O novo Anti-Pats no primeiro Super Bowl da história em que as defesas ficaram a ver o jogo na TV

João Malha 5 de Fevereiro de 2018 NFL Comentários Desligados
O novo Anti-Pats no primeiro Super Bowl da história em que as defesas ficaram a ver o jogo na TV

O novo Anti-Pats no primeiro Super Bowl da história em que as defesas ficaram a ver o jogo na TV

 

Está quebrado o enguiço! A todos os que achavam que apenas Eli Manning tinha o antídoto para bater os New England Patriots de Belichick e Brady no Super Bowl, ficou provado que essa ideia não era mais do que um mito. Está encontrado o novo Anti-Pats! Chama-se Nick Foles e é o herói improvável do Super Bowl LII.

Quando Carson Wentz se lesionou gravemente em Los Angeles, frente aos Rams, à semana 14, os fãs dos Eagles pensaram que era a machadada nas suas aspirações de finalmente vencerem o Super Bowl. Porque ninguém esperava que Nick Foles, apesar da qualidade reconhecida no passe, estivesse à altura da missão. Depois de lhe ter sido prognosticado um futuro promissor, as passagens sem grande história nos Buccanneers e Bears, pareciam mostrar que Foles era apenas mais um que falhava na NFL apesar das excelentes qualidades com que vinha referenciado do College.

Parece agora que o problema talvez não tenha sido Foles mas sim as fracas equipas que representou antes que não lhe permitiram brilhar como agora, conseguindo assim suceder duplamente a Tom Brady. É que para além de o suceder como o QB campeão, sucede ao ser o primeiro QB backup desde 2001 a assumir a equipa ao longo da época e a conduzi-la à vitória no Super Bowl. Brady tinha sido o último nesse ano do início do milénio.

Massacre ofensivo decidido pela única jogada defensiva do encontro

Quanto ao jogo, a história conta-se de forma rápida. Foi um verdadeiro massacre ofensivo. Houve um punt em toda a partida e praticamente todas as jogadas de cada um dos lados deram origem a um TD ou Field Goal. Os Eagles dominaram na primeira parte, mas os Patriots tiverem sempre dentro do jogo, até que passaram para a frente no terceiro período. Depois houve alternância na liderança, neste jogo de marcas tu, marco eu.

Para quem via, parecia certo que cada drive terminaria em TD para quem atacava. E foi praticamente sempre assim. Houve apenas um turnover na primeira parte, uma interceção dos Patriots mas que foi mais uma obra do acaso que outra coisa. Um passe longo de Foles para Jeffery, para muito perto da Endzone, levou a um esforço do receiver que ao tentar em vôo captar a bola acabou por atirá-la para o ar e para as mãos de um defesa dos Patriots que agradeceu o facto.

A jogada que decidiu o encontro, com Graham a roubar a bola a Tom Brady. CRÉDITOS: News2Read

A jogada que decidiu o encontro, com Graham a roubar a bola a Tom Brady. CRÉDITOS: News2Read

Só mesmo na dois minutos do fim do Super Bowl LII é que houve uma jogada defensiva à séria, que curiosamente acabou por ser a jogada decisiva. No único sack de todo o encontro, Bradon Graham, o Defensive End dos Eagles, conseguiu tirar a bola das mãos de Brady e o rookie Derek Barnett conseguiu recuperá-la, o que acabaria por conduzir a mais um Field Goal e três pontos que deixavam os Eagles a oito dos Patriots e assim com a certeza de que na pior das hipóteses iriam a prolongamento caso os Patriots conseguissem um TD e 2-PT conversion, algo que já não foi possível no cerca de um minuto e meio que Brady tinha no relógio. Ainda houve oportunidade para o Hail Mary na última jogada mas já não deu para o milagre de há um ano naquele inacreditável comeback dos Patriots sobre os Falcons.

Estava assim garantida a primeira vitória dos Eagles, que à terceira foi de vez e garantiram o tão desejado anel, enquanto os Steelers se mantiveram como a equipa com mais títulos da NFL, com seis, algo que os Patriots poderiam ter igualado no US Bank Stadium em Minneapolis, Minnesota.

 

Um jogo de recordes ofensivos

Como sempre, alguns recordes caíram no Super Bowl, mas esta 52ª edição foi pródiga em novos recordes ofensivos que dificilmente serão batidos num futuro próximo:

  • Mais jardas totais: 1151 (não é só recorde do Super Bowl como da história de qualquer jogo da NFL!!)
  • Mais jardas de passe num jogo de playoff por um QB: 505 (Tom Brady)
  • Mais pontos marcados pela equipa derrotada: 33 (Patriots)
  • Mais jardas de passe totais num Super Bowl: 874
  • Mais presenças num Super Bowl por um QB: 8 (Tom Brady)
  • Mais passes para TD em Super Bowls: 18 (Tom Brady)
  • Mais tentativas de passe sem Interceção num Super Bowl: 48 (Tom Brady) – igualou o seu próprio recorde de 2008
  • TD em Playoff por um duo QB/Receiver: 12 (Tom Brady/Rob Gronkowski) – igualaram Montana e Rice
  • Primeiro jogador a passar e receber um TD no Super Bowl: Nick Foles
  • Primeiro QB a receber um passe paraTD no Super Bowl: Nick Foles
  • Mais passes completos de +20 jardas num Super Bowl: Tom Brady
  • Field Goal mais distante de um kicker rookie num Super Bowl: 46 jardas – Jake Elliott
  • Mais presenças de uma equipa num Super Bowl – New England Patriots
  • Mais derrotas de uma equipa num Super Bowl – New England Patriots

 

 

About The Author

João Malha

Profissional da área de comunicação e marketing, e sempre ligado ao desporto, sempre me fascinou o conceito de showbiz dos norte-americanos no que toca à promoção de qualquer espectáculo desportivo. Quando em 2003, a SportTv transmitiu pela primeira vez o Super Bowl, com estrondosa vitória dos Buccaneers de John Gruden sobre os Raiders, a curiosidade cresceu e ano após anos comecei a seguir as transmissões do maior evento desportivo mundial. Mas como em tudo na vida (pelo menos na minha forma de estar), é preciso um motivo mais forte para nos agarrarmos às coisas. Uma paixão que nos alimenta. E foi isso que aconteceu em 2010, aquando da final de Miami, ganha pelos Saints frente aos Colts do lendário Peyton Manning. Nesse dia senti finalmente que aquela era a minha equipa! E o aparecimento da ESPN America ajudou a não mais largar este desporto espectacular, que sigo semanalmente. Na Week 1 da temporada 2012/2013, cumpri o sonho de ir ver um jogo dos Saints ao vivo, ao Mercedes-Benz Superdome. Não vi os Saints vencerem, mas quem sabe se não terei a oportunidade de dizer que assisti ao primeiro jogo na NFL de um dos maiores QB’s da sua história, Robert Griffin III. Ver os Saints ao vivo foi uma experiência única que me faz olhar para o desporto com outros olhos. Quero saber mais e mais sobre o jogo, a sua história, lendas, regras, tácticas, etc. Let’s play ball!!!!

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