Mock Draft 2.0: Parte III

Paulo Pereira 15 de Abril de 2014 Draft, NFL Comments
Mock Draft 2014

Mock Draft 2.0: Parte III

Dezasseis jogadores escolhidos. Dezasseis ainda por escolher. A festa anual do draft está, nesta fase, ao rubro. Milhões de olhos assestados no espectáculo hollywoodesco que a NFL prepara, com toda a pompa e circunstância. Jogadores nervosos, semblantes carregados, esperando que o telefone toque e o seu nome seja anunciado, por Roger Goodell, o todo poderoso Comissário.

17. Baltimore Ravens – Calvin Pryor, Safety, Louisville

Anterior escolha: Sammy Watkins, WR. No way! Watkins nunca sobrará para a pick 17. Em minha defesa, no primeiro mock realizado em Novembro, os Ravens estavam piores classificados. Especulou-se, durante algum tempo, que a franquia de Baltimore poderia eleger um receiver com esta pick. Parece-me, contudo, que a renovação com Jacoby Jones e a contratação de Steve Smith deitam, para já, essa pretensão por terra. Os Ravens ficam com profundidade suficiente na unidade, podendo eleger outra posição para cimentar a qualidade. Qual? Safety. Sim, os Ravens gastaram uma pick de 1º round no ano passado num safety (Matt Elam), mas a posição continua a carecer de ajustes e Pryor é um playmaker.

18. New York Jets – Odell Beckham Jr., Wide Receiver, LSU

Anterior escolha: Austin Seferian-Jenkins, TE. Os Jets precisam de qualidade para o ataque. Em doses maciças. Da free agency chegou Eric Decker e Jacoby Ford, juntando-se aos serviçais David Nelson e Jeremy Kerley. Não é uma unidade que provoque calafrios nas defesas contrárias, pois não? Odell é um jogador bastante rápido, habituado à dura marcação e competição da SEC. Jogador de enorme potencial, pode mudar o curso de um jogo com as suas big plays.

19. Miami Dolphins – Zack Martin, Offensive Tackle, Notre Dame

Anterior escolha: Antonio Richardson, OT. O caso Jonathan Martin/Richie Incognito minou a temporada dos Dolphins em 2013, levando o caos à linha ofensiva que, privada de alguns dos seus titulares (Mike Pouncey lesionou-se, na mesma altura do escândalo), claudicou em toda a linha. Os Dolphins sabem da urgência em resolver os problemas na guarda pretoriana a Ryan Tannehill. Na free agency chegou Branden Albert, um left tackle sólido e um notório upgrade na posição. Martin pode ser o left tackle de futuro, permanecendo neste seu tirocínio na NFL como right tackle. No Senior Bowl ele foi impressionante, mostrando serum jogador rápido e atlético, capaz de se bater com competência com os defesas que encontrará nesta aventura no mundo profissional.

20. Arizona Cardinals – Kony Ealy/Defensive End, Missouri

Anterior escolha: Cyrus Kouandjio, OT. Os Cardinals, depois das 10 vitórias na temporada 1 de Bruce Arians, prometem intrometer-sena luta pela divisão,enfrentando Seahawks e 49ers. A OL, que erauma prioridade, recebeu o OT Jared Veldheer, o que permite que o draft e a primeira pick seja usada de outra forma. Ealy é híbrido e pode jogar como OLB, o que dá aos Cardinals um prospect tendencialmente melhor pass rusher do que Sam Acho. Numa equipa recheada de talento na unidade defensiva, a vinda de Ealy confere uma profundidade interessante.

21. Green Bay Packers – Jace Amaro, Tight End, Texas Tech

Anterior escolha: Jace Amaro, TE. Porquê Amaro e não Austin Seferian-Jenkins? Os Packers seguem religiosamente a filosofia de “draft and develop”, usando o draft como coutada de caça ao talento com que vão construindo os rosters. O outro dogma é ter em atenção as red flags dos prospects. E Seferian tem algumas, por problemas extra-campo, para além de ter perdido tempo de jogo (mais o Combine) por lesões. Com a situação de Jermichael Finley sem resolução, o corpo de tight ends está depauperado e Amaro é um alvo demasiado bom e valioso para o deixarem escapar. Rápido, óptimo a destruir cobertura no centro do campo, seria uma prenda merecida para Aaron Rodgers.

22. Philadelphia Eagles – Marqise Lee, Wide Receiver, USC

Anterior escolha: Aaron Colvin, CB. O que mudou, para ter alterado a escolha? Muita coisa. Essencialmente, free agency. Os Eagles foram buscar Nolan Carrol para cornerback, dando alguma profundidade à posição. A secundária recebeu igualmente Malcolm Jenkins para safety. Se é certo que, mesmo assim, a equipa beneficiaria de ajuda vinda do draft, a mesma pode ser encontrada nos outros rounds. A dispensa de DeSean Jackson e a saída de Jason Avant deixou a equipa “reduzida” a Riley Cooper e Jeremy Maclin. Num draft reconhecidamente pejado de talento na posição de wide receiver, os Eagles têm muito por onte escolher.

23. Kansas City Chiefs – Xavier Su’a Filo, Guard, UCLA

Anterior escolha: Cameron Erving, OT. O sucesso atrai a cobiça alheia e os Chiefs sentiram isso na pele, quando vários dos seus free agents foram rapidamente contratados, ao atingirem o mercado. A linha ofensiva, que tão bem se tinha portado, perdeu Jon Asamoah e Geoff Schwartz na posição de guards, abrindo uma necessidade premente. Xavier é poderoso como run-blocker, o que abre excelentes perspectivas para Jamaal Charlers, a principal arma ofensiva dos Chiefs.

24. Cincinnati Bengals – Bradley Roby, Cornerback, Ohio State

Anterior escolha: Derek Carr, QB. Sim, na altura em que fiz o a versão 1 do mock draft, em Novembro, devia estar irritado com Andy Dalton. Logicamente que, nesta fase, não faz sentido os Bengals investirem uma pick de 1º round num quarterback. Devem fazê-lo para melhorar a sua secundária, em especial a unidade de corners. A saída de Mike Zimmer, agora head coach dos Vikings, pode ser sentida. E muito. O veterano técnico fez um óptimo trabalho na coordenação do sector, extraindo o melhor de jogadores como Terrence Newman e Pacman Jones, mas um upgrade é sempre bem vindo e Roby parece ser melhor do que qualquer um dos nomes mencionados. Fisicamente dotado, Roby apenas necessita de um porto de abrigo com um bom staff técnico.

About The Author

Paulo Pereira

O meu epitáfio, um dia mais tarde, poderá dizer: “aqui jaz Paulo Pereira, junkie em futebol americano”. A realidade é mesmo essa. Sou viciado. Renascido em 2008, quando por mero acaso apanhei o Super Bowl dos Steelers/Cardinals, fiz um reset em [quase] todos os meus dogmas. Aquele desporto estranho, jogado de capacete, entranhou-se no meu ADN, assumindo-se como parte integrante da minha personalidade. Adepto dos Vikings por gostar, simplesmente, de jogadores que desafiam os limites. Brett Favre entra nessa categoria: A de MITO.