Up & Down NFL: Week 4

Pedro Nuno Silva 2 de Outubro de 2014 NFL, Up & Down Comments
Up & Down - Week 4

Up & Down NFL: Week 4

Up & Down - Week 4

Up & Down – Week 4

Up

Dallas Cowboys (3-1)

Dizem que os ciganos não gostam de ver bons começos nos filhos! Não consta que a comunidade cigana seja a mais numerosa lá para os lados de Arlington, no Texas, mas é um ditado que assenta que nem uma luva aos Cowboys. Do desastroso arranque frente aos 49ers, passadas 3 semanas, já só resta uma vaga lembrança. E os olhares torcidos dos adeptos dos rapazes de Jason Garrett passaram a sorrisos rasgados depois de uma sequência de 3 vitórias seguidas, incluindo uma épica “comeback  win” em St. Louis! Tony Romo voltou a ser o herói com 6 TD’s e apenas uma intercepção nesse percurso. A vitória de domingo foi ainda mais impressiva do que as anteriores pois foi sobre os Saints de Drew Brees e, ainda mais importante do que isso, foi em casa. Os adeptos dos Cowboys podem, por agora sonhar, com o regresso dos grandes Cowboys. Mas apenas isso, por agora! Bem vistas as coisas já não é nada mau!

Houston Texans (3-1)

As gentes do Texas devem andar bem contentes por estes dias. Em Houston e Dallas moram dois líderes de divisão que, entre avanços e recuos, vão fazendo um percurso similar de irmãos siameses. Ainda estamos no início da temporada, mas nem as hesitações de Bill O’Brien quanto à posição de QB, que Ryan Fitzpatrick vai assumindo entre sustos e intercepções, foram suficientes para suplantar as evidentes qualidades de um roster, onde manda o enorme JJ Watts, literal e figuradamente. No próximo fim-de-semana vamos ter um duelo do Texas, em Arlington e ficaremos a saber se vale mais o trio de ataque Romo-Murray-Bryant ou o poderio defensivo de Brian Cushing, Johnathan Joseph e JJ Watt. É, em todos os sentidos, um duelo ao sol!

New York Giants (2-2)

Outros que começaram mal, mas que depressa parecem querer arrepiar caminho. E na história dos Giants de Tom Coughlin não faltam épocas que começaram na vertigem de um desastre e acabaram na glória de um Vince Lombardi! Coughlin afirmou, antes do jogo desta semana, que na NFL é crítico e vital o controlo do rácio de turnovers. Pois se nas duas primeiras semanas os G-Men tinham um assustador turnover differencial de -6, passadas apenas 2 semanas o mesmo rácio foi de +7. Mas mais impressionantes é que se nas semanas 1 e 2 não tinham conseguido provocar um único turnover e, logicamente, não obtiverem nenhum ponto, nas últimas 2 semanas conseguiram 9 e marcaram 41 pontos em resultado de turnovers! Se esta tendência se mantiver nos próximos 3 jogos, então podemos estar a assistir ao início de uma época brilhante dos Giants. E os próximos 3 jogos são tudo menos pêras doces: Falcons em casa e Eagles e Cowboys fora! Uauu!

Down

New England Patriots (2-2)

Não conseguimos encontrar explicação fácil para o caso dos Patriots 2014. E no entanto e paradoxalmente talvez seja bem mais simples de perceber: falta de química na equipa! Falta de empatia entre Brady e o ataque. Falta de entendimento entre Matt Patricia, o coordenador defensivo e a sua defesa. Erros de casting na off season de Belichick e Robert Kraft. Há muito por onde escolher. E assim, pela segunda vez esta época, os Patriots levam um parcial de 21-0 num jogo: depois de Miami, agora no Arrowhead Stadium de Kansas City. E até deu para se assistir a uma coisa inédita: ver Tom Brady ir para o banco, no 4º período, por troca com o rookie Jimmy Garoppolo que até esteve muito bem no tempo em que esteve em campo. Derrota sem espinhas! Mas com espinhos e muitos vai ficar a época dos Patriots, se Belichick não encontrar a fórmula para reverter a situação do ataque da equipa. E é bom que se despache. Domingo recebe os, até agora, invencíveis Bengals! Ah! E já agora esperamos que tenha mais ideias do que as que mostrou na inenarrável conferência de imprensa de antevisão do jogo do próximo fim-de-semana!

Oakland Raiders (0-4)

Zeros por todo o lado! No número de vitórias. Em imaginação no ataque! Em eficácia defensiva! Em perspectivas de êxito. A Raider Nation sofre como nunca com uma equipa que não parece talhada para grandes feitos. Todas as semanas aparece um candidato ao lugar cimeiro no draft de 2015. Já foram os Rams, já foram os Buccaneers, agora aparecem os Raiders! Dennis Allen, o mais jovem treinador da NFL, viu o seu curto reinado de head coach terminar em Londres, depois de pouco mais de 2 anos em Oakland, onde deixou um registo pouco recomendável de 8-28 (0,222). Não se sabe bem qual será o senhor que se segue. O que sabemos é que o melhor é começar já a pensar na próxima época e em reforçar a sua equipa de scouting, para aproveitar a mais que provável high pick com que os Raiders serão “presenteados” no draft da próxima offseason…

Pittsburgh Steelers (2-2)

Há, por estes dias, uma ideia consolidada entre os seguidores da NFL que esta é uma época de fins de ciclo, especialmente na AFC. E apontam, não poucas vezes, os exemplos de Peyton Manning em Denver, Tom Brady em Foxborough e de Ben Roethlisberger em Pittsburgh. Ora, se em relação aos dois primeiros, a evidência da idade salta à vista de todos e, como tal, inevitável será que, mais época, menos época, vejamos chegar o anúncio do fim das duas magníficas carreiras de Manning e Brady, já não estamos de acordo que Big Ben, aos 32 anos, não possa ainda dar muitas alegrias aos adeptos da Steel Curtain. Claro que o que não podem fazer é darem abébias como a de domingo passado, estragando os prognósticos e o prestígio de tudo o que é comentador, analista e bloguista da praça, com uma derrota inacreditável frente aos surpreendentes Tampa Bay Buccaneers. Numa AFC North onde o lugar cimeiro parece ser exclusivo dos Bengals e depois dos Ravens terem vencido categoricamente uns sempre perigosos e difíceis Panthers, não faz nada bem às pretensões dos Steelers serem derrotados em casa frente a uma das mais débeis equipas da NFL. Mike Tomlin sabe bem disso e deixou-o bem claro na conferência de imprensa que deu depois do jogo!

About The Author

Pedro Nuno Silva

Português. Duriense de nascimento. Tripeiro de coração. Minhoto por adopção. Numa palavra: nortenho. Ou seja, tinha tudo para ser um ignorante sobre futebol americano. Mas a 2 de Fevereiro de 2009 tudo mudou graças a cerca de 2 minutos de um jogo que era até aí um mistério insondável! Os culpados? Todos os jogadores dos Steelers e dos Cardinals. Mas, em particular, Ben Roethlisberger e Santonio Holmes e aquele touchdown a 30 segundos do final do jogo num equilíbrio improvável e que desafiou as leis da física e se pode colocar ao lado de um qualquer volteio do mais virtuoso bailarino do Bolshoi. A paixão pelo jogo cresceu de tal forma que hoje olho à minha volta e acho estranha tanta algazarra por causa das vitórias do F.C.Porto, da nossa seleccção ou das birras do CR7. Definitivamente tornei-me num alien em pleno coração do Alto Minho!