No Huddle: NFL 2015 Wildcard Weekend

João Malha 11 de Janeiro de 2016 Análise Jogos NFL, NFL Comentários Desligados
Green Bay Packers vs Washington Redskins

No Huddle: NFL 2015 Wildcard Weekend

Os playoffs começaram e houve um denominador comum, ganharam todas as equipas que jogaram fora. Os supostos não favoritos. Os 3º e 4º classificados de ambas as conferências ficaram pelo caminho. Mas a história de cada um dos jogos foi muito distinta.

Kansas City Chiefs – 30 @ Houston Texans – 0

De todos os jogos desde fim-de-semana, foi o único que não teve história. Os Chiefs mostraram que estão em grande, depois de terem vindo detrás na fase regular com um início horrível, que redundou numa segunda metade perfeita. E mantiveram o ritmo neste arranque dos playoffs. Uma vitória sem espinhas em Houston, com 30 pontos sem resposta. Foi a 11ª vitória seguida o que os torna num adversário que ninguém quer ter pela frente. Os Patriots certamente não estarão aos pulos com tão temível adversário no próximo fim-de-semana.

A defesa dos Chiefs forçou cinco turnovers a Brian Hoyer, que teve um dia para esquecer, fechando a época tal como a começou, com um jogo horrível que até o levou ao banco no jogo da Week 1. Certamente o QB será a prioridade no próximo ano para os Texans.

O que sobra do jogo foi por um lado o fantástico kickoff return que abriu o jogo com um TD para os Chiefs, o segundo mais longo da história dos playoffs, por Kniles Davis, de 106 jardas, e a lesão do WR Jeremy Maclin, que termina assim a época, e que será baixa importante lembrando que há um ano, sem o receiver em Kansas, Alex Smith não atirou um só passe para TD para um WR ao longo de toda a época!

Pittsburgh Steelers – 18 @ Cincinnati Bengals – 16

Esperava-se um jogo de muitos pontos, mas o tiro saiu pela culatra. Durante largos períodos do jogo, poucos foram os pontos no marcador. Mas o final compensou, com emoção a rodos, turnovers e penalidades que ditaram o desfecho. Pelo caminho, Ben Rothlisberger lesionou-se no joelho e teve de sair para dar lugar a Landry Jones, período que coincidiu com a recuperação dos Bengals, curiosamente.

E foi precisamente quando os Bengals passaram para a frente à beira do fim, depois de estarem a perder por 0-15, que todos pensaram que estava tudo decidido. Ainda para mais quando os Bengals intercetaram a bola nos últimos dois minutos através de Vontaze Burfict. Mas um fumble de Jeremy Hill logo de seguida devolveu a esperança aos Steelers. De tal maneira que arriscaram tudo, com Big Ben, lesionado, a regressar para a última drive. E a verdade é que num passe longo para Antonio Brown, foi dada uma falta de Burfict deixou os Steelers já dentro da distância de FG. O problema foi que Adam Jones não gostou da decisão e quase chegou a vias de facto com o árbitro, oferecendo mais 15 jardas ao rival que assim nem tentou mais nenhuma jogada, chutou o FG e passou para a frente. Sobrou apenas uma jogada no relógio, mas já não deu para nada.

Os Bengals perderam mais uma vez à primeira no Playoff, desta vez sem Andy Dalton, por lesão. A verdade é que o filme foi o mesmo dos últimos anos. E Burfict mostrou como se pode passar de herói a vilão em poucos segundos. Resta agora saber se Big Ben recupera. Pois sem ele não é crível que os Steelers consigam fazer frente aos Denver Broncos. Mas se ele lá estiver, quem sabe se não repetem o fantástico jogo de há umas semanas que os Steelers venceram em grande estilo? Já para não falar de Antonio Brown, que sofreu concussão nessa última jogada que deu origem à falta decisiva. Num jogo marcada por muitas faltas e lesões.

