College Football 2014: Week 10 Review

Paulo Pereira 2 de Novembro de 2014 Análise Jogos College Comments
Ole Miss @ Auburn

College Football 2014: Week 10 Review

Bastaram 15 dias apenas para transformar um contendor, grande surpresa da temporada, numa equipa já sem aspirações aos playoffs. Ole Miss deu razão ao adágio de que a SEC é uma conferência cujas equipas se canibalizam. Repleta de talento ainda em fase de maturação, claudicou contra LSU e, este fim-de-semana, contra Auburn, em novo thriller de encantar. O College está na fase decisiva, com constantes jogos importantes, semana após semana. Florida State sobreviveu, novamente em sofrimento, mas mostrando a resiliência dos campeões, pela 2ª semana seguida. Jameis Winston travestiu-se de jogador banal, na 1ª parte, para depois aparecer na pele de salvador, como se pretendesse levar as suas diatribes off the field lá para dentro. Os Seminoles têm o pássaro na mão, salvo upset, para serem um dos 4 finalistas dos primeiros playoffs. A jornada não se resumiu a isto. Georgia, que trilhava em velocidade de cruzeiro a SEC East, foi surpreendentemente esmagada em casa por uns medíocres Gators, hipotecando as possibilidades de selecção para os ditos playoffs. Oregon, por sua vez, em jogo grande contra Stanford, mostrou os seus predicados e, mesmo com uma OL que acarreta tantas dúvidas, vai vencendo. Os outros candidatos, com maior ou menor dificuldade, sobreviveram. Mississipi State, nº 1 do ranking, sem brilho, por apenas 7 pontos. TCU, para mim a equipa com o ataque mais demolidor, por apenas 1, na difícil deslocação a West Virginia. Mantenham debaixo de olho Trevone Boykin e sus muchachos. Vão ter uma palavra a dizer nas decisões da temporada.

O Jogo da Semana

Ole Miss, 31 @ Auburn, 35

O College encanta e mostra, quando os adversários se equivalem, quão belo e frustrante pode ser o jogo, ao mesmo tempo. Belo por nos dar jogadas sensacionais, embates de cortar a respiração, jogadores transcendentes. Frustrante por, num encontro deste calibre, termos que dizer adeus a uma das equipas, já eliminada da possibilidade de ir aos playoffs. Isso já se sabia. Auburn e Ole Miss, já com uma derrota no currículo, tinham aqui uma final antecipada. Um novo percalço e seria o fim nas pretensões. O jogo, intenso e disputado nos limites, acabou reduzido a uma jogada. Uma, que ditou a sentença final. Auburn vencia, por 35-31. Ole Miss tinha a bola, numa drive que estava na linha das 20 jardas do adversário, ameaçando marcar. Era um terceiro down. Faltavam 3 jardas para novo first down. Bo Wallace lançou a bola para Laquon Treadwell, um dos valores emergentes da equipa. O receiver obteve o 1º down. E mais. Quebrou tackles. Um após outro, no caminho para a end zone. Parecia imparável e o touchdown previsível. Eis que, num esforço final hercúleo, Kris Frost conseguiu fazer um tackle, por trás, já na end zone, num movimento que não se esgotou aí. Em simultâneo, uma sucessão de eventos. O tackle e o strip da bola. No campo, os árbitros dão a sinaléctica de touchdown. Na revisão posterior do lance, a decisão foi revertida. Treadwell saiu duplamente penalizado, perdendo a bola no lance mais importante do ano, para a sua equipa, e sofrendo uma devastadora lesão, com a perna partida e a anca deslocada. Auburn venceu, de forma dramática, suportada pela crescente maturidade do seu quarterback, Nick Marshall. Pese os constantes tiros nos pés da equipa, com penalidades estúpidas, Marshall resgatou-a, com 3 drives para TD na 2ª parte. Marshall terminou o jogo creditado com 15/22 no passe, 254 jardas, 2 TDs, uma INT e mais 50 jardas corridas, com dois TDs marcados no solo. What a game!
As implicações, como já escrevi, são simples, no rescaldo do jogo. Auburn mantém, por mais uma semana, a sua posição no top-4, solidificando o estatuto angariado no ano passado, quando venceu a SEC. Ole Miss, por sua vez, apenas pode ter esperança de disputar a final da conferência. Pode parecer uma redução de expectativas, mas seria um justo prémio para um grupo excelente de jogadores.

