AFC East: Previsão Temporada 2015

João Malha 10 de Setembro de 2015 AFC East, NFL Comments
AFC East

AFC East: Previsão Temporada 2015

Será desta que acaba o domínio dos Patriots? Provavelmente não! Os adversários estão mais fortes? Parecem, no papel, pelo menos. Será suficiente para destronar a longa dinastia dos Patriots na AFC East? We don’t think so…

New England Patriots

Foram os campeões do último Super Bowl. E foram os campeões da offseason, ainda que não pelas melhores razões. O Deflagate foi a polémica do ano mas parece que a montanha pariu um rato, ao ponto de Tom Brady ir poder hoje entrar em campo sem uma única partida de suspensão. O tema já foi escalpelizado de todas as formas e a justiça é soberana, pelo que vamos falar do que importa. O jogo!

Os Patriots surgem mais uma vez como claros favoritos na divisão e dificilmente alguém os poderá destronar. Mas a verdade é que a equipa parece mais fraca, especialmente na defesa. A perda do veterano DT Vince Wilfork e dos CB’s Darrell Revis e Brandon Bowner são significativas e poderão limitar a qualidade da secundária, em especial. Já se sabe que Belichik não costuma precisar de muitos ovos para fazer omeletes de qualidade e provavelmente vai repetir a receita.

O Running Game é novamente um ponto de interrogação, ainda para mais sabendo-se que Brady, com 38 anos, precisará da sua eficácia pois já não caminha para novo. Mas os nomes não entusiasmam… Blount não pode jogar o primeiro jogo mas acaba por ser o mais interessante (estamos a ser simpáticos) do lote de RB’s dos Pats. Se olharmos para a história recente da equipa, não é nesta área que os nomes brilham mas qualquer zé ninguém acaba por conseguir ser consistente nesta equipa em termos de corrida. É esperar que continue a resultar.

Brady e Gronkowski serão as grandes armas desta equipa que, reforçamos, muitas vezes não tem nomes que levem os adeptos à loucura, mas nunca falha. Pelo menos na regular season. Não parece que vá ser este ano.

Miami Dolphins

Já lá vão muitos anos desde a última presença nos playoffs (2008). Este ano poderá ser o do regresso. Pelo menos os reforços podem permitir o sonho. Em especial o monstro DT, Ndamukong Suh, que será um upgrande fantástico para a DL de Miami. A sua chegada, tendo na DL ainda Cameron Wake, um jogador com excelente registo de sacks por época, eleva a DL dos Dolphins para um patamar que poderá fazer Brady e companhia tremer.

Claro que em causa estará a evolução do QB Ryan Tannehill, a sua ligação com Jarvis Landry e com os novos receivers, Kenny Stills, ex-Saints, uma ameaça para as bolas profundas e o veterano Greg Jennings. Já para não falar do rookie DeVante Parker, de quem se espera um grande contributo, assim como o ex-Browns, o TE Jordan Cameron. Lamar Miller, o RB da franquia, esteve em grande nível em 2014, se repetir ou melhorar, não há motivos para não acreditar num ataque também ele temível na Florida.

A preocupação maior é a capacidade da OL proteger Tannehill, se o conseguir, Miami poderá sonhar finalmente com o regresso à postseason. Convém ainda que o QB demonstre que pode dar um pulo definitivo na sua carreira para ser um jogador capaz de lutar pelo SB.

New York Jets

2015 marca uma nova era na cidade que nunca dorme. Terminou o reinado conturbado de Rex Ryan, à frente dos comandos da equipa desde 2009, que apenas valeu duas presenças nos playoffs, nos dois primeiros anos em NYC. Chega Todd Bowles, ex-treinador defensivo dos Cardinals, uma das melhores defesas da NFL, que se estreia nas funções de head coach.

E a defesa será sem dúvida o grande ponto forte dos Jets, ainda para mais com os regressos de Darrelle Revis e Antonio Cromartie, dois fantásticos CB’s que vão fazer da franquia uma das melhores contra o passe. A DL também entusiasma, e muito, com Wilkerson, Harrison e Leonard Williams.

