Up & Down NFL: Week 16

Pedro Nuno Silva 28 de Dezembro de 2012 Up & Down Comments
Up&Down - Week 16

Up&Down – Week 16

Up

Seattle Seahawks (10-5)- Que pena que o último jogo dos San Francisco 49ers seja tão fácil de ganhar! Sim, porque é impensável que os Niners percam em casa contra os Arizona Cardinals. Não fosse assim e poderíamos ter um happy ending para a verdadeira Cinderela da época regular: os Seahawks! Bom, talvez seja justo incluir uma irmã gémea chamada Minnesota Vikings, mas os registos da equipa de Seattle são fantásticos. E o segredo passa muito pela defesa, a 4ª melhor da liga e pelo virtuosismo de Russell Wilson e do imparável Marshall Lynch, que conseguiu levar a equipa ao segundo lugar da NFL em ataque em corrida. No passado fim de semana as vítimas foram os insuspeitos San Francisco, 49er, que levaram muito para contar da sua deslocação ao CenturyLink Field. Desde logo sofreram uns inimagináveis 42 pontos, obra e graça de mais uma exibição galáctica de Russell Wilson que somou mais 4 TD’s à sua conta. Os playoffs já não escapam a Seattle e, com toda a certeza, por esta altura, ninguém estará muito interessado em defrontar a equipa de Pete Carroll.

Minnesota Vikings (9-6)- Nas pernas de Adrian Peterson estava o segredo. 1898 jardas do fantástico RB fizeram estragos quase irreparáveis em rivais como os Chicago Bears que, por esta hora, ainda estarão a pensar o que é que se passou para, de repente, se verem na 3ª posição da NFC North. O último jogo dos Vikings será em casa frente aos Green Bay Packers e não será fácil à equipa de Christian Ponder bater a equipa do Wisconsin em clara subida de forma. Mas depois de vermos a forma categórica como a defesa de Leslie Frazier se desembaraçou do ataque dos Texans (4 sacks e um forced fumble), reduzindo-o a 2 míseros field goals, não podemos deixar de pensar que as coisas poderão ser bem diferentes para as previsões dos analistas. Como, aliás, bem diferente foi toda esta época dos Vikings. Com os Seahawks, a grande surpresa da NFL.

Cincinnati Bengals (9-6)- Na Batalha de Pittsburgh a vitória foi para os discretos mas cada vez mais fiáveis Cincinnati Bengals. De equipa caricata da AFC North (e não nos referimos à excentricidade dos equipamentos…) com o bobo Chad ex-Ochocinco na primeira linha dos disparates, Marvin Lewis, outrora um treinador com a guilhotina a roçar-lhe o pescoço, soube colher os frutos das decisões acertadas dos 2 últimos drafts, descobrindo em Andy Dalton o indispensável QB fiável que estabilizou o jogo ofensivo e consolidando uma linha defensiva à volta de talentos como Michael Johnson, Domata Peko e Carlos Dunlap ,que por lá já andavam à espera de um ataque à sua altura. A vitória sobre os Steelers foi construída à volta de uma exibição defensiva sem mácula. E assim, pelo segundo ano consecutivo, os Bengals chegam a Janeiro. Talvez que daí não passem, mas a sensação de dever cumprido deve ser enorme para os tigres de Cincinnati.

Down

Pittsburgh Steelers (7-8)- A desilusão da AFC! Sem chama! Sem Big Ben! Sem a defesa que fez a história da Steel Curtain (acreditem ou não mas Polamalu fez o primeiro sack da época no domingo passado…). Em 2013, Mike Tomlin e os responsáveis dos Steelers terão muito trabalho para renovarem um dos franchises de maior sucesso da NFL. De 2012 levam pouco, muito pouco para contar. A comemoração dos 40 anos da Immaculate Reception, no passado domingo, apenas aumentou a nostalgia dos adetptos da Terrible Towel. Os playoffs de 2012 não passarão pela Pensylvania.

NY Giants (8-7)- Um milagre maior do que os dois milagres de Meadowlands, é “só” aquilo que Tom Coughlin precisa para conseguir levar os Giants aos playoffs. Se ganhar em casa aos deprimidos Philadelphia Eagles será, aparentemente, uma missão mais ou menos fácil, já o resto do caminho para os playoffs é tudo menos provável que aconteça. Para que Eli Manning volte a fazer das suas em qualquer estádio da post season, precisa que os Cowboys, os Bears e os Vikings percam os seus jogos. Todos! De uma só vez. Mas para quem perde 5 dos últimos 7 jogos, depois de liderar a NFC East com uns confortáveis 6-2, merece tudo, menos ter sorte. Mas o passado manda-nos ser prudentes. Estamos a falar de gente especializada em assuntos milagrosos.

Houston Texans (12-3)- A derrota em casa frente aos Minnesota Vikings foi não só surpreendente. Foi também muito preocupante. O mito da melhor defesa da NFL já lá vai desde, pelo menos, as derrotas frente aos Packers e aos Patriots. E, por esta altura, os rostos estão bem mais fechados nas caras de Gary Kubiak e Wade Philips. E com os Broncos de Peyton Manning num ritmo imparável (levam 10 vitórias seguidas) e ali mesmo à perna, já nem a primeira posição da AFC está segura. E os playoffs começam daqui a 10 dias… O touro de Houston já mostrou melhor aspecto.

About The Author

Pedro Nuno Silva

Português. Duriense de nascimento. Tripeiro de coração. Minhoto por adopção. Numa palavra: nortenho. Ou seja, tinha tudo para ser um ignorante sobre futebol americano. Mas a 2 de Fevereiro de 2009 tudo mudou graças a cerca de 2 minutos de um jogo que era até aí um mistério insondável! Os culpados? Todos os jogadores dos Steelers e dos Cardinals. Mas, em particular, Ben Roethlisberger e Santonio Holmes e aquele touchdown a 30 segundos do final do jogo num equilíbrio improvável e que desafiou as leis da física e se pode colocar ao lado de um qualquer volteio do mais virtuoso bailarino do Bolshoi. A paixão pelo jogo cresceu de tal forma que hoje olho à minha volta e acho estranha tanta algazarra por causa das vitórias do F.C.Porto, da nossa seleccção ou das birras do CR7. Definitivamente tornei-me num alien em pleno coração do Alto Minho!