Mock Draft 2.0: Parte IV

Paulo Pereira 21 de Abril de 2014 Draft, NFL Comments
Mock Draft 2014

Mock Draft 2.0: Parte IV

E pronto. O primeiro round caminha para o seu final. Faltam, nesta altura, apenas 8 escolhas. É agora que entram em acção as melhores e mais bem classificadas equipas de 2013. Rosters com qualidade, tendo aqui a oportunidade ideal para cimentar o talento, a longo prazo, em escolhas que são, muitas vezes, meros complementos para unidades carentes de profundidade. São franquias que, globalmente, poucas deficiências apresentam, mas em que cada escolha conta, na tentativa de emularem sucessos anteriores.

25. San Diego Chargers – Louis Nix, Nose Tackle, Notre Dame

Anterior escolha: Jason Verrett, CB. É o casamento perfeito, se acontecer conforme aqui preconizado. O 3-4 dos Chargers carece de qualidade na zona central da linha defensiva. A evidente falta de talento é, assim, colmatada com a chegada do exuberante e poderoso jogador de Notre Dame, um colosso contra o jogo corrido. Louis Nix não atrairá muito interesse, das franquias que escolhem antes dos Chargers, pela evidente debilidade em ser um pass rusher consistente, mas não é isso que importa aos Chargers. A mera presença física de Nix permitirá que os seus aliados, na linha da frente (Kendall Reyes e Corey Liuget) se emancipem nessa área,

26. Cleveland Browns – , Quarterback, Johnny Manziel, Texas A&M

Anterior escolha: Zach Mettenberger, QB. E pronto. Os Browns, com duas picks no primeiro round, têm um dia em cheio, conseguindo um receiver talentoso e um quarterback empolgante. Em novo processo reconstrutivo, com novo head coach e general manager, os Browns adicional talento insuspeito ao ataque, começando a moldar uma equipa que, pese a qualidade, tem claudicado por sistema. Manziel é uma espécie de RG3 ou Russell Wilson, com um melhoria considerável na sua presença no pocket e com os seus scrambles a dotá-lo do factor imprevisibilidade que pode tornar o ataque mortífero. A franquia de Cleveland escolhe um jogador que pode explodir de imediato ou, se preferirem, aprender o ataque atrás de Brian Hoyer, jogador que já deu mostras de poder movimentar as peças.

27. New Orleans Saints – Dee Ford, Outside Linebacker, Auburn

Anterior escolha: Kyle Van Noy, OLB. Se existe algo que se vai aprendendo, a acompanhar a NFL, é que a presença de pass rushers no roster nunca são demais. Assistimos, em 2013, durante a offseason, aos Seahawks a acumularem jogadores que fazem dessa perseguição aos quarterbacks o seu modo de vida. Compreende-se. Numa liga onde o passe se tornou a arma primária no ataque, arranjar medidas para minimizar os estragos parece ser uma acção inteligente. Dee Ford tem agilidade e velocidade para atacar as OLs contrárias, reforçando o sector que conta apenas com Junior Galette e Parys Haralson (Victor Butler regressa de lesão).

28. Carolina Panthers – Morgan Moses, Offensive Tackle, Virginia

Anterior escolha: Justin Gilbert, CB. Durante grande parte da offseason achei que, nesta pick, os Panthers se iriam enamorar por um receiver, dada a densidade e talento que o grupo apresenta. A explicação para o movimento era simples. As saídas de Steve Smith, Ted Ginn, Brandon LaFell e Domenik Hixon tinham deixado empobrecido a unidade de WR. Os Panthers pareciam anestesiados e lentos a reagirem à sangria. Provavelmente, foi estratégia. Depois do frenesim dos dias iniciais na free agency, quando tudo se tinha já acalmado, a franquia de Carolina agiu. Desse mercado chegaram os veteranos Jason Avant e Jerricho Cotchery, compondo as opções ao dispor de Cameron Newton. É possível que o draft seja ainda transformado numa coutada, na procura dum receiver que complemente os existentes, mas no primeiro round a opção passará por escolher o melhor OL disponível. E, nesta fase, esse homem é Morgan Moses, um decente run-blocker e sólido jogador, que constituiria mais uma opção válida para a linha ofensiva da equipa.

