Up & Down NFL: Week 8

Pedro Nuno Silva 31 de Outubro de 2013 NFL, Up & Down Comments
Up & Down - Week 8

Up & Down NFL: Week 8

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Up & Down – Week 8

Up

Carolina Panthers (4-3)

Numa semana com 6 equipas a descansar, vou olhar para a performance de alguns frnchises que têm, de forma mais ou menos discreta, feito um percurso curioso e com algum sucesso na presente época. E os Panthers, são uma dessas equipas. Um arranque pouco prometedor, com 3 derrotas nos 4 primeiros jogos, deixou os frenéticos adeptos de Charlotte com os nervos em franja. E as performances de Cam Newton também não ajudaram nada a animar o espírito e a moral da equipa. Mas as três vitórias seguidas que levam nos últimos 3 jogos parece terem ressuscitado a esperança de Ron Rivera em conseguir  acabar a época com um registo de vitórias acima dos 50% e, quem sabe, chegar à post season, ainda que através de um wildcard, dado que o domínio dos Saints (6-1) na NFC South parece ser incontestável. E o calendário que têm até pode ser o melhor argumento para a realização desse sonho. Se os embates com 49ers, Patriots e Saints parecem de dificil superação, já os jogos com Falcons, Dolphins, Jets e Buccaneers estão perfeitamente ao alcance dos Panthers. E um registo 9-7 pode ainda ser suficiente para apanhar um dos 2 lugares do wildcard na NFC. Não será fácil, mas pode dar para fazer a festa!

Detroit Lions (5-3)

O registo dos Lions esta época, pelo menos até ao momento, parece bem mais consentâneo com o grupo cheio de gente talentosa, nos dois lados da bola, como é o caso da equipa de Detroit. Mas o destaque que dou esta semana à equipa de Jim Schwartz é, sobretudo, uma homenagem a um dos melhores QB’s da Liga: Matthew Sttaford. O purgatório que Sttaford tem sofrido desde que chegou a Detroit, como escolha nº 1, do draft de 2009, está cheio de exemplos da classe pura e da determinação inabalável de um jogador que tem a têmpera dos campeões e que, finalmente, após percorrer um duro caminho de pedras e obstáculos capaz de fazer abalar o mais resistente dos corredores de fundo, vê à sua disposição as armas que tanto precisava para demosntrar o seu enorme talento, a começar por esse fenómeno da natureza chamado Calvin Johnson. A épica drive final que protagonizou no jogo do passado domingo frente aos Cowboys, em nada ficou a dever à tão louvada drive final de Brady no recente jogo com os Saints e mostrou o carácter e a fibra do QB vindo dos Georgia Bulldogs. Sttafford é, por estes dias, um dos poucos motivos que a infeliz gente da Motor Town tem para sorrir. E que diabo! Já vai sendo tempo de vermos os Lions nos playoffs.

Oakland Raiders (3-4)

Confesso que já andava desesperado para encontrar um motivo para colocar aqui os Raiders, na coluna do UP. E não me custa nada admitir que tenho um certa fétiche pela malta do Oakland Coliseum. Há algo de romântico e utópico nas equipas dos Raiders . Algo que os empurra para um fim trágico, como uma inevitabilidade, uma fatalidade, digna de um qualquer filme negro dos anos 40 e 50. O low profile do jovem treinador Dennis Allen e o grupo de jogadores com um carácter de inadaptados ou injustiçados, que o QB Terrelle Pryor tão bem personifica, faz-me sempre ansiar por uma vitória no fim de cada domingo. A do domingo passado e logo frente aos indesculpáveis Steelers, inimigos sem misericórdia desde o desgraçado Immaculate Reception Game, do Divisional Round dos playoffs de 1972, teve de certeza um sabor especial no meio da loucura do Black Hole. E bem especial foi também o espantoso TD de Pryor: 93 jardas, de end zone a end zone… em corrida. Numa divisão totalmente dominada pelos surpreendentes Chiefs e por Peyton Manning, perdão, pelos Broncos, poucas hipóteses restarão aos Raiders para sorrir até final da época. Mas, por uma semana, é deles um dos lugares de honra do nosso Up & Down.

Down

Washington Redskins (2-5)

Apenas nos ocorre dizer aquela frase… “The Magic Is Gone!” A magia de Robert Griffin III. A magia do inacreditavel London Fletcher. A magia do insuperável Alfred Morris… Toda esta magia que fez vibrar o FedEx Field em 2012… perdeu-se. A química do clã Shanhan dissolveu-se em equívocos, num excesso de confiança gerado por uma época onde chegaram aos playoffs, mas a que se sucedeu a desilusão de uma realidade demasiadamente conhecida pelos adeptos dos Skins. E se o ataque ainda vai dando alguma da imagem o celebrizou o ano passado (afinal até é 10º no ranking da Liga), a defesa leva 229 pontos sofridos em 7 jogos (118 dos quais nos últimos 3 jogos), numa insuportável média de quase 33 pontos por jogo. É a 2ª pior defesa da liga. Assim não dá!

St. Louis Rams (3-5)

Talvez que o caminho que os Rams percorrem seja, afinal, o inevitável caminho da redenção de um franchise que há muito deixou de ser o “Greates Show On Turf”, que Dick Vermeil primeiro e Mike Martz depois engendraram em St.Louis, nos tempos áureos de Kurt Warner, Marshall Faulk, Isaac Bruce, Torry Holt e Cª. Jeff Fisher é um dos melhores head coaches da NFL. Sam Bradford é uma espécie de réplica de Matthew Sttaford. Mas talvez que o tempo dos Rams ainda não seja este. As derrotas sucedem-se. Podem muitos falar dos embaraços que provocaram aos super favoritos Seahawks este fim de semana, mas suspeito que isso seja muito pouco para os adeptos dos Rams. 2013 não vai ser o ano do regresso do maior espectáculo no relvado em St.Louis.

Atlanta Falcons (2-5)

Desta vez quisemos ver com os nossos olhos. Confirma-se: sem Julio Jones, com Roddy White sem chama, sem um running game que se veja e uma defesa a milhas das performances de 2012, os Falcons tornaram-se numa equipa banal e desinteressante. No domingo levaram uma lição dos Cardinals e vimos, pela primeira vez, Matt Ryan com registos de rookie… 4 intercepções? Mike Smith bem pode começar a pensar na próxima época e nas soluções que precisa de encontrar para voltar a ter, em 2014, uma equipa de playoffs em Atlanta. Em 2013 é que já não devem lá chegar.

About The Author

Pedro Nuno Silva

Português. Duriense de nascimento. Tripeiro de coração. Minhoto por adopção. Numa palavra: nortenho. Ou seja, tinha tudo para ser um ignorante sobre futebol americano. Mas a 2 de Fevereiro de 2009 tudo mudou graças a cerca de 2 minutos de um jogo que era até aí um mistério insondável! Os culpados? Todos os jogadores dos Steelers e dos Cardinals. Mas, em particular, Ben Roethlisberger e Santonio Holmes e aquele touchdown a 30 segundos do final do jogo num equilíbrio improvável e que desafiou as leis da física e se pode colocar ao lado de um qualquer volteio do mais virtuoso bailarino do Bolshoi. A paixão pelo jogo cresceu de tal forma que hoje olho à minha volta e acho estranha tanta algazarra por causa das vitórias do F.C.Porto, da nossa seleccção ou das birras do CR7. Definitivamente tornei-me num alien em pleno coração do Alto Minho!