Breakout Players 2015

Paulo Pereira 23 de Junho de 2015 Jogadores, NFL Comments
Tyler Eifert

Breakout Players 2015

A CBS Sports resolveu compilar, num daqueles artigos inócuos e que demonstram que, na offseason, pouco mais há que fazer do que especular e exercitar os dotes de adivinhação, quem serão os jogadores prestes a terem o chamado breakout year. Ou seja, para os maluquinhos do fantasy, nada como começar a apontar num caderno alguns dos atletas que se seguem. Mas, para se considerar um ano como produtivo, ao nível do tal breakout year, o que é preciso acontecer? Segundo a malta do (enorme) media americano, é um jogador com potencial, novo, que de um ano para o outro sai do relativo anonimato e atinge o Pro Bowl, que funciona aqui o galardão premiador de talento. Há, na lista que se segue, um denominador comum. Ou dois, se quisermos ser mais precisos. Para além da mostra de qualidade, que patentearam, mesmo que de forma fugaz, alguns são jogadores cuja ascensão previsível foi atrasada pela praga de lesões.

Redskins ILB – Keenan Robinson

Eis um dos jogadores que tem visto o reconhecimento público abrandado pelas mazelas. O seu enorme potencial ainda não conseguiu corresponder às expectativas gerais. Será este ano? 2013 foi para esquecer, com uma lesão no músculo peitoral a fazê-lo perder a temporada toda. 2014 não foi muito melhor, com nova e variada gama de contusões. De Keenan espera-se um forte desempenho contra a corrida, quesito onde ele pode sobressair no novo esquema táctico da equipa da capital.

Bengals TE – Tyler Eifert

Provando que um azar nunca vem só, Eifert pareceu vítima de maldição em 2014, primeiro padecendo de uma lesão no ombro, cirurgicamente reparado e, depois, um cotovelo deslocado, no 1º jogo, que encerrou oficialmente a sua participação na temporada. Agora, aparentemente já restabelecido do infortúnio, pode ser uma peça importante nos Bengals, no lugar deixado vago por Jermaine Gresham.

Packers WR – Davante Adams

Convenhamos: há empregos piores! Ser receiver, nos Packers, com Aaron Rodgers a lançar é o equivalente a jogar basquetebol no mesmo 5 do Michael Jordan dos tempos áureos. Davante tem tudo para brilhar. E, depois, se verá se é por mérito dele ou pela precisão de lançamento do quarterback. A filosofia “packeriana” assenta no desenvolvimento de um receiver novo, que dê o passo em frente e se torne a próxima estrela. É assim que a equipa vai subsistindo às perdas de Greg Jennings, James Jones e outros. Adams demonstrou, nos poucos snaps que jogou como rookie, habilidade para as big plays. 2015 poderá ser o ano da explosão, com mais tempo de jogo.

Jaguars QB – Blake Bortles

Ah e tal, são os Jaguars, costuma dizer a maioria da malta que assiste aos jogos da NFL, em tom depreciativo. Se há algo que a competição nos ensinou é que as franquias têm as suas curvas descendentes e ascendentes. Os Jags parecem estar no bom caminho, mas ainda numa fase embrionária. Para já, vão juntando alguns jogadores que consideram nucleares ao roster, na esperança que sejam o TAL. Bortles é um deles, na posição mais importante. Com um novo coordenador e com um ano de experiência, Bortles pode capitalizar e arrancar uma boa temporada, depois de ter um elenco em seu redor que vegetou entre a mediocridade/mediania. Este ano, com a chegada de TJ Yeldon para o jogo corrido, alguma da sua sobre-exposição pode ser corrigida e teremos um jogador menos assoberbado.

Titans G – Chance Warmack

É um daqueles jogadores que ainda não viveu para as expectativas que a sua escolha, no 1º round, gerou. Mas, numa OL dos Titans que tem vindo a ser fortificada, a presença de um mauler como Warmack acrescenta benefícios óbvios. No run game a sua presença é intimidante e Warmack contribui, de forma sólida. O que lhe falta então para uma temporada com o selo de Pro Bowler? Apenas uma evolução como pass protector.

Cardinals S – Tyrann Mathieu

Nome associado a problemas off the field, na universidade, Mathieu deu nas vistas, no seu ano rookie, por bons motivos: as suas exibições. Esperto, duro e tenaz, impôs mo seu estilo na defesa dos Cardinals…até ser atraiçoado por uma lesão no joelho. Começou aí um calvário que o manteve, muito tempo, fora de campo. Se saudável, esta nova época pode mostrar os mesmos predicados do seu ano rookie, com a sua capacidade de jogar em diferentes lugares a ser importante.

Bengals CB – Dre Kirkpatrick

Vindo de Alabama, com tudo o que isso representa em termos de expectativas, Kirkpatrick tem mostrado possuir talento. Mas existe um mas. Dos grandes. É que a sua qualidade aparece apenas a espaços, como no jogo do ano passado contra os Broncos, em que o cornerback conseguiu interceptar duas vezes Peyton Manning (retornando uma das INTs para touchdown). Arreliado por sucessivas mazelas físicas e pela qualidade da depth chart na unidade, tem nesta nova temporada (a sua 4ª na NFL) um ano crucial, sobretudo porque será o chamado ano de contrato. Será um boom ou bust.