29. New England Patriots – Ra’Shede Hageman, Nose Tackle, Minnesota

Anterior escolha: Eric Ebron, TE. Explicando a mudança quase radical na escolha. O mock 1 foi feito, como previamente explicado, em Novembro, mais ou menos por alturas da week 12. Prematuro? Foi, sem dúvida. Os Patriots debatiam-se ainda com a prisão de Aaron Hernandez e com a lesão de Gronkowski, o que tornava a posição atractiva a uma solução jovem e talentosa, vinda do draft. Nesta altura, com a nova temporada a ser preparada e com o regresso sadio de Gronk no horizonte, as preocupações são outras. Vince Wilfork e Tommy Kelly estão de regresso, mas vêm de lesões graves. A entrada de Hageman, para além de rejuvenescer o sector e permitir preparar atempadamente a futura saída de um dos jogadores referidos, daria mais uma opção séria a Bill Bellichick. Hageman é um jogador explosivo e poderoso, uma mais-valia a capitalizar no futuro a curto/médio prazo.

30. S.Francisco 49ers – Kelvin Benjamin, Wide Receiver, Florida State

Anterior escolha: Paul Richardson, WR. Mantive a posição de necessidade, alterando apenas o jogador. E fi-lo conscientemente, mesmo após a contratação de Brandon Lloyd pelos 49ers, que poderá influir na decisão da franquia em escolher outra posição com a pick de 1º round. Quando, no texto introdutório a estas últimas 8 escolhas, fiz menção a que muitas delas serão, essencialmente, opções de futuro, dada a ausência visível de carências em alguns rosters, pensava em algumas equipas. Os 49ers eram uma delas. Equipa talhada para vencer, tem namorado com a glória nos últimos 3 anos, apresentando sempre um roster sólido e repleto de soluções. A escolha de Kelvin Benjamin funcionaria como uma aposta de futuro, minimizando a saída de Anquan Boldin, mas sempre com possibilidade de demonstrar em 2014 algumas das suas qualidades. E são tantas. Wide Receiver com 6'5” de altura, foi uma das figuras de proa dos Seminoles, realizando uma série de big plays que demonstra o seu lado de playmaker. Uma unidade que conte com ele + Anquan Boldin + Michael Crabtree + Brandon Lloyd como deep threat, pode tornar um ataque explosivo. Benjamin é demasiado tentador para se deixar escapar, nesta altura.

31. Denver Broncos – Kyle Van Noy, Outside Linebacker, BYU

Anterior escolha: Vick Beasley, DE. Os Broncos necessitam de pass rushers. Facto. A lesão de Von Miller teve, em 2013, um impacto negativo na equipa, que se sentiu claramente nos playoffs. Shaun Phillips, que foi o líder da equipa, na ausência de Miller, saiu na free agency, deixando o roster carente de profundidade. Van Noy é extremamente explosivo, segundo os scouts, vindo do edge, podendo ser um complemente perfeito a Miller e dotando os Broncos de um duo importante no ataque às OLs contrárias.

 

32. Seattle Seahawks – David Yankey, Guard/Tackle, Stanford

Anterior escolha: La'El Collins, OT. E agora, os campeões em título. Os Seahawks estão marimbando para as opiniões/mocks alheios. Não se importam de draftar James Carpenter no 1º round, mesmo que isso seja considerado reach. Ou, então, irem buscar Bruce Irvin, com idênticos comentários. Para todos os efeitos, o que lhes importa é o papel que o jogador pode desempenhar nos seus esquemas tácticos. Por isso, nem será de estranhar que escolham, a fechar o 1º round, um guard com polivalência para jogar como offensive tackle. A justificação? A sua OL, claramente o sector mais débil em 2013. Yankey já jogou, no seu ano junior, como left tackle, mostrando qualidades acrescidas como pass protector, não deslustrando no trabalho de sapa de abrir buracos para o running back. Yankey parece um prospect talhado para melhorar a OL e ser uma âncora no futuro da franquia.

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Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.