Mock Draft 2.0: Parte III
Dezasseis jogadores escolhidos. Dezasseis ainda por escolher. A festa anual do draft está, nesta fase, ao rubro. Milhões de olhos assestados no espectáculo hollywoodesco que a NFL prepara, com toda a pompa e circunstância. Jogadores nervosos, semblantes carregados, esperando que o telefone toque e o seu nome seja anunciado, por Roger Goodell, o todo poderoso Comissário.
17. Baltimore Ravens – Calvin Pryor, Safety, Louisville
Anterior escolha: Sammy Watkins, WR. No way! Watkins nunca sobrará para a pick 17. Em minha defesa, no primeiro mock realizado em Novembro, os Ravens estavam piores classificados. Especulou-se, durante algum tempo, que a franquia de Baltimore poderia eleger um receiver com esta pick. Parece-me, contudo, que a renovação com Jacoby Jones e a contratação de Steve Smith deitam, para já, essa pretensão por terra. Os Ravens ficam com profundidade suficiente na unidade, podendo eleger outra posição para cimentar a qualidade. Qual? Safety. Sim, os Ravens gastaram uma pick de 1º round no ano passado num safety (Matt Elam), mas a posição continua a carecer de ajustes e Pryor é um playmaker.
18. New York Jets – Odell Beckham Jr., Wide Receiver, LSU
Anterior escolha: Austin Seferian-Jenkins, TE. Os Jets precisam de qualidade para o ataque. Em doses maciças. Da free agency chegou Eric Decker e Jacoby Ford, juntando-se aos serviçais David Nelson e Jeremy Kerley. Não é uma unidade que provoque calafrios nas defesas contrárias, pois não? Odell é um jogador bastante rápido, habituado à dura marcação e competição da SEC. Jogador de enorme potencial, pode mudar o curso de um jogo com as suas big plays.
19. Miami Dolphins – Zack Martin, Offensive Tackle, Notre Dame
Anterior escolha: Antonio Richardson, OT. O caso Jonathan Martin/Richie Incognito minou a temporada dos Dolphins em 2013, levando o caos à linha ofensiva que, privada de alguns dos seus titulares (Mike Pouncey lesionou-se, na mesma altura do escândalo), claudicou em toda a linha. Os Dolphins sabem da urgência em resolver os problemas na guarda pretoriana a Ryan Tannehill. Na free agency chegou Branden Albert, um left tackle sólido e um notório upgrade na posição. Martin pode ser o left tackle de futuro, permanecendo neste seu tirocínio na NFL como right tackle. No Senior Bowl ele foi impressionante, mostrando serum jogador rápido e atlético, capaz de se bater com competência com os defesas que encontrará nesta aventura no mundo profissional.
20. Arizona Cardinals – Kony Ealy/Defensive End, Missouri
Anterior escolha: Cyrus Kouandjio, OT. Os Cardinals, depois das 10 vitórias na temporada 1 de Bruce Arians, prometem intrometer-sena luta pela divisão,enfrentando Seahawks e 49ers. A OL, que erauma prioridade, recebeu o OT Jared Veldheer, o que permite que o draft e a primeira pick seja usada de outra forma. Ealy é híbrido e pode jogar como OLB, o que dá aos Cardinals um prospect tendencialmente melhor pass rusher do que Sam Acho. Numa equipa recheada de talento na unidade defensiva, a vinda de Ealy confere uma profundidade interessante.
21. Green Bay Packers – Jace Amaro, Tight End, Texas Tech
Anterior escolha: Jace Amaro, TE. Porquê Amaro e não Austin Seferian-Jenkins? Os Packers seguem religiosamente a filosofia de “draft and develop”, usando o draft como coutada de caça ao talento com que vão construindo os rosters. O outro dogma é ter em atenção as red flags dos prospects. E Seferian tem algumas, por problemas extra-campo, para além de ter perdido tempo de jogo (mais o Combine) por lesões. Com a situação de Jermichael Finley sem resolução, o corpo de tight ends está depauperado e Amaro é um alvo demasiado bom e valioso para o deixarem escapar. Rápido, óptimo a destruir cobertura no centro do campo, seria uma prenda merecida para Aaron Rodgers.
22. Philadelphia Eagles – Marqise Lee, Wide Receiver, USC
Anterior escolha: Aaron Colvin, CB. O que mudou, para ter alterado a escolha? Muita coisa. Essencialmente, free agency. Os Eagles foram buscar Nolan Carrol para cornerback, dando alguma profundidade à posição. A secundária recebeu igualmente Malcolm Jenkins para safety. Se é certo que, mesmo assim, a equipa beneficiaria de ajuda vinda do draft, a mesma pode ser encontrada nos outros rounds. A dispensa de DeSean Jackson e a saída de Jason Avant deixou a equipa “reduzida” a Riley Cooper e Jeremy Maclin. Num draft reconhecidamente pejado de talento na posição de wide receiver, os Eagles têm muito por onte escolher.
23. Kansas City Chiefs – Xavier Su’a Filo, Guard, UCLA
Anterior escolha: Cameron Erving, OT. O sucesso atrai a cobiça alheia e os Chiefs sentiram isso na pele, quando vários dos seus free agents foram rapidamente contratados, ao atingirem o mercado. A linha ofensiva, que tão bem se tinha portado, perdeu Jon Asamoah e Geoff Schwartz na posição de guards, abrindo uma necessidade premente. Xavier é poderoso como run-blocker, o que abre excelentes perspectivas para Jamaal Charlers, a principal arma ofensiva dos Chiefs.
24. Cincinnati Bengals – Bradley Roby, Cornerback, Ohio State
Anterior escolha: Derek Carr, QB. Sim, na altura em que fiz o a versão 1 do mock draft, em Novembro, devia estar irritado com Andy Dalton. Logicamente que, nesta fase, não faz sentido os Bengals investirem uma pick de 1º round num quarterback. Devem fazê-lo para melhorar a sua secundária, em especial a unidade de corners. A saída de Mike Zimmer, agora head coach dos Vikings, pode ser sentida. E muito. O veterano técnico fez um óptimo trabalho na coordenação do sector, extraindo o melhor de jogadores como Terrence Newman e Pacman Jones, mas um upgrade é sempre bem vindo e Roby parece ser melhor do que qualquer um dos nomes mencionados. Fisicamente dotado, Roby apenas necessita de um porto de abrigo com um bom staff técnico.





