Mock Draft 2.0: Parte II
E pronto. As oito primeiras escolhas do Mock Draft já foram feitas. A roleta da Fortuna ditou os resultados e as equipas anseiam, agora, que as escolhas tenham a qualidade almejada. Enquanto esses se debatem com dúvidas existenciais e preparam os próximos rounds do draft, vamos a nova ronda de picks, acompanhando o normal desenrolar do draft até à posição 16.
9. Buffalo Bills – Eric Ebron, Tight End, North Carolina
Anterior escolha: CJ Mosley, OLB. Tenho alguns pruridos em eleger um TE com uma pick tão elevada, sobretudo porque a presença de Mosley torna apelativa a sua escolha, dotando a DL dos Bills de mais talento. O front 4 é, por si só, um dos melhores da competição e a recente passagem de Kiko Alonso para o outside pode dotar a equipa e maior agressividade e consistência. Exactamente por isso é que aparece aqui Ebron, um atleta notável e que reconcilia o jogo de passe com a posição de TE. Os Bills, mesmo que os números mostrem o contrário, não estão contentes com a produção de Scott Chandler, pouco interventivo e eficaz na red zone. Ebron seria uma arma notável nesse quesito, com EJ Manuel a ficar agradecido pela sua chegada.
10. Detroit Lions – CJ Mosley, Outside Linebacker, Alabama
Anterior escolha: Bradley Roby, CB. Como as coisas mudam. Em Novembro, Roby era um dos hot prospects na posição. Agora é o terceiro ou quarto nos atletas vindos do College. Continua a ser um jogador interessante, e os Lions não dispensarão ajuda na secundária, mas podem adquirir, nesta fase, um jogador instrumental para a sua linha defensiva. Durante algum tempo especulou-se que a franquia de Detroit elegeria um receiver com a pick 10, mas a aquisição de Golden Tate na free agency deverá ter arrefecido esse ânimo. CJ Mosley pode ser o complemento perfeito para DeAndre Levy, trazendo agilidade e velocidade numa função cada vez mais importante.
11. Tennessee Titans – Justin Gilbert, Cornerback, Oklahoma State
Anterior escolha: Khalil Mack, LB. O aumento do stock de Mack torna impossível que ele permaneça por escolher, na pick 11. Se isso acontecesse, os Titans seriam uns felizardos. A franquia mexeu-se bem na free agency, conseguindo trazer alguns elementos que podem aumentar a qualidade em vários sectores. No entanto, a saída de Alterraun Verner constituiu um rude golpe, com a franquia a perder um jogador precioso na secundária e extremamente competente e regular. A escolha de Gilbert constitui, por isso, um no brainer, com o jogador a ficar com a titularidade no flanco oposto a Jason McCourty.
12. New York Giants – Aaron Donald, DefensiveTackle, Pittsburgh
Anterior escolha: Ryan Shazier, linebacker. O ano horrível dos Giants obrigou a muita proactividade na offseason, numa tentativa clara de tornar a equipa mais competitiva, na sempre apelativa NFC East. Os Giants, no habitual estilo low profile, conseguiram trazer um camião repleto de jogadores, reforçando sectores deficitários. Na secundária, por exemplo, a chegada de Walter Thurmond e Dominique Rodgers-Cromartie supriram a necessidade de escolher um corner, pelo menos de forma urgente. Também a aquisição de Jameel McClain, vindo dos Ravens, torna escusada a escolha, no round 1, de um linebacker. E Aaron Donald tem sido um jogador que tem vindo a subirna consideração de todos. Dinâmico, explosivo, mesmo sendo undersized para a posição, dominou o Senior Bowl, podendo ser um starter desde o dia 1, ao lado de Cullen Jenkins.
13. Saint Louis Rams – Ha Ha Clinton-Dix, Safety, Alabama
Anterior escolha: Ha Ha Clinton-Dix, S. Na procura de encurtarem a distância que os separa de Seahawks e 49ers, na sua competitiva divisão, os Rams são uns felizardos, por contarem com duas picks de primeiro round, graças à trade de RG3. A namorarem com os playoffs, nas duas últimas épocas (7-9), a equipa sente que este é um ano decisivo na era Jeff Fischer-Les Snead. A escolha do produto made in Alabama dotará a posição de safety de maior qualidade. Capaz de cobrir grande parcela de terreno, movimenta-se com suavidade e rapidez, sendo um óptimo tackler em open field. A sua presença, juntamente com os jovens corners Janoris Jenkins e Trumaine Johnson, dará à franquia consistência na unidade nos anos vindouros.
14. Chicago Bears – Darqueze Dennard, Cornerback, Michigan State
Anterior escolha: Ra'Shede Hageman, DT. Os Bears tiveram um forte impacto na free agency, colocando o foco da atenção no reforço do seu sector maus causticado por críticas, em 2013: a defesa. Para a linha da frente chegaram os excelentes LaMarr Houston e Jared Allen, que lhes permite olhar para o draft com outra perspectiva. Se é um facto que a equipa conta ainda com Tim Jennings e Charles Tillman como putativos titulares na posição de cornerback, a escolha de Dennard daria maior profundidade ao grupo, numa aposta que vingaria no futuro a curto prazo. Dennard é um protótipo do corner eminentemente físico, capaz de ser decisivo em man-coverage.
15. Pittsburgh Steelers – Taylor Lewan, Offensive Tackle, Michigan
Anterior escolha: Taylor Lewan, OT. É o casamento perfeito. Um offensive tackle de enorme qualidade para uma linha ofensiva desesperadamente carente de jogadores válidos. Kelvin Beachum preencheu a vaga de left tackle de forma honesta e competente, mas sem brilho especial. Lewan pode ser o jogador âncora numa OL, tornando o jogo dos companheiros melhor pela sua presença. Com Maurkice Pouncey e David DeCastro, Lewan formaria um tridente fenomenal, justificando a aposta e dando motivos para sorrir aos fãs dos Steelers.
16. Dallas Cowboys – Ryan Shazier, Outside linebacker, Ohio State
Anterior escolha: Louis Nix, DT. Os Cowboys necessitam de ajuda em todos os sectores da defesa e se a escolha de Nix faz algum sentido, deixou de ser urgente com a chegada, na free agency, de Henry Melton. A saída de DeMarcus Ware abriu uma ferida difícil de ser curada, mas um trio de linebackers com Bruce Carter, Sean Lee e Shazier deixaria contente qualquer coordenador da posição. Shazier é extremamente ágil e rápido, capaz de correr as 40 jardas em 4,4/4,5. Um defensor feroz, contra a corrida, é uma máquina de tackles, que traria agressividade para um sector depauperado.