Stanford, 16 @ Oregon, 45
Ei, alguém anotou a matrícula do camião que atropelou Stanford? Foi uma exibição impressionante dos Ducks, numa altura crucial e que lhes deverá ter valido enorme consideração por parte do comité que avalia os potenciais finalistas da prova. Stanford tem sido a Nemésis de Oregon, ano após ano a frustrar os intentos dos Ducks lutarem pelo título nacional. No Sábado, Oregon colocou um ponto final na carreira da sua besta negra, baseando a vitória em dois vectores: eficiência ofensiva e pressão (intensa) na defesa. Mariota foi o de sempre, liderando o ataque de forma quase robótica, com a equipa a marcar pontos nas suas primeiras quatro drives do jogo. Mas foi o jogo corrido que sobressaiu, arrasando Stanford. Os Cardinals tinham cedido apenas 91 jardas, em média, por partida, mantendo os running backs contrários com uma média pífia de 2,6 jardas por corrida. Mas Oregon atropelou-os no solo, correndo para 268 jardas, numa média de 6 jardas por corrida. Mais impressionante ainda foi o número de touchdowns conseguidos, em corrida. Oregon marcou 4 (dois deles de Mariota), tantos quantos os que Stanford tinha permitido, nos oito jogos anteriores. Os highlights não se limitaram ao ataque. Na defesa, os Ducks mostraram qualidades. Eric Dargan, safety, conseguiu uma intercepção e um forced fumble em alturas cruciais. Dargan tem sido uma agradável surpresa, somando já várias big plays na temporada. Num triunfo com tanto de categórico quanto justo, os Ducks não podem dormir à sombra dos elogios. No próximo Sábado novo teste exigente, defrontando fora de portas a dura defesa de Utah, extremamente agressiva e com um pass rush tremendo. Será um duro teste à OL de Oregon, penalizada por lesões.

O Quarterback da Semana

Trevor Knight, Oklahoma. É, literalmente, um miúdo, ainda no ano sophomore. Saltou para a ribalta de forma inesperada, quando os Sooners deram uma lição a Alabama, na Sugar Bowl da época passada. Trevor Knight, até então um freshman desconhecido, mostrou predicados tremendos para a posição de quarterback, elevando as expectativas para a actual época. Esta não lhe tem corrido completamente de feição, tal como à equipa, já arredada dos playoffs, com duas derrotas, mas ainda na luta pelo título na conferência Big-12. No Sábado, contra Iowa State, foi a dual-threat que resolveu o jogo, penalizando o adversário com o passe e com a corrida. Nesta última, mostrou enorme agilidade, correndo 146 jardas em meras 16 corridas, numa média de 9,1 jardas por tentativa. Mais importante, adicionou pontos, de forma cirúrgica, com 3 touchdowns. No passe, mesmo mostrando ainda algumas debilidades, sobretudo na leitura de blitzes, obteve 22/35, para 230 jardas, 3 TDs e duas INTs.

Menção Honrosa da Semana

Aqui, nesta parte, podiam caber uma mão cheia de nomes. Cody Kessler, de USC, por exemplo, com 400 jardas e 5 passes para TD. Ou Anthony Boone, empolgante no seu jogo, com mais de 300 jardas e 4 TDs totais (3 de passe e um em corrida). Ou ainda os neófitos Brad Kaaya, de Miami ou Tyler Murphy, de Boston College, que vão mostrando semanalmente o crescimento sustentado do seu jogo. Mas a qualidade de um quarterback não se pode medir apenas pelos números assombrosos, devendo a sua exibição ser medida tendo em conta o peso dela para a vitória final. E Nick Marshall fez mais do que o suficiente para merecer a distinção, entre os seus pares. O QB de Auburn tem sido clutch, este ano, mostrando ser um jogador mais maduro, capaz de pesar melhor as decisões que toma. Contra a sólida equipa de Ole Miss, Marshall foi capaz de estabelecer um jogo de passe consistente, com 15/22, 254 jardas, 2 TDs e uma INT, usando ainda o solo para ferir de morte o adversário. 10 corridas, 50 jardas e 2 TDs. A equipa de Gus Malzahn continua em estado de graça.

O Wide Receiver da Semana

Deixei-me encantar pela história da Cinderela, com Duke a ser a equivalência à fábula da nossa infância. De saco de pancada na ACC até disputar a final da conferência não foi um pequeno passo. Foi necessário trabalho – brilhante, por sinal, de David Cutcliffe – que começou a ser notado quando a universidade atingiu uma Bowl, colocando um ponto final na seca de 18 anos. Agora, Duke é um adversário respeitado, que pretende atingir pelo 2º ano consecutivo a final da conferência. É provável que o faça e improvável que vença, dado que Florida State ainda é um opositor que está noutro patamar de qualidade. Mas a mera presença na final será um merecido prémio a um programa que soube reinventar-se, passar a ser relevante e a ter qualidade na prospecção e angariação de talento. No ano passado a Bowl contra Texas A&M, de Johnny Manziel, foi digna de ser vista, num confronto épico e repleto de grandes jogadas. Dois nomes sobressaíram, nesse encontro. Anthony Boone, quarterback. Jamison Crowder, wide receiver. Este, no Sábado contra Pittsburgh, foi tremendo e instrumental na difícil vitória por 51-48. O senior dos Blue Devils conseguiu 9 recepções, 165 jardas e dois TDs preciosos. Não sendo um nome facilmente reconhecível, Crowder pode ser uma das pérolas dos rounds finais do próximo draft. Com 5’9’’ e dotado de rapidez interessante, é um jogador que pode ser usado no slot ou no outsider, onde consegue separar-se regularmente das marcações.

