devido às lesões de David Baas e David Diehl.

Onde Pioraram

Running back. Esta foi surripiada de análises de alguns sites especializados. A saída de Ahmad Bradshaw, que pode nem ter grande impacto no jogo corrido, cria no entanto uma lacuna enorme na OL, onde as suas qualidades como blocker eram assinaláveis. Mesmo debatendo-se com algumas mazelas físicas, Bradshaw acumulou 1250 jardas (totais) no ano passado. Perdê-lo é uma aposta clara no talento existente. Mas essa qualidade ainda não foi devidamente testada. David Wilson foi crescendo, no seu ano de estreia, conseguindo mostrar o porquê da sua escolha pelos Giants. Como seu backup, numa espécie de 1-2 punch, André Brown recupera duma perna fracturada, prometendo fazer mais e melhor do que em 2012. O seu papel foi importante, sobretudo nos third downs, mas será preciso bem mais para que ambos consigam fazer esquecer Bradshaw, um RB para todas as situações. Nem são só as suas skills como blocker que transformam a perda em algo criticável. Ele era, ao contrário do que existe agora na unidade, uma boa arma em downs de passe.

Jogador a Acompanhar

Rueben Randle, WR. Numa unidade monopolizada por Hakeem Nicks e Victor Cruz, o tempo de jogo restante foi dividido entre vários receivers, como Ramsés Barden, Domenik Hixon e Rueben Randle. Este limitou-se a meras 19 recepções, em 2012, mas mostrou enorme potencial, com o training camp de 2013 a mostrar que este pode ser um breakout year. Os Giants depositam grandes esperanças em Randle, podendo no futuro próximo vir a ser o sucessor de Nicks, caso este saia na free agency de 2014/15. No jogo de passe, destaque merecido para Brandon Meyers, tight end com a espinhosa tarefa de fazer esquecer Martellus Bennett, agora em Chicago. Meyers, com excelente época em Oakland, não possui grande qualidade como bloqueador, mas é importante nos passing downs, constituindo um alvo com a mesma qualidade de Bennett.

Veredicto

A franquia pode ser conhecida como Jekyll & Hyde, capaz do melhor e do pior, numa espécie de bipolaridade que os afecta, anualmente. A meio de 2012 os Giants estavam 6-2, navegando placidamente para os playoffs. Depois, os 3-5 conseguidos nos jogos finais colocaram a equipa de fora da corrida. Mesmo com a perda de jogadores importantes, a equipa saberá ultrapassar as ausências, assumindo-se como favorita a vencer a divisão. Num final dramático, vejo-os a ficar em 2º, atrás dos Redskins, num 9-7 que servirá à justa para a ida aos playoffs. E ai, como a história nos tem ensinado, tudo pode acontecer.

Philadelphia Eagles

É uma das histórias mais aguardadas da temporada. Os novos Eagles de Chip Kelly. Será que os inovadores conceitos aplicados pelo agora treinador da NFL no College serão replicados, no mundo profissional? O ataque de Oregon, rápido e eficaz, poderá ter correspondência ao mais alto nível? Para já, existe um rompimento com o passado. Uma espécie de arrumar de casa, com Kelly a trazer um séquito do seu agrado (Pat Shurmur como OC e Bill Davis como DC) e a provocar uma mini-revolução no roster. Saíram alguns nomes conhecidos do grande público, como Cullen Jenkins, Nmandi Asomugha, Mike Patterson, King Dunlap e Dominique Rodgers-Cromartie. Um rasgar imediato com a ideia de dream-team, que colocou a franquia no fundo do poço. Do draft vieram Lane Johnson para a linha ofensiva (e com boa impressão nos jogos da preaseason), Zach Ertz para o posto de TE (juntando-se a James Casey, pescado como free agent), Earl Wolff para auxilixar a secundária e mais um QB, na figura de Matt Barkley. A secundária, calcanhar de Aquiles no ano transacto, viu chegar os reforços Bradley Flectcher (CB) e Cary Williams (CB). E agora? Agora, é juntar os cacos, formar uma equipa e aumentar os níveis de competitividade. A primeira grande dúvida da pré-temporada já está esclarecida. Após o 2º jogo da preseason, Michael Vick é novamente o eleito para a posição de QB. O jogador, aparentemente mais sereno nas leituras das jogadas, parece poder emular o ano de 2010, onde extasiou com algumas jogadas empolgantes. Falta apenas saber se consegue aprender os conceitos de Kelly, numa hurry-up offense com pitadas de read-option, agora tão em voga.

Onde Estão Melhores

A secundária. As saídas de Nmandi Asomugha e Dominique Rodgers-Cromartie colocaram um ponto final na réstia da existência do dream-team bust. Os Eagles cederam, em 2012, 32 touchdowns vindos de passes, mais do que qualquer outra equipa na NFL, mesmo sendo visados menos vezes do que a maioria. A vinda de Bradley Fletcher, ex-Jaguar e Cary Williams, campeão nos Ravens, juntamente com a presença de Patrick Chung, ex-Patriot e Kenny Phillips (desde que recuperado fisicamente), ex-Giant, nos postos de safeties, dão maior consistência ao sector. Kurt Coleman e Nate Allen, os anteriores titulares, terão agora forte concorrência, que servirá para aumentar os níveis competitivos.

