Arroz Doce, Espera-se!

Marco Castro 11 de Agosto de 2014 Drive me Crazy Comments
Drive Me Crazy

Arroz Doce, Espera-se!

Ray Rice perde o seu capacete

Ray Rice perde o seu capacete depois de sofrer um tackle de Antoine Bethea dos 49ers.
Foto de Rob Carr / Getty Images

No bom português, dar o arroz é castigar, é punir. É dar forte e feio em alguém. Ray Rice, habituado a encontrar buracos de agulha por onde escapar com a bola nos braços, não teve como negar aquilo que o mundo inteiro viu naquela estúpida noite de Verão, quando escapou por onde não devia, a dar o arroz a quem menos merecia. Mas, e porque há sempre um mas, depois de muito silêncio e introspecção, eis que o homem renasce e nada parece detê-lo. No seu olhar, talvez o peso da culpa ou então, o deslumbramento pelas jardas que lhe surgem de novo ao caminho, sempre cheias de promessas em forma de tackles, mas incapazes de parar a sua determinação. Rice diz-se arrependido e empenhado em dar a cara contra aquilo que ele próprio fez. A julgar pela imagem, Rice parece disposto a dar muito mais do que só a cara. Que o consiga de facto, é tudo aquilo que se espera.

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Marco Castro

Cheguei ao Futebol Americano em 2006. Estava de férias em New Bedford, estado de Massachusetts, quando perguntei a um amigo meu aqui emigrado que me explicasse as regras deste jogo. Perguntei-lhe também qual a equipa dele e como nesta matéria estava a zeros, optei por seguir o seu conselho e dar mais atenção a uns tais de Patriots. No regresso a Portugal, consumei este namoro muito graças ao NASN (mais tarde ESPN America), o canal de desporto americano que existia na TV por cabo. Lembro-me de achar "cool" esses tais de Patriots, com os seus capacetes e calças prateadas e lembro-me igualmente de começar a investigar um pouco mais sobre um certo Tom Brady. Hoje em dia sou um Patriota fanático, (aliás, criei e faço a gestão da página de Facebook Patriots Portugal www.facebook.com/patriotsportugal), coleccionador de todo o tipo de merchandising desta equipa e acima de tudo, sofredor Domingo após Domingo, em frente à televisão, colado ao Gamepass (melhor invenção do homem, depois da roda). No trabalho e entre amigos, sou um pouco visto como "lá vem este com o futebol americano só porque foi aos Estados Unidos". Vivo bem com isso. Aliás, tento explicar-lhes "há mais táctica e estratégia neste jogo, do que nas outras modalidades todas juntas" e acrescento "é um jogo espectacularmente justo". Nada os demove a eles, mas também nada me demove a mim! Razão pela qual continuarei a alimentar esta minha paixão Patriota e o sonho de um dia, assistir a um jogo em pleno Gillette Stadium (já lá estive, mas o preço dos bilhetes adiou-me a sua concretização). Se num destes dias os Patriots vencerem o 5º SuperBowl, já sabem, podem encontrar-me a festejar (provavelmente sozinho, ou talvez não) em pleno Marquês de Pombal!