Menção Honrosa da Semana

Corey Coleman, Baylor. Como é que não se pode gostar da explosividade do ataque dos Bears? Baylor é um caso aparte, um dos raros ataques que empolga quem assiste, numa receita de sucesso para quem aprecia futebol envolvente, feito de velocidade e talento. Baylor deverá ter o mais profundo grupo de wide receivers da prova, capaz de resistir a lesões (e elas grassaram esta temporada), sem que a qualidade do jogo aéreo seja posta em causa. Em novo festival contra Kansas foi a vez do mediatismo ser dado a um sophomore. Coleman não teve direito a muitos snaps, mas aproveitou cada um deles. Bastaram 3 recepções para ganhar 167 jardas e marcar dois TDs. Art Briles deve ser um técnico imensamente feliz com o arsenal que tem à disposição.

Menção Honrosa da Semana 2

Nelson Agholor, USC. O famoso programa futebolístico da Califórnia procura voltar aos tempos áureos, depois das sanções sofridas. Aparenta estar, mesmo numa época com alguns sobressaltos, no bom caminho. Na importante vitória contra Washington State, Cody Kessler (jogo quase perfeito) apoiou-se num nome facilmente reconhecível, mas que andava desaparecido da ribalta. Nelson Agholor explodiu com a resistência alheia, com fantásticas 220 jardas em 8 recepções, marcando um TD e mostrando flashes do talento que sempre lhe apontaram. Tem sido difícil a transição para o jogador de 3º ano, que passou parte da carreira na sombra de Robert Woods e Marqise Lee, de assumir a responsabilidade global no jogo aéreo, mas exibições deste calibre mostram que está no bom caminho.

O Running Back da Semana

Josh Robinson, Mississipi State. O junior running back tem sido uma das mais agradáveis surpresas da temporada, dando uma dimensão extra ao ataque dos Bulldogs e tornando-o difícil de parar. Robinson, elusivo a quebrar tackles, tem uma qualidade insuspeita como receiver, levando a equipa a virar-se para ele, inúmeras vezes, fora do backfield. A cabeça de quem transporta a coroa é sempre mais pesada do que as restantes. Os Bulldogs têm sentido isso, desde que são o nº 1 do ranking, sofrendo para vencer adversários não ranqueados. Arkansas foi apenas mais um adversário árduo e difícil de quebrar, perdendo apenas por 17-10 e mantendo a expectativa do resultado até final do encontro. A equipa foi quase vulgar e unidimensional, valendo a prestação de Robinson. O running back, apelidado pelos seus adeptos de “Bowling Ball”, pela capacidade que tem de correr entre tackles, conseguiu meras 64 jardas em 19 corridas, marcando um TD, mas foi tremendo no passe, com 6 recepções para 110 jardas. Não teve números de encher o olho ou de arrecadar elogios, mas a sua exibição terá que ser medida na importância que teve para a obtenção do triunfo. E, nesse campo, foi instrumental, podendo estar aqui a chave para o sucesso da temporada. Serviu, pelo menos, para a manutenção da invencibilidade.

Menção Honrosa da Semana

Duke Johnson, Miami. No programa famoso que está a ser renovado, ainda à procura duma identidade, Johnson é um dos nomes que tem mantido a universidade minimamente competitiva. Valor consagrado, que entrará no draft de 2015, Duke Johnson tem tido em 2014 uma época soberba. Mais forte fisicamente, pelo trabalho a que se submeteu na offseason, é uma força tremenda no jogo corrido, deleitando quem assiste aos jogos dos Hurricanes semanalmente. Contra North Carolina então resolveu mostrar a vasta gama dos seus recursos. No solo, 19 corridas chegaram para obter 177 jardas e marcar por duas vezes. Fora do backfield, duas recepções serviram para dar a devida dimensão ao seu jogo explosivo, ganhando 49 jardas e marcando mais um touchdown. Depois das 249 jardas da semana passada, contra Virginia Tech, mais 177 no solo. Palavras para quê?