O problema mesmo é o ataque… E em particular o QB. Geno Smith (que vai falhar vários jogos devido a uma fratura no maxilar por uma rixa com um colega…) nunca convenceu ninguém até hoje e duvidamos que alguma vez o venha a fazer. No seu lugar vai começar Ryan Fitzpatrick, um jogador experiente e mediano, que já passou por várias equipas sem que tenha deixado saudades em nenhuma… Chegou o WR Brandon Marshall, que caminha para o fim da carreira, que permitirá a Eric Decker voltar a 2º WR, mais consentâneo com o seu valor. Armas interessantes… bom bom era terem alguém capaz para lhes fazer chegar a bola… Também o Running Game não convence especialmente, com Chris Ivory a tentar manter-se saudável um ano e afirmar-se na NFL, algo que nunca conseguiu apesar de já andar na Liga há vários anos.

A chave para finalmente entrarem na estrada dos sucessos é mesmo o QB. Se Fitzpatrick conseguir não ser muito mau, talvez possam ser melhores que nos últimos anos, até porque pior deve ser difícil!

Buffalo Bills

A outra equipa da divisão que, a par dos Jets, tem como calcanhar de aquiles o facto de não ter QB… E que grande pecha é essa. Porque no resto, os Bills também têm uma equipa com valor. O destaque é a chegada de Rex Ryan. Depois de seis anos nos Jets, mudou de franquia mas não de divisão. O azar é haver Belichick que lhe leva muitos anos de avanço na AFC East. O seu estilo fanfarrão e polémico promete pelo menos pôr os Bills nas parangonas mediáticas, algo que já não acontecia há alguns anos. Pode é não ser pelas melhores razões…

A grande aquisição foi o RB LeSean McCoy, dispensado por Chip Kelly em Phily. Shady McCoy é um dos melhores RB da NFL e sem dúvida que vai fazer esquecer rapidamente a dupla Spiller e Jackson, que saíram para New Orleans e Seattle, respetivamente. Há ainda os WR Sammy Watkins e Percy Harvin que são armas importantes para o passing game.

A defesa é uma não questão. É fortíssima. Das melhores da Liga e não será por aí que os Bills irão tremer. O problema é mesmo o QB. As opções são tão más que o titular vai ser o inexperiente Tyrod Taylor, que foi backup de Flacco em Baltimore durante quatro anos e na sua carreira soma 35 tentativas de passe (só 19 completos e com duas INT e 0 TD). Mas antes este tiro no escuro que EJ Manuel ou Matt Cassel! Com um QB minimamente aceitável e os Bills poderiam ser um verdadeiro contender divisional e quem sabe mais do que isso. Assim, arriscam-se apenas a perder uma oportunidade de fazer uma boa equipa tornar-se muito boa, porque não há o homem-chave para pôr o ataque a mexer.

Previsões

Favorito: New England Patriots

Candidato a surpresa: Miami Dolphins

Rookie a não perder de vista: Malcolm Brown (DT – Patriots)

Melhor jogador: Tom Brady (QB – Patriots)

Man on the wire: Joe Philbin (Head Coach – Dolphins)

About The Author

João Malha

Profissional da área de comunicação e marketing, e sempre ligado ao desporto, sempre me fascinou o conceito de showbiz dos norte-americanos no que toca à promoção de qualquer espectáculo desportivo. Quando em 2003, a SportTv transmitiu pela primeira vez o Super Bowl, com estrondosa vitória dos Buccaneers de John Gruden sobre os Raiders, a curiosidade cresceu e ano após anos comecei a seguir as transmissões do maior evento desportivo mundial. Mas como em tudo na vida (pelo menos na minha forma de estar), é preciso um motivo mais forte para nos agarrarmos às coisas. Uma paixão que nos alimenta. E foi isso que aconteceu em 2010, aquando da final de Miami, ganha pelos Saints frente aos Colts do lendário Peyton Manning. Nesse dia senti finalmente que aquela era a minha equipa! E o aparecimento da ESPN America ajudou a não mais largar este desporto espectacular, que sigo semanalmente. Na Week 1 da temporada 2012/2013, cumpri o sonho de ir ver um jogo dos Saints ao vivo, ao Mercedes-Benz Superdome. Não vi os Saints vencerem, mas quem sabe se não terei a oportunidade de dizer que assisti ao primeiro jogo na NFL de um dos maiores QB’s da sua história, Robert Griffin III. Ver os Saints ao vivo foi uma experiência única que me faz olhar para o desporto com outros olhos. Quero saber mais e mais sobre o jogo, a sua história, lendas, regras, tácticas, etc. Let’s play ball!!!!