College Football 2015: Week 12

Paulo Pereira 24 de Novembro de 2015 Análise Jogos College, College Comentários Desligados
College Football

College Football 2015: Week 12

O que é que eu tinha escrito na semana passada, sobre Novembro? Era outro campeonato. Semana a semana, os candidatos vão sendo confrontados com a sua própria mortalidade, sofrendo dentro das 4 linhas para manter a esperança viva ou soçobrando ao peso das suas ambições. Este sábado dava-nos um jogo que prometia emoções elevadas, não só pela implicação que tinha, para definição da Big 10, como pelas repercussões para os playoffs. O jogo era um teste, talvez o principal até ao momento, a Ohio State, campeões em título, na recepção aos Spartans, ainda acalentando uma ténue expectativa para uma subida vertiginosa nos rankings. Quem conheceu igualmente o travo amargo da derrota foram os Cowboys, de Oklahoma, sucumbindo a Baylor, equipa que continua  encantar com o seu ataque demolidor. Quando foi libertado o 1º ranking efectuado pelo comité decisor dos playoffs, existiam 11 equipas invictas. Três semanas depois, restam duas: Clemson e Iowa. Este é o panorama geral da competição, com as suas expectativas, aspirações e reais possibilidades:

  •  Clemson, 11-0: Venceram Wake Forest por 20 pontos, o que não abre a boca de espanto a ninguém, mas continuam de pedra e cal no 1º lugar do ranking, parecendo sólidos, nos dois lados da bola. Estará nos playoffs vencendo o que lhe falta: South Carolina e North Carolina.
  • Alabama, 10-1: Vitória por 50 pontos, num jogo ideal para carregar baterias para o derradeiro combate, fora de portas, contra Auburn. A equipa parece ter ultrapassado a irregularidade e, mesmo não contando com um jogo de passe confiável, tem demasiados playmakers no ataque e defesa para se deixar intimidar por alguém. Parecem claramente os grandes favoritos ao título;
  • Iowa, 11-0: Não sei se merecerão reconhecimento nacional, mas uma equipa invicta é sempre detentora de respeito. O calendário, até ao momento, pode não ter sido marcado pelas dificuldades (apenas um confronto contra um adversário no top-25), mas a equipa vence concludentemente, em cada semana;
  • Oklahoma, 10-1: Os Sooners são um candidato emergente, e podem bem reivindicar o 4º lugar de acesso aos playoffs, apresentando um currículo interessante. Terão como grandes rivais para este último bilhete mágico os Spartans e Notre Dame. Com Samaje Perine no jogo corrido e com Baker Mayfield na posição de quarterback, os Sooners têm dois dos melhores da competição, nos lugares-chave. Vitória importante e sofrida, esta semana, contra TCU, por 30-29;
  • Michigan State, 10-1: Serão um caso difícil de ignorar, depois de terem derrotado os campeões em título. Se juntarmos a isso o triunfo obtido sobre a dura equipa de Michigan, o resumo do obtido até agora é favorável às pretensões dos Spartans;
  • Notre Dame, 10-1: Venceu, mas é um daqueles casos em que a vitória apenas os prejudicou. O comité analisa à lupa os triunfos, procurando falhas e destacando qualidades que tenham passado abaixo do radar. Os Fighting Irish precisavam de triunfar, frente à medíocre equipa de Boston College, de forma esmagadora, mas ao invés ganharam por apertados 19-16, revelando dificuldades insuspeitas.
  • Depois destes, ainda temos, com legítimas aspirações, Baylor (10-1) que, mesmo jogando com o third stringer quarterback, venceu Oklahoma State, que se encontrava invicta. Oklahoma State perdeu lastro, ao consentir o primeiro desaire da temporada, mas ainda tem alguma margem de manobra, atendendo ao calendário difícil que enfrentou, até ao momento. E os Gators, renascidos no primeiro ano sob a tutela de Jim McElwain, com um notável 10-1 como recorde, a vitória assegurada na SEC East e com encontro marcado com Alabama, na final de conferência. Se estes Gators conseguirem a proeza de vencer a equipa de Nick Saban, como lhes poderá ser negado o acesso aos playoffs?
  • Os Buckeyes eram favoritos, pareciam favoritos e, quando se soube antes do início da partida que Connor Cook, quarterback de Michigan State, não jogaria, parecia que o triunfo seria uma mera questão de tempo. Erro nº 1, para quem pensou assim. Se há algo que a história nos mostra, quando falamos destes dois, é de confrontos anuais imprevisíveis, repletos de grandes jogadas e resultados surpreendentes, mostrando que o favoritismo não pode, neste cenário particular, ser levado em conta. Os Buckeyes, este ano, não tinham ainda impressionado na defesa do seu ceptro, parecendo viver dos rendimentos alcançados e da fama granjeada. O seu ataque, que no papel parece explosivo, vinha denotando irregularidade, sobretudo no quesito do passe. E foi por aí que os Spartans atacaram, criando um plano de jogo que conteve JT Barrett a noite toda. O QB de Ohio State terminou a partida com umas ridículas 46 jardas no passe e apenas 44 no solo, território onde costuma marcar a diferença. Com um ataque desinspirado e com um playcalling questionável – nas palavras de uma das estrelas da equipa, Ezekiel Elliott – os Buckeyes mesmo assim pareceram capazes de vencer, com a sua principal jogada a resultar na recuperação de um punt, depois culminado num touchdown. Numa noite difícil, marcada pelo vento e chuva, adversário extra, impressionou a total ausência de chama no ataque dos campeões, manietados e conformados, nunca criando condições para que Elliott, uma das pedras nucleares da equipa, conseguisse impor o seu jogo. Os Spartans foram sempre ripostando, conseguindo manter Tyler O’Connor, o backup de Connor Cook, relativamente seguro o encontro todo (o miúdo foi comedido no passe, com apenas 89 jardas, mas conseguiu um passe para TD e não cometeu erros primários) e foram recompensados já no final do tempo regulamentar, com o field goal de Michael Geiger, de 41 jardas.
