
Up&Down – Week 17
Up
Denver Broncos (13-3)
Onze vitórias seguidas levaram os Broncos ao primeiro lugar nos playoffs da AFC. É certo que foram vitórias claras e seguras, reveladoras de uma equipa em estado de graça e com um argumento de peso a liderar o ataque: Peyton Manning. Mas talvez que os ferverosos adeptos de Mile High devam conter, por agora, excessos de entusiasmos. As 3 derrotas que os Broncos sofreram foram contra 3 indiscutíveis Super Bowl contenders: Atlanta Falcons, Hosuton Texans e New England Patriots. E se olharmos para os 11 jogos seguintes, com a excepção dos embates em Cincinnati e Baltimore, os restantes opositores acabaram todos com registos negativos e fora dos playoffs. É agora que se vai ver a verdadeira força da equipa de John Fox. Mas é indicutível o mérito e a força dos Broncos e o seu estatuto de candidato ao título de campeão da AFC e, mais do que isso, a vencer o jogo final no Superdome de New Orleans. E para Peyton Manning será uma vitória duplamente familiar: será na sua terra natal que se disputará o Super Bowl XLVII e será aí também que tentará alcançar o seu 2º anel de campeão e empatar em número de vitórias com o seu irmão mais novo, Eli Manning.
Minnesota Vikings (10-6)
Fantástica época para os Vikings. Vindos das profundezas da irrelevância, metidos no verdadeiro saco de gatos que é a NFC North. Olhados com sobranceria pelos seus rivais de divisão, Packers, Lions e Bears. Orfãos de um QB fiável e consistente. Liderados por um tibuteante leslie Frazier. Enfim, um desastre anunciado e o que mais quiserem dizer… Erro crasso! Quando foi preciso, onde outros falharam redondamente (não é verdade Jay Cuttler e companhia?), os Vikings não falharam! E nos últimos 4 jogos, 4 vitórias, duas delas sobre os senhores da NFC North Packers e Bears e as outras duas fora contra uns Rams em crescendo e uns Texans em decréscimo de forma é certo, mas, ainda assim, perigosos em qualquer jogo. E, mesmo sabendo que estamos a falar de um desporto colectivo, seria injusto não pormos um nome maior neste feito dos Vikings: Adrian Peterson. Que época! Que regresso! Fantástico! Para nós (para mim) o MVP da época regular! Depois de um ano a recuperar de uma gravíssima lesão no joelho, com dúvidas até se chegaria a tempo do início da época regular, Peterson acaba o ano como o líder incontestado do jogo em corrida com 2097 jardas, a apenas 9 jardas de igualar o histórico recorde de Eric Dickerson dos L.A. Rams. Nos playoffs ninguém ousará dizer que os Vikings não têm qualquer hipótese. Se não der pelo ar, vai em corrida com Adrian Peterson e… apanhem-no se puderem!
Washington Redskins (10-6)
Houve uma altura da época, com o registo em 3-6, que nós próprios prognosticamos o fim do clã Shanhan em Washington. Últimos da divisão, parecia claro que o problema do insucesso da equipa não podia, desta vez, ser atirado para cima de QB’s inconsistentes do género de Donovan McNabb ou Rex Grossman. Veio a semana de descanso e, com ela, 7 vitórias seguidas, a vitória na NFC East, a primeira desde 1999 e os playoffs. Mérito de quem? De Mike Shanahan e do seu filho Kyle Shanahan, coordenador ofensivo da equipa, que descodificaram, de uma vez por todas, o playbook de Robert Griffin III, mas também de mais outros dois nomes que gostaríamos de destacar: o rookie RB Alfred Morris que, com Doug Martin dos Tampa Bay Buccaneers, se afirmou como revelação maior do jogo corrido com as suas 1613 jardas e 13 TD’s e, do lado da defesa, o incombustível linebacker London Fletcher, o Ray Lewis de Landover, que, aos 37 anos de idade, encerra a sua 16ª época regular na NFL numa forma absolutamente espantosa! No Wildcard Weekend, aos Redskins saiu-lhes a fava: os Seattle Seahawks de Russell Wilson e Pete Carroll. Mas o factor casa pode ser um factor decisivo para empurrar os Redskins para a Divisional Round, naquela que será já a melhor época da equipa de Washington da última década. E já não é coisa pouca.
Down
Dallas Cowboys (8-8)
A palavra fracasso começa a colar-se demasiado nas costas dos Cowboys. O rosto de Tony Romo aparece sempre que se quer descrever com uma imagem o conceito de falhanço (no domingo mais uma exibição cheia de flops e intercepções…). Jason Garret veio esta semana renovar a sua confiança no QB de Dallas. Mas a palavra de quem mais interessa, ou seja, de Jerry Jones, o dono da equipa, ainda não foi ouvida. Falharam mais uma vez os playoffs. Vão, pelo terceiro ano consecutivo, ver a post season no sofá. A paciência, elemento raro, por estes dias, para os lados de Arlington, já não dá para muito mais. Não nos surpreenderá assim se, passado o frenesim da 2ªFeira Negra, nos aparecerem notícias de medidas drásticas por aquelas bandas. Para os adeptos do “America’s Team” é que não há mesmo pachorra para mais uma época em constante sobressalto e sem vitórias para comemorar.
Chicago Bears (10-6)
Lá pelos inícios de Novembro, os Chicago Bears registavam 7 vitórias e 1 derrota. Lideravam calmamente a NFC North e tudo parecia em paz e sossego para os lados do Soldier Field. Depois Jay Cuttler lesionou-se e Jason Campbell teve de dar o corpo ao manifesto. A coisa correu mal e os Bears perderam os dois jogos seguintes. 7-3. Jay Cutler voltou na semana 12, os Bears derrotaram os Vikings e tudo parecia ir no caminho certo. 8-3. Puro engano! Três derrotas seguidas, duas delas com rivais de divisão e tudo ficou comprometido. Podem ter ganho os últimos dois jogos, mas com Green Bay em alta e os Vikings lutando até ao último fôlego por um lugar no wildcard, as contas saíram furadas a Lovie Smith e aos seus jogadores. E não pode deixar de ser frustrante uma equipa conseguir um registo de 10 vitórias e 6 derrotas e ainda assim não chegar aos playoffs. Mas fica uma sensação de alguma sobranceria da equipa da Windy City, esperando que os frutos lhe caíssem no colo sem ter de fazer grande esforço. Puro engano. Dramático engano. Imperdoável engano.
Houston Texans (12-4)
Os Houston estão pela segunda vez consecutiva nos playoffs. E isso é óptimo. Os Texans ganharam 11 dos seus primeiros 12 jogos. E isso foi fantástico. À entrada da semana 14 eram os líderes incontestáveis da AFC com um registo de 11-1. Nos últimos 4 jogos ganharam apenas 1. O resultado dessa “façanha”? De número 1 dos playoffs da AFC, com todas as mordomias associadas a esse estatuto, como a vantagem dos jogos em casa e uma semana de descanso, os Texans viram-se ultrapassados pelos Denver Broncos e pelos New England Patriots, que é o mesmo que dizer pelos clientes do costume, Peyton Manning e Tom Brady. Ficaram-se assim pelo lugar 3 dos playoffs e vão ter de disputar o Wildcard Weekend. Mas o que mais preocupa Gary Kubiak e os responsáveis de Houston é a nítida sensação de que estão em plena curva descendente na pior fase da época para isso. Houston has a problem!