Onde Pioraram

Wide Receiver. São as contingências da dureza da competição, que fez vítimas no roster. Jeremy Maclin perderá toda a temporada, tal como Arrelious Benn, enfraquecendo as possibilidades no jogo aéreo. DeSean Jackson, o WR1 da equipa, terá agora responsabilidades acrescidas. A sua velocidade e dinamismo são armas letais, ficando por descobrir quem assumirá agora o papel de relevo que estava destinado a Maclin. Jason Avant? O veterano (8 temporadas) é um bom catcher, confiável, mas não está acostumado a desempenhar um papel de protagonista. Riley Cooper? Apanhado, num concerto, a usar uma expressão de forte conotação racista, Cooper terá que vencer a resistência de muita gente, que o queria fora da equipa, e a sua própria inexperiência, dado ter até agora assumido papel de figurante, nas épocas anteriores.

Jogador a Acompanhar

Patrick Chung, S. O antigo jogador dos Patriots é uma cara conhecida de Chip Kelly, que o orientou em Oregon. Um bom tackler, é exigido a Chung que auxilie o front-seven, mostrando voluntarismo na coverage. Chung pode ser esse jogador. Ou até pode passar ao lado da temporada, dado que os Eagles adquieiram Earn Wolff, um strong safety vindo do draft.

Veredicto

Uns aguardam que a mágica de Kelly transforme radicalmente a franquia. Outros, menos optimistas
Some people are expecting Chip Kelly to work magic from the get-go. Others believe he’s doomed to fail in the NFL. The bar should be set somewhere in the middle for Year 1. This is a team in transition, especially on defense. Plus, even the best coaches struggle when trying to implement radical scheme shifts, as Kelly may on offense. It’s possible a Michael Vick-led offense absolutely explodes under Kelly’s tutelage. More likely, the defense will continue to struggle a bit in 2013 and this team will be ready to contend again in 2014.

Washington Redskins

De mãos atadas, face à penalização imposta pela NFL, a offseason dos Redskins viveu, sobretudo, em redor da recuperação de Robert Griffin III, em detrimento da aquisição de jogadores. Num ano atípico, com Zach Snyder a ter que guardar a sua carteira no bolso, os Skins entram num ano importante, onde podem solidificar o status de potência emergente na NFC. Do draft vieram uma mão cheia de jovens talentosos, destinados em grande parte à secundária (Phillip Thomas, Bacarri Rambo e David Amerson). O ataque, onde pontificam Alfred Morris (RB) e Pierre Garçon (WR) como principais destaques, no solo e no jogo aéreo, viu chegar Jordan Reed, um TE que pode, juntamente com o recuperado Fred Davis, constituir um tandem forte. Na free agency, duas aquisições que podem ter passado despercebidas, mas que representam uma mais-valia para a equipa. O OLB Darryl Tapp, fundamental para suprir os castigos de Rob Jackson e Jarvis Jenkins, e o CB EJ Biggers, o único ponto de interesse na paupérrima secundária dos Buccanneers em 2012. Com Josh Wilson e DeAngelo Hall, os dois cornerbacks titulares, a entrarem no último ano de contrato, a adição de Biggers, a que se juntam os nomes acima mencionados, vindos do draft, permitem uma visão de médio-longo prazo na resolução de um pontos fracos da equipa: a secundária.

Onde Estão Melhores

Safety. Mesmo sem terem um número apreciável de picks no draft, os Redskins foram competentes nas escolhas e criteriosos nas avaliações. A descoberta de Phillip Thomas (round 4) e Baccari Rambo (round 6), trouxe maior qualidade a um sector deficitário dela. Logo de início permitirá a tão ansiada competição interna. Com Madieu Williams a sair, na free agency (ele que foi titular em 16 jogos no ano passado), os dois jovens poderão assumir-se, logo de início, como alternativas válidas. Pena que a preseason tenha sido marcada por lesões, transversal a todas as franquias. Phillip Thomas perderá a temporada toda, constituindo um rude golpe na estratégia gizada por Shanahan.

Onde Pioraram

Right tackle. A OL dos Redskins é sólida, mas carente de profundidade. O elo mais fraco, no quinteto inicial, é o right tackle, onde Tyler Polumbus soçobrou em 2012. Sozinho, Polumbus permitiu mais sacks que todo o resto da OL. A franquia trouxe o ex-Buc Jeremy Trueblood e o ex-Brown Tony Pashos, na tentativa de ter mais soluções durante 2013. O problema é que nenhum dos dois recém-chegados constitui um upgrade em relação ao titular. Não é um caso de se afirmar que os Skins ficaram piores, pois tudo permaneceu imutável.

Jogador a Acompanhar

Brian Orakpo, OLB. Não é um jogador que necesside de afirmação. Pass rusher temível, regressa após um ano de paragem, devido à lesão sofrida no início da temporada de 2012. Com ele, a defesa de Washington será muito mais agressiva, retirando a maior parte da responsabilidade de ser disruptivo dos ombros de Ryan Kerrigan. A dupla promete fazer estragos. A recuperação de Orakpo é igualmente importante devido aos castigos iniciais aplicados a Jarvis Jenkins e Rob Jackson.

Veredicto

Existe enorme curiosidade em ver RG3 regressar à acção. A situação do jogador, mais do que um tabu na equipa, tem sido gerida com enormes cautelas e algum secretismo. Não será por aí que os Redskins não validarão o título de divisão. Kirk Cousins é um backup excelente, mostrando um equilíbrio notável no pocket e uma frieza no passe que o tornam uma hot commodity. A equipa é praticamente a mesma do ano passado, devido às vicissitudes impostas pela NFL, com repercussões no salary cap disponível. Repetir os 10-6 do ano passado é perfeitamente possível e expectável. São a minha aposta para vencedores da divisão.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.