College Football 2014: SEC West Preview
Bem-vindos à conferência de excelência do College. À nata da elite. À SEC West onde, salvaguardando o exagero, a mera menção dos contendores provoca um calafrio de medo aos adversários. É, actualmente, o feudo de Alabama, programa futebolístico gerido, com sagacidade e mão-de-ferro, por Nick Saban. A nota introdutória deste artigo não faz referência ao tri campeonato de Crimson Tide apenas por um acontecimento extraordinário. Aquele magnífico retorno, no final do Auburn versus Alabama, que entrou para a restrita galeria das jogadas imortais. Não fosse isso, esse evento cataclísmico, provavelmente a armada impressionante de Nick Saban venceria nova edição do College, esmagando a concorrência com a sua sólida base de recrutamento, com os treinos empenhados e a verdadeira constelação de talento que suporta o elenco. Especulações à parte, a SEC West ficou mais pobre. Johnny Manziel, o eléctrico quarterback de Texas A&M, partiu à aventura, para o mundo profissional. Para memória futura, ficam os inúmeros momentos empolgantes protagonizados pelo rebelde jogador, elevado à categoria de pop star, com um mediatismo que rivaliza com os profissionais bens pagos da NFL. Na habitual sangria que acontece, ano após ano, o que significarão as perdas das várias equipas que deram vários jogadores para o draft, como Alabama e LSU? Poderão essas saídas enfraquecer os potentados e permitir o aparecimento de outros candidatos, como Ole Miss, que teve recentes recrutamentos onde angariou talento em dose obscena? E Auburn, a besta negra de Alabama em 2013, conseguirá permanecer no topo, para onde foi alçada pelo “feiticeiro” Gus Malzahn? Mais importante, como reagirá Texas A&M a perdas tão importantes como Johnny Manziel, Mike Evans e Jake Matthews? A equipa, depois de ter surpreendido os analistas em 2012, no seu 1º ano na SEC, resvalou exibicionalmente em 2013, mostrando fraquezas até então indetectáveis. Viveu muito do génio de Manziel e da empatia deste com Mike Evans, que ajudaram a camuflar um colectivo desinspirado, que terminou os embates na conferência com um 4-4. Sem Manziel, tendo que adaptar o ataque a um novo QB, é previsível que se assista a um retrocesso dos Aggies no assalto à liderança, mesmo que a defesa tenha a maioria dos titulares do ano passado e possa, por uma vez, carregar a equipa às costas.
Tal como na SEC East, estes são os principais candidatos a vencerem a divisão West e a marcarem presença na final de conferência:
1. Auburn
Numa análise sempre carente de factos novos, dada a ausência de competição, é difícil eleger o nº 1 num grupo tão competitivo e forte. Decidi-me por Auburn apenas pelo ataque explosivo, que permanence quase imutável, com Nick Marshall aos comandos. Este tem vindo a evoluir no capítulo do passe e nas decisões tomadas, augurando um bom ano de 2014. A defesa, que mereceu algumas críticas em 2013, terá que ser mais produtiva. E, se o spring game for levado em consideração, parece estar no bom caminho
2. Alabama
AJ McCarron saiu, o que deixa uma interrogação enorme no posto de quarterback. O elenco em redor parece ter a qualidade necessária, com TJ Yeldon e Amari Cooper a surgirem como expoentes máximos dessa habilidade, mas será na substituição eficaz de McCarron que pode estar a chave para o sucesso na temporada. Na depth chart o next man up é Blake Sims, mas as esperanças dos fãs de Crimson Tide apontam mais para Jacob Coker, vindo de Florida State. A defesa, tal como a de Auburn, não mereceu muitos comentários elogiosos no ano transacto, em especial a secundária. Como será este ano?
3. LSU
Nunca descartem as equipas chefiadas por Les Miles do lote de candidatos, mesmo que 2014 seja um ano aparentemente de reconstrução e o roster tenha sofrido uma sangria considerável no draft para a NFL. Nem tudo se resumirá ao ataque, mas a perda de Zach Mettenberger pode ser fatal para as aspirações. Nos treinos da Primavera o freshman Brandon Harris reivindicou o posto de quarterback, mas a temporada será longa e a inexperiência do jogador poderá hipotecar alguns sonhos. Conseguirá Cam Cameron, o coordenador ofensivo, elevar o jogo do atleta?
4. Ole Miss
A antiga universidade de Eli Manning procura desesperadamente recuperar alguma da glória perdida. Um bom caminho costuma ser a forma de recrutamento, e nesse campo os Rebels têm sido surpreendentes, nos últimos anos, atraindo prospects de 4 e 5 estrelas. A equipa aparenta ainda não estar totalmente madura para desafiar os poderes instituídos na divisão, mas o estilo de jogo eminentemente físico pode angariar alguns pontos e vitórias. A destacar, tal como nos outros potenciais candidatos, a incerteza na posição de quarterback, uma imagem de marca na SEC em 2014. Bo Wallace saiu e ainda não se sabe bem quem será o seu sucessor.
Conclusão
Divisão monopolizada, nos últimos anos, por Alabama, parece agora, numa primeira análise, mais aberta e competitiva. Mas não se iludam. Mesmo com algumas questões em aberto, Alabama continua a ser a força dominante na SEC. Nick Saban tem o toque mágico de transformar (quase) tudo em ouro e a nova fornada de jogadores deverá corresponder aos pergaminhos da universidade. A principal dúvida reside na posição de quarterback e, aí, Auburn pode conseguir ganhar vantagem, sendo a única equipa das que apresentam pretensões a apresentar solidez no posto. Como qualquer fã, adorava o aparecimento de um contendor fora do lote restrito acima apontado, mas isso parece irrealizável.






