Up & Down NFL: Week 7

Pedro Nuno Silva 23 de Outubro de 2013 Up & Down Comments
Up & Down - Week 7

Up & Down NFL: Week 7

Up & Down - Week 7

Up & Down – Week 7

Up

Indianapolis Colts (5-2)

Era a prova dos nove que faltava. O ritual de inicialização final. O teste definitivo.  Andrew Luck mostrou a Peyton Manning que o seu lugar nos Colts foi, ou melhor, está, muito bem entregue. A AFC South será uma pró forma para a equipa de Chuck Pagano. O resto da regular season um bom e longo treino para a post season. E os Colts são mesmo Super Bowl contenders. O que não quer dizer que lá chegarão. Mas depois da vitória de domingo, têm todo o direito de sonhar com a presença no MetLife Stadium, a 2 de Fevereiro de 2014.

Kansas City Chiefs (7-0)

Desta vez foi por pouco, por muito pouco. Mas por 1 ou por 10, as vitórias valem todas o mesmo. É verdade que enfrentaram uns decepcionantes Texans, vindos de 4 derrotas consecutivas, mas que até se mostraram bem melhor que nas últimas semanas, sobretudo no lado defensivo e com um Case Keenum que pode bem ser a solução que Gary Kubiak precisava na posição de QB. Mas Andy Reid anda nesta história há muitos anos. Os suficientes para perceber que as intermeticências de Alex Smith (23/40, 240 jardas, 1 Intercepção) são sempre mais fáceis de suportar quando se tem armas como Jamaal Charles, Dexter McCluster e Dwayne Bowe. E no domingo em que os Broncos sofreram o primeiro desaire, os Chiefs subiram à liderança da AFC West, a tal divisão fraquinha, fraquinha, fraquinha, mas que é, afinal,  a única divisão da AFC com 3 equipas com um registo de vitórias acima dos 50%.

New York Jets (4-3)

Dizia num dos últimos Up & Downs que andava a ver como seria a melhor forma de cozinhar um chapéu, tal o erro de avaliação que fiz sobre a equipa de Rex Ryan. Ao ver o jogo de domingo dos Jets e, sobretudo, a exibição notável da sua defesa, capitaneada por um omnipresente Nick Mangold, mas, sobretudo, muito bem secundado pelos intratáveis Quinton Coples, Calvin Pace e Muhammad Wilkerson, fiquei, finalmente com a imagem bem mais focada do valor real dessa desgraça anunciada que tarda em acontecer em Meadowlands. É verdade que Geno Smith deu a intercepção do costume para TD, mas depois desse turnover, redimiu-se num rushing TD absolutamente decisivo e deixou os Patriots à beira de um ataque de nervos. Os lapsos da linha defensiva de New England, culminada no erro do rookie Chris Jones, já no prolongamento e depois de Nick Folk ter falhado um decisivo field goal a mais de 50 jardas dos postes, fizeram o resto do serviço. Não há vitória mais saborosa para os Jets e para os seus adeptos do que as conseguidas sobre os Patriots. E Brady que se cuide. Os homens de verde estão a apenas uma vitória da liderança da AFC East.

Down

Miami Dolphins (3-3)

Em vez de 4-2 e a liderança da AFC East ali à mão de semear, os Dolphins capitularam e perderam em casa frente a um rival de divisão, os Bills. Com isso deixaram-se ultrapassar pelos Jets e, mais uma vez, começam a deixar a imagem do costume: uma equipa engraçada, com gente com jeito, mas apenas isso… Bom! No próximo domingo visitam Foxborough para defrontarem os Patriots. Mas já se sabe que estes em casa são quase imbatíveis, mais ainda quando vindos de uma derrota.

Chicago Bears (4-3)

Os Chicago Bears estão longe de terem comprometido a sua época. Só não sei se estão muito longe disso. Perderam Jay Cuttler para umas boas 4 semanas. E perderam o jogo/duelo frente a RG3. E o principal problema é que, para além dos suspeitos do costume, Packers (4-2), este ano a NFC North tem uns Lions (4-3) que parecem querer manter-se na luta  pela divisão por mais umas semanas. Sem Cuttler, e depois da semana de descanso neste fim de semana, a visita a Lambeau Field parece vir na pior altura para as aspirações da equipa de Marc Trestman.

Philadelphia Eagles (3-4)

Depois da vitória de domingo passado em Tampa Bay, frente aos Buccaneers e da portentosa performance de Nick Foles, os adeptos de Philadelphia encheram o Lincoln Financial Field com o peito cheio de ar e alento para derrotarem os arqui rivais de divisão, Dallas Cowboys. Mas a lesão de Foles provocou um grito de horror nas bancadas do estádio. A exibição da equipa paralisou-se numa anemia de ânimo e motivação. E uns apenas regulares Cowboys aproveitaram a deixa para carimbarem mais uma vitória sobre um rival de divisão e aumentar o registo para 4-3. Nem tudo está perdido para os Eagles, mas os ânimos aquecem depressa por Philadelphia. Que o diga Chip Kelly, que ainda deve ter os ouvidos a zumbir dos assobios dos adeptos da casa depois de várias, para eles, adeptos, muito discutíveis play calls. Domingo recebem os Giants. É bom que ganhem ou o caldo vai entornar de vez.

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Pedro Nuno Silva

Português. Duriense de nascimento. Tripeiro de coração. Minhoto por adopção. Numa palavra: nortenho. Ou seja, tinha tudo para ser um ignorante sobre futebol americano. Mas a 2 de Fevereiro de 2009 tudo mudou graças a cerca de 2 minutos de um jogo que era até aí um mistério insondável! Os culpados? Todos os jogadores dos Steelers e dos Cardinals. Mas, em particular, Ben Roethlisberger e Santonio Holmes e aquele touchdown a 30 segundos do final do jogo num equilíbrio improvável e que desafiou as leis da física e se pode colocar ao lado de um qualquer volteio do mais virtuoso bailarino do Bolshoi. A paixão pelo jogo cresceu de tal forma que hoje olho à minha volta e acho estranha tanta algazarra por causa das vitórias do F.C.Porto, da nossa seleccção ou das birras do CR7. Definitivamente tornei-me num alien em pleno coração do Alto Minho!