O caminho para o Super Bowl LII

João Malha 4 de Fevereiro de 2018 NFL Comentários Desligados
O caminho para o Super Bowl LII

Pode parecer estranho, mas uma final entre os dois melhores de cada conferência é algo raro. Apenas oito vezes desde 1975 isso aconteceu, com a última das quais a ter lugar há 25 anos, mais concretamente em 1993, entre Cowboys e Bills. Os dois finalistas, New England Patriots e Philadelphia Eagles, terminaram a época regular com o mesmo registo, 13 vitórias e 3 derrotas. Pelo que o seu caminho acabou por ser muito similar. Viajemos no tempo para revisitar a época de cada um deles.

 

New England Patriots

O começo não foi auspicioso, mas com os campeões em título, já se sabe que dificilmente a prestação ficará abaixo das expectativas. Nas primeiras quatro semanas, os Patriots somaram tantas vitórias como derrotas. Uma derrota a abrir com os Chiefs, em pleno Gillette Stadium, levantou questões, e nova derrota caseira na quarta semana, frente aos Panthers, reforçou-as. Porém, os Patriots não se abateram e daí para a frente a história foi a de sempre. Vitórias, vitórias e mais vitórias. Oito seguidas, com uma derrota de permeio em Miami, e mais três a fechar a época regular.

Equipa com mais jardas, a segunda com mais pontos, a segunda com mais jardas de passe e a 10ª com mais jardas de corrida. Assim são os Patriots em termos ofensivos. E se o ataque é a sua principal arma, a defesa não fica muito atrás: terceira melhor defesa em jardas por jogo, a terceira melhor contra a corrida e a sexta melhor contra o passe.

Uma equipa à imagem do que tem sido a era de Bill Belichick e Tom Brady em Boston. 15 títulos de campeão de divisão. Outras tantas presenças em Playoffs (a última vez que falharam foi há 10 anos quando Brady, por lesão, falhou toda a época). Oito títulos da AFC, que valeram oito idas ao Super Bowl, com cinco vitórias, duas derrotas. Este domingo se verá se soma a sexta vitória que lhes permitirá igualar os Steelers como os líderes de vitórias no jogo mais importante do ano.

Terminemos esta análise com a performance dos campeões nos playoffs deste ano, uma vitória fácil sobre os Titans, no fim-de-semana divisional, seguida da final de conferência contra os Jaguars, que foi muito equilibrada, com os Jags a dominarem o marcador durante boa parte do encontro, mas com Brady e companhia a fazerem o comeback habitual, no quarto período, para mais um título.

 

Philadelphia Eagles

De regresso às grandes decisões, os Eagles foram uma das surpresas da época. A última vez que foram aos playoffs foi em 2013 e a história foi rápida, ao cairem em casa frente aos Saints. Mas este século até tem sido muito positivo para a equipa de Philadelphia que teve uma primeira década fantástica, com presenças assíduas no playoff. Há um ano, a chegada do rookie QB Carson Wentz foi um novo sinal de esperança. E no segundo ano, o jovem QB mostrou porque foi a segunda escolha de todo o draft de 2016. Wentz liderou em jardas de passe, com um registo que parecia conduzi-lo a números ímpares. Só que já na fase final da fase regular, no seu 13º jogo de 2017, uma lesão nos ligamentos do joelho puseram fim a um ano de sonho e que se pensou poderia representar o fim do sonho dos Eagles.

Mas nem isso travou a equipa de Doug Pederson. Nick Foles, que muitos acharam que não estaria à altura depois de não ter aproveitado oportunidades nos Buccanneers e Bears, mostrou que os prognósticos de que poderia vir a ser um QB de muita qualidade na NFL ainda se vão a tempo de confirmar.

Tal como os Patriots, começaram com vitórias e derrotas nas duas primeiras semanas, mas ao invés dos campeões, rapidamente se endireitaram com nove vitórias seguidas, sempre com números assombrosos a nível ofensivo, com o menor número de pontos nesse período a serem 26, o resto foi tudo acima, maioritariamente acima dos 30. Seguiu-se derrota em Seattle mas a resposta foram três vitórias, já com Foles no lugar de Wentz. A última derrota chegou no último jogo, em que os Eagles jogaram com segundas linhas pelo que o resultado acabou por significar pouco.

Nos playoffs, a vitória inicial frente aos Falcons não foi fácil, mas a final de Conferência foi um verdadeiro massacre sobre os Vikings, algo inesperado pois a equipa de Minnesota partia como favorita para poder ser a primeira equipa a jogar um Super Bowl em casa. Mas Foles liderou os Eagles para uma vitória retumbante, alicerçada num ataque explosivo e numa defesa de referência.

Os Eagles terminaram com o terceiro melhor registo de pontos, o terceiro melhor registo de jardas de corrida e com uma defesa fantástica, a segunda melhor, quinta contra o passe e segunda contra a corrida.

Este domingo será uma oportunidade única para os Eagles vingarem a derrota frente aos Patriots em 2005, por 24-21, e tentarem conquistar o seu primeiro Super Bowl, depois de duas derrotas em outras tantas presenças.

About The Author

João Malha

Profissional da área de comunicação e marketing, e sempre ligado ao desporto, sempre me fascinou o conceito de showbiz dos norte-americanos no que toca à promoção de qualquer espectáculo desportivo. Quando em 2003, a SportTv transmitiu pela primeira vez o Super Bowl, com estrondosa vitória dos Buccaneers de John Gruden sobre os Raiders, a curiosidade cresceu e ano após anos comecei a seguir as transmissões do maior evento desportivo mundial. Mas como em tudo na vida (pelo menos na minha forma de estar), é preciso um motivo mais forte para nos agarrarmos às coisas. Uma paixão que nos alimenta. E foi isso que aconteceu em 2010, aquando da final de Miami, ganha pelos Saints frente aos Colts do lendário Peyton Manning. Nesse dia senti finalmente que aquela era a minha equipa! E o aparecimento da ESPN America ajudou a não mais largar este desporto espectacular, que sigo semanalmente. Na Week 1 da temporada 2012/2013, cumpri o sonho de ir ver um jogo dos Saints ao vivo, ao Mercedes-Benz Superdome. Não vi os Saints vencerem, mas quem sabe se não terei a oportunidade de dizer que assisti ao primeiro jogo na NFL de um dos maiores QB’s da sua história, Robert Griffin III. Ver os Saints ao vivo foi uma experiência única que me faz olhar para o desporto com outros olhos. Quero saber mais e mais sobre o jogo, a sua história, lendas, regras, tácticas, etc. Let’s play ball!!!!

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