  • Os Cowboys de Oklahoma State entraram na semana 12 invictos. Saíram dela a lamber as feridas e a pensar o que poderia ter sido a temporada, não fosse pela derrota caseira contra Baylor, por 45-35. O desaire não foi tão apertado como o resultado demonstra e Baylor, que pertence ao lote de equipas com uma derrota, entra novamente na corrida aos playoffs. Fê-lo em grande estilo, com o 3º QB do roster, depois de terem perdido o excelente Seth Russell e o seu backup Jarrett Stidham. Com um desconhecido Chris Johnson aos comandos do ataque, Baylor conquistou 694 jardas, contra apenas 399 do adversário. Numa noite em que Baylor correu com a bola impressionantes 74 vezes, procurando evitar a exposição do seu neófito quarterback, Johnson conseguiu ambientar-se ao grande palco e marcar 3 scores (2 no passe e um corrido). A chave da vitória esteve aqui, no jogo corrido, com a defesa a conseguir conter o ground game do opositor a meras 8 jardas.
  • A única derrota de Baylor aconteceu com a outra universidade de Oklahoma, os Sooners. Estes, que foquei lá em cima, são um contendor a ter em conta, mas sofreram imenso para bater TCU que jogava sem Trevone Boykin e Josh Doctson, dois dos melhores jogadores da competição. Já se sabe que numa prova tão intensa e equilibrada, todas as vitórias e derrotas serão olhadas e escrutinadas. Os Sooners aparentam ter tudo, desde jogo aéreo passando pelo solo e acabando numa defesa intensa, mas a forma tremida como triunfaram perante TCU pode fazê-los perder algum terreno. A vitória, que parecia certa quando o marcador estava em 30-13, ficou em cheque quando os Horned Frogs trocaram de quarterback, sentando o inefectivo Foster Sawyer (3 INTs) e colocando o third stringer Bram Kohlhausen, que iniciou o comeback.  A 51 segundos do final, Kohlhausen passou para o seu 2º TD, colocando a equipa a um ponto de distância. O prolongamento parecia ser uma realidade, mas o técnico Gary Patterson optou pelo 2-point-conversion. A ousadia não colheu dividendos, com o safety Steven Parker a conseguir defender o passe e a colocar um ponto final no encontro.
  • E ainda não se falou de Michigan. E de Jim Harbaugh. Os Wolverines estão fora da luta pelos playoffs, devido às suas duas derrotas, mas podem discutir o título da conferência, se vencerem Ohio State na próxima semana. E que temporada esta, para a agora renascida e orgulhosa universidade, provando que será um contendor a ter em conta, no curto prazo. Mas o decorrer da época permite também avaliar, e verificar, as alterações que vão surgindo, seja devido a lesões, abaixamento de forma ou pela previsibilidade do plano de jogo. A defesa dos Wolverines, por exemplo, era agressiva, nasty, demolidora, sufocante. Foi, durante a primeira parte da temporada, o sector responsável pela permanência da equipa no topo. Nas duas últimas semanas, já foi mais permissiva, mais condescendente, menos sólida. Mas revelou algo que, até então, ainda não tinha mostrado, por ausência de oportunidades. Goal-line stands. Os triunfos contra Minnesota e Indiana acabaram graças a paragens defensivas, em cima da própria end zone, revelando um coração enorme. Neste sábado, contra Penn State, não existiu um momento assim tão crucial, mas sim vários, diluídos no tempo. Foram pelo menos 4 as incursões dos Nittany Lions que entraram na red zone e esbarraram na férrea resistência. Lances na linha de 8 jardas, na de 3 e na de 1, obrigando o adversário a optar pelo field goal ou, já em desespero, pelo 4º down.
  • Para a próxima semana, a semana da rivalidade, colocando frente a frente adversários figadais. Se na SEC assistiremos a um sempre apetecível Auburn versus Alabama, jogo de paixões transbordantes e com excessos fora de campo, teremos ainda um braço de ferro na BIG 10 que costuma parar a nação. Michigan contra Ohio State, o equivalente a um River Plate contra Boca Juniors, no soccer. Estão a perceber a ideia, certo? Não há cá palmadinhas nas costas, fair-play, desejos de boa sorte ou outra cortesia qualquer. Entre os fãs, só um sentimento: vencer, humilhar o adversário, transformado em inimigo, naqueles 60 minutos. É O jogo, como lhe chamam, sem qualquer prurido. O único que interessa, aquele onde perder é o equivalente a um pesadelo. Vai ser um sábado tremendo. Can't wait!

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.

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