Seattle Seahawks – 10 @ Minnesota Vikings – 9

Foi disputado, foi intenso, foi animado e emocionante, mas na minha opinião faltou o sumo, os TD. Houve um e mais nada. Realce para a recuperação dos Seahawks que a perder por 0-9 conseguiu virar o jogo já perto do fim. Os Vikings acabaram por morrer na praia duplamente. Primeiro por permitirem a reviravolta, e depois, no lance do jogo, no último segundo, com Blair Walsh a falhar um aparentemente fácil FG de 27 jardas, depois de ter acertado três ao longo do jogo.

A verdade é que os Vikings foram fiéis ao que demonstraram ao longo de todo o ano. Defesa fantástica e um ataque que comete poucos erros mas também não é especialmente espetacular. E graças à defesa de grande qualidade, os Seahawks, que têm tido um ataque avassalador nas últimas semanas foram parados e sofreram muito para conseguir pontuar.

Tudo ficou para decidir do malfadado pontapé de Walsh que infelizmente para os Vikings, foi fatal nas suas aspirações.

Green Bay Packers – 35 @ Washington Redskins – 18

Quem viu o início do jogo, com os Redskins a ganharam rapidamente vantagem por 11-0, pensava que a triste figura das últimas semanas do Green Bay Packers ia repetir-se e terminar a época dos cheeseheads rapidamente. Porém, a grande estrela Aaron Rodgers emergiu. Grande qualidade do que para muitos é o melhor QB da NFL. Muitas jogadas no-huddle arrasaram a defesa dos Skins, inclusivamente com penalizações por terem 12 jogadores em campo por duas vezes na mesma drive, por exemplo.

Ninguém esperava ver os Redskins nesta fase da época quando estávamos em agosto. Por isso, há que reconhecer que superaram todas as expectativas e ontem tiveram em Jordan Reed um trunfo importante, o TE fez um jogo fantástico e ajudou muito a equipa a lutar pela vitória.

Do lado dos Packers, apesar de má entrada, a defesa conseguiu depois conter o jogo dos Redskins, principalmente na segunda metade, provocando um fumble decisivo para a vitória dos Packers. A equipa parece algo desconexa, mas quando A-Rod carbura a sério, torna-se difícil parar o seu jogo ofensivo. Contudo, de todas as oito equipas ainda em prova, na teoria, parece a menos favorita. Mas quem tem Rodgers apenas tem o céu como limite!

About The Author

João Malha

Profissional da área de comunicação e marketing, e sempre ligado ao desporto, sempre me fascinou o conceito de showbiz dos norte-americanos no que toca à promoção de qualquer espectáculo desportivo. Quando em 2003, a SportTv transmitiu pela primeira vez o Super Bowl, com estrondosa vitória dos Buccaneers de John Gruden sobre os Raiders, a curiosidade cresceu e ano após anos comecei a seguir as transmissões do maior evento desportivo mundial. Mas como em tudo na vida (pelo menos na minha forma de estar), é preciso um motivo mais forte para nos agarrarmos às coisas. Uma paixão que nos alimenta. E foi isso que aconteceu em 2010, aquando da final de Miami, ganha pelos Saints frente aos Colts do lendário Peyton Manning. Nesse dia senti finalmente que aquela era a minha equipa! E o aparecimento da ESPN America ajudou a não mais largar este desporto espectacular, que sigo semanalmente. Na Week 1 da temporada 2012/2013, cumpri o sonho de ir ver um jogo dos Saints ao vivo, ao Mercedes-Benz Superdome. Não vi os Saints vencerem, mas quem sabe se não terei a oportunidade de dizer que assisti ao primeiro jogo na NFL de um dos maiores QB’s da sua história, Robert Griffin III. Ver os Saints ao vivo foi uma experiência única que me faz olhar para o desporto com outros olhos. Quero saber mais e mais sobre o jogo, a sua história, lendas, regras, tácticas, etc. Let’s play ball!!!!

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