Menção Honrosa da Semana 2

Shaq Thompson, Washington. Aqueles mais atentos ao mundo do futebol universitário, já ouviram falar deles. Aqueles que acompanham regularmente este cantinho dedicado ao College, lembram-se das referências que lhe fiz, noutro contexto. Qual? A versatilidade de Thompson é desarmante. Playmaker na defesa, como linebacker, onde colecciona intervenções de valor, permitindo que o seu nome seja mencionado como um dos grandes defesas da prova, junta-lhe a vertente de ser fisicamente perfeito para running back. Contra Colorado, foi usado como aríete para derrubar a defesa contrária, correndo 15 vezes para espantosas 174 jardas e um TD. Fenomenal!

O Momento Idiota da Semana

Nem se pode falar de rivalidade, no sentido restrito do termo. Maryland já não jogava contra Penn State há 21 anos. Não é igualmente uma questão de antagonismo. Nos encontros anteriores, já datados, Penn State levou sempre a melhor sobre Maryland, perdendo apenas uma vez em 37 embates. Conflito divisional? No way. Maryland mudou-se de armas e bagagens, este ano, para a Big 10, sendo um neófito na conferência. Então, que raio se terá passado na cabeça do staff técnico para que os capitães de equipa se tenham recusado a apertar as mãos dos capitães do adversário? Que imagem grotesca e tão pouco desportista, ver 3 elementos de mãos estendidas, no cumprimento inicial antes do início da partida, não serem correspondidos no cumprimento. Que violação tão clara e ridícula das regras não escritas, numa competição que preza valores elevados! Que nojo ver o espírito desportivo transgredido de maneira tão clara e premeditada! Maryland passou a ter em mim um hater, para o futuro.

O Momento Idiota da Semana

Não é um tópico agradável, nem fácil de escrever. É, no entanto, comum ver jogadores a caírem, por conta de infortúnios, penalizados por lesões graves. Enquanto escrevo não sei qual a dimensão da lesão de Ameer Abdullah, um dos mais excitantes running backs da prova, que se lesionou no jogo de Nebraska. Mas estas linhas são em louvor de Connor Halliday, quarterback de Washington State, imagem de resiliência na posição, nos últimos anos. Poucos quarterbacks terão sofrido mais hits devastadores do que Halliday que, no entanto, jogou sempre, suportando a dor de forma estóica. Foram inúmeras as mazelas sofridas, ao longo da carreira, desde nódoas banais até um fígado lacerado pelo constante impacto de sacks. Halliday acabou sempre por se levantar. Até agora, ao jogo contra USC, onde sofreu uma lesão grave (perna partida) num dos primeiros snaps do jogo. Ironicamente, como se o destino dele troçasse, o quarterback irá perder tempo de jogo precioso na sua época senior, com impacto negativo para quem sonhava ser eleito no draft de 2015. É o lado cruel de um desporto apaixonante.

A Revelação da Semana

California, habitual alvo de bullying na PAC-12, tem tido progressos assinaláveis. Pese isso, provavelmente não conseguirá, com a época a aproximar-se do seu final, ser elegível para uma bowl. Mas o talento está lá, em fase de crescimento. A vitória importante, fora de portas, contra Oregon State, permitiu que um nome saltasse para a ribalta. Daniel Lasco, running back, até agora despercebido, tem tido uma época excelente, merecendo honras de figurar no topo da PAC 12, quando se fizer o rescaldo da conferência. Neste jogo em particular, foi um mouro de trabalho, correndo 30 vezes para 188 jardas, marcando ainda 3 preciosos TDs.

Menção Honrosa da Semana

Rashard Higgins, Colorado State. A universidade é uma das revelações da prova, mas sinceramente ninguém dá o reconhecimento a uma equipa que vegeta na desinteressante Mountain West. É pena, mas pelo menos o programa futebolístico tem algo para mostrar, para além das vitórias. Tem o receiver com maior número de jardas conquistadas, à frente de nomes bem mais consagrados. Higgins tem sido precioso para a equipa, levando já 7 encontros com mais de 100 jardas ganhas, 4 deles acima  das 170. Este fim-de-semana adicionou mais 147e o TD da praxe.

Menção Honrosa da Semana 2

Joshua Dobbs, Tennessee. Segundo jogo do miúdo e épica vitória fora de portas contra South Carolina. Mais importante: o freshman não dá mostras de se intimidar com a responsabilidade, não se coibindo de lançar e explorar as secundárias contrárias. 23 em 40, no passe, para 301 jardas, 2 TDs e uma INT, esmagando depois no solo. 24 corridas, 166 jardas e 3 touchdowns. Impressionante! No cômputo geral, Dobbs teve direito a 64 snaps, entre passe e corrida. Se contra Alabama já tinha demonstrado ter qualidade, agora ficou bem expressa a ideia de que Tennessee ganhou um quarterback para os próximos anos.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.