Lions DE – Ziggy Ansah

Como pass rusher Ansah parecia ter todos os intangíveis necessários para vingar na posição. Sabia-se, quando foi escolhido, da sua falta de background na prática de futebol. A queima das etapas, no entanto, apenas aguçou o apetite pelo seu potencial. Mesmo cru, a necessitar de muita aprendizagem, Ansah tem evoluído de forma consistente. No ano passado obteve 7,5 sacks, jogando numa linha que tinha – e é bom que isso seja referido – a incontornável presença de Ndamukong Suh. Sem Suh, agora a banhos na soalheira Miami, será pedido mais a Ansah. E este, finalmente, parece pronto para o desafio. Teremos uma temporada com um duplo dígito nos sacks?

Vikings CB – Xavier Rhodes

Entramos aqui em território conhecido. Os [meus] Vikings têm suspirado por um franchise cornerback, uma âncora na secundária, que lhes desse garantias de disputar solidamente a divisão, onde se confrontam regularmente com Matthew Sttaford e Aaron Rodgers. O seu ano rookie, não sendo desastroso, deixou muita gente frustrada. Mas a chegada de Mike Zimmer, técnico credenciado e com um background defensivo, alterou o status quo vigente. Rhodes teve um papel preponderante no outside, marcando os principais receivers dos adversários, mostrando que pode ser, a breve trecho, um shutdown corner. 2015/16 servirá apenas de confirmação do bom desempenho anterior, com a evolução natural de um atleta que, aos poucos, tem desenvolvido as outras áreas do seu jogo, como a defesa contra a corrida.

Chiefs TE – Travis Kelce

Travis Kelce pode ser uma espécie de Rob Gronkowski dos pobres. Jogador fisicamente dotado para a posição, não é um perfeito desconhecido, como comprovam as 67 recepções obtidas no ano transacto. A saída de Anthony Fasano abriu ainda mais as portas da titularidade e Kelce pode tornar-se um quebra-cabeças na end zone. Os seus 5 TDs da época anterior parecem um número pálido, com as projecções para o ano prestes a iniciar-se. Uma aposta segura em qualquer fantasy league.

Saints T – Terron Armstead

É uma das revelações na difícil posição de left tackle. Na temporada passada, em 14 titularidades, cedeu apenas 3 sacks, mostrando solidez e uma contínua evolução. Agora, prestes a entrar no seu 3º ano, 2º como titular, Armstead tem tudo para ser ainda melhor, podendo almejar, num futuro a médio prazo, a ascensão à elite na posição. Os Saints parecem ter encontrado o seu franchise left tackle para a próxima década.

Browns G – Joel Bitonio

Jogar nos Browns, e tendo como posição a de offensive guard, pouco glamourosa e avessa a mediatismos, tornam Bitonio um perfeito desconhecido do público em geral. Mas, no seu ano de estreia na liga, Bitonio mereceu amplos elogios, pelo seu estilo firme de jogar, mostrando resiliência, firmeza e aquela fibra de lutador que ajuda a vencer a guerra nas trincheiras. Excelente como run blocker, Bitonio é já uma certeza. Falta-lhe apenas o reconhecimento geral.

Steelers WR – Martavis Bryant

Figura quase secundária em Clemson, eclipsado por astros maiores, Bryant mostrou alguma crueza no seu ano rookie, temperado com alguns momentos deliciosos. Contribuiu, sempre que chamado ao terreno de jogo, obtendo uma obscena marca de 21,1 jardas por recepção (foram apenas 26). Atlético, mas ainda por lapidar, tem características distintas de Antonio Brown e pode vir a ter um papel importante no ataque dos Steelers.

Broncos TE – Virgil Green

A saída de Julius Thomas na free agency (para os Jaguars) e a lesão do rookie Jeff Heuerman podem ter escancarado a porta da titularidade a Green. As suas 23 recepções nos últimos 4 anos são uma estatística broxante, mas explicável pelo seu uso quase exclusivo como blocker. Se integrado no ataque que tem Manning a lançar bolas, Green pode contribuir. E em grande, se nos reportarmos ao jogo contra os Raiders (regular season final) em que marcou um TD e obteve 3 recepções, demonstrando alguma habilidade como pass-catcher.

Jets LB – Demario Davis

Os seus flashes, em 2014, podem vir a ser replicados, em dose maior, com a chegada de Todd Bowles. O novo head coach dos Jets adora usar os inside linebackers em intrincados esquemas de ataque às OLs contrárias e a velocidade e capacidade atlética de Davis serão instrumentais para se impor. Sólido titular nos dois últimos anos, parece destinado à grandeza.

Artigo inspirado no original da CBS Sports: “Breakout players for 2o15”

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.